REMIX ZURETA
You live it or lie it Meu estilo de vida determina meu estilo de morte Siga procurando A busca continua... Frenética tica tica tica tic-toc mente
PRA QUE A PRESSA?
ABENÇOADA RAIVA
Fuck it all and no regrets I hit the lights on this dark sets raiva no pescoço, eu me enforco, logo... e eu quero que minha raiva seja sadia só pra mim ela não pode me controlar
ingrediente necessário quero que ela seja eu
que ela se liberte! um terremoto produtivo mensagens que beiram a redundância, é preciso estar vivendo ou ter vivido um período semelhante
ALGUM TIPO DE MONSTRO
Essa é a voz do silêncio nunca mais língua que fala por dentro - explorando o corpo ela anda em círculos o deus nem tão santo mais vivo do que nunca! as garras que cutucam as feridas é o fim que nunca termina é uma nuvem de verdades este momento somos...
Eu sou quem eu penso que sou? julgamento, eu martelo - sou juiz, júri e carrasco ambigüidade inerente
autismo, isolamento preso no seu cérebro qualquer um é suspeito eu me escondo, mas (se me cutucar) te mostrarei... me deixe desaparecer no horizonte
abra seu coração, estou batendo à porta ó, que bom menino você é desplugando de tudo orbitando a si mesmo foi invadido: MEU MUNDO Mamãe, por que chove no meu quarto? anime-se, o tempo vai abrir neblina densa, nada eu vejo os filhos da puta tentam entrar na minha cabeça e me mudar não é que eu não saiba a resposta eu nem sei qual é a pergunta
manda bala de novo, ainda não morri todos os tiros que levo cuspo de volta em você toda merda que atira volta pra te assombrar
que diferença eu fiz?
Mesmo com uma bala nas costas, não sairei do lugar Atire em mim, leve um tiro! tô encalhado e por minha conta (TIC-TOC)
mordo minha língua tentando não revidar
acorde o gigante adormecido, a besta, o cão, não, deixe-o hibernar!
minto para obter um sorriso doce âmbar - incenso (do amor) quão doce é você quão doce pode ficar?
gato e rato eu fujo mas eu volto
já estive aqui antes cada instante aqui morro um pouco mais o sentimento inefável desperta e me domina segurança na solidão eu espero esse trem joelhos sobre os trilhos - recorrentemente
tudo lavado, ficou branco, só sinto o cheiro doce do passado, não danço com o que poderia ter sido, não danço com esqueletos
amor é controle (raiva controlada?) morrerei se me deixar levar odeie-me deixo-a correr depois puxo a rédea
só deixarei você respirar o ar que eu te der -se não quiser sufocar depois veremos se deixarei me ama[ta]r
Desejo poder, desejo fazer Satisfeito? cuidado com o que deseja, pois pode obtê-lo! Você quer tirar a própria vida
você quer ficar só
desperdiçar o ódio vou guardar pra mim queria um abraço, mas só a pedra fria pode dá-lo
Enquanto nos reunimos hoje Nos despedimos O escravo se torna o senhor Futuro e passado ambos discordam vejo o fim em mim...
Escrito por a mosca filosófica às 18:10
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Se o tempo é como o espaço, que se volta sobre si mesmo (como quando um sujeito circunavega a Terra), então não se pode ESCAPAR do ou TERMINAR tal percurso, como não se chegará a um abismo ou FIM DO MUNDO navegando oceanos adentro, como acreditavam os proto-colonizadores, o europeu ainda bárbaro. O que significa que... a morte é um ponto de vista. Sendo o tempo fechado nele mesmo o indivíduo volta termodinamicamente - é uma questão de conservação da energia - ao mesmo lugar... E "lugar" se refere a "tempo", além de lugar, já que estamos acostumados a dizer apenas assim, mesmo quando queremos nos referir a uma época. E de fato faz talvez um século que para a Física o espaço-tempo é uno.
Escrito por a mosca filosófica às 23:34
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UMA ODE AOS COVERS
Há uma discussão tão longa e acalorada - principalmente entre os brasilienses, supostos habitantes de uma "cidade do rock" - que me propus a escrever sobre isso, para que não me repita em conversas por aí, além de poder ordenar melhor minhas idéias. Primeiramente, um pouco sobre mim: amo a música, mas não sou músico. Quando criança aprendi a tocar teclado como que obrigado pelos pais, portanto sem amor ou espontaneidade. Minha paixão por escutar bandas adveio somente na adolescência. Hoje tenho 24 anos, portanto obviamente haverá muitos leitores com mais experiência do que eu, podendo eu me desculpar desde já pela eventual leviandade de minhas palavras! Em segundo lugar, diria que durante 90% do tempo dedicado a ser "expectador desta maravilhosa arte" estou ouvindo "metal e derivados" e disso são os shows que prefiro freqüentar. Considero que somente nesses meios tenho o que se pode chamar de amigos. Mas não me rotularia de metaleiro (ainda que meu vestuário cotidiano se componha quase totalmente de camisetas de bandas do gênero!), por não ser fechado a outros estilos nem me considerar pertencente a uma ideologia ou grupo exclusivamente de metalheads ou headbangers. A despeito das muitas pessoas brilhantes e visionárias que conheço e que se enquadram no rótulo, estas são as exceções. Devo retratar o metaleiro-padrão, o famoso "estereótipo", como um ser desagradável e superficial, tanto quanto o pagodeiro-padrão, o indie médio ou o sertanejo-clichê. Creio que não preciso me alongar mais neste ponto. Sem mais delongas à polêmica: incentivar ou não shows cover em Brasília? Dizem que "a cena morreu", que "não se fazem mais bandas como antigamente, "o pessoal não leva compromissos a sério", "ninguém respeita os músicos", "o preconceito ainda é grande contra nós roqueiros", "não há casas de espetáculo disponíveis", "não sabem produzir", "a audiência não é fiel", etc, etc. Não gostaria de repisar esses discursos, que ora refletem a realidade ipsis literis, ora não passam de falácia! Podemos contar nos dedos os eventos, a cada fim de semana ou mês, que contemplem a galera do heavy metal (procurando englobar gêneros adjacentes como punk, hard rock, hardcore, thrash, death, black, grindcore, grunge, stoner, crust na medida do possível) em todo o DF. Dentre estes, há(veria?) uma subdivisão do público: aqueles que preferem as bandas que tocam o som de outras bandas mais renomadas; e os que têm em mais alta conta os "artistas autorais", isto é, que mandam ver com seu próprio som em cima do palco. Ao meu ver, não existe música sem boa dose de ambas as vertentes, ainda que seja seu direito ter uma "favorita". Estudar o passado é obrigatório para quem quer, por sua vez, fazer escola. E se ater exclusivamente ao passado é martelar pregos no caixão. Dos menores aos maiores nomes da música contemporânea, não vejo banda que não tenha dedicado tempo a regravar aqueles que os inspiraram, e que não tenha perdido noites pensando, rabiscando, compondo, ensaiando, enfim, criando material inédito... À parte a dupla categorização, dizem que shows com apenas músicas próprias são economicamente inviáveis para bandas em seus começos, se não forem excepcionalmente qualificadas, porque não haveria demanda por procurá-las ou o menor interesse empresarial por revelá-las. Pode ser que sim. É até mais difícil cativar o público que não conhece as melodias (ou a falta delas, dependendo do estilo), as letras, às vezes nem o nome de quem está se apresentando! O que não entendo é por que isso se transforma, para alguns, em ódio manifesto aos concertos-tributos, de covers dos clássicos. Como se as bandas cover fossem as responsáveis pela propalada "decadência" do cenário das bandas independentes! Como se tais shows não ajudassem imensamente a divulgar aquele som e aquela cultura e a fomentar a criatividade em mentes férteis! Se os eventos covers são mais numerosos (e eu não sei se isso é mesmo verdade), mais bem divulgados, vamos agradecer pela oportunidade de louvar os "deuses" - mortos ou vivos - do rock 'n' roll e do metal, ao invés de emburrar e nos lamentar por tal predomínio e pela escassez das "bandas de verdade" (como se um cover não fosse também uma performance autêntica, que exige energia e muito treino), como já me disseram. Dever-se-ia militar por mais shows, de ambas as variedades (autorais e covers), por eventos que mesclassem ambas as tendências, não pela ABOLIÇÃO ou pelo BOICOTE de eventos cover. Sinto esse dissídio, essa eterna tensão entre dois extremos inconciliáveis, por onde passo. Posso estar pintando com cores exageradas e extravagantes, estilizando os pontos de vista um bocadinho. Talvez seja, ao cabo, uma percepção enganosa de minha parte, mas nas ruas, nos encontros e nas redes sociais é esse o teor da coisa. Sobre a credibilidade da testemunha, não posso opinar, porque qualquer auto-análise seria distorcida. Só gostaria de lembrar que a dita "cena" é construída por TODOS, ainda que não haja uníssono ou consenso entre as partes... E que todos que amam o estilo querem que ele cresça.
Escrito por a mosca filosófica às 12:07
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CERVANTADAS
O lado bom de construir estádios monumentais, neo-Coliseus, para a Copa é que os pobres vão ter sua copa: se houver um desastre natural os desabrigados poderão contar com estas instalações como casa e escola - ao menos enquanto não houver jogo, não for sábado nem quarta, nem domingo, nem sexta, nem... show da Ivete, e que os polícias estejam de bom humor, valha-me Deus! * * * "se em seco faço tanto, que não faço no molhado?" "deve contentar-se com dar cabeçadas na água" "letra de processo, que nem Satanás entende." "A ninfa Eco, filha do Ar e da Terra, foi condenada por Juno [Hera] a só falar repetindo as duas últimas sílabas do que lhe diziam. Desprezada por Narciso, recolheu-se a uma gruta, onde se consumiu em pranto" 421: meu ancestral, Dom Pedro de Aguiar. * * * Fazer coisas trabalhosas ou não fazer nada? Eis a questão que posso me colocar - mas até qd? Saudades infindáveis de percorrer o minhocão como quem não quer nd de pretender ser um trabalhador saudade, ô saudade, de ainda não usar trajos sociais e bater o ponto xérox café cigarro ônibus a pé tudo cansa até o tédio cada obj concluído plim fumaça os incomodados que se internem! os abusado(re)s que se revelem! olhar o horizonte e achar bom o inefável - essa vidinha +- * * * Eu poderia te cor(o)ar com minhas macaquices, princesa! "Fala por seis, bebe por doze" Eneida, de Virgílio - para "continuação" da Ilíada. O mais racional agora é esperar algo cair do céu
Escrito por a mosca filosófica às 14:52
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ENTREVISTA COM O VAMPIRO
Anne Rice/Lispector Visão em que os crucifixos não podem fazer nenhum mal e vampiros não podem virar vapor para passar pelo buraco de uma fechadura. Sangue demais dá enjôo. "podia me ver no espelho" "ele nos dizia para comermos tudo" "inofensivo, mas idiota, o produto de quatro gerações de casamentos entre primos de primeiro grau." "Aos cochichos, as empregadas contavam como, por uma fenda da porta, nos viram jantar em pratos e baixelas vazios, levando copos vazios aos lábios, nossos rostos pálidos e fantasmagóricos sob a luz das velas" "Pai e Filha. Amante e Amante." "Havia algo terrivelmente sensual no modo como se estendia no sofá numa camisolinha de renda e pérolas." "Era isto que ela era. Uma boneca mágica." "apesar dela me evitar e me angustiar, como se tivesse sido minha noiva." "E suponha que o vampiro que o fez não sabia nada, e o vampiro que fez este vampiro não sabia nada, e que o vampiro anterior não sabia nada, assim por diante, o nada precedendo o nada, até o nada! E precisamos viver com o conhecimento de que não há conhecimento." "Acho que senti um arrepio de prazer quando ela disse tais palavras: Deixemos a carne guiar a mente." "Acho que vi Macbeth com ele umas quinze vezes." "O inferno é ódio, pessoas vivendo juntas em ódio eterno." Os vampiros deixam restos mortais! Mas o expediente da estaca no coração e da degola continua válido! Pintores do grotesco: Brueghel, Bosch, Traini, Dürer, Boticelli. "Não começava a tagarelar a cada pausa, nem a demonstrar que tinha compreendido algo antes do pensamento terminar, nem a discutir num impulso irresistível - as coisas que geralmente tornam um diálogo impossível." Vampiros, pela cessação da imortalidade, só podem suar sangue! "Respiração"?
Escrito por a mosca filosófica às 14:19
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STALIN(+)SKY
Sobre a importância que Hitler dá à oralidade: "Esse critério de Hitler se baseia em grande parte, sem dúvida, em que não sabe escrever." Stalin seria péssimo orador. "bêbado como um sapateiro" - ditado popular russo. "Há só um povo no mundo que beba tanto vinho como os georgianos." ~H: "Não lhe apenou a prematura morte de seu pai; unicamente se sentiu mais livre." "Desde sua juventude, a maquinação de tramas vingativas se converteu para ele num objetivo que dominava todos os seus esforços." Os 3 irmãos mais velhos de Stalin morreram ainda bebês. Escola teológica: "As obras de Tolstoi, Dostoievski, Turgeniev e outros clássicos, permaneciam inacessíveis." "O livro era o companheiro inseparável de José, que não se separava dele nem durante as refeições" "Expulso" da instituição, como eu! "Costumava replicar às bravatas de seus professores com suas risadinhas envenenadas e desdenhosas." Trotsklodyta "A blusa suja, as botas sem engraxar, o cabelo despenteado eram também características gerais de todos os jovens agitadores" "uma parte de Maquiavel com duas partes de Judas" "ler durante a prisão o maior número possível de livros" "A onda terrorista alcançou sua culminância em 1907." "estudava tranquilamente o esperanto (estava convencido de que o esperanto era o idioma do porvir)" HA-HA! De resto, não teria conseguido aprender nenhum outro idioma. "o sentimental semi-bolchevique Gorki" "A preguiça, uma cautela desordenada, a falta absoluta de recursos literários, e, finalmente, uma indolência oriental extrema se combinavam para manter a pluma de Stalin pouco menos que improdutiva." T. tem raiva dos poetas. "O Marxismo e o problema nacional é, indubitavelmente, a obra teórica de mais importância de Stalin." 40 páginas "Cada vez que os dirigentes do bolchevismo tinham que atuar sem Lenin, incorriam em erro, inclinando-se em geral à direita. Então surgia Lenin como um deus ex machina, e sinalizava o caminho certo." "Perezoso por naturaleza, Stalin puede trabajar a presión sólo cuando están en juego sus intereses; de otro modo, prefiere fumar una pipa y pasar el rato." "Quanto mais calor há na atmosfera, mais frios são os manejos de Stalin." "Ademais, inclusive os mais arrojados sentem algo de frio na boca do estômago em vésperas de uma insurreição." "Stalin confiava na máquina muito mais que nas massas." "Circunstâncias extraordinárias deram a sua ambição um vôo assombroso ainda para ele mesmo." "Completamente distinto é o caráter da subida de Stalin. Não pode se comparar com nada de tempo passados. Parece não ter pré-história." "era heróica da Revolução" "Contra a vontade de Lenin, por sua própria iniciativa, Stalin realizou a bolchevização ou estalinização de seu país natal..." "O XII Congresso, que compreendeu a semana de 17 a 25 de abril de 1923, elevou Stalin do último ao primeiro posto dentro do triunvirato." "o cozinheiro dos pratos carregados de pimenta." "predecessores seus tais como César Bórgia." Seria mesmo possível que o da "boa-nova" amaria esse sofisticado maquiavelismo novecentino? O envenenador de Nero, "o velho Locusta" Locust? Máximo Gorki foi morto no princípio do stalinismo. "Gorki nunca foi conspirador nem político. Era um velho bondoso, defensor do oprimido, um protestante sentimental." Trotsky vê nesses "hiatos morais no poder" encarnados em tiranos o indício de um novo modo de produção. "A vingança da História é mais terrível que a do mais poderoso secretário geral. Atrevo-me a dizer que isso é consolador." Chama os tecnocratas de cupins. 436-7: a "arte" "A atitude de Stalin ante esse crescente anti-semitismo era de amistosa neutralidade." Trotsky, esse desafortunado camarada-espelho de Robespierre. Rei do simplismo: "a propriedade privada é o único obstáculo sério que se opõe ao desenvolvimento adequado das forças produtivas." Os kulaks, os sobreviventes rurais dos "tempos de propriedade privada" (era necessário mantê-los vivos até a consolidação da revolução). "Nem mesmo Napoleão I foi tão plebeu em suas origens como os ditadores de nosso tempo." Napoleão III já era desprovido de talentos no campo de batalha. "Lenin vinha a ser um Cromwell moscovita." Hitler assumiu na Alemanha 11 anos depois de Mussolini ("César + Siegfried + Al Capone"). "a suástica não foi o escudo de Hitler, mas unicamente um símbolo roubado dos egípcios e dos indianos." "Mussolini é a verdadeira personificação do egoísmo cínico e da covardia oculta detrás do disfarce de sua jactância." "Lá societé c'est moi" DIC: encono - ressentimento T. acima do B. e do M., isto é, Bolcheviques e Mencheviques.
Escrito por a mosca filosófica às 13:50
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PENSAMENTOS PASCALIANOS
"Dá-se, hoje, o nome de abismo de Pascal à dificuldade que certos problemas sociais ou morais oferecem em sua elucidação." Cromwell teria morrido por causa de um grão-de-areia em sua uretra. Niilismo comendo pelas beiradas! "Dediquem a esta leitura algumas das horas que tão inutilmente empregam fora: se alguma aversão experimentarem, talvez reconheçam ainda assim alguma coisa ou, pelo menos, não perderão muito." "As outras religiões, como as pagãs, são mais populares, porque se exteriorizam: não são, porém para as pessoas habéis." "Nenhuma outra religião pode, pois, agradar aos que odeiam a si mesmos e que procuram um ser verdadeiramente amável." 76 - teoria do conhecimento "Quando se lê depressa ou devagar demais, não se entende nada." "Se considerarmos a nossa obra imediatamente depois de a termos executado, ainda somos bastante prevenidos; se muito tempo depois, não a entendemos mais." "Conhecemo-nos tão pouco que muitos pensam morrer quando estão passando bem; e muitos parecem passar bem quando estão próximos da morte." "Ora, em que pensa o mundo? (...) em dançar, em tocar alaúde, em cantar, em fazer versos, em correr o anel (...) em fazer-se rei" "Se o nariz de Cleópatra tivesse sido mais curto, toda a face da terra teria mudado." "toda a infelicidade dos homens provêm de uma só coisa, que é não saberem ficar em repouso num quarto." "Que quimera é então o homem? Que novidade, que monstro, que caos, que motivo de contradição, que prodígio! Juiz de todas as coisas, imbecil verme da Terra, depositário do verdadeiro, cloaca de incerteza e de erro, glória e escória do universo." Para Pascal, subsiste-se ora sendo pirroniano (estóico) ora sendo dogmatista. "Por que me matais? Como! Não ficais do outro lado da água? Meu amigo, se ficásseis deste lado, eu seria um assassino, seria injusto matar-vos da mesma maneira; mas, desde que ficais do outro lado, sou um bravo, e isso é justo." Nações "É preciso ter um ponto fixo para julgar. O porto julga os que estão no barco; mas, onde tomaremos um porto na moral?" - problema do hedonismo de Dudu: seu hedonismo não passa de uma percepção tão equívoca da realidade quanto seu antigo quadro de "nerd que namora a distância". P.sacal "Não mostramos nossa grandeza ficando numa extremidade, mas tocando as duas ao mesmo tempo e enchendo todo o intervalo." "por mais elevados que estejam, unem-se aos menores dos homens por algum lugar. "Que tolo projeto teve Montaigne de se pintar!" "César era muito velho, parece-me, para ir divertir-se em conquistar o mundo. Esse divertimento ficava bem em Alexandre: era um rapaz difícil de conter; mas César devia ser mais maduro." "Querei que se fale bem de vós? Não o faleis." Na segunda metade de seu trabalho, é um imoralista! "Dois rostos semelhantes, dos quais nenhum faz rir em particular, fazem rir juntos pela sua semelhança." Simplesmente a enunciação do eterno retorno (115, LXII): "A natureza recomeça sempre as mesmas coisas, os anos, os dias, as horas; os espaços também, e os números estão nos dois sentidos em seguida uns dos outros. Assim, faz-se uma espécie de infinito eterno. Não é que haja nada de tudo isso que seja infinito e eterno; mas, esses seres terminados se multiplicam infinitamente. Assim, parece-me, só o número que os multiplica é infinito." E a lei do trágico: "Tudo o que se aperfeiçoa por progresso perece também por progresso." "é preciso dizer como os outros, mas não pensar como eles."
Escrito por a mosca filosófica às 13:18
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PROMETEU ACORRENTADO
Zeus tratado como "novidade" no Olimpo. "Júpiter reina de fato por novas e iníquas leis, e procura destruir tudo o que era outrora digno de veneração." A sucessão de Zeus - quem foi o primeiro filho, ou o varão mais forte? Poderia ser uma misocracia? Prometeu sabe quem há de roubar-lhe o trono! "Tu não cedes, Prometeu, mesmo no cúmulo da desgraça!" "a força e a violência de nada valeriam; o ardil, tão-somente, decidiria da vitória." Poseidon, os Titãs ou qualquer outro... teriam governado de uma forma melhor ou pior? O coro das ninfas de Poseidon (cunhadas de Prometeu) julga a esperança positivamente. "teu irmão Átlas" "E a fatalidade, quem a dirige?" "As três Parcas, e as Fúrias, que nada perdoam." O próprio Júpiter se prostra diante delas. Parece que ir para a Ásia, o além-mundo, era pior que o Tártaro! Zeus se suicidará por conta de uma mulher... Porque ter um filho que mais brilha e o fulmina é um suicídio! "a maldição que contra ele lançou Saturno"
Escrito por a mosca filosófica às 12:39
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TRISTES TRÓPICOS - Lévi-Strauss
Rousseau considerado como o pai da Antropologia. "os compassos do estudo nº 3 do opus 10 de Chopin." "Nada nos pode consolar quando pensamos detidamente" Pascal "Odeio a viagem e os exploradores." "Uma recordação tão insignificante, merece ser registrada no papel?" Georges Dumas, o mestre de L-S. Fundou a USP! Fez cruzeiros dos mais luxuosos e travessias marítimas das mais penosas! Imagine-se 3 meses sem higiene... "sonho hidroterápico" Não sabia ou me esquecera de que era judeu. Inferno na Martinica. Evadiu clandestinamente da França no começo dos 40 para escapar dos alemães. DIC: corrosol - graviola seno - no bojo de hormigón - concreto poroto - feijão muía - mula encinta - grávida Bahia, "uma igreja para cada dia do ano". Mendigos "preferiam uma foto que jamais veriam" a que se os desse dinheiro. Foi preso pelos brancos por isso. Em Santos, mais inconvenientes burocráticos. Achava a alma do funcionário brasileiro corrupto repleta de Voltaire e Anatole France! "embarquei para Porto Rico num bananeiro sueco" "Compreendo a paixão, a loucura, o engano dos relatos de viagem." Sobre o fetiche dos fazedores-de-mala. "De aquí a unos cientos de años, en este mismo lugar, otro viajero tán desesperado como yo llorará la desaparición de lo que yo hubiera podido ver y no he visto." Penso no Brasil como no cheiro de algo queimando, por causa da homofonia entre os vocábulos "Brésil" e "grésiller". Amigo de pintores com influência diplomática. "Dizem que escrevo sem estilo! Por acaso Balzac tinha estilo?" "Cinco anos na Sorbonne se reduziam à aprendizagem dessa ginástica [retórica] cujos perigos, não obstante, são manifestos." Complicações parecidas com as minhas na hora de se tornar professor. "Ao contrário [das carreiras de medicina e direito], em letras e ciências, as saídas habituais: magistério, investigação e certas carreiras imprecisas, são de outra natureza. O estudante que as elege não diz adeus ao universo infantil, mas bem se apega a ele." "O magistério não é por acaso o único meio que se oferece aos adultos para permanecer na escola?" "Uma reação quase conventual o leva a dedicar-se temporária ou duradouramente ao estudo" "su compromiso es una manera más de permanecer desligados." Para ele, a etnografia seria o elo perdido. "desapego crônico" "ficará psicologicamente mutilado" "Como a matemática ou a música, a etnografia constitui uma dessas raras vocações autênticas."
Escrito por a mosca filosófica às 12:28
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"Quanto à corrente de pensamento que se expandindo com o existencialismo, me parecia o contrário de uma reflexão válida pela complacência que manifesta em relação às ilusões da subjetividade." "modista" "Em lugar de encerrar com a metafísica, a fenomenologia e o existencialismo introduziam dois métodos para conceder-lhe um álibi." "no Brasil, onde os professores da Universidade esperavam que eu contribuísse com o ensino de uma sociologia durkheimiana, à que os havia levado a tradição positivista" "50km de rota terrestre podem dar a impressão de uma mudança de planeta, mas 5000km de oceano apresentam uma face imutável." "Mas para a noite, as mesclas não têm limite, pois ela inaugura um espetáculo fantasmagórico: o céu passa do rosado ao verde; é porque não vi que certas nuvens se tornaram vermelho vivo, por contraste, fazem aparecer verde um céu que era completamente rosado." Sobre o Novo Mundo: "La humanidad nunca conoció una prueba tán desgarrante y jamás conocerá otra igual, a menos que alguna vez se revele algún planeta, a millones de kilómetros de distancia, habitado por seres pensantes." "tiburrones (en portugués tubarão)" "el sol era tán ardente que la tripulación [de Colón] creyó que iba a ser quemada viva." Colombo relata ter visto três sereias no Caribe. Tempos em que chamavam algodoeiras de "árvore de ovelhas"! "Los que declaran que Nueva York es fea son tán sólo víctimas de una ilusión de la percepción." 71-2: detalhes da colônia francesa no Rio (o católico - depois convertido calvinista - Villegaignon) Termos de origem francesa: tamanduá, mandioca, jaguar, sagouin, caimã, acaju (acajou), etc. A índia que trocou um lôro por um canhão. Jean Léry - Le voyage fait en la terre du Brésil "Quanto mais baixos [na altura das moradias] mais altos [ricos] são os habitantes, no Rio de Janeiro" Sobre as chuvas de verão paulistas. "Ytu", "Campiñas" "cobina verdegueante y más aristocrática de Pacaembú." "el criminólogo era un dentista que, como sistema de identificación para la policía judicial, había introducido el vaciado de las mandíbulas en lugar de las impresiones digitales." "Compartir con los demás una teoría conocida equivalía a llevar un vestido ya visto; se exponían al ridículo." 93: o puxa-saquismo aluno-professor Goyaz "otras asociaciones maléficas: pescado y carne, mango con bebida alcohólica o banana con leche." "capitán del matorral" 113: o distrito federal. Confunde com Goiânia! "empresa en el desierto" "Lo que me espanta de Asia es la imagen de nuestro futuro, que ella anticipa." A única guloseima do sertão, a rapadura. Lewis Carroll e o semblante de naipes nas vestimentas indígenas - 165 187: anúncio de "cruzeiro pantaneiro" em francês
Escrito por a mosca filosófica às 12:25
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"jacarés - cocodrilos inofensivos"
Guiaba = Cuiabá
O açougueiro que queria ir ao circo... "la carne de sol, menos deleitosa que la carne de vento"
Vê os caminhoneiros abnegados com admiração.
Capoeira também é um tipo de vegetação.
O Estado dentro do Estado do garimpo ilegal de diamantes.
197 - poesia sertaneja
Jibóia é "boa".
Bororo, presos entre as formas de peixe e arara.
Índios, como crianças, vêem-se fascinados por armações de óculos.
1000 réis = 1 franco
"Nesse momento, não é raro passar de um máximo diurno de 40° C a um mínimo noturno de 8 ou 10°."
Abelhas são também conhecidas como "lambe-olhos", porque o suor das têmporas as atrai. 13 diferentes espécies de mel: é uma matéria-prima tão forte que o ideal seria misturá-la com água para o consumo. "os índios - que tomam a vibração característica de uma linha telegráfica como um enxame de abelhas selvagens em atividade."
"aún en el cine mudo, se lo tomaría por carioca."
"Después de ver el esplendor de las mansiones bororo, apenas puede creerse la indigencia en que viven las nambiquara." homens de 1,60m, mulheres de 1,50.
Um tom "arenoso" nas mulheres que é "extremamente sedutor".
"Los nambiquara duermen en el suelo y desnudos."
A índia de 3 anos que as crianças nambí queriam casar com Claude!
"los padres de un niño no detestado no pueden participar de la vida colectiva." "el empleo de los nombres propios está prohibido entre ellos" Cavaignac, o raro indígena barbudo. "se dois cachorros ou pássaros familiares copulam, todo mundo se detém e contempla a operação com uma atenção fascinada" "no son raras las parejas sin hijos" E, na dita "sociedade natural", o aborto é assíduo. "los huevos de gallina no se consumen" Habitantes danadinhos, sempre com zombarias sexuais. Porém, fazem controle de natalidade, o que aqui só pode querer dizer abstinência: há inclusive a proibição do sexo no casamento por até três anos depois de uma gestação. "Así, resultaba difícil vivir indiferente frente al espectáculo que ofrecían una o dos lindas muchachas que se revolcaban en la arena, desnudas como gusanos, y se enroscaban a mis pies riendo." "durante 7 meses do ano falta mandioca" "Los nambiquara sólo tienen una palabra para decir lindo y joven, y otra para decir feo y viejo." "Comer lagosta" é uma atitude efeminada. Impressionante como toda sociedade tem um conhecimento musical, e de como produzir instrumentos. "Los aires que se tocan en los octavinos se destacaban por un cromatismo y variaciones de ritmo que me parecían de un parentesco asombroso con ciertos pasajes de la Consagración de la primavera, sobre todo las modulaciones de las maderas en la parte titulada 'Acción ritual de los antepasados'." "Sua recusa em tomar banho não só faz com que se lhes forme uma capa de pó e de cinzas sobre a pele e a cabeleira, como também que fiquem cobertos de pedaços podres de carne e peixe, que agregam seu odor ao do suor acre, fazendo insuportável sua aproximação. (...) não cessam de ter gazes" outro etnógrafo - K. Oberg "Um nambiquara testemunha sua antipatia tomando seu pênis com as duas mãos e apontando com ele para seu adversário." "Nunca se empregam as flechas envenenadas com curare, de uso corrente na caça: o ferido as retiraria antes que o veneno tivera tempo de se difundir." "El jefe debe ser buen cantor y buen bailarín, alegre y dicharachero, siempre dispuesto a distraer a la banda y a romper la monotonía de la vida cotidiana." "Só o chefe pode ter várias mulheres." Relações homoeróticas: tamindige kihandige. "Os participantes não se retiram ao matagal como os adultos de sexos opostos." "mirada divertida de los vecinos" Permissão exclusiva entre cunhados (primos cruzados). assai lobisomem: duende-lobo Outro que cita Brueghel! C. L.-S. descobriu uma tribo nos rincões do Pantanal. "prefiro a montanha ao mar" - mas não tão alta -2000m. Com Lucinda, uma macaquinha que se prendia a seu pé esquerdo e o fazia coxear. "Temos que acrescentar que os nambiquara são fumantes inveterados" Grilos roedores de tecidos na baixa Amazônia! Roem apenas a parte superficial do couro: deixam os cintos e sapatos brancos. "Abaitara, apesar de seus 30 ou 35 anos, estava perdidamente cativado pela sua prometida de 2 anos, quem lhe parecia uma esposa de acordo com seus sentimentos." Os tupi-kawaíb são homofóbicos. "Después de la Consagración evocada por las flautas nambiquara, parecía oír una versión exótica de Bodas" "Em 1938 a borracha valia 50x menos que seu próprio preço do final do grande boom" Os seringueiros são munidos com uma calibre 44'! E nos últimos dias dos 5 anos embrenhado no Brasil tinha Chopin torturando-o a cabeça... Debussy "Que sería hoy de Occidente si la tentativa de unión entre el mundo mediterráneo y la India hubiera tenido un éxito durable?" Crítico do Islã, que destruiria todos os monumentos históricos anteriores a si. "la escultura está prohibida, la música es clandestina, la pintura es enseñada como un arte de recreación." Paquistão muçulmano. Mais um francês islamofóbico? "Napoleão, esse Maomé do Ocidente" "[O Islã] passa o ferrolho no seio materno" O Cristianismo, que é teoricamente a síntese do Islamismo e do Budismo, por ironia histórica veio antes do primeiro.
Escrito por a mosca filosófica às 12:23
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A ORIGEM DA FAMÍLIA, DA PROPRIEDADE E DO ESTADO
"se a estrita monogamia é o ápice da virtude, então a palma deve ser dada à tênia solitária que, em cada um dos seus cinqüenta a duzentos anéis, possui um aparelho sexual masculino e feminino completo, e passa a vida inteira coabitando consigo mesma em cada um desses anéis reprodutores." Cita um Saussure mais remoto. "a forma de casamento em que grupos inteiros de homens e grupos inteiros de mulheres pertencem-se mutuamente, deixando bem pouca margem para os ciúmes." "antes da invenção do incesto" "até o nascimento de um pimpolho" "família punaluana" "matrimônio sindiásmico" Saturnais ocasionais em que o incesto voltava à tona. "as mulheres babilônicas estavam obrigadas a entregar-se uma vez por ano, no templo de Milita" "disfarces religiosos" "Não tem pai, é filha da fortuna" "bus primae noctis" "direito da primeira noite" Só em 1486 esse direito do senhor feudal sobre a esposa do vassalo é abolido em Castela. Origem romana: "Famulus quer dizer escravo doméstico e família é o conjunto dos escravos pertencentes a um mesmo homem." "Quanto à vida em família no seio de tais comunidades familiares, deve-se ressaltar que, pelo menos na Rússia, os donos da casa têm fama de abusar muito de sua situação no que concerne às mulheres mais jovens da comunidade, principalmente suas noras, com as quais muitas vezes formam um harém; as canções populares russas são bastante eloqüentes a respeito." O Código de Napoleão sanciona a infidelidade masculina, desde que ela se realize fora de casa. "Aristófanes fala de cães molossos para espantar adúlteros" Engels nunca entendeu o espírito grego: "o envilecimento das mulheres refluiu sobre os próprios homens e também os envilece, levando-os às repugnantes práticas da pederastia e a desonrarem [!] seus deuses e a si próprios, pelo mito de Ganimedes." "o primeiro antagonismo de classes que apareceu na história coincide com o desenvolvimento do antagonismo entre o homem e a mulher, na monogamia" hetera: puta Atenas: prostituição patrocinada pela comunidade/polis. Em Esparta as mulheres eram mais consideradas, mas o Ocidente é tipicamente "ateniense". "contra o adultério, como contra a morte, não há remédio que valha" "guardar as aparências, o que está muito de acordo com a hipocrisia protestante" esse "aborrecimento mortal, sofrido em comum, e que se chama felicidade doméstica." "na novela alemã, o jovem consegue a moça; na novela francesa, o marido ganha um par de cornos." "o clima de aborrecimento da novela alemã inspira aos leitores da burguesia francesa o mesmo horror que a 'imoralidade' da novela francesa inspira ao filisteu alemão" O direito de deserdar a prole está ligado a poder ou não escolher o casamento para os filhos (se não tem um, vai precisar do outro). "Na família, o homem é o burguês e a mulher representa o proletário."
Escrito por a mosca filosófica às 00:36
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ELITISMO & SUBSERVIÊNCIA Após meditar bastante acerca das minhas últimas leituras "feministas", cheguei à conclusão de que para que eu viesse a pensar como penso, não adiantava mesmo ser de qualquer outro modo, totalmente rebaixado ou totalmente superior no plano social: classe média, "deficiente", mas homem branco; bem como se eu fosse apenas mulher ou negro poderia me tornar um "Thomas". Mas ser filho dum barão midiático ou ter facilidade para ganhar dinheiro me acomodariam cegamente. Torna-se um tônico, uma aceitação, para mim, do status quo burguês atual ser homem, e ver que nasci e sou legitimamente superior à mulher. Devo suportar a "injustiça" como já faço ao reconhecer a "justiça" que me foi brindada, "ao acaso". * * * "em 90% dos casos, o noivado prolongado é uma verdadeira escola preparatória para a infidelidade conjugal." "Antes da Idade Média não se pode dizer que existisse amor sexual individual." "no poema dos Nibelungos, Krimhilda, embora esteja secretamente apaixonada por Siegfried e este por ela, quando Gunther lhe anuncia que a prometeu a um cavaleiro cujo nome não diz, responde apenas: 'Não me precisais suplicar, farei aquilo que me ordenais, estou disposta, senhor, de boa-vontade, a unir-me àquele que me dais por marido'." Engels não deixa de ser extremamente ingênuo! P. 35 - mais capítulos da birra Marx-Gladstone! Gordas citações do melhor amigo. Engels, não sei se desautorizando Marx nos Manuscritos, parece fazer o Homo oeconomicus nascer perto de Homero! "A autoridade da aristocracia vai aumentando cada vez mais, até chegar a se tornar insuportável (...) Os principais meios para estrangular a liberdade comum foram o dinheiro e a usura [!]." "o sistema monetário que se desenvolvia penetrou, como um ácido corrosivo, na vida tradicional das antigas comunidades agrícolas" "os atenienses já tinham inventado a hipoteca" "o camponês devedor tinha que vender seus filhos nos mercados de escravos estrangeiros para satisfazer por completo o seu credor." "Essa foi a aurora da formosa civilização do povo ateniense." "Semelhante revolução..." "Os atenienses (...) deviam aprender (...) como (...) o produto vem a dominar o produtor." "divisão do trabalho [!!]" "o Estado se desenvolvia sem ser notado" - grosseirão! Protecionistas militarizados, encarnação do mal! Ó! "a reforma de Sólon" 594 a.C. "Não foi a democracia que arruinou Atenas, como pretendem os lacaios pedantes dos monarcas no professorado europeu, e sim a escravidão - que proscrevia o trabalho do cidadão livre." Direito Celta: "Os motivos pelos quais a mulher podia divorciar-se sem prejuízo dos seus direitos eram muitos e diversos: bastava que o marido tivesse mau hálito." Diz que na Idade Antiga a cidade dominava o campo. Talvez uma cidade rural! Napoleão e Bismarck nivelados: joguetes e uma balança entre oprimidos e opressores.
Escrito por a mosca filosófica às 00:35
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NIE. COMO PENSADOR POLÍTICO - Pearson
"Há grandes perigos na leitura de Nie. O leitor pode prejudicar seriamente sua própria saúde no decorrer do processo." "Erich Heller escreveu que o ex. de Nie. é tão único e aterrorizante que não pode ser imitado; e, todavia, é de tal importância que tampouco pode ser ignorado." "Apesar dos excessos retóricos dessa obra" "os soldados alemães [da 1ª Guerra] iam para o front, ao que se diz, com a Bíblia em um bolso da capa e Assim Falou Z. no outro" 32-3: explicação de aforismo que tanto me intrigou 67: o destrambelhado Deleuze A posteriori, excelente discussão sobre o Über. O cerne do livro (88 e em muitas outras): "Seu pensamento político não reconhece que seu princípio aristocrático de governo é afetado pela estrutura moderna da questão da legitimidade." "O poeta é uma inspiração, mas freqüentemente infantil, enquanto o homem moral é amadurecido, mas muitas vezes enfadonho." Cita até o Sloterdijk. "Nie. detecta uma 'estupidez masculina' no movimento das mulheres" "a garra de tigre sob a luva" "Ela é oca como um útero." - nota 16 - autor desconhecido (Nie., Derrida ou uma mulher). "Nietzsche quer atingir o impossível e desejar para trás a fim de dar a luz a si mesmo." Para psicóloga Roseane, que me pediu para descrever meu pai: em que pese tudo, sempre pensei nele mais do que em minha mãe. Sou a concretização de um desejo dele e ao mesmo tempo ele é uma para mim, mas foi, não é do presente. Somos complementares. Água e óleo? O impulso da família para o conhecimento e a apropriação das coisas (O FILÓSOFO & O GÊNIO MATERIAL) Não, carne e osso! Não quero ter filhos. Por que ele quis? Não sou uma "essência faltante"? "Sloterdijk levanta a questão crucial quando pergunta: 'não é esse autonascimento (...) apenas o exercício da evasão original de uma origem intolerável?'" "A senhora européia é uma criatura que absolutamente não deve existir." Schopenhauer "o 1º niilista perfeito (...) não para ser imitado, o que seria loucura" literalmente! Salomé - The Man In His Works Stone - The Trial of Socrates "Sobre a relação Nie-Lou, v. Rudolf Binion - Frau Lou: Nietzsche's Wayward Disciple" + Thomas Mann - Nie.'s Philosophy in the Light of Contemporary Events; Irigaray - Marine Lover of F. N. - trad. G. C. Gill (Ing.)
Escrito por a mosca filosófica às 21:57
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CATECISMO POSITIVISTA
Comte P. 267 PDF Os Pensadores "Os demolidores incompletos, Voltaire e Rousseau" "seitas superficiais e imorais" "meu precursor essencial, o eminente Condorcet." O Positivismo como execução ou extensão do que encetaram Hume e Kant. "verdadeira filosofia moderna, Bacon, Descartes e Leibniz." "príncipe eterno dos verdadeiros pensadores, o incomparável Aristóteles." "Há mais de 5 séculos que o islamismo desistiu de dominar o Ocidente." Comte adotou uma de suas empregadas domésticas. "a profunda inópia que sinto no meio de minhas melhores efusões cotidianas" "A revolução feminina deve agora completar a revolução proletária" "25 de Carlos Magno de 64" - jeito estranho de cunhar datas! Obras recomendadas de A. Comte (merece até um destaque vermelhinho): Homero; Sófocles (obs: recomenda que não leiam ed. comentadas); Píndaro; Dáfnis (?); Virgílio "completo"; ao passo que Horácio, apenas a seleção do melhor; Ovídio; DANTE; Petrarca; Dom Quixote; Corneille; Molière completo; as fábulas de La Fontaine; escolhidos de Shakespeare; Milton; Robinson Crusoé; "as sete obras-primas de Walter Scott"; escolhidas de Byron -(menos!) Don Juan; e Goethe; 1001 Noites; Carnot, pré-darwiniano (ah, coitado!); Buffon; Cook - As Viagens; Tácito c.; "A Bíblia completa. O Alcorão completo"; Pascal; até agora só uma mulher entre os citados (quanta equanimidade); De Maistre; ele mesmo, é claro! "As mulheres e os proletários, que esta exposição tem principalmente em vista, não podem nem devem converter-se em doutores, e nem eles o querem." Diogo, o parasita incorrigível. Fazedor de esterco. Vão. "Ninguém hesitará, então, em considerar tais cavalos, cães, bois, etc., como mais estimáveis que certos homens." Privar o sentido da visão para melhor contemplar os objetos de nossos pensamentos... "Ninguém, segundo Dante, poderá nunca representar-se a sua suave Beatriz senão na idade de 25 anos." Agradeço a torrente do Devir por não ter modos afetados como o Farsante Rei dos Mantras Jr., que apenas reitera de forma autômata aquilo que não pode cumprir. Pedir pouco é uma coisa que aprendi com resignação durante o purgatório universitário. "Acho que eu não quero nada, minha moça" E sem que percebessem... Quem sabe a oportunidade de amar de novo, de perdoar, de não perdoar (tudo misturado, se bem que discriminado), o "melhor escrever", mas é claro! Ter uma ou duas febres a menos (!), um mês a mais (30 dias são muita coisa!)... Um fim digno. E o sono. Não tremer, subestimar mais os humanos enquanto estou com eles, olhar nos olhos, quem sabe até praticar algum tipo de arte-marcial ou dança que me locuplete... "cada positivista deve ser, a certos respeitos, uma espécie de poeta, ao menos para seu culto íntimo." "todos se terão familiarizado com o canto, base essencial da música, e com o desenho, fonte geral da tríplice arte da forma, pintada, esculturada ou construída." Pelo menos não é um Platão! "a cultura teórica deve permanecer indivisível." "Aristóteles teria sido um grande poeta e Dante um filósofo eminente". "Desde Homero até Walter Scott, não existem no Ocidente senão treze poetas verdadeiramente grandes, dois antigos, onze modernos, incluindo mesmo neste número três pensadores." (o outro antigo seria Ésquilo) "a duração total de nosso culto cotidiano alcança somente duas horas" grifo meu! "viuvez eterna", vinda de um cara que se casou de novo poucos anos depois da "tragédia"... Homens devem ser sete anos mais velhos que as mulheres. Fã da cor verde. A sociologia ou física social não é rainha soberana, perdendo para a moral. "Quando a palavra Antropologia for mais e melhor usada, será preferível para este destino coletivo, pois que significa literalmente estudo do homem. Dever-se-á, porém, empregar por muito tempo o nome sociologia, a fim de caracterizar mais a principal superioridade do novo regime intelectual, que consiste sobretudo na introdução enciclopédica do ponto de vista social, essencialmente alheio à antiga síntese." 482: o monstro indesejado chamado Estado. "Daí resultam os sonhos, estados passageiros de alienação mental" "Pode-se, pois, esperar que a teoria cerebral conduza finalmente a bem interpretar os sonhos, e mesmo a modificá-los, segundo o voto prematuro de toda a Antiguidade." "Sabeis, enfim, que uma ternura profunda constitui sempre o melhor preservativo contra a libertinagem." Curiosa inversão: "Embora o casamento fique facultativo para os cidadãos ordinários, ele torna-se obrigatório para os padres, cujo ofício não pode ser dignamente preenchido sem a influência contínua, aliás objetiva ou subjetiva, da mulher sobre o homem."
Escrito por a mosca filosófica às 23:25
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Contra os suicidas. E o álcool, obviamente. "Quando a fé positiva houver prevalecido, chegará o tempo de compor um novo Catecismo mais análogo ao dos católicos" HAHA "casamento (...) abstraído de toda sensualidade." "disciplinando o impulso carnal" "a mais perfeita das amizades" "desenvolver a ternura" Eugenia, difícil saber por que você não ganhou essa guerra! "Na civilização moderna, em que todos os nascimentos são igualmente protegidos, esses tristes resultados multiplicam-se mais do que entre os antigos, que destruíam a maior parte dos descendentes débeis." Divórcio: o mesmo que Morus. "Antes do fim do séc. XIX, a República Francesa achar-se-á livremente decomposta em 17 repúblicas independentes, formadas cada uma de 5 departamentos atuais." Portugal e Irlanda (...) formarão, no começo do século seguinte, as maiores repúblicas do Ocidente." ORDEM E PROGRESSO! Clotilde, por compaixão, fingia acreditar em cada uma das idéias abiloladas desse homem! Não, não! Pensando bem, foi Comte troçou de todos nós! 564: a fantástica dissolvição da classe média! "2 mil banqueiros, 100 mil comerciantes, 200 mil fabricantes e 400 mil agricultores parecem-me fornecer chefes industraisi em número suficiente para os 120 milhões de habitantes que compõem a população ocidental." "essas satisfações domésticas, nas quais reside sobretudo nossa verdadeira felicidade." "Quanto ao domicílio, vós sabeis que a maioria dos proletários está antes acampada do que alojada em nossas cidades anárquicas." "O porteiro (concierge) representa o proprietário e serve de laço entre os diferentes inquilinos." "Confundindo as palavras família e casa na palavra menage..." "Todos sabem, aliás, da tendência universal a não se trabalhar no lunedia." (?) O milagre teórico onipresente do ensino público superior ao privado! "O Sumo Sacerdote da Humanidade constituirá, melhor do que nenhum papa da Idade Média, o único chefe verdadeiramente ocidental." Considera a conversão turca mais difícil que a russa. "A poligamia é hoje, minha filha, mais real amiúde em Paris do que em Constantinopla." 585 - raças. Pelo menos não fala em apartheid. "Assim, toda a história da Humanidade condensa-se necessariamente na história da religião. A lei geral do movimento humano consiste, sob qualquer aspecto, em que o homem se torne cada vez mais religioso." Indisfarçável simpatia pela Idade Média, que é seu verdadeiro Espírito do Tempo. "Por isso, ao positivismo só resta agora retomar o conjunto do programa da Id. Média, para realizá-lo dignamente, mediante uma fé melhor" - importância do(a) culto/emancipação da Mulher no sistema comteano. "A Imitação de Cristo (...) este admirável livro que todo positivista deve ler diariamente." "uma cega reprovação do conjunto da Id. Média, mal compensada por uma irracional admiração pela Antiguidade." Protestantismo, "doutrina puramente negativa". "a religião final" "universal" "Desde então admirou-se a Id. Média, sem deixar de apreciar melhor a Antiguidade." "a admirável ditadura de Cromwell" anti-napoleônico "ouso proclamar aqui os votos solenes que faço, em nome dos verdadeiros positivistas, para que os árabes expulsem energicamente os franceses da Argélia se estes não a souberem dignamente restituir àqueles." "Mas a anarquia e a retrogradação são ainda mais completas na arte, cuja natureza eminentemente sintética rechaçava com mais força o empirismo analítico." "o relativo sucede irrevogavelmente ao absoluto" "Em uma palavra, a Humanidade substitui-se definitivamente a Deus, sem esquecer jamais seus serviços provisórios."
Escrito por a mosca filosófica às 23:24
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OF WOLVES AND MEN - BERRY LOPEZ
"The largest wolf on record is a 175-pound animal killed on 70 Mile River in extreme east central Alaska by a government hunter on July 12, 1939." Pelugem protege do frio até -40F. "Short ears are less sensitive of the cold; long ears are efficient dissipaters of body heat." "I know of no other mammal so variously colored" Coiotes são parentes mais rápidos. 42 dentes. "Stories of hundreds of wolves traveling together are probably folklore." "Breeding normally occurs in February or March" - cópulas de 30min. Gestação de 63 dias. 4 a 6 bebês. Nascem cegos e surdos! Demoram mais de 10 dias para abrir os olhos. E desmamados em 5 semanas. Mortalidade de 60%. "A pup exhibiting any untoward behavior, like epilepsy, is killed by the adults." Certo senso de moralidade (!) com as crianças. De 8 a 14 anos de vida (2 anos lupinos = vida adulta). Ursos: sua nêmese. "They scare each other by pouncing on sleeping wolves and by jumping in front of one another from hiding places." "I've ever seen a wolf, with an air of not wanting to miss out, howl while defecating." 59: sobre a inspeção anal canina "The habit dogs have of rolling in putrid substances is also found in wolves." "meat drunk" 20% do peso corporal Relatos de um lobo russo que sobreviveu a 17 dias de fome! Lobos comem grama para ajudar na digestão e para matar ou combater vermes. "People have heard loons and barred owls responding to wolf howls, and vice versa." Não sabia que cachorro e lobo podiam procriar! Esquimós, muito mais sábios que a ciência. "But if he hears the click of the rifle being cocked, he may disappear like fog." "Another Cheyenne shaman, Wolf Man, was considered bulletproof after a fight on the Powder River in Wyoming in 1865 when, having been struck by two bullets, he simply shook them out of his vest." "The Navajo word for wolf, mai-coh, is a synonym for witch." Theriophobia: medo da besta. "No coração da tereofobia está o medo da própria natureza do sujeito." "And men went like Ahab after this white whale." Um Rei da Inglaterra já aceitou pagamento de impostos em cabeças de lobos. Descartes: os animais não têm alma. "American soldiers returning after World War II to the upper Midwest began to refer to all wolves as Nazis and to hunt them down with great intensity." Método heterodoxo de caça lupina: com águias treinadas! Pogrom americano: 500 milhões de exemplares de animais de todo tipo teriam sido executados durante a 2ª metade do século XIX. Espécie de slogan da época: "You couldn't control storms or beef prices or prevent hoof and mouth diseases, but you could kill wolves." A presença do lobo em trechos capitais da Divina Comédia, como no oitavo círculo. Outras citações: Historia naturalis (Plínio); Malleus Maleficarum (Lobisomens queimados na fogueira); Physiologus; Aristóteles - Historia animalium; Satyricon.
Escrito por a mosca filosófica às 21:34
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"The medieval mind, more than any other mind in history, was obsessed with images of wolves." Crianças com Síndrome de Down na Id. Média se pareciam com Labisomens... "hated nobles were represented by wolves in the proletarian literature." Conexão com Apolo. Loki e seu filho Fenris. DIC: lice - piolho "elle a vu le loup" - perda da virgindade "In French, to be known by everyone is to be as well known as the white wolf" Diz-se que lobos detestam a música. Adolf: Lobo nobre No Latim, puta e "she-wolf" são o mesmo. Bosch & Brueghel Deucalion é o "Noé grego". Lycaon - licantropo "one of the most odious documents in all human history is the Malleus Maleficarum, published in 1487. Its title, Hammer of Witches, derives from a title sometimes bestowed on Inquisitions, Hammer of Heretics. One of the purposes of the book was to refuse in tedious scholastic fashion every objection to the existence of werewolves." Rômulo e ReMo - 252 - filhos da puta! Rousseau e o caso de Herman Hesse (1344). "feral children" Victor de Avyron, séc XX. Amala & Kamala - 1920, Godamuri, próxima de Calcutá. Estavam com mais de 2 "cubs" e 3 lobos adultos. Um ano e meio tinha Amala e oito Kamala! Amala morre aos 2 e K. aos 17. Little Red Riding Hood => Literal Had Hiding Rude 2500 anos das fábulos de Esopo Fábula x Conto-de-fadas/folclore tiro curto / inconsciente moral rápida reconfortante e clara / cinismo polissêmico "Ele é insano de acreditar na subserviência de um lobo, na saúde de um cavalo, no amor de um garotinho ou no juramento de uma puta." Rei Lear Esopo narra a original "O Menino e o Lobo", mas que não é ambientada na floresta: trata-se de um pastorzinho de ovelhas. La Fontaine, Montaigne X Descartes ("animais são máquinas") O Lobo Bom, William of Parlerne "Seven Little Goats" As várias versões de Chapeuzinho (amenizadas): "James Thurber, in a 1930s version, has R. R. H. shooting the wolf with a pistol she had hidden in her basket. Writes Thurber: 'Moral: It's not so easy to fool little girls nowadays as it used to be'." Fromm (aquele do 3º ano): a projeção masculina da gravidez! Rudyard Kipling - O Menino Mougli O Lobisomem de Paris Jack London - Call of The Wild / White Fang / The Sea-Wolf Wolfgang: "wolf going before" Myths of Northern Lands - GUERBER
Escrito por a mosca filosófica às 21:33
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PAR|TIDO AO MEIO PELO (AM)ARG(OR) SARTREANO COMO MORTO Isto é a vida? Então era isto que era a vida? Explodindo de dentro para fora, a olhos vistos, arregalados, inertes. Todo o formigamento e sensação messiânica, prólogos dormentes do ingente? Desperta-se com fúria de um medo alimentado pelo absurdo contrário ao esperado. Aquilo que não pode ser representado pelas forças do circuito da ipseidade tenta ser figurado, retratado em objeto - ah, se não lhe escapa! que trote! Um livro enorme que assusta pelo aspecto e pela capa negro-azul: um tijolo cheio de letras e espaços atômicos entre os núcleos. Falar com exemplos tão profanos, cotidianos, de algo tão sério! Fumar um cigarro, ir ao teatro ou a uma exposição Amor Dirty(coti)Diana e desvendar o segredo! Corrente ultrapassada, mocada. termos técnicos o poder ilustrar às massas o carisma EU & A RAIVA, A RAIVA & EU Uma relação que pode explicar a luta que eu venho travando há anos - talvez uma tentativa de desquite! O mais arcaico e notável sobre esta "força" em minha biografia é que me causava um prazer extraordinário sentir raiva. Não havia alusão a estados de nervos frágeis, cujo ideal seria a aparição apenas em último caso. Não havia fadiga e ao invés de evitar tais situações eu as forçava. Débora Schuab vem à minha cabeça. Contra mulheres de perfídia, enfurecer-se era o melhor remédio. Foi então que meu pai revelou o que havia de ancestral em tal vontade: meus antepassados respondiam por mim, eu podia sentir o peso deles e ver meu destino traçado, cumulado, em suma, de uma missão, que era ser um instrumento, empregar meu potencial. Havia um parente remoto que meu pai conhecia somente através de lendas, suponho, que "domaria todos pelo pulso", o Brabo. Senti auto-identificação imediata. Mesmo evocar uma lembrança ou uma história do tipo era inútil ou redundante, já que havia um exemplar vivo, muito mais acessível: o próprio interlocutor, meu pai. De gênio ruim, beirando a hidrofobia, quase sempre se lhe escapou o controle. Eu recebi esse baú de herança. A raiva era minha amiga. Mas depois de tanto abusarem do dom, os mortos que me desculpem: a teimosia se tornou maldição. Na era recente, sou expectador da luta interna entre meu atavismo selvagem, os doutores, a disciplina, a adaptação, a sobrevivência. Descobri que a frieza glacial pode ser a melhor postura diante de uma realidade inclemente que exige certo retardo, soro e contemplação de seus elementos em conflito. Se me sinto confortável com a idéia de jamais influir em algum acontecimento - como fatalidade, na medida do possível -, entrar no estado de precipitação emocional que carrego nos genes seria como pedir o papel de ator principal! Evito a ação porque depois preciso arcar com as labirínticas conseqüências... Nada objetivo que seja utópico: quero apenas que se apaguem as manchas intempestivas do meu princípio ativo. * * * Quer salvar o mundo e o dana o cavaleiro Deseja o epílogo e principia um conto o mago do mal Quem perde uma, duas, três vezes está tão perto da vitória quanto qualquer outro Quem acumula êxitos, coitado, não passa de enganado! Esperam o veredicto, a medida provisória não convence De La Mancha en biografía Reino encantado no moinho Sucessão, campanha alexandrina ignomínia eternizada em estátua * * * Vai rolar a festança Dom Quixote e Sancho Pança Leve sua lança Até a masmorra Estandartes de Senegal e Andorra Tem que ter muita pachorra pra se negar a ir gentis-homens ferir e senhoras fazer ganir Com tua sabedoria, esvazias tua piscina e deságuas n'oceano Atrás de todo grande derribador de moinhos há sempre uma grande pança! Alegro sua culpa Se anjos não têm sexo, já sei que Lúcifer foi expulso do Paraíso porque era perigoso e tinha uma vagina! Nem gays devem gostar de pornôs de homem com homem! v(ida) Davi ganha Espero que tenha um belo .com você, gata de respeito! Uma convenção de loucos de todo o mundo. Eu seria o emissário de Brasília. "Muitas vezes, a presença da coisa amada perturba e emudece a intenção mais determinada e a língua mais atrevida." Miguel de Cervantes "A tal ponto o levavam os seus excomungados livros."
Escrito por a mosca filosófica às 18:21
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AMOSTRA GRÁTIS PARA COLAR NA INTRODUÇÃO DO SEU TRABALHO ACADÊMICO
Ver-se-á que o que era para se ater mais ao campo da economia (política!) até se dirigiu à Literatura e à Semiótica, para não falar de outros campos. O que, penso, só contribui para a intenção de riqueza epistemológica do trabalho; embora possa comprometer o foco dos menos atentos, ao “hibernar” e retomar tantas idéias em um espaço tão curto, na ânsia de não parecer simplista. Ainda acho que, a despeito de tudo, possa ser encontrada uma unidade, no ensaio abaixo. Outra observação é que nada digo tão-somente para “agradar” qualquer perspectiva de outrem neste trabalho – creio mesmo que o pré-requisito básico de um trabalho universitário nessa linha seja manter a idoneidade e expressar somente aquilo que lhe cabe segundo sua própria consciência (que é falível sem dúvida; que é doutrinária em algum ponto, sem dúvida; que é carregada de ideologia um mínimo que seja, sem dúvida; como todas as outras, mas não prescinde de uma apaixonada tentativa perene de auto-crítica). Os méritos dessa missão ou tentativa quem há de julgar é o mentor da disciplina, e tenho certeza que, se discordar em alguns ou vários pontos, desde que não por debilidade gnosiológica minha, essa discordância não significará intolerância, mas uma rica troca de idéias, a qual deve ajudar na construção de seus próprios pontos de vista. Entendo que mesmo de alunos de graduação um professor pode aprender uma ou outra coisa, desde, é claro, que seja seletivo ao navegar pelos pensamentos daqueles. E não acho que o professor em questão pense diferente, uma vez que se não estivesse disposto a ler pensamentos de outrem, pediria um tipo diferente de trabalho ou executaria uma prova mais hermética. Portanto, agradeço pela oportunidade e, se algo dito aqui porventura soar ofensivo, devemos responsabilizar unicamente meu afã de me expressar com o máximo de espontaneidade, sem me deslocar dos limites do tema, mas ciente de que vale mais a pena correr o risco de ser entendido como “afoito” em algumas conclusões do que simplesmente de me manter calado e perder a chance de um saudável debate.
Escrito por a mosca filosófica às 12:21
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MI'A MOR-TO(N)TEM II
"Deixe para amanhã viver o amanhã" O amanhã nunca é vivido, criança! Se é, é porque o amanhã é sempre hoje "Sempre" ou até morrer Um ontem a viver Um amanhã déjà-visto Um hoje fugidio como a esposa espevitada Pula a cerca sem se ver Mas amanhã que é o hoje sai nos jornais Cristaliza - e se acredita que se viveu, tem testemunhos! Tempo que se vende quando se obtém porque dele não se encontra proveito utilidade E se choraminga, se pechincha quando se inveja o alheio, enredado em obrigações Picos de felicidade eterna Constâncias de tristezas singelas dissolutas dissolvidas Prolongamento cantante silêncio de missa respeitoso, olha o dízimo! Calvário proletário festinha se anima Sindicato do tempo restituindo horas extras para cedermos ao tédio egoisticamente com aquela impressão de tempo perdido mas usufruído Feliz é quem vê TV aberta Alerta sempre às novidades mata os desafios com bocejos e risos nenhuma fadiga, só a de retornar a si Ferroada fumada tosse expectorada Caminhada solitária Pisadas de sapato no asfalto Nó bem dado, semblante de te descontraio Bem-aprumado, celular num saco Tratantes insistentes Sorrisos cheios de dentes mas pouco conteúdo Monólogo assistido, compulsão vazia Julgamento doutrem, justo d'a quem falta uma existência mais pia Expulsa isso de mim Roqueiros malcriados Contatos desaforados Textos não-mostrados Nem com nervos de aço! Anais dos amores passados, ficaram para trás hemorróidas voyeurísticas Inocência embutida, pressuposta Fatura exposta dos meus Ché, quês barras de códigos lunáticos taxas que olvido cinismo além do barato Conta-gotas de suor Acréscimos de um tempo, Preliminares da vida Incertidumbre Pascal me abisma! Sebo e cravo nas canelas o alarme toca Ação toma conta não enrol /e no anzol Você só tem de fazer o que tem de fazer, tudo o mais é inútil. Lamuriar é necessidade Então o que é tudo o +?
Escrito por a mosca filosófica às 18:24
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MEIONÇA Ora, que venha alguém com muitas onças m'enfrentar! Garanto que nem todas as riquezas mais ferozes bastarão! Não preciso comprar meus inimigos Que eles venham inteiros ou ao meio(-dia) O brio que sucede não fraciona Diante do rugido fedorento, das garras bem-aparadas De um animal de casa, grã-grosseria é a minha Não sou preço ou dívida, para que se me abata Por decreto, como se não existira Gatuno, montanha de especulação Quando alqueiras alquebrar-te, me avise! Tão másculo és, não vives sem bolsa On'tá teu instinto? Eu sim não minto sobre minha tropa, ela é nada não a guardo debaixo dum assento para que vire púrpura urina! Herança que queda aos meus filhos deve de ser não ter nem temer Animal silvestre, todos vão perecer por terem vindo investir com cobiça nos réis da selva MI'A MOR-TO(N)TEM Se é verdade que a vida é uma reprise, cada dia a seu dia os mesmos gestos Não deixe para amanhã viver o hoje porquanto amanhã é hoje e não o depois Somente hoje se promete se promete todo o tempo ao vento Hoje viver, amanhã morrer palavras de insignificância não servem para amortecer a ânsia Da queda perpétua que se consuma /ou consome num instante Pedante ante a vida Morri pelo fim, vi o VT Mercê me crê Repise o quinto piso O quanto insisto nisto Novela móvel interativa Mexi no constructo, não alterei a ordem Destilo impaciência ao caminhar Que mentira, escrevo um poema Coisa que ontem não me ocorreu De óculos mirando o breu Cada dia um novo dia, Festas, gestas Gestalts, Gestapos, guess & penetras n' farrapos O pensamento me fugiu enquanto pensava Evaporou ao passo que se concretizava O mote já nem sei, nasceu como motim Um montão de ideias correias de mar -fim COMILANÇAS DE ULISSES, E ARROTEI! Tão burra que acredita na própria recuperação! Yin-Yang são dois gordos se devorando, eu não tenho lugar no esbocexistencial, no bojo do nojo nostálgico!
Escrito por a mosca filosófica às 17:54
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MADAME BOVARY, Flaubert
Primo Basílio Submeta (c)orações a Deus. variedades de vaidades e de veleidades em idades variadas Na França e colônias, ao que parece, dão-se (ou "antes davam-se") livros aos alunos-destaque! O que temos nos trópicos? Picolés, balinhas, ovos de páscoa? Casamentos rurais que duravam mais de um dia... Se na vida eu sou lento, na literatura eu já me casei muitas vezes. "Os vizinhos foram para as janelas ver a nova mulher do médico." DIC: segeiro - fabricante de carruagens tule - tecido leve ou transparente de seda ou algodão "Mas, se no primeiro dia ela me amou, ela deve, pela impaciência de rever-me, amar-me ainda mais. Continuemos, então!" "a terna monotonia da paixão, que sempre tem as mesmas formas e a mesma linguagem." "como se a plenitude da alma não transbordasse pelas metáforas mais vazias" "de tanto contemplar aquela imagem e de evocar a lembrança da modelo, os traços de Emma, pouco a pouco, confundiram-se em sua memória, como se a figura viva e a figura pintada, esfregando-se uma na outra, fossem apagar-se mutuamente." "todo notário traz em si os detritos de um poeta."
Escrito por a mosca filosófica às 22:24
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O PRIMEIRO HOMEM
04/12/11-23/01/12
"Calma!", disse o brigão. "e na verdade não há ordem mas somente loucura e caos quando o filho é mais velho que o pai." Prometo sessões solenes de tweets para compensar-vos. (g)áudio Estava em depressão profunda porque não falava com ninguém, não falava com ninguém porque estava em depressão profunda... Não se repita! Não se repita! Não se repita! Você é tão repetitivo que vou te chamar de "má notícia em minha vida"! Tenho aracnofobia e muitas vezes minhas bolas de cabelo, de pontas quebradas, parecem-se com aranhas. Existe maior clareza na mensagem? Vivo me sobressaltando comigo mesmo... Gente que interpreta o adjetivo "politizado" sempre como um elogio. Sarney é bastante politizado! Mais desrespeitoso que usar um cobertor branco no escuro para assustar a visita de credo espírita. "tavernáculo da língua", disse o boêmio erudito. Na Rússia as pessoas são muito calmas, a cabeça não lhes sobe tanto ao sangue! Meu neurologista parece o André Sanchez. Semana da Loucura em substituição à Semana Universitária, inscrições abertas! Mais superprotegido e mimado que o crânio do Peter Cech. Jogador que corre os 100m rasos antes de bater o lateral. penistenciária estabeleCIMENTO O pretexto para sair "beijando pescoços de donzelas" por aí é simplesmente sonhar que se converteu em vampiro! Tartarugas gigantes e agora gatos... Um gato falante que chama as outras tartarugas da casa (sic?) de cães! Gagárotão - O coroa transado Aos que defendem o cheiro da bosta: uma coisa é a matéria orgânica do cavalo da fazenda, outra são os dejetos dos mendigos doentes da cidade, que recebem os acolhedores restos do McDonald's! Nível de tédio/velhice/carência: sentado à beira da janela para fiscalizar a movimentação da rua do bairro. "Mas esse trabalho de escritório partia do nada e levava a lugar nenhum. Comprar e vender, tudo girava em torno desses atos medíocres e inapreciáveis." "Nunca tinha visto até então o que uma mulher usava debaixo da saia, e essa visão brusca secou-lhe a boca e causou-lhe uma tremedeira louca." Camus encenou (dirigiu) Os Possessos. "Pede-se perdão àqueles que sabemos que nos podem perdoar." "MENTIRA Desde quando o homem honesto que se recusa a acreditar no mentiroso é que é o cético?" "A exceção é a antiguidade. Os escritores começaram na escravidão. Conquistaram sua liberdade." Brisville, talvez não o melhor mas o primeiro biógrafo de Camus. "A natureza tem um grande livro onde registra minuciosamente todos os excessos que vocês cometem." "tente conservar em branco a página que lhe é reservada no Grande Livro da natureza."
Escrito por a mosca filosófica às 18:41
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SHINING, L'enfant Lumière
29/12/11-03/01/12 "Convaincu que tout hôtel digne de ce nom abritait bien un rat ou deux" "et Dieu sait quoi encore?" "Quatre présidents nous ont fait l'honneur de séjourner dans la suite présidentielle: Wilson, Harding, Roosevelt et Nixon." "Je ne bois plus." "Voici quatorze mois que je n'ai pas touché une goutte d'alcool." "le mal de blédards" - enclausurado por muito tempo no mesmo ambiente com as mesmas poucas pessoas. 20 anos, a idade para começar a falar palavrões. Sesame Street, a nossa Vila Sésamo. "Alice au pays de merveilles" O protagonista - ou pai do protagonista - Jack é fortemente baseado na vida do próprio King: um professor, ou ex-professor, demitido de uma escola por causa de um aluno e um ataque temperamental, que tenta decolar na carreira de escritor. Mas será que S. K. tinha/tem/teve problemas com o álcool? "un garçon qui allait peut-être devenir un écrivain important et qui en tout cas était éminemment qualifié pour initier les adolescents a ce grand mystère, l'art d'écrire." "Il avait déjà publié vingt-quatre nouvelles, il travaillait sur une pièce de théâtre et il y avait peut-être un roman qui mijotait dans l'arrière-boutique." "Il buvait du café très fort et un nombre incalculable de coca-cola." "Comme elle [sua esposa] était étudiante en sociologie et n'avait pas fait d'études litteraires" "Telle mère, telle fille" "quand il passait la soirée avec Al Shockley, il n'y avait plus de limite." "il ne parvenait plus à écrire." "Devant ce paysage, Wendy découvrit la vérité du cliché littéraire" Danny é chamado pelos pais ora de "professor" (referência ao Peronalonga, "velhinho") ora de "coelhinho". "conte de fées" Danny detesta peixe... "l'arriere-grand-père" bisavô " - On peut le prendre en toute confiance. - C'est ce qu'on a dit du Titanic" "L'avion ne va pas s'écraser, prof." "Papa et Maman s'aimeient. C'était l'essentiel. Le reste, ce n'était que des images dans un livre. Elles pouvaient faire peur, mais elles ne puvaient pas faire mal." "Truman Capote (...) Un homme charmant, d'une politesse exquise, a l'européenne." "Va te faire foutre, espèce d'enculé." Segundo consta, NOVELAS são de tiro curto e ROMANCES são os tijolaços. "Alcoolique, il l'était encore et le serait toujours." "Il y avait seulement quelquer part, dans son circuit intérieur, un interrupteur défectueux, un disjoncteur qui ne fonctionnait pas" "Quant à ses accès de colère, c'était la même chose." "rouleau compresseur" "et plus il se passionnait, plus il bégayait." "Vous me détestez parce que vous savez que je sais... Parce qu'il savait quoi?" "Jack Torrance (...) le Shakespeare américain!" poids: peso. poids mort 22h30, nós precisando sair de casa com urgência para o ano-novo e meu tio liga pro meu pai - é a hora que ele se propõe a "escrever um audio book". heavytalização musical Le moment de Maman. "Quel rapport pouvait-il y avoir entre cet élegant palace et le monde ténébreux d'Edgar Allan Poe?" "Le phénix qui renaît de ses cendres." "haricots Campbell's" "Une moustache de lait sur sa lèvre" De todas as modificações kubrickianas, a que me deixa mais indignado é mudar a cor das paredes do hotel de azul para vermelho. "j'arrive même a trouver un certain charme à l'abstinence." Al "Et il s'irritait de petites choses. (...) Son langage était devenu plus grossier." "N'oublie pas de te servir du fil dentaire." "ils avaient dépassé le point de non-retour." "Vous êtes vraiment la crème des barmen." "les vingt cocktails imaginaires" "La vérité, c'est que le Droit Chemin ne méne pas au paradis, mais en prison." "Elle était n... n... elle ne portait rien." "j'ai fait pipi dans ma culotte. Comme un bébé" "Ce thême avait déjà été traité des milliers de fois."
Escrito por a mosca filosófica às 14:57
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...E PSICOLOGIA REVERSA NÃO VAI FUNCIONAR Não "encontro a paz" ou "sou feliz" ou "posso seguir tranqüilo com suficientes esperanças" desde há muito. Vai completar 5 anos, para se dizer a verdade, se é que eu não estou superestimando 2007, 2006... Primeiro foi a UnB. Finda, veio a escola. A maldição continuou depois de 3 de agosto com um "piripaque" em algum lugar do meu computador, sem falta, a cada menos de 60 dias: outubro, novembro... e agora em janeiro. Sinto que eu sou O Escolhido, só que ao contrário. Uma nuvem negra me perseguiria e trovejaria em mim até no Paraíso, lugar das nuvens brancas. Até no deserto, na estiagem de minhas emoções. Qualquer êxito profissional ou pessoal me é eminentemente proibido. "Et nous y voilà de nouveau." "une bicyclette avec des stabilisateurs." "Californie, le pays des oranges e des self-made men." "Je n'ai fait que mon devoir." "Pas juste, bon Dieu de merde." "Un don? Non, plutôt une malédiction." "bataille de boules de neige" É muito engraçado comparar a mente de um menino de 5 anos e a de um adulto para lá de cético quando ambas enfrentam a mesma situação terrível - Jack se recusa a acreditar, filosofa sobre o mau funcionamento de seus nervos e se enraivece, rabugento; Danny quer correr e gritar nesse pesadelo que enfrenta acordado. "Agent secret. Souviens-toi que tu es un agent secret." "Le lion [de pierre!] le plus proche n'était plus qu'à cinq pas de lui." "L'ascenseur, le sous-sol, le terrain de jeux, la chambre 217 et la suite présidentiele étaint des endroit (sic) dangereux." Há dois avocats: o "avocado" e o "advogado"! "Vous passez votre temps le cul sur une chaise à faire des parties de belote?" "- C'est gratuit pour vous, Mr. Torrance" "La morsure du serpent est moins cruelle que l'ingratitude des enfants" "Un homme qui ne peut pas s'imposer à sa propre famille n'intéresse pas notre manager." Exímia trilha sonora a desse livro! "La fête était finie." "Je me servirai moi-même, putain de merde." "Nous voilà arrivés sains et saufs." "Il était de plus en plus persuadé qu'il ne sortirait pas vivant de cette aventure." "Dieu veille sur les ivrognes et sur les enfants. Amen." "Du vin nouveau dans de vieilles bouteilles." "Mais le silence, encore plus inquietant que les cris" maillet: martelo; hors: fora; oublier: esquecer. "Et il n'était pas pressé de le decouvir." "Qui aime bien, châtie bien" Quem ama bem, castiga bem. "Le pire est passé maintenant." "Le monde ne nous veut pas de mal, mais il ne nous veut pas de bien, non plus." * * * Somente aos 17 anos comecei a me aventurar de verdade pela literatura de quinta grandeza. Confesso que durante a adolescência primeva sofria dos mesmos males do tipo médio de colega da escola: lia os livros apontados para as provas sem muito gosto, porque não compreendia o contexto ou o sentido daqueles escritos, achava-os herméticos e maçantes. Lembro-me particularmente de ter tentado ler Cemitério de Elefantes do Dalton Trevisan, um exemplar quase que perdido aqui em casa, aos 12, sem nenhum sucesso! Confesso que os últimos seis anos, no entanto, parecem uma eternidade, uma vez que significaram o encontro do meu eu de carne com minha vocação espiritual. Clichê místico-verbal, mas sincero para descrever o que houve! Vivemos tempos incertos em que inclusive escritores profetizam o fim do formato livro, a ressurreição do homem como um ente mais selvagem, desprezador de bibliotecas e de clássicos universais tais quais Dom Quixote, que já teriam cumprido sua missão. Não sei se terei filhos, posso até não plantar uma árvore diretamente (embora venere a natureza), mas se morrer antes de publicar um livro (é verdade que o ditado diz apenas "escrever") não partirei em paz!
Escrito por a mosca filosófica às 14:55
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LE CHÂTEAU DE DRACULA
27/12/11 J. H. Brennan - Noël Chassériau - 1986 Máquina de verbetes ligada: loup: lobo dé: dado manquer: perder fuite: fuga dos: costas lorsque: quando / logo que besoin: necessidade sapin: pinheiro pierre: pedra (mas claro!) cauchemar: pesadelo; íncubo. sentier: trilha étroit: estreito sol: chão bois: madeira tandis: enquanto siège: assento chandelle: candelabro flacon: frasco chauve-souris: morcego aile: asa clef: chave l'oeil: vista croc: dente placard: closet salaud: porco; bastardo. encore: "mais", "ainda", no lugar de plus no fim da frase. pompe: tênis Coccinelle: um modelo da Volks. poche: bolso gosse: criança coeur: coração ivre: bebum sanglot: soluço bouche: boca briquet: isqueiro raquette: bota para andar na neve torticolis: torcicolo concombre: pepino cloque: bolha l'aube: madrugada flic: o polícia fiston: recém-nascido A edificação, na verdade a Transilvânia, tem por vizinhos imediatos a Turquia e a Polônia.
Escrito por a mosca filosófica às 13:26
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UTOPIA
24/12/11 Funeral, é tão funesto, é tão real! Mas não é divertido. O cadáver duma flor... "Dir-se-ia, ao ouvi-los, que a sociedade vai perecer se surgir um homem mais sábio que os seus antepassados." "os ladrões não são os piores soldados, como os soldados não são os ladrões mais tímidos; há muita analogia entre esses dois ofícios." "E, no entanto, que é que fabricais? Ladrões, para ter o prazer de enforcá-los." "Juízes e carrascos por cima da lei divina" T. M. grande fã de Platão. Há escravos em Utopia. Os carniceiros da ilha. Têm força militar e precauções mil. "Desconhecem os dados, o baralho e todos os outros jogos de azar, tão estúpidos como perigosos." "Os melhores pedaços são dados aos velhos das famílias que ocupam lugares fixos e de destaque." Considerados epicuristas por Rafael, o interlocutor de Morus na História. "os nossos insulares proíbem a caça aos homens livres" "Os filhos de escravos não são escravos." Espécie de eutanásia legalizada! "Uma dama honesta e grave mostra ao prometido sua noiva, donzela ou viúva, em estado de completa nudez; e reciprocamente, um homem de probidade comprovada, mostra à rapariga seu noivo nu." "Este costume singular fez-nos rir muito" "O adultério é punido com a mais dura escravidão." "A reincidência no adultério é punida com a morte." "A simples solicitação ao deboche é passível da mesma pena que o estupro cometido." Reclama das leis prolixas dos povos europeus, mas isso é porque não conheceu a República Federativa do Brasil. Um romance que mostrasse o futuro de Utopia - uma distopia que cresceria com poderes magnânimos, e imperiais, estendendo suas garras indefectíveis sobre o restante do globo. As segundas intenções do estilo de vida utopiano vão se deslindando aos poucos. Como oferecem recompensas para as nações inimigas tentando evitar a guerra franca, corre-se em direção à bancarrota. Mulheres podem ser soldados, livremente. "De perto, em lugar de espadas, combatem com machados, cujo corte ou peso ocasionam inevitavelmente a morte, qualquer que seja a direção do golpe." Única condenação religiosa: o ateísmo. "A esses materialistas não se rendem homenagens" "O temor é para eles um mau augúrio" "Os utopianos não imolam animais nos seus sacrifícios."
Escrito por a mosca filosófica às 12:49
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DRÁCULA, Bram Stoker
28/11/11 DIC: taquigrafia; estenografia - a arte do Internetês, antes do internetês! "Aqui estou escrevendo, numa mesinha de carvalho, onde, possivelmente, nos velhos tempos, alguma jovem se sentou, enrubescida, para escrever cartas de amor." "A sensação que provocavam em mim era estranha, ao mesmo tempo de desejo e de pavor. Sentia uma vontade ardente que elas me beijassem com aqueles lábios vermelhos." "O que ele deseja é absorver tantas vidas quanto seja possível. Deu muitas moscas a uma aranha, muitas aranhas a um pardal, e queria um gato para comer muitos pardais..." topo da cadeia alimentar... "Se não conseguir dormir, recorrerei ao cloral, o moderno Morfeu..." Renfield é o Gollum desta história: "Aqui estou, para cumprir suas ordens, Mestre". "Depois de muita reflexão, resolvi escrever ao meu velho amigo e mestre, o Professor Van Helsing, de Amsterdam, que conhece mais a respeito de enfermidade desse tipo que qualquer outra pessoa do mundo." "Riu até chorar, tornou a rir e a chorar, muitas vezes, como uma mulher." "O nosferatu não morre como a abelha quando se pica." "Ouvi dizer que os loucos têm uma força prodigiosa e acho que ia vencer"
Escrito por a mosca filosófica às 12:08
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SOBRE AS MULHERES - Diderot
27/11/11 "[O escritor Thomas, seu compatriota, por ele admirado] É um hermafrodita, que não tem nem o nervo do homem, nem a brandura da mulher." "O contraste dos movimentos violentos com a doçura de seus traços as torna hediondas" "para tornar-se louca, faltaria à mulher apaixonada apenas a inteira solidão que ela procura." "A suprema felicidade lhes foge entre os braços do homem que adoram." "Aquele que as adivinha é seu inimigo implacável." "O momento mesmo em que estiverem inteiramente entregues a seu projeto será por vezes o momento mesmo de seu abandono." "Não há talvez alegria comparável à da mãe que vê seu primogênito; mas esse momento terá um preço bem caro." "É pelo mal-estar que a natureza as dispôs a tornarem-se mães." "A mulher, infeliz nas cidades, é mais infeliz ainda no fundo das florestas." "mais civilizadas que nós por fora, permaneceram verdadeiras selvagens por dentro, todas maquiavélicas, da maior à menor." "Percebe-se que Rousseau perdeu muitos momentos aos joelhos das mulheres" Ambos eram contemporâneos.
Escrito por a mosca filosófica às 11:37
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O PROCESSO
01-03/12/11 Saraiva de Bolso Qual a diferença entre Bucapeste e Budareste? Muitas vezes pergunto a profissão dos pais de alguém e escuto "judeus" como resposta pia e honesta. Assim como vejo muitas famílias cujo altar se dedica soberanamente ao Deus Mamon. Como diz Varg, um judeu pode morrer, mas os judeus, o sangue judeu, jamais perecerão. "como uma projeção de si mesmo (...) os judeus são orgulhosos de si (...) e devem ser castigados ainda uma última vez" De tantos pontos em comum aqui em casa, talvez as pp. 17 e 23 e seus sublinhados sejam o estopim! O que sempre é diferente entre mim e os solitários europeus são as paisagens ciganas destes! Mudar de país e de ares como quem pega um subway/expresso para a Ceilândia... Tantos talentos, ó Tântalo! 28: "Essa paixão epistolar [a segunda importante!] (...) iria iniciar-se por um sonho singular." Seria ético quebrar o sigilo dos e-mails dos mortos, assim como se fez e se faz com as cartas trocadas pelos de fama que já expiraram? Babel babão Modesto Car onipotente? Insul(t)ou-se nos sonhos. Pergunte-se o que é se perguntar sobre saber que isso é o seu Destino, ou seja, sobre o próprio destino. E escrever isso! Homem-balança, como aquilo que pesa poderia ser pesado? Uma certeza e uma pêra solúvel por baba corrosiva na mão. Nada mais triste que poesia vazia de auto-denominados poetas sem grandeza suficiente para admitirem a própria felicidade afetada! Cinto que é pouco sincero - pois te emagrece! Interlocutor de rádios dalma A cor da bunda é a verdadeira cor da pessoa... a menos que se freqüente uma praia nudista e se durma ou doure de bruços. Como mostram num episódio d'Os Simpsons, um condenado à morte na cadeira elétrica movida a luz solar passaria sentado bem umas 24h para começar a ter sua pela chamuscada... Ao contrário da conhecida metáfora, a vida não é um quarto bagunçado, mas quase isto: uma cozinha. E, particularmente, sinto que essas últimas semanas têm sido minha panela de pressão a pleno vapor. Não sei se devo temer, no entanto: o gás está no fim. Distingue-se (bem) o bem e o mal. 145: exegese às margens - "cuidado com elas!" 157: provavelmente Josef age de má-fé (?) "'Estou conseguindo ajuda da parte das mulheres, pensava K., maravilhado; 'primeiro foi a senhorita Bürstner, depois a mulher do porteiro dos tribunais e por fim agora a enfermeira que parece ter uma incompreensível necessidade de mim. E como está sentada em meus joelhos, como se este fosse o único lugar que lhe pertença!'" 170: já há várias páginas, um grande discurso sobre trâmites burocráticos "cansado já pelo que teria de vir" "Talvez ao entregar-se a tais reflexões não fazia senão enfraquecer sua própria energia de resistência" água-furtada: Silveira Bueno - "Último andar de uma casa, quando suas janelas dão para o telhado." "Nem os poucos anos nem o defeito corporal tinham podido evitar que estivesse já inteiramente pervertida. Em vez de sorrir, contemplou K. fixa e seriamente com olhar provocante. K., fazendo como quem nada percebesse da atitude da jovem, (...)" Uma Síndrome de Estocolmo me invade... O pior é que eu sou o seqüestrador... Alguma lei natural me impede de ser produtivo como eu queria... O pé-grande, quando fica com o pé atrás, realmente vira um desconfiado insuportável! 240: pode ser só uma metáfora da morte literal, "Como procrastinar e consumir seu tempo tecendo e retecendo teias-de-aranha". "mantendo o pé entre a folha e o batente da porta" "Mas você já deve ter percebido o caráter pegajoso dessa mulher, não é mesmo? (...) Leni acha formosos (sic) a maior parte dos acusados." "Meu processo (julgamento, até) também já começou. Cuido de 23 d(o)entes num asilo fétido tão próximo de mim… 276-8: cena do sentinela - lida alhures. Mais o simbolismo dos aniversários de meia-idade. Os dois primeiros carrascos seriam os pais. Estamos detidos. Vinga-se disso, e então se arrepende. Os três funcionários do banco são os três magos. O superintendente é o responsável pelo batismo. De antemão já pecamos - basta dar forma à transgressão, paulatina. 288: Bürstner - ratificação "que no começo do processo eu queria já terminá-lo, e que agora em seu final, quero tornar a começá-lo de novo?" Se a felicidade fosse uma lixeira, arremessaria minha boina dentro dela. Sonhos 04-05/12 Top Gear... TKOF'96... ônibus... escritos... Drácula. trilha irretocável, 2º Orochi no menu, 4000-hit combo, alguma linha que me trouxesse da W3 Sul, guarda-chuva no meio da pista, gente jovem, dificuldade de atravessar a pista ou se manter de pé.
Escrito por a mosca filosófica às 23:48
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HA-HA-HA
30/11/11 - Você é casado? - Não, sou um homem cansado! Dizem que metrôs são tristes, povoados por zumbis, autômatos, mais máquinas que o que os locomove! Mas eu queria ao menos... andar de metrô até o deserto da minha casa! Mais metrôs para mais homens tristes praticarem o seu suicídio cotidiano! Quem avista, amigo é! - Bagdá? - perguntou o turista. - Não dou, não! - respondeu o barbudo Tatu(s)agem na penumbra do estúdio subterrâneo enquanto toca uma música na toca. Bazuca... ponta-ria, ria, ria! Quer pagar(: até) q(d/t)o? Redundantesco Tem atacante que nunca é egoísta. Veja, por exemplo: quando é gol do Eto'o, é sempre de autoria de dois jogadores (gol dueto)! Duas ou três pessoas??? Não é possível que você não saiba contar! Time que está perdendo não faz catimba, compreendido? O ritual cumprido será comprido. Tal qual o internauta mais bem-intencionado quando clica para receber o grande prêmio de 1 milhão de reais, o tolo ser humano, sem perceber, encharca a natureza de vírus e cóleras incuráveis. Quem será o especialista desse amplo e caótico sistema? A atmosfera está pesada, mas persistimos, sem tentarmos o reboot... Porque se ele for tentado sabemos que talvez não frutifique. Que pena, já não podemos formatar o universo, não tem um "fora" para sermos salvos, dentro de cristais, em back-ups... Seria necessário que abdicássemos de ser quem somos, que abdicássemos de ser, que abdicássemos... Vermes que ainda chupam com suas ventosas o detrito final da barriga condoída.
Escrito por a mosca filosófica às 21:02
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NOITE NA TAVERNA & POEMAS ESCOLHIDOS
30/11/11 "A. de A. (Manuel Antônio) falece no Rio de Janeiro, no dia 25 de abril, aos 20 anos de idade (1852)." "Não sabes, desgraçada, que os lábios da garrafa são como os da mulher: só valem beijar enquanto o fogo do vinho ou o fogo do amor os borrifa de lava?" "se entendeis a imortalidade pela metempsicose, bem! talvez eu a creia um pouco; pelo platonismo, não!" "A nós frontes queimadas pelo mormaço do sol da vida" "Na jangada do náufrago, no cadafalso, no deserto, sempre banhado do suor frio do terror é que vem a crença em Deus!" "O ateísmo é a insânia (...) A verdadeira filosofia é o epicurismo." "Depois enjoei-me dessa mulher. A saciedade é um tédio terrível." "a Espanha, onde o clima convida ao amor" "ou estás bêbado ou morto!" "Bofé que encheram-me o crânio de chumbo derretido!..." "ébrio como Noé, o primeiro borracho de que reza a história!" "Pour quoi? c'est que mon coeur au milieu des délices, D'un souvenir jaloux constamment oppressé, Froid au bonheur présent, va chercher ses supplices Dans l'avenir et le passé?" Alexandre Dumas "Quanto a amantes, meus amores eram como a sede dos cães das ruas, saciavam-se na água ou na lama..." "- Que tens, Johann? tiritas como um velho centenário!" Johann, o fratricida incestuoso inconsciente. "Vinte anos!... não vivi um só momento!" "E por três noites padeci três anos" "Basta de Shakespeare. Vem tu agora, Fantástico alemão, poeta ardente" "Meu quarto, mundo em caos, espera um Fiat!" "e eu acordava Arquejando a beijar meu travesseiro?" lazzaroni: vagabundo em italiano! "Como o vinho espanhol, um beijo dela Entorna ao sangue a luz do paraíso. (...) E que ela fosse leviana e bela Como a leve fumaça de um charuto!" "Desconfio que a moça me namora!..." "Vale todo um harém a minha bela," "Que noiva!... E devo então dormir com ela? Se ela ao menos dormisse mascarada!" "Não pode haver inferno com Senhoras!" Dizem que balada no céu é como as terrenas: mesmo de graça, de mulher é carente! "Te amo tanto que não ouso te amar." Marot Dulce Néscia "Todo o meu ordenado vai-se em flores" "Eu sei... O mundo é um lodaçal perdido Cujo sol (quem mo dera)! é o dinheiro... § Minha desgraça, ó cândida donzela, O que faz que meu peito assim blasfema, É ter para escrever todo um poema E não ter um vintém para uma vela." "Solta essa trança tão bela, Quero nela suspirar!" Maníaco pelos cabelos ela soltar! "nos seios da perdida!" "mimosa" "Não acordes tão cedo! enquanto dormes Eu posso dar-te beijos em segredo..." "Venderiam o beijo derradeiro Da virgem que os amou!"
Escrito por a mosca filosófica às 16:31
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FUCOZADAS 2011 & NIETZSCHEANISMOS
02-23/11/11 Seres pouco imaginosos observam o panorama neutro do alto da montanha. Os gays se acham muito extrovertidos, mas ainda são muito introvertidos para o que requer a espécie humana. Versos de Drummond: "Em vão mulheres batem à porta, não abrirás, Ficaste sozinho, a luz apagou-se, mas na sombra teus olhos resplandecem enormes. (...) E nada esperas de teus amigos." "Chegou um tempo em que não adianta morrer." "Amar a nossa falta mesma de amor" "apenas ânsia de um beijo que nunca foi dado" Iracema Macedo, filósofa "Assim, ao mesmo tempo em que Rousseau é o interlocutor comum a Sade e Nietzsche é também objeto de paródia e refutação incondicional." "Não existem sujeitos nas orgias." com um(a) tal(e)vez(a) eu te conquisto OS 5 PREFÁCIOS PREFACIADOS POR SÜSSEKIND Citações nietzscheanas (seriam inéditas para mim?): "Sua viagem para a imortalidade é mais penosa e mais acidentada do que qualquer outra, e contudo ninguém pode acreditar com mais segurança que chegará à sua meta do que o filósofo, porque ele não saberia onde deve ficar, se não fosse sobre as asas vastamente abertas de todos os tempos" "Desejamos que ele [o leitor] seja suficientemente formado para pensar em sua formação de modo restrito e até desdenhoso." "a escravidão que se esconde de si mesma" "mentiras transparentes" "e se chegasse a ser verdade que os gregos sucumbiram por causa da escravidão, é muito mais certo que nós sucumbiremos por causa da falta de escravidão" déjà vu "fica muito claro (...) que o estado não se fundamenta no medo do demônio da guerra" "terei que entoar oportunamente um canto de louvor à guerra." Várias citações homéricas, foi bom ter deixado para ler A Ilíada em 2011. "um ensinamento secreto da conexão entre estado e gênio", enxergado mesmo em Platão, que rejeita o gênio artístico. Porque o estado só faria sentido como um pathos de um homem só, ou de pouquíssimos. Nem que se queira ele poderá ser apoderado pela base da pirâmide! "a cultura jornalística, a degradação máxima do processo iniciado pela dissociação entre pensamento e vida."
Escrito por a mosca filosófica às 19:40
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TUDO O QUE MAIS INTERESSA A UM HOMEM
20/09/11-14/10/11 0) SONHOS 02/10 1 Cachorros me mordam! Mas a mandíbula desses animais não me pode causar dano, eu posso pegá-los pelo focinho e arremessá-los. 2 Tranca tripla no banheiro, a porta parece menor do que o batente e é possível empurrá-la para frente e puxá-la para trás. Tento me proteger de uma criatura do porte de um rottweiler. 3 Tento fazer a reconciliação com a Jacky Fly. 4 Depois de dizer que detesto meu pai na frente dele, minha mãe e meu pai acham que a melhor atitude é cortar a minha Internet. Eu me ponho do lado de fora de minha própria janela, dependurado, e ameaço me soltar para o vazio... 08/10 1 Eu tinha de trocar as lentes dos meus óculos por outras melhores, e meu método pouco ortodoxo de fazer isso era comendo ou mordendo as lentes até que elas virassem simples cacos ou estivessem completamente rachadas. 2 Maniax me instrui para pegar algum ônibus de determinada satélite de volta para casa. Insegurança, falta de convicção de que a linha irá passar... 3 Eu estou no banco de trás e minha mãe dirige – como que me busca na escola. Mas faltava o outro, que estava atrasado. Meu irmão? Rafito! Havia alguma expectativa quanto a comparação de notas, quem sabe na prova de sociologia! Outro personagem de que me lembro agora é um bebê muito inteligente, de um ano, que seguro no colo e ele sorri. Não sabe falar mas entende tudo que eu digo. É loirinho. 4 Vasculho nas coisas do meu irmão e, numa profusão de revistas de mulher pelada, encontro várias Heroes, revista gringa de HQs e animes, edições antigas, valiosíssimas! Além disso, um dado simples de 6 lados! 02/11 (pós-Rivotril) Saio bêbado pela W3 Norte, encontro o Maniax, ele se depara com um desafeto e leva uma surra, vários murros na cara. Passo num supermercado e compro coisas aleatórias, entre elas cerveja. Algo acontece que eu perco a memória. Já não sei onde estão as mercadorias. De repente acordo em casa, as sacolas plásticas espalhadas pelo chão. Muitas são de salgadinhos, pois no fim das noites ébrias eu fico com muita fome. A embalagem da pipoca de microondas se encontra rasgada, ainda com algum conteúdo dentro. Devo tê-la inflado ainda no supermercado pedindo a ajuda de algum funcionário. Pouco tempo depois de acordar, brigo com minha mãe por motivos e através de termos incognoscíveis (porém recordo que minha principal queixa era a de que eu começara a ouvir e ver coisas que não existem – e meus pais não estavam acreditando). Dou tapas alternados nos dois lados de sua face, como fizeram com Jesus. Já como uma auto-represália, tento esmurrar meu próprio maxilar mas os socos não saem fortes como eu queria. Pouco tempo depois, piso em uma latinha amassada de cerveja consumida. Lembro da utilização do remédio... a) DOENÇA MENTAL E PSICOLOGIA Medicina orgânica x medicina mental Janet Psicastenia – doença parecida com a minha. Doravante, qualquer outra assinalada com (*). “astenia mental” (*) Digamos que meu pai desenvolveu até a metade minha rica paranóia. (**)
Escrito por a mosca filosófica às 16:42
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“Mas o fluxo do pensamento permanece intacto na sua estrutura, mesmo se é mais lento nos psicastênicos (...) o neurótico, mesmo quando apresenta obliterações de consciência como o histérico, ou impulsos incoercíveis como o obsedado, conserva a lucidez crítica com relação a seus fenômenos mórbidos.” (**) ou que nossas doenças estão em troncos antitéticos: a psicose para ele e a neurose para mim. “a essência da doença não está somente no vazio criado, mas também na plenitude positiva das atividades de substituição que vem preenchê-lo.” “A doença não é uma essência contra a natureza, ela é a própria natureza, mas num processo invertido” Psicastenia de novo – p. 21 Alerta: estar já trocando o diálogo pelo monólogo. “Como o professor psicastênico que só podia proferir sua conferência diante do espelho.” “eis porque tantos sujeitos, obsedados ou psicastênicos, apresentam, quando se sentem observados, fenômenos de liberação emocional, como os tiques, as mímicas, as mioclonias de toda espécie.” O peso de um simples cumprimento, da opinião que irá deixar. “o sorriso (...) se destaca (...) como a expressão de uma ironia que se cala e ameaça. O universo da perseguição brota de todos os lados” “o critério social da verdade já não tem mais valor para o doente” “os psicanalistas rejeitam cada vez mais a noção bio-psicológica de libido” O absurdo da comparação entre o doente mental e o primitivo ou a criança. paranóia (sensos semi-comprometidos)=>oniróia De certo modo o que eu disse atrás não se encaixa: por ser “menos doido” (ou refletir em cima disso), eu não sou uma loucura mais bem-desenvolvida e lapidada, como se torna óbvio! E enquanto eu/ele puder envelhecer e piorar... “O erro originário da psicanálise e depois dela da maioria das psicologias genéticas, é, sem dúvida, não ter apreendido estas duas dimensões irredutíveis da evolução e da história na unidade do devir psicológico.” A ambiguidade de Freud: a meio caminho de ter superado as concepções evolucionistas. “irrealizar o presente” nos doentes; o passado é o futuro; games, sexo (“você precisa de uma terapia”)... Escola. “o obsedado defende-se sobretudo pelo isolamento” “o paranóico caracteriza-se pelos mecanismos de auto-referência” “angústia (...) a apoteose sensível da contradição psicológica” Pináculo DBZiano: as lágrimas de Vegeta e a expressão incrédula e colérica de Goku. 35: descrição do comportamento do meu pai Obviamente, meu quadro traz a vantagem de eu me forçar a fazer um compêndio, de eu me voltar para mim mesmo e as coisas que passaram. As pessoas da minha idade ainda vivem “no presente” e otimistas em relação ao futuro. Os “normais” (Véber?). Eu só antecipei a crise de meia-idade/pós-morte-paterna? “monotonia circular” Angustiódromo quer viver, quer sentir o dissabor Por que penso na minha avó Maria? Maria Clara Gamotivos para não se matar. Gamo em você. Não queria mais agir... 2003, 2004, 2007... 2010, 2011. Intervalos palpitantes. Palpites burros e errados. Será que ainda estabelecerei contato contigo neste misterioso dia de... 2012? Me descafeinando... Trabalho, a maior angústia – não ter tempo para angústias. Reprisinfinita represa de sensações. Por que vc não luta? A minissérie crossover de Seiya Balboa. Angústia mesmo de terminar o texto. Ninguém aperta o botão vermelho. Ninguém que conta (que quer trepar) seus males espanta. Angustia priori. Quando o doente pensa não estar doente e apenas se comportar de maneira sui generis. “preocupações hipocondríacas que se encontram tão frequentemente na psicastenia” “[o doente] vê no começo da doença a explosão de uma existência nova que altera profundamente o sentido de sua vida, com o risco de ameaçá-la.” “Apreendem a doença como um destino [ler e escrever isso como pura Moira]; ela só termina sua vida rompendo-a.” esse tempo todo fui enganado. Por isso, todo o “esforço acadêmico” foi vão. “termos técnicos da filosofia heideggeriana” – LÁ VEM! “sentimento de estranheza diante da linguagem, o sistema de expressão, o corpo do outro” 45: o mesmo efeito da maconha como surto esquizofrênico em uma paciente – meu distúrbio x5? “como se toda a sala só fosse dentes” “a consciência não pode mais reconhecer seu corpo” No começo da Idade Moderna, era-se bastante complacente com o comportamento do louco. Condenou-se o criminoso ao mesmo tipo de segregação que o louco. Pinel, médico francês. Posteriormente, nome de um hospício.
Escrito por a mosca filosófica às 16:41
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b) HISTÓRIA DA SEXUALIDADE DIC: jouir (francês) – gozar kairos (grego) – o momento oportuno pituíta – muco Ainda parecemos uns vitorianos! Ou eles eram mais bem-resolvidos? Quarto dos pais, o “antro sagrado do sexo”, recanto exclusivo da permissividade. Isso até cada jovem ter o seu carro... Masturbar-se 2x por dia em tempos de extrema ansiedade... “No que diz respeito ao sexo, talvez a mais inexaurível e impaciente das sociedades seja a nossa.” Jurandir Freire Costa 20 (PDF): reflexões sobre Don Juan 29: a sociedade da confissão – revelações sórdidas viram até livros! “a guerra contra o onanismo, que durou quase 2 séculos no Ocidente.” Charcot, o “mestre” de Freud. O fosso entre o didatismo enfadonho de um Therborn e a real histosociologia. “nós entramos em uma fase de regressão jurídica” “Hoje em dia, a compreensão plenamente consciente do instinto sexual importa mais do que o ato sexual.” 74: sobre a pecha de “tarado” de Freud * * * 7: Burckhardt Engraçado como tanto há o discurso da verdade acessível através da transa como da verdade através da abstinência/do celibato. 22: o prazer anal masculino em Aristóteles! Resta saber se seria vergonhoso se o próprio Zeus fosse afeito a essas coisas – há relatos homossexuais na mitologia? “O excesso e a passividade são, para um homem, as duas formas principais de imoralidade na prática dos aphrodisia [termo lato dos gregos para designar ‘relações sexuais’ ou algo que disso se aproxime].” “É conhecido o gesto escandaloso de Diógenes: quando tinha necessidade de satisfazer seu apetite sexual, ele se satisfazia a si próprio em praça pública.” Sexo, usualmente à noite, na Grécia. Antístenes “se dava a qualquer uma”, a primeira que aparecesse em sua frente, feia ou bonita. Mas não se entrega ao excesso, não é hedonista: é uma medida para atender a um pedido urgente do corpo, que se repete apenas de espaços em espaços. Xenofonte – Memoráveis (Xenofonte também possui uma obra denominada Banquete) Incesto como questão de eugenia: assimetria de idades e descendência arruinada (um dos dois da cópula já passou do apogeu). Exemplo clássico encontrável: Aquiles-Pátroclo (primos)! Pseudo-[nome do filósofo], nos diálogos antigos: o que quer dizer? Ficção com fundo de verdade? Atribuição duvidosa. Não-raro, de um discípulo ou de alguém póstumo que tem parentesco com a escola de pensamento do autor nomeado. Coisas que interrompem o meu sono: muriçocas, cãibras, diarréia súbita, mendigos bêbados, pesadelos... Normalmente o nome próprio grego em Francês é como o Português mas sem a sílaba final: Antiphon – Antifonte, Xenophon – Xenofonte, Aristote – Aristóteles. 32: o espírito agonístico – “Os adversários que o indivíduo deve combater não estão simplesmente nele ou perto dele. São parte dele mesmo.” Platão: “o mais vergonhoso dos fracassos consiste em ser vencido por si mesmo”. “A virtude na ordem dos prazeres não é concebida como um estado de integridade mas como uma relação de dominação” 35: o sábio que pensa em coisas antes de dormir, para chamar o sono, em Zaratustra, é pitagórico!
Escrito por a mosca filosófica às 16:41
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Platão, nas Leis, fala de minha facilidade com os livros: “Aquele que quiser se sobressair um dia no que quer que seja deve se aplicar nesse objeto desde a infância, encontrando, ao mesmo tempo, seu divertimento e sua ocupação em tudo que se relacionar com ele.” 36: paideia “O mais real dos homens é rei de si mesmo.” Platão “mau tirano” => “os abusos sexuais do déspota, quando ele se põe a desonrar os filhos – meninos ou meninas – dos cidadãos, são frequentemente invocados como motivo inicial dos complôs para derrubar as tiranias e restabelecer a liberdade: assim foi com Pisístrato em Atenas, Periandro em Ambrácia e outros mais que Aristóteles menciona no V livro da Política.” Honra pública que mais de 2200 anos depois Berlusconi não aprendeu a preservar... “A temperança é, no sentido pleno, uma virtude de homem.” Para o grego, a chave ativo/passivo era mais relevante na atribuição de um “gênero” à pessoa (não existia “opção sexual”). Hipócrates, o primeiro médico. “O regime físico não deve portanto ser cultivado por si mesmo de modo demasiado intenso.” Platão “é necessário reter que a dieta não é concebida como uma obediência nua ao saber do outro: ela deveria ser, por parte do indivíduo, uma prática refletida de si mesmo e de seu corpo.” Acabo de ler que Sócrates estimulava os outros a anotar coisas! Há bulimia desde Hipócrates! “vomitório três vezes por mês para os temperamentos úmidos, duas vezes por mês para aqueles que são secos.” Um temperamento úmido em público pode denunciar o quanto alguém é seco por dentro e vice-versa. “ninguém deve fazer uso freqüente e contínuo do coito” Diocles, com ressalvas para os mal-humorados, depressivos, peidorreiros e gordos! Pré-adolescentes e idosos estão proibidos. Esquema aristotélico: ♀ frias, úmidas, ápice da ninfomania no verão ♂ quentes, secos, ápice da ninfomania no inverno Negociações? Outono-primavera? Eu fui feito no inverno – isso explica minha excelência? O que falam esses pudicos sobre orgias? Onde está? Chatinhos! É verdade que todas as vezes que lembro de sofrer polução e acordo estou na mesma posição, deitado de costas. Mas ejacular no sonho nada significa além de certa umidade no prepúcio e intensa ereção. Tampouco evita de interromper seu sono. 55: sobre a abstenção nos atletas Os gregos acreditavam que o sêmen era produzido pelas, ou pelo menos atravessava as, costas, região da medula espinhal. “é da cabeça que [o esperma] viria”, dizem outros. A mulher após o gozo (58), ainda sentindo prazer enquanto o homem não ejacula. Demóstenes – Contra Nera [a cartilha “anti-feminista” de então] Relações de poder do lar são o microcosmo da Política de Aristóteles: uma aristocracia quando a casa é bem-governada; uma oligarquia quando a mulher não cumpre seu papel e o marido acumula funções demais. Em outras formatações, o “governo” pode descambar para o caos da tirania, da “maioria” ou de 1 só. O amor do varão por outros rapazes na Grécia se dava sobretudo em tenra idade, na adolescência. A assimetria da idade (mestre-discípulo). E afinal, beijar o Ashton Kutcher não deve ser melhor do que beijar a Katz? “a relação entre dois homens feitos será mais facilmente objeto de crítica ou de ironia: é porque a suspeita de uma passividade, sempre mal vista, é particularmente mais grave quando se trata de adulto.” “todo um jogo de adiamentos e de chicanas destinados a retardar o término e a integrá-la numa série de atividades e de relações anexas.” O cu doce/coquete viril. Correr através dos bosques e até mesmo rumo à escola atrás de seu amado púbere! E, aliás, é a primeira barba que leva à idade adulta. “philia”, a amizade entre dois homens maduros, que nasce do ocaso do amor, que é necessariamente ligeiro. Imagina ter uma idade em que será alvo contumaz de cantadas? Uma espécie de ser mulher, impensável hoje! Na Antiguidade, não deixava de haver os aficionados por batidas de carros, embora fossem mais lentas e menos drásticas, com toda certeza. Não há namoro hetero? “prostituição masculina” – excluída da política Parece que somando-se todas as civilizações conhecidas, a sodomia é o pior pecado. O beijo não é assimétrico como a metida no cu. Quando as mulheres fazem os cílios, elas estão caçando! PROJETO – história de um escravo grego (1ª pessoa – o que ou como é ser objeto?) – eu mesmo nunca vi algo assim! c) NIETZSCHE E A GENEALOGIA (microfísica) Foucault leu até Paul Rée para comentar. “a injustiça e a instabilidade no espírito de alguns homens, sua desordem e sua falta de medida são as últimas conseqüências de inumeráveis inexatidões lógicas de falta de profundidade, de conclusões apressadas de que seus ancestrais se tornaram culpados.” N. “Má alimentação, má respiração, corpo débil e vergado daqueles cujos ancestrais cometeram erros” F.
Escrito por a mosca filosófica às 16:40
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VARGSMAL
25-29/09/11 DIC: gira (espanhol) – cruzada diana (espanhol) - alvo “Todos estamos de acordo que um judeu que seja nazista é um judeu com um defeito espiritual, e que da mesma maneira um alemão que seja cristão é alguém com um defeito espiritual.” “O racismo alemão não é medo do estrangeiro, nem ódio, ou um complexo de inferioridade. É um signo de saúde espiritual e amor por si mesmo e por sua própria raça!” “Hoje é mais difícil morrer que viver.” “Viver superprotegido é igual a abandonar suas próprias habilidades e perder, assim, por falta de uso, a resistência quando o perigo aparecer.” “Somos uma gente agonizante.” “crença pagã Asatru” “paganismo wotânico” “são as sagas familiares aquilo de que as crianças precisam para se desenvolverem de forma construtiva.” “Porque se nosso pai e mãe nada significam para nós, por que nós que somos seus rebentos deveríamos ser algo melhor?” “Algumas tradições dizem que se uma mulher grávida sonha com um morto, é porque o morto deseja nascer de novo a partir dela.” “Eu me desgosto quando o Valhalla é comparado ao ‘paraíso’, como se fosse ‘o paraíso do pagão’. Esta é uma coisa sem sentido. No salão do pai-de-todos, come-se, bebe-se e se luta todos os dias.” “São os jovens adolescentes quem menos tem temor de entrar em uma briga. Os mais velhos são mais covardes.” As igrejas cristãs da Noruega eram construídas em lugares considerados sagradas para a arcaica religião pagã. Profanam-se assim as tumbas dos mortos. Seus parentes mais próximos seriam cristãos. Sobre a felicidade de ter podido escolher o próprio corpo de valores. “judeu é sinônimo de misantropia” “Os indivíduos morrem, mas um povo pode viver para sempre” Noruega: os hiperbóreos insulares. Nor-way; tão simples! Tyr: deus da guerra Fenris, lobo que causava muitos problemas aos deuses e deusas de Asgard, foi detido por Thor em uma ilha, até que começasse o Ragnarok. Fenris representa a irracionalidade da própria humanidade, e na Batalha Final ferirá mortalmente Odin, causando, portanto, sua auto-destruição. Por incrível que pareça, o modo de vida viking é uma suavização da era “Tyrânica” de força bruta, em que passa a imperar um maior coleguismo e a inteligência. Ética viking: não se deve golpear um homem que está caído ou muito mal. Perfeito exemplo do estruturalismo mitológico: “Depois do próximo Ragnarok se esquecerão dos deuses de hoje, e haverá novos: Odin será substituído por Vidarr e Vali, Thor por Modi e Magni, Freyja por Hnoss, etc. Este é um processo eterno, e é realmente só outra opção de nome para o mesmo deus, pois os mesmos deuses vivem em seus filhos, do mesmo modo que ocorre conosco as pessoas.” “Eu estou vivo hoje porque reagi com ira no lugar de medo quando ouvi que o comunista-homossexual me mataria! Se eu tivesse reagido com temor, então com toda sinceridade teria sido um covarde, e um covarde deve morrer.” “Nós vivemos muitas vidas antes que o mundo decaia novamente.” terça-feira=>martes=>Tuesday=>Tysdag. O DIA DA GUERRA. 4ª feira=>Odin-Wotan 5ª feira=> Thor (anotei isso em algum lugar!) Era costume banhar-se apenas aos sábados, e lavar sua casa junto! “Nos tempos Vikings nós éramos tão altos como nós somos agora, enquanto que estávamos na fase mais baixa para a estatura das pessoas durante 1700-1800.” “A Dinamarca está separada da Noruega e da Suécia por um oceano, e é completamente diferente destes dois em sua natureza.” Os noruegueses sempre foram mais camponeses. Por outro lado, as outras duas etnias viraram piratas exploradores do mar. “Dinamarca era nosso escudo contra o poder do judeu” “[Suecos,] agora simples covardes.” Islândia, o quarto povo. “a bandeira da Dinamarca é a mais antiga do mundo” “Ter uma cruz (associada ao cristianismo na bandeira se converte em um bloqueio (mental) para entrar no reino pagão.”
Escrito por a mosca filosófica às 14:09
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“Nós sabemos que foi Leif Erikson quem descobriu a América” Ano 1000! “Leif” quer dizer “provido de sorte” no dialeto local. “Zaratustra, que estabeleceu o reino Persa, era branco-ário” P. 30 – Detalhes insossos de Marx: “Duas das filhas de Marx cometeram suicídio e morreram porque Marx não quis gastar o dinheiro para os remédios de que elas necessitavam.” “simplesmente outro azulejo na parede judaica” (HAHA) “Quando uma mãe dá a luz a um filho com um homem de outra raça, a possibilidade de dano cerebral aumenta a 20% devido à forma da pélvis.” “nós cagamos castanho!” Segundo os cálculos de Vikernes (37), os números do Holocausto são supervalorizados. 41: a baboseira “Illuminati” Livro escrito em 97. É uma espécie de continuação do Mein Kampf! “Eu, um jovem inteligente, saudável (modesto?) sou etiquetado como um ‘Satânico’ e ‘adorador do diabo’, tentam me retratar, além disso, como débil mental e louco.” 48: nomenclaturas do Black Metal “Há muitas pessoas que me detestam fortemente. Por quê? Porque eu sou orgulhoso e arrogante como meus antepassados! Hoje a pessoa deve ser modesta e humilde” “Todos nós pagãos temos razões para sentirmo-nos bem com nós mesmos e melhor que todos os outros, pois nós somos bons.” “Eu sou um loiro natural, tenho olhos azul-claro, e sempre vejo as fotos no jornal em que os quadros me retratam tão sombrio que neles parecia que tinha cabelo preto ou castanho escuro e olhos escuros. Um canal de TV sempre mostra minha cara assim para me fazer parecer um ‘horrível satanista’.” “eu só tingi meu cabelo de preto uma vez e nunca mais.” “Eu não apóio esses jovens magricelas que usam jaquetas de couro preto apertadas. Não posso suportar os ‘adoradores do diabo’, eles simplesmente são como os judeus-cristãos. Eu não apóio o chamado ‘black metal’, posto que o único metal que eu ouço é na verdade a música Arya norueguesa, como Darkthrone ou minha própria música Burzum, e não suporto ser comparado com outros inferiores.” 55: Pink Floyd, The Wall “Já que é para fantasiar, poderia dizer que se alguma vez conseguir ir ao ‘céu’, estarei à frente de um exército que romperá o crânio de ‘deus’ e seus débeis anjos.” Com 3 anos já pulava a cerca da escola. “A escola primária tomou minha vida e alegria de viver.” “O Ginásio (secundário) é a mais intensa fase da Judificação dos escolares! A Universidade é um passo além dessa intensa Judificação, mas o Ginásio o deixará louco, bastante louco para destruir o resto da saúde na alma de um estudante.” “Acusam os ‘Nazis’ de terem colocado ciganos e judeus em campos de concentração, mas hoje o Sistema judeu põe todas as crianças neles!” Aos 6, seu pai o ensinou a empunhar armas brancas. “As pessoas são como os livros, e o mundo é como uma biblioteca.” Ler livros inteiros, e saber que um bom livro o levará a uma cadeia de bons livros... “Comunicação sexual um só deveria ter com um livro em especial.” “tentar ter só uma parceira estável.” Sodomia como doentia. Os gêneros – boa dissertação (60). Bissexualidade como fenômeno estritamente feminino. O atrair-se pela beleza, e não pela inteligência: “Os homens mais inteligentes pensam que as mulheres mais bonitas são igualmente inteligentes, senão mais inteligentes, então aquelas que não o são tanto necessitam parecer muito inteligentes para atrair um companheiro.” A mulher superior – exatamente! – é aquela que deixa o homem brilhar mais, para a despeito reinar verdadeiramente. Não compita, criatura! Ou antes, não do jeito errado... 63: sobre as gangues e brigas de bairro O espaço já não vale mais nada... Para ele, “Europa”, como colcha de retalho, não faz sentido. Só a Germânia e seus galhos... A favor da legalização de todas as drogas – atalho para varrer a escória. Mesmo Coca e café seriam “drogas”. “É uma rotina diária para as mulheres usar creme hidratante na pele, o que diminui a habilidade da mesma de reter e produzir umidade por si mesma; a pasta de dente debilita a resistência da boca contra as bactérias que produzem cáries, e a escova de dentes, pela abrasão, pode debilitar o esmalte e outras partes.” “Nós também emitimos um odor natural próprio que necessita ser apreciado para não desaparecer.” Ladra tanto, mas será que tem filhos? Devia ter pelo menos 6, todos loiros e brigões como o pai. “A paz converteu o homem em um ávido usuário da prostituta, com um marcado complexo de inferioridade!” “A nós que não somos clientes da puta, os psicanalistas nos vêem como se estivéssemos cheios de complexos de inferioridade, como psicopatas e loucos, ou pelo menos explicarão nossas idéias e condutas como de pessoas mentalmente enfermas, só porque nós temos o instinto de um homem saudável.” 69: Nietzsche. Caminho para o super-homem: treinar. 20 minutos de alongamentos diários e serás um bailarino! “uma carreira rápido no bosque um par de vezes por semana” excusas excusas excusas... “Para estar de bom humor, abandonar o café e a comida pouco saudável”
Escrito por a mosca filosófica às 14:02
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O TEMPO DAS TRIBOS
03-12/09/11 Michel Maffesoli * * * 06/09 1 Clarinha está tomando banho no meu banheiro, talvez de roupa. Eu e minha mãe mantemos uma conversa com ela, natural, Minha mãe do lado de fora do box apenas começa e depois me dá razão. Clarinha está debaixo do chuveiro e eu de frente para ela, rente à parede oposta. O cubículo parece bem maior aqui. O tópico da conversa parece ser a ascensão materialista na vida. A última parte: ela quer ter um MP3 Player, um absurdo! Fatalmente ele iria se quebrar, seria um desperdício. Eu testemunho que não tenho MP3 há muito tempo e que nem mesmo no celular tenho escutado as minhas músicas. Nesse momento da retórica eu pego meu celular – ele está à direita, como se a bancada negra onde se posicionam sabonetes e xampu se localizasse ali. Clarinha, debaixo d’água, chora... 2 O homem pensa que retira todas as possibilidades de vitória da mulher e sai-se rindo. Ela também ri, amargamente, e se joga da cobertura do prédio. Cai em uma varanda, do andar inferior, sendo fortíssimo o impacto. 3 Novos carrinhos para a minha coleção. 09/09 Diogo e Gnomo me levam para algum agito, no Santana. Gnomo dirige, muito imprudentemente. Eu vou no banco de trás. Me oferecem vodca e eu perco a consciência. Gnomo vira um copo de suco de laranja sobre o próprio peito. Passamos em frente ao INEI na 6N, parece que vamos estacionar na UnB onde garotas nos esperam... 11/09 1 Diogo diz que algum amigo seu diluiu álcool em alguma outra bebida, produto que tinha um nome muito original e que possuía 90% de teor alcoólico. Aloísio ouve sua estória. 2 Eu voltava a estar nos pátios e vegetações do CMB numa espécie de reconciliação – fazíamos esquerda e direita-volver como se não houvesse amanhã. Tinha uma conversa amistosa com um tenente-coronel gordo e bonachão. 3 Jogava golzinho com meu pai, tentando “refazer” jogadas da final da Copa de 70 (Carlos Alberto Torres). 4 Pago ingresso do cinema: é um filme de animação infantil. Não entro na sala de exibição, apenas fico do lado de fora catando docinhos nas estantes (desses de chocolate e coco das festas).
Escrito por a mosca filosófica às 12:42
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* * * DIC: prospectivo – relativo ao futuro acaciano – sujeito afetado, grave, porém desprovido de conteúdo taken for granted – aceito como óbvio P. 9 (PDF): um livro somente para “espíritos livres”. Abordagem holística x monográfica. “Essa é a ambição deste livro. Sociologia sonhadora!” “cada época repete, de maneira aguda, múltiplas variações em torno de alguns temas notórios.” “O individualismo é um bunker obsoleto” “a astrologia, em particular, não pode mais ser considerada um assunto de mocinhas sonhadoras.” Antigamente a astrologia cuidava do destino da cidade. “dar calor humano”, dar colo, “cerrar fileiras”, “corrente para frente”... “Viver sua morte quotidiana” 21: Le Bon Os franceses e o fascínio pelo Minitel. 29: Holderlin e Nietzsche: “É também na solidão do atalho de Eze, que este outro ‘louco’ sofreu a irrupção dionisíaca.” 113: rasgação de seda a Morin. Como se pudesse ser diferente! Bouglé, que defende o retorno das castas. O grande exemplo do Japão para se tergiversar sobre Ocidente-Oriente e tradição-modernidade. “O catastrofismo vigente permanece, de fato, muito dialético (hegeliano), muito linear (positivista), e, ainda por cima, cristão (parusia), para conseguir apreciar as múltiplas explosões de vitalismo que caracterizam todos esses grupos ou ‘tribos’ em fermentação constante, que se encarregam, de um modo o mais imediato, dos múltiplos aspectos de sua existência coletiva. Trata-se do politeísmo. Mas isso, como freqüentemente ocorre, os intelectuais, e mais precisamente os sociólogos, só compreenderão post festum!” [primeiro e terceiro grifos: do autor; segundo grifo: meu] “Se na tradição psicanalítica cito Groddeck, é (...) que ele se baseia em Nietzsche, cuja atualidade ainda não foi totalmente explorada” Cita Nie., mas não está na bibliografia... “já sabemos, desde Durkheim que a efervescência é o indício mais seguro daquilo que é prospectivo, daquilo que é chamado a durar, talvez mesmo a se institucionalizar.” Falando em Durkheim, o presente autor oferece leis sociológicas, para quem diz que isso é impossível ou impraticável. 64: Durkheim e sua obsessão pela solidariedade; o anacronismo do modelo ambivalente. 122: Maffesoli e sua sugestão – o ideal seria INVERTER solidariedade orgânica e sol. MEC. uma pela outra! Era fluido e ficou rijo... 34: a volta do Tao. 36: sobre o “ressurgimento do religioso”. 43: da utilidade do diabo. La Boéthe (PAS) “Os membros das classes populares são desde sempre os epicuristas da vida cotidiana.” Poder: exercer dominação e controle sobre outros ≠ Potência: sobreviver (o escravo, o fraco, o submerso sempre exercem potência... A passividade consciente e inteligente é esse exercício.) “Fim da política” não significa “império do indivíduo”, mas o contrário! Se entrosa bem com os três clássicos. É de nomes assim que eu preciso. Me admira a Kátia babar por ele! 56: “habitus” de Mauss, que quer dizer a mesma coisa do habitus do “original” Bode-ê. “Eu não pretendo participar desse sarapatel moral que atualmente está no rigor da moda.” Anarquia não é precisamente o descontrole, o caos e a ausência ou supressão de regras, mas a organização sem-Estado. Otimismo... “a justa vingança dos valores do sul contra os do norte.” 78: sobre a segmentação de classes nas praias brasileiras. Proletariado: realidade-unidade efêmera do XIX; a multiplicidade sempre vence. “Podemos observar, com efeito, que, com o auxílio da micro-informática, essas formas de associações em vias de extensão que são as redes (o neotribalismo contemporâneo) se apóiam na integração e na recusa afetiva. Este paradoxo, signo patente de vitalidade, é, em todo caso, uma chave das mais úteis para qualquer procedimento compreensivo.” “Dionísio, deus (semi-deus?) tardio, perturba o helenismo clássico, mas permite que ocorra a eclosão do helenismo.” “a civilização enlanguescente necessita dos bárbaros para regenerá-la.” Recorre muito a exemplos místico-dionisíacos bobinhos do Brasil, quando sente mais necessidade de suprir lacunas empíricas em sua tese. Amante de Simmel. “Je suis son Homme” – juramente do vassalo no ato de posse.
Escrito por a mosca filosófica às 12:40
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SEXO E PODER – A Família no Mundo – 1900-2000
09-16/08/11 Göran Therborn Westermarck, pré-freudiano a caracterizar o tabu do incesto. Le Play, anterior mesmo a Durkheim, brilhante estatístico da família moderna. 30: o potestas romanum, direito inalienável do pai sobre a prole (mesmo de tirar-lhes as vidas). 39: a França e a Alemanha como países europeus (com exceção da Rússia) mais conservadores para casamentos na virada do século. Ibsen – Casa de Boneca 56: Seneca Falls – importante etapa do feminismo americano. 68: o Código de Manu data de 2500 anos. Comparado aos cânones hinduístas, o Islã é bastante flexível. Até o Descobrimento do Brasil, em Portugal, se cometia o sati, ou seja, a execução (voluntária ou não) da viúva juntamente aos restos mortais do marido! “Cultos” Constatação óbvia ou surpreendente, a depender do prisma: uma sociedade matrilinear é chefiada, mesmo assim, por homens, “o sexo mais excelente”. 92: transição japonesa Tokugawa=>Meiji. Meiji significava paz, mas se resumia em um imperialismo bélico. 210: mais dados sobre o Japão de Kenshin. 101: o “Utopia” chinês 103-4: poligamia como fenômeno mais raro do que se pensa em qualquer cultura; característica do divórcio unilateral masculino muçulmano dos “3 repúdios”. 118-9: Lenin – ou seria Stalin? O aborto não-criminoso precoce na Rússia. Um sujeito que cita duas vezes Francis Fukuyama com ¼ do livro tende a perder meu respeito! 154: os reacionários americanos 163-4: os hilários classificados matrimoniais indianos. “A garota deve ser simpática, esguia e educada.” “ganhando cinco algarismos” 167: a poluição pela comida. 198: “A antiga lei hindu diferenciava oito formas de se adquirir uma esposa e as listava em uma classificação virtuosa, estando enamorar-se ou apaixonar-se entre as menos virtuosas, na posição seis.” [Gandharva] 181: o trick or treat chinês! 206: finalmente, Freud 244: será que nunca se transou tanto quanto no Nazismo? 370: “Durante a guerra, quando se realizaram as esterilizações eugênicas, o natalismo era mais irrefreável: ‘A coisa essencial para o futuro é ter montes de filhos’, disse Hitler (que não tinha nenhum) a seu próprio círculo em outubro de 1941.” A poliginia (poliandria ainda nem foi citada no livro) é fenômeno mais freqüente na África, onde chega à metade da população em alguns países. Ex: Nigéria e Senegal. 278: espécie de atualização de Durkheim 293: importante peculiaridade lingüística do Sueco, que adotou o “tu” somente nos anos 60.
Escrito por a mosca filosófica às 11:47
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APOCALÍPTICOS E INTEGRADOS
25/07/11-08/08/11 Umberto Eco “la cultura es un hecho aristocrático, cultivo celoso, asiduo y solitario de una interioridad refinada que se opone a la vulgaridad de la muchedumbre: ‘Por que quereis arrastar-me a todas as partes, ó ignorantes? Eu não escrevi para vós, mas para quem possa me compreender. Para mim, um vale por cem mil, e nada a multidão.’ Heráclito” “Caeterum in claustris coram legentibus fratibus, quid facid ridicula monstruositas, mira quaedam deformis formositas ac formosa deformitas? Quid ibi immundae simiae? quid feri leones? quid monstruosi centuari? quid semihomines? quid maculosae tigrides? quid milites pugnantes? quid venatores tubicinantes? Videas sub uno capite multa corpora, et rursus in uno corpore capita multa. Cernitur hinc in quadrúpede cauda serpentis, illinc in pisce caput quadrupedis. Ibi bestia praefert equum, capra trahens retro dimidiam; hic comutum animal equum gestat posterius. Tam multa denique tamque mira diversarum formarum ubique varietas apparet, ut magis legere libeat in marmoribus quam in codicibus, totumque diem occupare singula ista mirando quam in lege Dei meditando. Proh, Deo! Si non pudet ineptiarum, cur vel non piget expensarum?” P. 12 – o super-homem de Nietzsche tal qual enxergado por Gramsci (do autor, vale consultar Literatura e Vida Nacional): o protagonista dos folhetins oitocentistas, entre eles o Conde de Montecristo (Alexandre Dumas, também escreveu Os 3 Mosqueteiros), Athos [?], Rodolfo de Gerolstein e Vautrin (Balzac). “mito nostálgico” “invitación a la pasividad”. Horkheimer e o método da negação. Adorno – Minima Moralia / O Caráter Fetichista da Música e a regressão da audição. O crítico que se deixa cegar pelas emoções. Eis o Apocalíptico. “Manifestação mal-dissimulada de uma paixão frustrada, de um amor traído.” É kitsch criticar o kitsch. Esnoba a Sessão da Trade, a despreza; mas na verdade não consegue resistir a ela! “Espelhos, nenhum ser consciente descreveu o que vossa essência oculta...” Rilke “Sua conspiração é, quiçá, induzir os seus a desligarem a televisão. Mas que esta permaneça ligada para os demais, é evidentemente uma fatalidade à qual a crítica não pode se opor.” Estranhamente meta-!: “Poderá vir o momento em que nos confessamos a nós mesmos que o Dom Quixote (ou qualquer outro livro) não nos interessa, e aí está o começo da sabedoria.” Para quem já pensou em fazer um RPG de “O Profeta”... “yuxtapuesta” “distracción snob” Gillo Dorfles (antiga recomendação Marco Antônio): A Oscilação do Gosto / O Dev(en)ir da Arte 71: 1ª descrição das HQs (oposição à Biblia pauperum). 84: o eterno engodão de Aristóteles 94: trechos de O Velho e O Mar de Hemingway Saussure – Cours de Linguistique Générale Boldini, pintor que atravessa o XIX e o XX, talvez o 1º evocador de pin-ups e do que seria a pornografia. Cuidado com os adjetivos! Já venho com a impressão de que em alguns trechos meu último conto (“O CULPADO DE SÍSIFO”) se assemelha mais a literatura barata. O que a Gizelle havia dito: Joyce é o precursor de inúmeras técnicas do Cinema, muitas delas popularizadas por Kubrick. 148: explicação da gíria “X9” 160: sobre Bourdieu e Passeron 163: recorre a Hume 175: Morin e Marilyn Monroe. Vire-se a p. para Morin + niilismo e a ascensão do HUMOR. 191-2: O Rei Rodolfo de Eugène Sue, mal-interpretado como sinônimo de subseqüente a Zaratustra? 224: Lukács chama Joyce, Proust e Kafka de escritores decadentes. Barilli contrapõe-se. 227: Moby Dick 246: Superman... teria sido uma excelente aula... Na minha cabeça sempre é! 251: as duas faces de Janus do Superman 257: o paradoxo de Langevin, do homem que viaja a 300 mil km/s e quando retorna à Terra todos de sua geração já estão mortos. 258: Supergirl é prima de Superman!; a verdadeira morte do s-h... Casar-se com uma colega jornalista já é avizinhar-se dela... Lembremos que a Mônica e o Cebolinha todo ano comemoram o aniversário... 259: a homossexualidade no DC Universe! 273: o vestuário gay. E colorex. 276: Smallville e a calvície de Luthor 282: Denis The Menace Minduim é Charlie Brown! E o Snoopy, Xerêta. Esta sim a série de quadrinhos filosófica, em detrimento do Superman. 302: “falamos naquela tendência primitiva (que emerge até mesmo [e sobretudo!] no mais culto de nós), que nos leva a fruir, durante o dia, daqueles momentos de repouso e distensão em que o apelo elementar de um ritmo repetido, de um jogo já conhecido, de uma brincadeira verbal ou de um modelo narrativo sem imprevistos, se revela como complemento indispensável de uma vida psíquica equilibrada.” Temo que jamais o jazz possa vir a ter para mim o mesmo tipo de apelo que o metal. 310: Rita Pavone e Paul Anka 328: sobre o diretor de imagens da televisão 368/377: o selvagem e o cinema
Escrito por a mosca filosófica às 11:23
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A MISÉRIA DOS QUE CRÊEM
18-21/07/11 a) EM QUE CRÊEM OS QUE NÃO CRÊEM? Umberto Eco / Carlo Maria Martini “A experiência demonstra que somente nos arrependemos daquilo que pressentimos poder fazer melhor.” padre “Não é pois, ainda o momento de deixar-se embebedar pela televisão, enquanto esperamos o fim.” “Há ascetas orientais que cobrem a boca para não ingerir e destruir microorganismos (sic) invisíveis.” b) MISÉRIA DA FILOSOFIA Mészáros e Lukács reafirmados como bons intérpretes. Ideologia Alemã referido como um calhamaço! “o primado ontológico da economia, que funda a teoria social moderna, descoberto por Marx, opera no interior de uma estrutura teórica que produz um objeto (teórico) para reproduzir um objeto real na perspectiva da totalidade.” Sobre a “eleição da variável” José Paulo Netto. Em algo, Proudhon fora mais sábio: enxergou a Face de Janos do Socialismo. c) CRÍTICA AO PROGRAMA DE GOTHA 26: “De cada qual, segundo sua capacidade; a cada qual segundo suas necessidades.” Já no comunismo. 31: lição soviética: fazer a revolução nacional e isolar-se não é mais do que uma traição. 35: Lassalle, o principal inimigo. Saudade desses tempos combativos de honra aos grandes adversários que não vivi. Nunca tive um adversário, nunca vi um grande homem e não sabemos o que é honra; quanto mais se se imaginar que este inimigo ideológico deveria estar quase que na minha causa ou time – um nietzscheano alternativo! Impossível! “Esta fantasia de que com empréstimos do Estado pode-se construir uma nova sociedade como se constrói uma nova ferrovia é digna de Lassalle.” 42: “a ditadura revolucionária do proletariado.” “o Estado [burguês, lógico] do futuro, na Suíça” 46: o sistema “socialista” de Fidel (saúde e educação). “designar o Estado como educador do povo! (...) é o Estado quem necessita de receber do povo uma educação muito severa.” HAHA! “a combinação do trabalho produtivo com o ensino, desde uma tenra idade, é um dos mais poderosos meios de transformação da sociedade atual.” 61: Engels tripudia do socialismo francês e da noção de “igualdade absoluta” que querem para o comunismo, reflexo dos ideais burgueses da Revolução de 1789.
Escrito por a mosca filosófica às 09:57
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MITO DO ETERNO RETORNO
Eliade, Mircea 14-18/07/11 {SONHO1 - Aldo vilão – me dava carona de moto até a Asa Norte, e o veículo parecia muito fácil de virar; - Beijos quentes e apalpada de seios com Tania – garota sorridente, pequena... “deditos”; - Dando aula para Árlesson e Júlio César na mesma sala; - Péssimo no futebol – brincadeira do bobinho –, perdendo até para uma mulher (ó, mas que misógino!). SONHO2 - O boo que pegou a estrela. Também sonhei que fazia tanto calor que eu tinha que ligar o ventilador.} Cosmo x História. Para o homem primitivo, “Tudo o que ele faz já foi feito antes”. Na era do ouro (in illo tempore)... Adão teria sido enterrado abaixo do lugar em que Jesus foi crucificado. Esse mesmo sítio, o Gólgota, teria estado em uma altitude suficiente para não submergir perante o Grande Dilúvio. “umbigo do mundo” “tour” em francês é torre. P. 27 – “Os aborígenes da região sudeste da Austrália, por exemplo, praticam a circuncisão com uma faca de pedra, porque foi assim que seus ancestrais lhes ensinaram a fazer” Amantes rolando no orvalho matinal... “as orgias realizam-se em certos períodos críticos do ano, como, por exemplo, no momento em que brotam as sementes ou a plantação amadurece para a colheita, e sempre há uma hierogamia [sexo entre um deus e um humano] como seu modelo mítico.” “a libertinagem vista como regra na Europa central e do norte, no momento do festival da colheita, e contra a qual as autoridades eclesiásticas lutavam com enorme persistência.” Na Antiguidade, dois séculos parecem o bastante para canonizar uma biografia. Entre nós, exceto para a Igreja Católica, nenhum milênio (se bem que nosso estilo moderno de pensar não durou ainda 1000 anos) serve para consagrar ninguém com feitos fantasiosos, folclóricos (justamente porque nos opomos ao folclore). A não ser... Especulações e boatos jamais esclarecidos totalmente acerca dos mais venerados. E Homero não fala duma guerra ocorrida dois séculos antes no tempo? 61: quando Marduque vence Tiamat. “do mesmo modo que o desaparecimento da lua nunca é final (...) o desaparecimento do homem tampouco é final” “o Grande Ano” – Beroso // Heráclito => fragmento 26B =66D 86-8: páginas mais instigantes – o autor afirmará em Prefácio que seu E.R. nada tinha a ver com aquele nietz., mas posso verificar que esse, que foi o chamariz da minha leitura, afinal, está sendo contemplado. 97: absoluta correspondência. Platão teria enunciado o eterno retorno (quando todos os astros se realinham no céu). “a idéia de que a conjunção de todos os planetas é suficiente para provocar uma convulsão universal, sem dúvida alguma é de origem caldéia.” 133 (5): Não fosse o papel decisivo de uma restrita elite sacerdotal, a massa – mesmo aquela que já conhecia Javé – continuaria politeísta. “A crença na periódica destruição e criação do Universo já pode ser encontrada no AtharvaVéda.” Ragnarok como herança germânica do hinduísmo (indo-arianismo). “Assim, uma Mahãyuga dura 12.000 anos (Manu, I, 69ss; Mahãbhãrata, III, 12, 826).” decadência constante... “a Kali Yuga, na qual nos encontramos presentemente, é considerada como a ‘era das trevas’.” “Os 12.000 anos eram considerados ‘anos divinos’, cada um deles com a duração de 360 anos, o que produz um total de 4.320.000 para um único ciclo cósmico. Mil desses períodos constituem uma Kalpa; 14 Kalpas formam uma Manvantãra. Uma Kalpa é equivalente a um dia [12h]! na vida de Veda [um Deus] (...) A vida de Veda é constituída de uma centena de ‘anos’.” Mas o universo dura ainda mais que a vida desse deus, e é perpetuamente renovável! 4 quatrilhões e 88 trilhões de anos!!! “essa verdadeira orgia de números” Nenhum credo, por mais pessimista, consegue desbaratar a necessidade de “algo” depois do fim, tornar o Apocalipse o momento de “fim dos fins”, uma vez que ele é sempre um início, ou re-início, só mais uma etapa dentro de um processo em si mesmo infinito de repetições de ciclos, ou seja, de finitos. Nem no ocidente, nem no oriente, em qualquer época, o homem escapa disso. “Desta maneira, no ponto final da filosofia marxista da história, encontramos a era de ouro das escatologias arcaicas.” Ah, os sofredores do XXe siecle! O projeto malfadado de Dilthey. “Heidegger tinha se dado ao trabalho de mostrar que a historicidade da existência humana proíbe toda esperança de transcendermos ao tempo e à história.” De acordo com o autor, o historicismo, conservador, burguês, é assumido pelo expectador, aquele que não sofreu suficientemente da violência. Quereria isso dizer que todo marxista (preservação da metafísica messiânica) seria um sofredor nato? O sofredor nato seria o fraco, que não agüenta, ou seria o forte, com vislumbre (mas, por favor, não ao ponto de poder ser chamado de “realista”)? Não poderia haver um sofredor que suportasse a visão nietzschiana das coisas (ou isso seria uma aberração), nem alguém que não viveu as agruras na pele crendo na legitimidade de uma justiça trans-histórica iminente? Como se fosse questão de escolha: querer-se consolar! Eu poderia acreditar na utilidade de crer em deus, mas esta hipótese está descartada (má fé impossível a essa altura). O engraçado é que antes desse trecho imaginava que Marx seria pintado como o grande demiurgo da História humana contínua. “luta” “em outra obra” “em outra obra” “voltar ao tema” “em out “anticlímax que fatalmente se faz seguir a qualquer gesto exuberante da vida” 153: além do homem; a sabedoria cheia de frescor e aberturas do homem (ou seja lá o que for) do Oriente. O problema de Cioran – hipertrofia da consciência. Cita Mannheim e a proposta de uma Sociologia do Conhecimento. Estamos na Quarta Era.
Escrito por a mosca filosófica às 22:37
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MEIN KAMPF
27/04/11 a 14/05/11 DIC: volkisch – popular “engenheiros, médicos e tantos reviravam latas de lixo para encontrar comida, os judeus, comerciantes em sua maioria, expunham suas mercadorias sugerindo serem beneficiados pela situação, era solo fértil para as pregações anti-semitas.” “Os marxistas e revolucionários russos eram judeus.” Proibição do livro no país – e Sodoma e Gomorra? Hitler havia pensando em ser padre na infância. Parece meu pai, o pai de Hitler: queria a carreira de funcionário público para o filho e ele, em contrapartida, cursar Humanidades. De fato, é incrível: “Sua amarga juventude fez com que o êxito na vida fosse por ele visto como tanto maior quanto considerava o mesmo como produto de uma férrea disposição e de sua própria capacidade de trabalho. Era o orgulho do homem que se fez por si que o induzia a querer elevar seu filho a uma posição igual ou, se possível, mais alta que a do seu pai, tanto mais quando, por sua própria diligência, estava apto a facilitar de muito a evolução deste.” “Nunca, jamais, em tempo algum, eu seria funcionário público.” Aos 13 anos, encasqueta que deveria pintar. “O filho, que entre outras qualidades do pai havia herdado a teimosia, retrucou com uma resposta semelhante mas no sentido contrário.” “O velho tornou-se irritado e eu também, apesar de gostar muito dele.” Aluno “bipolar em notas”. Melhor aluno em GEO e HIST. 15 anos: politizado. P. 12: “O ensino da história universal nas chamadas escolas médias ainda hoje muito deixa a desejar.” Pötsch, o velho professor de História de H. Assistiu Lohengrin de Wagner aos 12. Pai morre precocemente. E em segredo H. deve ter comemorado. Dois anos depois, a mãe também. Herança teria sido das mais parcas. Inclinação para a arquitetura. “raras visitas à Ópera – feitas com o sacrifício do estômago” 17: pequeno-burgueses x proletariado. O parvenu, yuppie do período, assassino da solidariedade de classe. 19: anomia e niilismo (porém dos miseráveis). Hedonismo. O operário maldito que sofre a maioria do tempo para obter o soldo e só consegue dissipá-lo abruptamente, isto é, de um golpe só, com noites fervilhantes às quais se sucede a ressaca. Mas ele sabe disso, sabe, no entanto, que tanto faz, não terá esse dinheiro para sempre e se não fizer assim, nenhum esforço terá sido válido. O pequeno ócio vira desperdício de saúde, esbanja-se todas as melhores cartas na primeira mão, porque se não for este o sentido, nem mesmo se é permitido entrar no jogo: todos o fazem. É um grito de dor mudo da alma humana que espera o inédito, uma anarquia redentora ou simplesmente aniquiladora – que não vem... Vida e cinza se tornam sinônimos. 21: sobre o caráter da cultura francesa “Ao lado da música, a arquitetura me parecia a rainha das artes.” 23: da seleção de conhecimentos no mar de livros. Memória de “mosaico”. Parágrafo infelizmente autobiográfico: “Um leitor, por exemplo, que, por esse meio, não fornecer à sua razão os fundamentos necessários, nunca estará na situação de defender os seus pontos de vista ante uma contradita, correspondam os mesmos mil vezes à verdade. Em cada discussão a memória o abandonará desdenhosamente. Ele não encontrará razões nem para o fortalecimento de suas afirmações, nem para a refutação das idéias do adversário. Enquanto isso acarreta, como no caso de um orador, o ridículo da própria pessoa, ainda se pode tolerar; de péssimas conseqüências é, porém, que esses indivíduos que ‘sabem’ tudo e não são capazes de coisa alguma, sejam colocados na direção de um Estado.” 26: a lição aprendida – não se discute com marxistas, apenas se dá as costas (como fiz com o Thomas). As massas “não sabem o que fazer da liberdade e, por isso, facilmente sentem-se abandonadas.” “A social-democracia se recomenda sobretudo aos fracos de espírito e de caráter.” 30: o genial diagnóstico do sindicalismo como socialismo. “no nevoeiro deste dadaísmo literário”, em referência à literatura comunista. Hitler era avesso ao tratamento indigno experimentado pelos judeus na virada do século. O poder corrompe! Ódio entranhado à sofisticada França. Vide galomania (verbete)! “Que [os judeus] não eram amantes de banhos podia-se assegurar pela simples aparência.” “Pense-se em que, por um gênio como Goethe, a natureza lança no mundo dezenas de milhares desses escrevinhadores que, portadores de bacilos da pior espécie, envenenam as almas.” O Sionismo e o caráter de “eterno exilado” do judeu. Algo como o PAÍS DO TRABALHADOR. Os mestres da sofística (Engels em Ideologia). Apaixonantes. O Mito da Raça – último pilar metafísico soterrado. A última vez que se culpou um povo/uma etnia inteiro(a) por um fracasso. FULCRAL (40): “A doutrina judaica do marxismo repele o princípio aristocrático da natureza. Contra o privilégio eterno do poder e da força do indivíduo combate a importância das nacionalidades e das raças, anulando assim na humanidade a razão de sua existência e de sua cultura. Por essa maneira de encarar o universo, conduziria a humanidade a abandonar qualquer noção de ordem. E como nesse grande organismo, só o caos poderia resultar da aplicação desses princípios, a ruína seria o desfecho final para todos os habitantes da Terra (...) e, então, o planeta vazio de homens, mais uma vez, como há milhões de anos, errará pelo éter. (...) Por isso, acredito agora que ajo de acordo com as prescrições do Criador Onipotente. Lutando contra o judaísmo, estou realizando a obra de Deus.” 41: belas palavras (weberianas!) quanto à vocação política. “percevejos parlamentares” Idade mínima pensada por ele para ingressar na política: 30. 44: dominação carismática!
Escrito por a mosca filosófica às 16:33
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O cerne do Hitlerismo: as convulsões européias dos séculos XIX e XX, que concerniriam a “questões sociais” inevitáveis, talvez, no máximo, “morais”, diria um sociólogo, eram na verdade o resultado de tensões primeiramente religiosas e, depois, deposto o véu, logo se veria, raciais (judaica, ariana, etc.). Em outras palavras, como ninguém, Adolf concatena marxismo e um antigo aristocratismo de sangue, enxergando a ascensão do proletariado como lógica porém circunstancial, tendente à tragédia. Talvez uma consumação hegeliana do movimento... Depósito de fé na nação. “a idéia de qualquer ditadura, dada a minha atitude em relação à casa dos Habsburgos, seria considerada um crime contra a liberdade e contra a razão.” 48: a crise/entropia da democracia/parlamentarismo/fraca representatividade... “estúpido rebanho” “Toda ação genial neste mundo não é um protesto do gênio contra a inércia da massa?” “Onde está o limite que separa o dever para com a coletividade e o compromisso da honra pessoal?” Para não ser demagogo, só sendo tirano. O problema das maiorias e do sistema proporcional. O “estágio” em Viena teria sido essencial para Hitler. Hitler ou Stalin, afinal? Dane-se o homem prático, agora que entendi o potencial de uma criatura... Realmente me sinto torpe... “a Afrodite parlamentar” – 52 – AULA de H. sobre a imprensa! “É mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha que ser ‘descoberto’ um grande homem por uma eleição.” “Justamente a convicção de que a reação individual pouco ou nada modificaria, mata qualquer impulso sincero que porventura surja em um ou outro.” * * * Cioran – On The Heights of Despair p. 14 – “Solitary walks are propitious to an intense process of interiorization especially in the evening, when none of the usual seductions can steal one’s interest.” “To awaken the modern world, one must praise laziness. The lazy man has an infinitely keener perception of metaphysical reality than the active one.” * * * 56: fel hitlerista contra a burocracia Se o que vale é o ser mais forte, o decreto da Providência e não o legal, Jesse Owens foi uma pedra no sapato realmente incômoda e inexplicável. A política das ruas: “No comício se encontra um grande número de pessoas que vieram somente para ouvir o que o orador tem a dizer-lhes, ao passo que no salão de sessões da Câmara dos Deputados só há algumas centenas de indivíduos que estão em geral apenas para receberem o seu subsídio e não para receber esclarecimentos da sapiência de um ou outro ‘representante do povo’.” “as palavras que, como golpes de martelo, conseguem abrir as portas do coração de um povo.” “Por isso todo escritor devia restringir-se ao seu tinteiro, para trabalhar ‘teoricamente’ (...) Para chefe não nasceu ele” 68: “Faz parte da genialidade de um grande condutor fazer parecerem pertencer a uma só categoria mesmo adversários dispersos, porquanto o reconhecimento de vários inimigos nos caracteres fracos e inseguros muito facilmente conduz a um princípio de dúvida sobre o direito de sua própria causa.” Admirador incondicional do austríaco social-democrata e “psicólogo das massas” Karl Lueger. “O Estado austríaco mostrava também (...) todos os sintomas de decadência.” “aquela excrescência desses cogumelos presentes em toda parte – judeus e mais judeus” A Grande Alemanha é uma espécie de El Dorado. “quem não viu Munique, não conhece a arte alemã.” Oktoberfest 74: Itália e Alemanha como rivais até então 75: Lebensraum e Malthus Não concordaria com o controle de natalidade chinês. “Se é verdade que o mundo tem espaço para todos viverem, então que se nos dê também o solo necessário à nossa vida.” “tolices pacifistas” Menção da auto-suficiência dos EUA: não basta só a expansão econômica... “a única esperança de realizar a Alemanha uma política territorial sadia está na aquisição de novas terras da própria Europa. As colônias são inúteis para esse fim, por parecerem impróprias para o estabelecimento de europeus em grande número.” “A direção política do Reich teria de dedicar-se exclusivamente a esse fim” “Todas as alianças deveriam ser examinadas exclusivamente sob esse ponto de vista e apreciadas quanto à sua utilidade nesse objetivo.” Hitler, entre as criaturas marinhas, não seria um tubarão nem uma ariana Moby Dick, diria Darwin. Plano: depois da Europa, a Rússia! Imaginava uma aliança com a Grã-Bretanha! “renúncia a uma marinha de guerra alemã, concentração de todas as forças do Estado no exército.” Se não houvessem inventado o avião, não haveria WWII. Flautista de Hamelin e Siegfried – 84, 85! A aversão hitlerista ao “economês”. virtude heróica x egoísmo mercantil O ardil dos seculares judeus: “A religião mosaica nada mais é que uma doutrina para a conservação da raça judaica.” A “superestrutura hitleriana”: “Justamente a Rússia demonstra, de maneira evidentíssima, que não são as condições materiais, mas as virtudes ideais, que tornam possível a formação de um Estado.” A la Durkheim: “Não tínhamos a menor noção da natureza das forças que podem levar os homens à morte por sua livre e espontânea vontade.” “Jamais um Estado foi fundado pela economia pacífica e sim, sempre, pelo instinto de conservação da espécie, esteja este situado no campo da virtude heróica ou da astúcia. O primeiro produz os Estados arianos, de trabalho e cultura, o segundo, colônias judaicas parasitárias.” “A Prússia – célula mater do Reich” “o problema futuro da nação alemã devia ser o aniquilamento do marxismo.” Arquiduque Francisco Ferdinando, da Áustria, era de ascendência eslava e, portanto, anti-ariana. Porém, ele foi morto por extremistas sérvios! 100: da beleza e da propaganda. A arte do vulgar. “A arte da propaganda reside justamente na compreensão da mentalidade e dos sentimentos da grande massa.” “A 7 de outubro de 1916 fui ferido.” Dois anos sem ouvir uma voz de mulher... Pelo relato, a Alemanha esteve mais próxima da vitória que na II Guerra. Em, de novo, outubro, só que de 1918, Hitler mais uma vez periga engordar as estatísticas das baixas: “Já algumas horas mais tarde, os meus olhos tinham se transformado em carvão incandescente. Em torno de mim tudo estava escuro.” 113: a queda do Imperador e a conversão em República. “Em vão” – 2 milhões de mortos no front.
Escrito por a mosca filosófica às 16:33
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Doutrinador x político teórico prático delineador do futuro cultuador do presente Para Hitler, deveria haver uma fusão dessas duas categorias, um projeto milenar... Mas quem sabe Lutero e Wagner entraram para a história como doutrinadores e Hitler apenas como político. Meta imediata assim que chegasse ao poder: suprimir inflação e juro do DINHEIRO. “O Capital” como bíblia da finança internacional (supra-nacionalidades)! Grande conspiração. Compreendeu mal a relação Estado-Capital. “eu sabia ‘falar’. Também a voz tinha melhorado bastante, a ponto de me fazer ouvir suficientemente em todos os pontos do pequeno compartimento dos soldados.” Os comícios em porões naquela Alemanha arruinada. “Como costumava acordar cedo, já antes de 5 horas, tinha o hábito de divertir-me em jogar, para os camundongos que passeavam pelo meu cubículo, pedacinhos de pão duro que haviam sobrado da véspera. Eu ficava a ver esses engraçados animaizinhos se disputarem essas preciosas iguarias.” “já naquele tempo eu tinha uma aversão instintiva por pessoas que tudo começavam sem nada acabar. Todos esses trapalhões me eram odiosos. Eu considerava a atividade dessas criaturas pior do que a ociosidade.” “Enquanto não estiverem todos convencidos de que o problema econômico vem em segundo ou terceiro lugar, e que os fatores éticos e raciais são os predominantes, não se poderá compreender as causas da infelicidade atual e impossível será descobrir os meios e métodos de remediar essa situação.” [grifo meu] Para Hitler, 14-18 foi Alemanha/Império X Mundo. “Os deuses celestiais saíram da moda, tornaram-se coisas do passado e, no seu lugar, instalou-se a orgia dos idólatras de Mamon.” Uma “monarquia” não-hereditária, elegível e meritocrática, onde o líder fosse maior que a instituição. 134 – a imprensa judia “A primeira condição que se torna necessário para o povo vencer as diferentes etapas é que a direção consiga convencer a massa do povo que a próxima etapa a ser alcançada é a última e que de sua conquista, tudo depende.” O-ou... Erradicação da prostituição. “O casamento não deve ser uma finalidade em si, mas ao contrário” 139: os bundas-quadradas alemães. Cérebros hipertrofiadas. “Devemo-nos livrar da noção de que a cultura física compete ao próprio indivíduo. Ninguém tem liberdade de errar à custa da posteridade, isto é, da raça.” “Hoje [ontem!] toda a nossa vida em público é uma espécie de estufa para o cultivo de idéias e atrações sexuais.” Quem seria o sucessor desse caso isolado? 142: a arte entre os bolcheviques – “Há 16 anos uma exposição de produções ‘dadaísticas’ teria parecido impossível e os expositores teriam sido levados ao hospício, ao passo que hoje são guindados à presidência das associações artísticas.” 143: do classicismo. Futurismo: autre décadence. “Assim como o século de Péricles apareceu corporizado no Panteon, o bolchevismo atual é representado por uma caricatura cubista.” 147: cristianismo que definha e islamismo emergente “Assim como essa luta contra o Estado terminaria em completa anarquia, o ataque contra o dogma resultaria em um niilismo religioso.” e o ataque contra o dinheiro... 150: a tecnologia bélica; o Japão imperialista e impiedoso, sempre elogiado. “O que o povo alemão deve ao exército pode-se resumir nesta palavra: tudo.” “Pela maneira de andar reconhecia-se o soldado treinado.” Falta buscar as raízes do mito ariano. 158 – Prometeu; 159 – o mistério das trocas de influência entre Oriente e Ocidente. A história do Ovo de Colombo: sobre como é difícil ser um pioneiro. “‘O homem vence a natureza!’ Milhões de indivíduos repetem mecanicamente esse absurdo judaico.” “Quase sempre é preciso algum solavanco para provocar o gênio.” “A centelha do gênio já faísca, desde a hora do nascimento, na cabeça do homem verdadeiramente dotado de talento criador. Genialidade verdadeiramente é sempre inata, nunca fruto de educação ou estudos.” “Sem tal possibilidade de empregar gente inferior, o ariano nunca teria podido dar os primeiros passos para sua civilização, do mesmo modo que, sem a ajuda de animais apropriados, pouco a pouco domados por ele, nunca teriam alcançado uma técnica, graças à qual vai podendo dispensar os animais.” “O progresso humano se assemelha a uma ascensão em uma escada sem fim; não se chega de forma alguma encima (sic), sem se ter servido dos degraus inferiores.” “O ariano sacrificou a pureza do sangue, perdendo assim o lugar no Paraíso, que ele mesmo tinha preparado. Sucumbiu, com a mistura racial (...) e o homem se esqueceu de si próprio.” Todo berço nobre só oferece um caminho: o declive para o plebeísmo, a maldição e conspurcação pelo “mundo real”. Difícil é conciliar a natureza sempre bélica com tal “Paraíso Primordial”. Durkheimiando (como sempre): egoísmo x espírito de sacrifício => famílias, clãs => Estados Judeu, O Poliglota 172: narra toda a evolução do Capital no Ocidente, mas atribui todo o processo ao ethos judeu. Cita dois dos poderosos órgãos conspiratórios de dominação, em território alheio (posto que, para o judeu, o mundo é o inimigo): a maçonaria e a imprensa. Todas as conquistas da democracia são a ele atribuídas. “grita-se constantemente contra o capital internacional, quando em verdade o que se visa é a economia nacional. É esta que importa demolir para que, no seu cemitério, se possa edificar triunfalmente a Bolsa Internacional.” dialética trôpega “O exemplo mais terrível desse gênero é apresentado pela Rússia, onde o judeu, com uma ferocidade verdadeiramente fanática, trucidou cerca de trinta milhões, alguns por meio de torturas desumanas, outros pela fome, e tudo isso com o fito de assegurar a um lote de literatos judeus e bandidos da Bolsa o domínio sobre um grande povo.” “Não cogitam absolutamente de implantar na Palestina um Estado para ali viverem. O que eles desejam, é, unicamente, um centro de organização autônomo, ao abrigo da intrusão de outras potências. Querem apenas um refúgio seguro para a sua canalhice, isto é, uma academia para a educação de trapaceiros.” Sem dúvida, qualquer totalitarismo europeu é fenômeno de esquerda.
Sempre cogita aliança com os ingleses – esses judeus...!?
O marxismo é tão científico quanto a Utopia de Morus: a social-democracia, a URSS, a China e nenhum fascismo foram jamais fiéis à doutrina, embora todos sejam em última instância rebeliões contra o Liberalismo.
Patrão e operário devem ocupar o mesmo lugar. Máquina beligerante: escravos são os de fora. Opulência aqui dentro. Mesmo princípio da nação americana. Fora que a máquina americana é tão perfeita que, além desse tipo de exploração, há a endógena de sempre. Hitler enxerga, inclusive, nos EUA, exemplo da xenofobia a adotar.
Hitler passou fome e sabia a tentação que provocava o anti-nacionalismo.
Escrito por a mosca filosófica às 16:32
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“Quem se propuser a ser chefe terá a mais ilimitada autoridade, ao lado da mais absoluta responsabilidade. Quem não for capaz disso ou for covarde demais para não arcar com as conseqüências de seus atos, não serve para chefe. Só o herói está em condições de assumir esse posto.” Objetivo crasso: destruir o parlamentarismo e vestígios da legalidade. “A organização é apenas um mal necessário. (...) um meio para um fim” NACIONAL-SOCIALISTA X A INTERNACIONAL “O futuro do movimento depende do fanatismo, mesmo da intolerância” Anti-coligacionista (irônico). Ao não se opor à religião vigente é tão somente a aceleração da decadência. “Os que nos votam ódio mais mortal são justamente os nossos melhores amigos.” Com efeito, por mais plebeu que seja um ator ele sempre terá um subterfúgio para acusar o inimigo de ser muito mais baixo, vil e degradado do que ele. O maior exemplo é o lumpen de Marx, instância – quem diria! – burguesa ABAIXO dos proles explorados e pobres, camuflados em farrapos. Até o extremo do populista tem como exagerar e empurrar a batata quente para outras mãos... Contra a imposição do idioma por um colonizador – a raça fraca não deve conspurcar a língua do forte. Exemplo de vencedor que se torna vencido: Portugal. Anti-Leviatã “É evidente que um povo altamente civilizado dá de si uma impressão mais elevada do que um povo de negros.” “Só virão para nossas fileiras (...) os velhos de coração e de espírito moços.” “A história do mundo é feita pelas minorias”, o grande fato óbvio irreconhecível para Marx... Contraceptivos já então nas farmácias e nos camelôs! 213: eugenia – grave problema desde Aristóteles. 6 séculos de bem-nascidos como meta: acabamos de perder mais 1... Começamos amanhã, então? “as crianças não estão em condições de fazer a seleção da matéria que lhes é ensinada.” “Não se deve passar um dia sem que cada jovem tenha, pelo menos, uma hora de exercício físico, pela manhã e à tarde, em esportes e ginástica. Especialmente o boxe e o jiu-jitsu” “judeus bastardos de pernas tortas e desengonçadas” – autoidentificação? “o professor não deve procurar tomar conhecimento de pequenas travessuras , cultivando a delação” “Não é raro de um pequeno delator sair um grande tratante.” Um criatório de bullies. “Não é compreensível que milhões sejam obrigados a aprender 2 ou 3 línguas que, só em proporções insignificantes, podem utilizar e que, na maioria dos casos, esquecem inteiramente.” “Na juventude, dedicaram milhares de horas a um assunto, sem nenhum valor para a sua vida futura.” 223: os perigos vislumbrados da escola técnica. Justamente o contrário do que vinha constatando hoje com Gizelle e Guilherme: “Não se deve afastar o estudo da história antiga, pois a história romana, bem apreciada nas suas linhas gerais, é e será sempre a melhor mestra não só para o presente como para o futuro.” Eu: agente ganha-pão da decadência. “Nossa preparação política para a guerra, assim como a preparação técnica, foram insuficientes, não porque os dirigentes da nação tivessem pouca ilustração, mas, ao contrário, porque eram super-instruídos, cheios de ciência mas vazios de intuições sadias e, sobretudo, de energia e intrepidez.” Hipertrofia teórica (2) “época (...) [d]os escrevinhadores mais sem espírito” Webão! “É possível que o dinheiro se tenha tornado o poder dominante na vida de hoje, mas um dia virá em que os homens venerarão outros deuses, de mais elevação.” “O Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães, com o seu programa de 25 teses, aceitou uma base que deve ser mantida inalterável.” “É mais freqüente que um brilhante orador consiga ser um grande escritor do que vice-versa.” Discursar à noite. “uma representação de Parsifal em Bayreuth produzirá uma impressão diferente da que se terá em qualquer outra parte do mundo.” Saint Seiya no fim de um dia, assim como a vontade de suicídio... 262: discussão das cores da bandeira; a suástica. “revoluções preditas, geralmente não arrebentam” O dia em que 50 nacionais-socialistas da milícia surraram 700-800 desordeiros comunistas – 267 “Tinham decorrido, mais ou menos, vinte e cinco minutos. O aspecto da sala era como se uma granada aí tivesse estourado.” “Nos policiais, essa mania de importância é típica. Quanto menores eles são, mais querem aparentar autoridade.” 279: O XVIII Brumário da Revolução Alemã! Qual a relação da Rússia Soviética com a Segunda Internacional? A II Internacional era trotskista. 287: Schiller “O boxe ou o jiu jitsu, no meu modo de ver, eram mais importantes que qualquer má ou incompleta instrução de tiro.” Qualquer dia faço uma árvore genealógica das artes-marciais. Parece tão divertida quanto a das religiões ou dos estilos de música. Ex: JIU-JITSU (Japonês) => JUDÔ => JUDÔ JAPONÊS JIU-JITSU BRASILEIRO (Gracie) 291: muito divertido relato das “fraternas brigas de sangue e de rua” entre vermelhos vermelhos e Nac-Soc. Período romântico de milícias. O anti-Gandhi personalizado. Velho de guerra; homem entusiasta do poder, mas o poder motivado, apaixonado.
Escrito por a mosca filosófica às 16:31
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“Para o futuro da humanidade, não importa saber se os protestantes vencem os católicos ou os católicos os protestantes, mas sim, se o homem ariano é conservado no mundo ou se desaparece.” 303: sobre a compressão do espaço-tempo. “As facilidades do transporte moderno estão aproximando os homens de tal forma que, paulatina e continuamente, as fronteiras das raças desaparecerão e, com isso, o quadro cultural dos diferentes povos tenderá, pouco a pouco, a atingir o mesmo nível.” Por um serviço militar “nômade”. “A existência, no mesmo indivíduo, do teórico, do organizador e do líder é o mais raro fenômeno deste mundo. Quando isso se dá, trata-se de um gênio.” O contrário dum judeu. Ou de uma dupla afinada. Ainda não citou Goebbels. “entre dez adesistas encontrar-se-ão no máximo um ou dois combatentes.” “tudo [no princípio] era infinitamente pobre, e, muitas vezes, sacrifiquei parte das minhas pequenas economias.” 316: “o princípio ‘führeriano’” 318: o problema da greve e dos sindicatos, grande semelhança com Mr. Durkheim 324: a dialética militarismo-florescimento cultural “Não devemos ter a mínima dúvida de que o inimigo mortal, inexorável do povo alemão é e sempre será a França.” “A Inglaterra não deseja que a Alemanha se transforme em potência mundial, a França não nos quer como potência de espécie alguma. Há uma grande diferença nesses dois pontos de vista!” “só dois Estados na Europa podem fazer aliança conosco: a Inglaterra e a Itália.” “A preponderância militar da França é para o império inglês um pesadelo muito maior que as bombas dos nossos Zepelins.” Um erro crasso? Delírio: Reino Unido x judaísmo ecumênico “Esse povo [o francês], continuando cada vez mais a degenerar-se pela mistura com os negros africanos” “um atestado contra a existência da humanidade branca” “a constante consolidação da doutrina fascista” – uma ode aos companheiros mediterrâneos. 337: americanos como novos senhores do mundo / o eventual aliado oriental. “Judeus são os reis da Bolsa da União Norte Americana.” “O imenso império do oriente está prestes a ruir. O fim do domínio judaico na Rússia será também o fim da Rússia como Estado. Fomos escolhidos pelo destino para sermos testemunhas de uma catástrofe que será a mais formidável confirmação da verdade da teoria racial.” Ou mais contundente refutação! “A Inglaterra jamais deixará a Índia separar-se, a não ser que ela caia na confusão racial (...) ou a não ser que a isso ela seja forçada pela espada de um poderoso inimigo. Os levantes indianos jamais terão êxito.” Polônia: dos franceses, a leste. 348: a Alemanha e sua geografia desfavorável Incrível guia para entender os futuros passos de H.: “Não se objete que, no caso de uma aliança com a Rússia tenha logo de aparecer a hipótese de guerra ou que, no caso afirmativo, possa ser feita uma preparação fundamental para a mesma. Uma aliança, cujo objetivo não compreenda a hipótese de uma guerra, não tem sentido nem valor.” “Como é ingênuo pensar que a Ing. e a Fra., em tal caso, esperariam um decênio, até que a aliança russo-alemã tivesse terminado os seus preparativos técnicos para a luta! Não.” “Assim, pois, o simples fato de uma aliança com a Rússia é uma indicação da próxima guerra. O seu desenlace seria o fim da Alemanha.” “agora, há dez anos [o bolchevismo], dirige o mais tirânico regime de todos os tempos.” antes do Stalinismo! Em que ano, afinal, vieram a conhecer/foram publicados seus escritos? 1926 Por que ele não pôde lograr aliança com os ingleses (maior intuito do líder do III Reich: isolar a Fra.)? Desf(ile/orra) em Paris: o dia mais aguardado. O que pouco se divulga é como raios só havia governos praticamente ditatoriais, na Europa da IIG, ou pelo menos governos de inconfundível direita, mundo afora. A sorte alemã foi que quase nenhuma batalha, de 1914 a 44, se deu em solo nacional. “Dever-se-ia ter começado por alvejar a cabeça da hidra marxista e assim destruí-la de uma vez por todas.” “Assim como uma hiena nunca despreza um cadáver, assim também o marxista nunca deixará de ser traidor da Pátria.” PRENÚNCIO – “Se, no começo e durante a Guerra, tivéssemos submetido à prova de gases asfixiantes uns doze ou quinze mil desses judeus, desses corruptores de povos, (...) não se teria visto o sacrifício de milhões de compatriotas das linhas de frente.” “A qualidade que emparelha Mussolini com os maiores homens do mundo é a sua determinação de não dividir a Itália com o marxismo” 11/1923 – cassação dos direitos do Partido Nac-Soc. 01/04/24 – prisão de H. 11/1926 – re-legalização Terceira Via não é coisa da mórbida História sepultada, Blair! Wiki: “Ao contrário do mito popular, fez uma boa vida como pintor, ganhando mais dinheiro do que se tivesse um emprego regular como bancário ou professor do liceu, e tendo de trabalhar menos horas.” 1.73m “o seu partido não obteve alguma vez uma maioria absoluta.” “Hitler era abstêmio, mas em sua idade adulta bebia ocasionalmente” “Não admitia que seus aliados e oficiais fumassem” “Hitler era uma pessoa polida e cordial no trato particular, quase paternal” “era canhoto”
Escrito por a mosca filosófica às 16:31
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PRELÚDIO A ECONOMIA E SOCIEDADE
31/05/11 a 04/06/11 a) continuação de Aron (em Weber) Em tempos nos quais mesmo o PAI DE CINTURÃO é uma figura em extinção ou PROFESSOR DE PALMATÓRIA é um elemento extinto... DELEGACIA DA MULHER; REPRESSÃO A MANIFESTANTES. O CASO JEAN CHARLES (SUSPEITO COM MOCHILA NO METRÔ). A ESCOLA TAMBÉM PERDEU ESSE PODER, mas de qualquer modo era/é aparelho do Estado. PROIBIÇÃO DA POSSE DE ARMAS. Comentaristas que querem que o infrator no futebol seja absurdamente punido com detenção pós-carrinho violento. P. 3 – política como vocação; p. 5 – o “quase-não-político”, o “peixe pequeno” e o “peixe graúdo”. “Pecar para se salvar de um pecado ainda maior” O compreensivismo. Intersubjetividade do fenômeno ≠ causalismo. 247: o “se...” histórico, tão pouco empírico. “poderíamos acrescentar que a tendência dos historiadores é para considerarem ao mesmo tempo que o passado foi fatal e que o futuro é indeterminado. Ora (...) O tempo não é heterogêneo.” “a construção do irreal é um meio necessário para compreendermos como na realidade se desenrolaram os acontecimentos.” “M. Weber não faz o elogio do maquiavelismo, e uma ética da responsabilidade não será necessariamente maquiavélica no sentido habitual do termo.” P. 262 – os hindus e seus livros sacros. O grande consolo das castas inferiores é a transmigração das almas. Indra, o Céu indiano; Walhalla; Nirvana. “Hitler e o general De Gaulle foram e são, de acordo com a definição weberiana, chefes carismáticos, por muito que sob outros aspectos difiram um do outro.” Aron – Weber morre em 1922. 267: o sobressair da dominação carismática Intérprete Fleischmann – a descendência de Nie. Tem idiota pra tudo: “Alguns tentaram até fazer de Weber um precursor de Hitler, quando ele se limitou estreitamente à análise sociológica e ideal-típica de uma forma de dominação que existiu em todos os tempos.” 277(19) Serial Killer Corporation – matando um por um todos os executivos que ganham bônus do governo por falir famílias – um novo conceito em super-heróis. 13: jornalismo como vocação! P. 25 – a(s) ética(s) 30 – IRMÃOS KARAMÁZOVI
Escrito por a mosca filosófica às 20:01
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b) ECONOMIA E SOCIEDADE DIC: writ – mandado parvenu – dândi; ascendente social. O inultrapassável: o poder do pai. O micropoder do pai. O macropoder do Estado. Mas aquele se faz sentir talvez em 1ª plana, para o indivíduo. Até que ponto um é outro e outro é um. O Estado tem a preeminência bélica mas a raiz mais funda é a do genos. “Quem tem sede de vingança não se preocupa com o motivo subjetivo, mas apenas com o resultado objetivo, que domina seus sentimentos, da ação alheia que provocou sua necessidade de vingança. Sua cólera desencadeia-se indiferenciadamente sobre objetos mortos da natureza que lhe causam dano imprevisto, sobre animais que o ferem inesperadamente (...) e sobre pessoas que o ofendem sem querer, por negligência ou de propósito.” “Actio de pauperie” – quando um animal teria todos os motivos para estar manso e algo endógeno o move a danificar o alheio, o dono não pode ser responsabilizado, mas nem mesmo o animal, que ignora o porquê de seus instintos. “Noxae Datio” – parece mais o caso do ser que tem que pagar pelo erro do escravo, ou do pai pelo filho pequeno. “Uma doutrina científica do direito público foi desenvolvida apenas no Ocidente, porque somente nele a associação assumiu totalmente o caráter de uma instituição com competências racionalmente articuladas e divisão de poderes.” direito racional x irracional (mágico) direito racional: formal x informal margem ao idealismo, isto é, “a lei pela lei”, quando se olvida a origem e a razão não deixa de recair em magia e irracionalidade. formalismo absoluto => casuística. Há então o constante feedback sociedade-lei, debate ó ajustamento Stammler O direito natural sofre mutações/distorções incríveis ao longo do tempo. Proibia-se que aquilo que mede a riqueza das nações e dos indivíduos fosse o papel-moeda, até há bem pouco tempo. Mas se isso significava ver uma nação findar-se e a espécie perecer, paradoxalmente não passaria de legalismo (legalismo divino!). Mas então esse porta-voz de Deus chamado human being se encarregava de fazer – em seu nome – os arranjos necessários. Qual o limite dessas reformas? Destruir o mundo, for life’s sake? “O preço condenável como ‘antinatural’ era agora aquele que não se baseava na concorrência de mercado livre, isso é, imperturbada por monopólios ou outras intervenções humanas arbitrárias.” “a axiomática do direito natural caiu hoje em profundo descrédito.” razões: a) ceticismo inerente à modernidade; b) crise da disciplina do meta-direito; c) avanço do racionalismo. “a história da primeira década do século, especialmente das relações entre a Alemanha e a França, mostra o enorme efeito produzido por esse elemento irracional de todas as relações políticas externas.” “um imperator, isto é, um príncipe guerreiro carismático” Já havia claro contraste econômico entre Leste e Oeste alemães. A Polônia e sua queda pelo vizinho oriental (a Rússia). Imperialismos: a) continental: EUA, URSS, China, Roma, Cartago; b) ultramarino: Inglaterra, Holanda, Atenas. “a forte tendência à expansão política, não é, portanto, nenhum produto casual, e para o futuro previsível cabe prognosticar-lhe um desenvolvimento favorável.” Para Weber, não interessa se seria um imperialismo capitalista ou socialista: estranho seria ele não haver onde é lucrativo e em que todas as pré-condições estão dadas. (expansionismo forçado) Tempo em que se julgava que a massa pouco tinha a perder com guerras. Ou nada. “Uma casuística sociológica, em face do conceito valorativo empiricamente multívoco da ‘idéia de nação’, teria que desenvolver todas as espécies de sentimentos de comunidade e solidariedade em suas condições de origem e suas conseqüências para a ação social dos participantes.” “arte e literatura puras, tipicamente alemãs, não surgiram no centro político da Alemanha.” “Lutas salariais acontecem na Antiguidade e na Idade Média, até a época Moderna, somente como tentativas isoladas, cuja freqüência aumenta num ritmo muito lento; ficam totalmente atrás não apenas das rebeliões de escravos, como também das lutas no mercado de bens.” Uma diferença palatável entre CLASSE e ESTAMENTO: fora do ambiente profissional, sujeitos de classes antagônicas são iguais. Um professor que cumprimenta um aluno na rua ou no ônibus, de forma até acanhada ou, pelo contrário, desamarrada, contanto que não com um olhar inquisidor, é a evidência disso! Estilização weberiana p. 185 (189): CLASSE => produção/aquisição de bens ESTAMENTO => consumo dos mesmos (os tabus) {sempre um tipo de monopólio excludente} “os judeus constituem o mais grandioso exemplo histórico deste fenômeno [os párias].” 186: elogios a Nie., o budismo e o ressentimento. “uma categoria profissional é um ‘estamento’” professores são os únicos que sabem lidar com o saber, por mais que ele “esteja no mercado” (aspas minhas). “Épocas e países em que prevalece a importância da situação de classe são, em regra, focos de revoluções técnico-econômicas, enquanto todo retardamento dos processos de reconfiguração econômica conduz logo à formação de complexos ‘estamentais’ e restabelece a importância da ‘honra’ social.”
Escrito por a mosca filosófica às 20:01
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* * * TIPOS DE DOMINAÇÃO O sentimento de piedade no cerne da DOMINAÇÃO PATRIARCAL e a adoção/vínculo-de-enteado ser tão enquadrável nesta categoria como qualquer outra relação filial-sangüínea. “Segundo o direito romano, ainda nos tempos históricos, podia ele declarar, em princípio, seu escravo o herdeiro (liber et heres esto) e vender seu filho como escravo.” Dominação “patrimonial” é quando o lar se torna demasiado grande. Ainda não são nações que se constituem, mas já não são simples famílias. Isso em si já é arrocho do poder do chefe, porque ele perde capacidade de controle. “O submetido cumpre seu dever militar como escudeiro, condutor de carro, armífero, bagageiro – como ocorre nos exércitos de cavaleiros da Idade Média e nos exércitos de hoplitas da Antiguidade, com suas armas pesadas – ou também como guerreiro particular do senhor.” O Egito seria o exemplo clássico de patrimonialismo. Subsidiariamente, califados mil, incas e até a Companhia de Jesus no Paraguai. Quanto maior é o império e mais ele se complexifica, mais se distancia do pat.: estatal-patrimonial. Há o funcionário público patrimonial, que se distingue do burocrático por estar às ordens do senhor, basicamente, ao invés do regulamento. O Estado, neste ponto, não é burocrático porque o senhor administra tudo como se negócio privado fosse; ou, em termos mais exatos, ainda não consegue separar um papel do outro, não enxerga uma vida dicotômica entre a res publica e a biografia ou personalidade. (Lembrando que onde nasceu o termo “coisa pública” também isso não estava amadurecido e o Estado era uma grande esfera sem “autonomia” fatiada entre os patrícios que viviam, de qualquer modo, para a política e contavam sua riqueza em cabeças de gado.) “noblesse de robe” “Um clérigo solteiro era mais barato do que um funcionário a sustentar uma família.” Egito: classe notória dos escribas. Trabalho compulsório e grande veneração do Faraó. Egito Ptolomaico: ~300 a 30 a.C. – decadência final e incorporação ao Império Romano (época de Cleópatra). Correção ao wiki: ainda como República, então em seus estertores, Roma anexou essa região. Estado Chinês divergente deste exemplo mais puro. Confúcio x Burocracia – existência pautada na arte. Weber chega a comparar Confúcio a Lutero. “nulle terre sans seigneur” P. 286 – a fascinante instituição dos juízes de paz ingleses. “O feudalismo é um ‘caso-limite’ da estrutura patrimonial, no sentido da estereotipagem e fixação das relações entre os senhores e os vassalos.” Vassalo = honrado, ao contrário do escravo? Na pirâmide social feudal, estaria acima dos artesãos? Existiram feudos em vários espaços-tempos, mas não de forma macroscópica como na Idade Média. Segundo Weber, o patrimonialismo pode coadunar com o feudalismo, mas como mera sub-espécie deste. Outras sub-espécies incluem: a) feudalismo litúrgico – dos cossacos; b) feudalismo “livre” – samurais; a européia, espartanos. Povos do feudalismo patrimonial – Roma arcaica e Egito Antigo. “Doomsday Book” feudo x prebenda: os primeiros são hereditários, mas têm de ser devolvidos caso o senhor morra. As segundas são exclusivas do atual possuinte e não expiram (caráter vitalício). A prebenda tem mais o caráter de um presente: o agraciado não paga impostos/tributos. Ou seja: o vínculo suserano-vassalo era o diferencial. Provavelmente, o filho do antigo senhor feudal, amarrado pelas circunstâncias, tinha de devolver o feudo ao camponês que perdeu temporariamente seu terreno após a morte do dono – não sem um novo ritual juramentar. “Novidade”: havia um contrato, e o servo podia renunciar ao feudo quando quisesse. Os samurais tinham prebendas; recebiam também em arroz. Ainda não falou da parte que cabia à Igreja, do acordo. Nem que apenas a “licença divina”. Nos primeiros tempos, davam-se as armas e montaria; com a pacificação progressiva da Europa e o fim ou esmaecimento das Cruzadas, passou-se a adotar o “auto-equipamento” e o servo não era mais treinado militarmente. A honra do cavaleiro podia ser tão grande que ele se convertia em senhor – mormente, no entanto, em sistemas feudais que (por esse e outros motivos) eram mais precários. Sub-vassalagem. “guerras particulares entre os vassalos” “De acordo com seu princípio estrutural, o patrimonialismo era o ambiente específico para o desenvolvimento do ‘favoritismo’: são característicos dele os cargos de confiança junto do senhor”. Educação nas raias do patrimonialismo (em flagrante contraste com os dogmas eclesiásticos): fomento à arte, ginástica... Ainda longe da atual segmentação do ensino, além do caráter cumulativo, presente no sistema de prebendas. 310: Marx Tendências: a) patrimonialismo & capitalismo (na forma burocratizada e centralista); b) patrimonialismo x feudalismo, ou, mais precisamente: regionalismo e “endocracias” x poder universalizador do Capital. Déja vu: por que ele, ao apurar a gênese do capitalismo, não está antagonizando mas complementando Marx, que não teve tempo de fazê-lo, e refutações ao trevor-ropismo [ou quiçá “hopismo”, em alusão a tão clamorosas esperanças!]. “socialismo estatal faraônico” “Crise econômica” em Roma, no séc. III. (324) 320: o jogo. “Uma perfeição especificamente artística, com livre ingenuidade, experimentou o jogo uma vez no curso da evolução histórica: na sociedade guerreira helênica feudal ou semifeudal, partindo de Esparta.” “Do ponto de vista político, o alemão era e continua sendo, de fato, o ‘súdito’ específico no sentido mais íntimo da palavra, sendo por isso o luteranismo sua religião adequada.” Hitler desponta como a última ressaca do Ancião Patriarca bávaro/bárbaro.
Escrito por a mosca filosófica às 20:01
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* * * CARISMA 327: Aquiles 328: os ataques epilépticos dos profetas “é um poder antieconômico por excelência” “fora dos vínculos deste mundo” “o celibato efetivo de numerosos portadores de um carisma profético ou artístico – tudo isto é expressão do espírito ‘apartado deste mundo’ daqueles que tomam parte no carisma.” Balzac, Lady Gaga, eu, entre outros. “O portador pode perder o carisma, sentir-se ‘abandonado de seu deus’, como Jesus na cruz, mostrar-se a seus sequazes como ‘privado de sua força’: neste caso, sua missão está extinta, e a esperança aguarda e procura um novo portador.” Não raro é ele mesmo: Ronaldo. Mas um dia o abandono irreversível: Getúlio Vargas e sua viola no saco. O carisma é contra o cotidiano. Quase como o amor! O enfraquecimento da TRADIÇÃO é um indício pró-dominação tradicional. Me parece que a hegemonia carismática hodierna pode ser explicada como resíduos de uma época de transição e de protocristalização de novos templos... Religião da Humanidade... “No entanto, é o destino do carisma recuar com o desenvolvimento crescente de formações institucionais permanentes.” (decadência do mundo mágico) “encarnações de Buda” (338) do fracasso do Budismo na Índia. O carisma no escopo democrático: eleição em 2 turnos. Carisma intra-partidário. Professores na Alemanha sempre agiam em prol dos partidos burgueses. 347: Nie. 350: Maomé não deixou descendentes O puritanismo e seu pathos democrático, homogeneizador e isonômico (assassino do carisma). Circuncisão: vestibular-ritual para o despertar do car. Carisma: importância explode positivamente no momento de guerras. 357: o ódio de Platão por Homero * * * PARTIDOS Razões por que um parlamento só com representantes de profissões (estamentos) ao invés de partidos, no senso clássico, seria uma péssima idéia. P. (549). EUA: terra do fisiologismo. (556) Gladstone, O Carismático. Teria derrubado o tory Disraeli através de manobras no sistema eleitoral (fim do século XIX). “hoje os parlamentares ingleses (...) nada mais são, em geral, do que um rebanho de votantes bem disciplinado.” “Pode-se muito bem chamar o atual estado das coisas de ‘ditadura’ baseada no aproveitamento da emotividade das massas.” “Os EUA já não podem ser governados exclusivamente por diletantes.” Tentativas de Weber de vaticinar o futuro do parlamentarismo alemão: os social-democratas como obstáculo/incógnita. “os governos de coalizão continuarão sendo uma necessidade” [!] “agitadores remunerados” (574) Paul Singer (?) Demagogos: “tendência cesarista na seleção do líder.” Apontada por Weber como inevitável desde Péricles (caráter personalista do “fazer político”)! Bismarck, anti-parlamentarista e pró-universalização do eleitorado. “boulangerismo” na França! Weber escreveu depois da I Grande Guerra? “não se precisa ser sapateiro para saber se aperta ou não o sapato que o sapateiro fez.”
Escrito por a mosca filosófica às 20:00
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CADÁVERES, TRANSMUTAÇÕES, ESTIGMAS
Fragmentos de outrora (ano 2007) do autor de repente reunidos, sem temática específica... a) Ranma ½ Para quem desconhece, a série animada japonesa Ranma ½ – escrita por Rumiko Takahashi, que durou incansáveis temporadas e só recentemente desembarcou no Brasil pelas telas do Cartoon Network e da PlayTV (o canal do filho do Lula) – trata de um romance utópico entre o praticante nômade das artes-marciais Ranma Sautome e Akane Tendo, herdeira da escola de artes-marciais de seu pai que precisa, antes de assumi-la, de um noivo. O problema é que um não sabe dizer ao outro o quanto se amam, que personagens excêntricos vivem cruzando o caminho dos dois e que, fundamentalmente, Ranma não é inteiramente homem! Em suas viagens passadas, no duro treinamento, ao passar pela China, acabou caindo no poço amaldiçoado de Josenkyo, o que lhe provoca um incrível efeito colateral: uma ducha de água fria basta para que Ranma vire mulher; ele (ela!) precisa de água quente para retornar ao estado masculino. A trama gira em torno dessas e de outras nuances e personagens igualmente amaldiçoados. O pai de Ranma vira um cômico panda; o arqui-inimigo – e melhor amigo! – Ryoga Hibiki se converte em porco indiano que vira o mascote da casa e mantém sua identidade oculta; Shampoo – uma pretendente a mais de Ranma Sautome – vira gata – e o ponto fraco de Ranma são os felinos! –; Mousse – outro rival de Ranma e apaixonado por Shampoo – é um pato nas “horas vagas”; e assim por diante... Tendo (não estou falando da família da Akane) um roteiro eminentemente infantil (olhe por dois segundos para a tela e perceberá a estupidez dos diálogos, demonstrações imaturas de afeto, personagens estereotipadíssimos fazendo a mesma coisa todos os episódios, centenas de competições e duelos babacas e uma ambientação cafona, em que a casa dos protagonistas é destruída dia sim, dia não e ninguém vai à falência, e onde o gênero Brega Anos 80 é a lei em termos musicais!), é ainda assim impossível não adorar o universo de Ranma! Como dito, Rumiko fisga, vicia, hipnotiza o telespectador letargicamente. Acessos de riso e bocejos intermitentes, não importa: uma vez rotineiro em sua vida, será dificílimo abandonar o anime. O mangá, a série tradicional, os OVAs e os longas-metragens são divertidíssimos. CURIOSIDADE Wendell Bezerra, eternizado como o super-saiyajin Goku, encarna o algoz-amigo de Ranma, Ryoga Hibiki, na versão tupiniquim do anime. Todas as outras vozes emprestadas aos personagens também são dignas de aplauso. Ranma, como não poderia deixar de ser, é dublado por um homem e por uma mulher, quando está moreno ou ruiva, respectivamente Márcio Araújo e Fátima Noya (sim, a transformação sexual também muda a cor de seu cabelo!). b) X-Men Quase todos já devem saber, mas vamos lá: Os Fabulosos X-Men são um brilhante universo ficcional criado pelo mesmo homem por trás do Homem-Aranha, Stan Lee, que serve de alegoria para muitas reflexões filosóficas. Na realidade paralela da obra, certos indivíduos são propícios a desenvolver mutações genéticas e ainda assim continuarem vivos. E não são deficientes, tampouco. Pelo contrário, são espécies de heróis, com habilidades especiais que o gênio humano sempre cobiçou em suas fantasias. Nessa Terra às avessas, a maioria dos humanos comuns, invejosos e receosos, reflexo de uma sociedade preconceituosa e desigual (Martin Luther King que o diga!), busca o extermínio ou a alienação total dos “novos seres”. Como estão em maior parcela, geralmente os políticos os representam, com projetos de leis como a criação de sentinelas, ciborgues com a missão de eliminar pessoas detectadas como portadoras do gene X. Isso quando o próprio político não é um mutante! Fato é que ou os mutantes arranjam um jeito de conviver fechados (em associações como a Escola para Pessoas Especiais Charles Xavier ou comunidades subversivas em pleno esgoto da metrópole!) – e neste caso geralmente passam a vida lutando contra humanos, quem sabe fazendo terrorismo – ou vivem integrados com os “normais”, porém sempre ocultando seus poderes (aqueles que podem fazê-lo, e estes, ainda assim, sempre correrão o risco de revelá-los repentinamente). Mas os mutantes não estão em guerra civil e militar apenas com a sociedade: muitas vezes se despedaçam em conflitos fratricidas, quando é necessário reivindicar a liderança e novos rumos para o movimento, se é que deveria haver um uníssono. É nesse cenário caótico (se pensar bem, a nossa realidade nunca diferiu tanto disso, tirando que não existem super-poderes) que o leitor é despejado. c) Vampiros no Ocidente De acordo com o autor d’O Livro do Vampiro, J. Gordon Meltron, a primeira caracterização conhecida da criatura que o credo cristão-gótico vem a chamar de Vampiro foi mesmo a do Conde Drácula, livro de 1897 – portanto muito mais tardio que a aura medieval e camponesa que dele emana –, de autoria de Bram Stoker. O personagem foi adaptado para o cinema no século XX, no qual não parou de sofrer reformulações, até chegar aos estereótipos hoje cristalizados na cultura pop. O que menos pessoas sabem é que a primeira aparição de um vampiro na telona não foi de Drácula, mas de Nosferatu, do diretor Friedrich Wilhelm Murnau. Sua intenção, ao menos o que consta dela, não era pegar esteio no sucesso dos contos do Conde, apesar da clara inspiração, porém tão-somente criar um mito diversificado e à altura dos primeiros. Friedrich, alemão, rodou o longa na França e ele acabou batizado de Nosferatu, Eine Symphonie des Garuens. Nosferatu era um vocábulo sinônimo de vampiro ou morto-vivo/não-vivo que aparecia uma vez na obra de Bram Stoker. A data da produção do rolo de filmagem "sagrado"? Com certeza o sangue da película não está dos mais frescos: 1922 (muito longe de dizer, por esta brincadeira, que o material não deva ser conferido!). A verdade é que Nosferatu, Eine Symphonie des Garuens passou quatro décadas em branco e fora tido como perdido para sempre, até que o filme original foi redescoberto após longo e misterioso (digno de um Drácula) sumiço. A partir de então, tornou-se um fenômeno cult. Em 1972 veio o primeiro remake, boa notícia para quem não for fã do cinema mudo. Hoje em dia, Nosferatu e Drácula são provavelmente os dois genéricos mais disseminados de vampiro: não precisa ser exatamente ele – se vir um sujeito alvo, alto e magro, de expressão enrugada e ranzinza, testa larga e nariz adunco, e, o mais importante, de molares extremamente afiados, é um nosferatu com certeza! CAMPBELL, Brian. Livro do clã: Nosferatu. Tradução de Marco Andre Mezzasalma & Nicole Mezzasalma; revisão de Deborah M. Fink. São Paulo: Devir, 2001. [recomendado estritamente para RPGistas] MELTON, J. Gordon. The Vampire Book – The Encyclopedia of the Undead (“O Livro dos Vampiros – A Enciclopédia dos Mortos-Vivos”. Detroit: Visible Ink Press, 1994. Versão brasileira.
Escrito por a mosca filosófica às 15:28
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ABC DO DURKHEIM
28/02/11-22/04/11 Acabei de lembrar uma das sessões do meu sonho, que vem sendo uma das mais assustadoras e recorrentes: Sonhei que no meio de uma quadra da Asa Norte havia leões, elefantes e macacos à solta. E eu via um leão próximo que ainda não me tinha percebido e tentava aflitamente escalar uma grade para me pôr a salvo. 1. RODRIGUES (org.) FATO SOCIAL. P 49 – Spencer e a teoria pedagógica supostamente impraticável de “criar a criança em liberdade” – daria num ultra-tirano? Talvez tivesse vida curta... Vide crianças que comem o próprio cocô. 64: primeira DIVISÃO DO TRABALHO na História – a sexual. 80: SOLIDARIEDADE ORGÂNICA. O sujeito se torna inexpressivo diante do todo burocrático. Não pode o especialista entender da totalidade do conjunto (ironia: sociólogo escrevendo-o). SOLIDARIEDADE MECÂNICA. Na “sociedade selvagem”, qualquer sujeito sabe de “tudo” na aldeia, até porque desempenha de tudo, com marcadas exceções (curanderia, etc.). 81: analogias biológicas – a divisão moderna do trabalho e o direito do Estado desempenham em relação ao todo social o mesmo papel que o sistema nervoso no organismo humano. (mecânica – ser unicelular) Direito penal: o mais antigo, fossilizado, mecânico; periférico na modernidade. Talvez por isso desperte um interesse sobrecomum. Esse conteúdo da “solidariedade” não consegue mesmo entrar na minha cabeça! [Foucault diria que Durkheim está certo, mas ao contrário!] 86: os iroqueses, o mais próximo da “horda primitiva”. “Em princípio, todos os de mesma idade eram parentes uns dos outros no mesmo grau.” Todo tio é pai e está-se num matriarcado. “caos” HORDA > CLÃ > SOCIEDADES SEGMENTARES (união de vários clãs, formando um grande clã) > Assim nasceram os primeiros reis (o chefe de uma família de milhares de pessoas). Geralmente cada clã terá um totem, mascote ou símbolo (hoje temos os brasões de famílias): um animal ou planta. “Madureira”, “Oliveira”, “Passarinho”... Gilberto Freyre e seus trechos impagáveis sobre o assunto. Totem e tabu: interdição da matança. Freud apontará esse culto a um animal específico como a origem mais remota das religiões – depois, no Oriente Médio, quando vários super-clãs se fundiram numa civilização, eis aí a figura de um DEUS, que fosse ao mesmo tempo todos os animais porém nenhum. Dogma da não-imagem => Bíblia em quadrinhos como heresia. O linchamento é público – aceitação da pena – maldição que recaía sobre toda a comunidade – origem inclusive do mito da casa mal-assombrada – marido e mulher pulando do desfiladeiro amarrados ou sendo queimados na fogueira como um corpo só – seria como amputar sua própria perna se se deixasse o outro ir embora só – hoje: goleiro Bruno condenado é o alívio da massa (lado sádico). O Mito de Édipo-Rei – Rei Laio e Rainha Medéia – o bebê abandonado, o vidente, a Esfinge, o “rei forasteiro”. DIVISÃO DO TRABALHO ANÔMICA: sociologia mais ultrapassada. O ERRO consiste em atribuir ao desenvolvimento uma intensificação da solidariedade porque os corpos estariam aglomerados, muito mais próximos. As barreiras invisíveis contra os mendigos e mal-vestidos, a especulação imobiliária e a indiferença generalizada desmentem esse estado de coisas. Fuga argumentativa: CARÁTER PROVISÓRIO DAS DIFICULDADES, ÉPOCA DE REAJUSTE. Mas lá se vão mais de 100 anos. Estamos muito mais próximos, hoje, de um RETORNO À SOLIDARIEDADE MECÂNICA, dado o fracasso do modelo ORGÂNICO. “Perdido no mar de gente”, é como se sente o cidadão hodierno. CENA PARADIGMÁTICA DO ELEVADOR LOTADO, QUE ESCANCARA A SOLIDÃO. 101: obviamente, a crítica mais contundente dos modos de produção deve ser deixada para Marx! ANOMIA É quando a vida social perde o sentido para o indivíduo. Em alguns períodos da humanidade, essa crise de finalidades preenche quase todos os corações e mentes. Os séculos XIX, XX e XXI até aqui, nas sociedades de consumo, têm sido considerados um período de anomia. O indivíduo não mais enxerga a utilidade do que cumpre. Exemplos de pensamentos anômicos: estudar para quê? Trabalhar para quê? Por que votar nas eleições? Qual a diferença que Deus faria ou não na minha vida? Por que amar os parentes? Se um dia vou morrer, o que estou fazendo aqui? Estas são atitudes questionadoras e importantes para o amadurecimento do ente, embora no estado anônimo as respostas para tais problemas sejam invariavelmente rancorosas e pessimistas. Se não puder achar ALGO que justifique todo o esforço e energia empreendidos no seu viver, o homem perde o gosto por estar pisando a terra, respirando o ar e compartilhando a árdua existência com outros homens. Passa a enxergá-los como se fossem coisas, sem valor. Não é que ele se pense muito melhor que os outros homens e isso o irrite. Muito pelo contrário: não enxerga nada abaixo nem acima de si, se sente completamente vazio e despido de intenções, anula o próprio valor individual que ele deveria possuir, que deveria se dar, automaticamente. Em suma, o homem percebe que só poderia existir algum valor em si mesmo se pudesse estabelecer com outros homens relações de solidariedade. Relações de solidariedade de cada um com a sociedade, portanto. E, no momento, esta solidariedade se encontra perdida. A resposta se vincula à obtenção de algo, ou à tentativa de cumprir algo, maior que a própria vida, maior do que si mesmo. Ser lembrado após a morte pelas suas realizações. O que poderá ser? Para muitos, a resposta difere. Alguns exemplos são gerar uma descendência (vontade de imortalidade), para outros é concretizar uma obra artística perdurável no tempo e louvável até para culturas que se seguirem... Para os menos capacitados, seguir um modelo que tenha atingido tal status pode ser uma solução intermediária. O fenômeno da anomia se mostra mais comum nos países de Primeiro Mundo, onde reina a frustração e escasseiam os novos objetivos. E também entre os mais ricos de toda e qualquer população. É mais freqüente em homens ou mulheres grávidas desquitadas que perderam o filho. O ser humano é maleável o suficiente para aceitar as impossibilidades da natureza mas quando, por qualquer motivo que seja, sente-se todo poderoso... é inevitável que os fatos o desmintam e o deprimam, instalando-se a anomia.
Escrito por a mosca filosófica às 11:35
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118: “As ambições superexcitadas vão sempre além dos resultados obtidos, quaisquer que sejam” Tempos de ansiedade à flor da pele. Rejuvenescimento da humanidade – Hollywood values. Mulheres mais másculas e homens mais femininos. Androginia. “essa corrida em direção ao saque não pode ter outro prazer que a própria corrida” caça-caçador “O esforço é portanto mais considerável no momento em que ele se torna mais improdutivo.” ex: relação pai-filho “Quanto menos nos sentimos limitados, mais insuportável parece qualquer limitação.” Crianças só MUITO RARAMENTE apresentam disposição para cometer o suicídio. O adulto, mais poderoso, é também mais frágil e instável em alguns aspectos de sua vida emocional, justamente em função disso. “Grandes poderes exigem grandes responsabilidades” Tio Bem 119: trecho faltante em SUICÍDIO ANÔNICO – PDF PÁGINA 120 – IMBATÍVEL “Quando não se tem outro objetivo que ultrapassar sempre o ponto a que se atingiu, quanto é doloroso ser jogado para trás!” TRANSFORMAÇÃO DO MACACO EM HOMEM – Engels “o trabalho criou o próprio homem.” Polegar opositor Para entender o Capitalismo... Travail. Sonhos “engatinhantes”: primatas. O mito do pé-mão: pouco desenvolvido. MÃOS CALEJADAS DA TERRA – O primeiro órgão ultra-especializado – ficar/andar ereto e libertá-la – obra de milhões de anos. MACHADO DE PEDRA – trabalho PRODUZIU/FOI PRODUZIDO (pel)a MÃO. Da COORDENAÇÃO MOTORA BRUTA à COORDENAÇÃO MOTORA FINA (arte – pinturas milimétricas; instrumentos musicais; artes-marciais; escrita – mesmo a caligrafia mais feia de um alfabetizado ou douto é um signo lingüístico “n” vezes mais complexo que rabiscos aleatórios, está muito mais aparentado à letra mais bela em seu significado, embora se assemelhe a um “eletrocardiograma” em seu significante!). “os gatos totalmente brancos e de olhos azuis são sempre ou quase sempre surdos.” Vovô Márcio – ao invés de cego? “o animal de voz mais repulsiva, o papagaio, é o que melhor fala.” Imagine como seria se tivéssemos pássaros “cantores humanos” tão belos quanto os maiores mestres de ópera. Apesar de não poder ser filósofo, o papagaio: (p. 11) “Ensinai a um dizer palavrões (uma das distrações favoritas dos marinheiros que regressam das zonas quentes) e vereis logo que se o irritardes ele fará uso desses palavrões com a mesma correção de qualquer verdudeira de Berlim. E o mesmo ocorre com o pedido de gulodices.” “Devemos reconhecer – e perdoem os senhores vegetarianos – que não foi sem ajuda da alimentação com carne que o homem chegou a ser homem.” CONSEQÜÊNCIAS IMPREVISTAS DO DOMÍNIO DO HOMEM SOBRE A NATUREZA: “Quando os árabes aprenderam a destilar o álcool, nem sequer ocorreu-lhes pensar que haviam criado uma das armas principais com que iria ser exterminada a população indígena do continente americano, então ainda desconhecido.” RAYMOND ARON Quem disse que o amanhã vai ser melhor? 12 (PDF) [20 do livro]: Exaltação de Ari. Tocqueville, o proscrito. 14: “penso ter sido injusto para com Émile Durkheim, pelo pensamento do qual sempre senti uma simpatia imediata. Provavelmente tenho dificuldade em suportar o sociologismo em que desembocam tantas vezes as análises sociológicas e as intuições profundas de É. D. Insiste, provavelmente mais do que seria justo, no que há de mais contestável na sua obra, quero eu dizer na sua filosofia.” haha! “Pareto é um isolado, e, à medida que envelheço, vou-me sentindo próximo dos ‘autores malditos’” “grande economista” “Resta o fato de M. Weber nunca me irritar mesmo quando o acho errado, ao passo que me sucede experimentar uma sensação de mal-estar perante Durk. mesmo quando os seus argumentos me convencem.”
Escrito por a mosca filosófica às 11:35
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“Continuo, quase contra vontade, a ter mais interesse pelos mistérios do Capital do que pela prosa límpida e triste de A Democracia na América.”
p. 31 – MUITO SEMELHANTE AO ITEM 2 DO MEU TESTE AOS SEGUNDANISTAS! Sobre o erro e imperfeição do homem, o supra-instintivo.
Althusser de bituca. Montesquieu x Hobbes & Rousseau: além do bem e do mal.
“Mont. é num sentido o último dos filósofos clássicos e noutro sentido o primeiro dos sociólogos.” Morre aos 66. Gostava de publicações apócrifas. PROBLEMA INSOLÚVEL MAQUIAVÉLICO DO AMANHÃ – o que está presente nas maiores mentes e no entanto não pode ser resolvido por nenhuma: o governante perfeito, que não passa de ideal, embora seja algo pautado no real. Quanto ao que o homem tem direito de sonhar para si e esperar dos outros homens, isso não é o real. Não termos estômago para cálculos o tempo todo e sabermos que o que resume o homem é a palavra AFETO... Havia um futuro e um presente, e saber que o atual real é passageiro, mas que sem essa passagem destino nenhum se concretiza, e que a conta, analogamente, será cobrada pelos abusos de hoje. “Fim do capitalismo” – Max Weber e K. Marx e “a lição do Império Romano”: vivemos nele, ele acabará... Não se vender, não ser tolo. Ser decadente e ser altivo. Indignação conformada. Anestesia mau-humorada. Não ser “o meu pai”/hedonista, não se enquadrar... Na margem, ser trabalhador/consumidor.
Diderot e D’Alembert são contemporâneos de Mont. e integram Os Enciclopedistas.
Três Estados ou Idades: TEOLÓGICA => METAFÍSICA => POSITIVA
Alto desprezo pelos historiadores (desde o sempre)!
46: a morte de Deus
Economistas: metafísicos.
Pensamento análogo às castas indianas (?): “O operário que se encontra na base da hierarquia temporal pode estar na hierarquia espiritual numa categoria superior, se os seus méritos e sua dedicação à coletividade forem maiores do que os dos seus chefes hierárquicos.”
Teórico contra a guerra: “os ocidentais não deviam conquistar a Ásia e a África, e que se cometessem o erro de espalharem a civilização pelas pontas das baionetas, disso só males resultariam tanto para eles como para os outros.”
“o último discípulo do providencialismo cristão” Sinto-me ouvindo um Tim Maia desafinado e caretão! 53: Napoleão “A dinâmica está subordinada à estética.” epíteto ordem e progresso Ao contrário do que aparenta, não endeusa a razão. Reconhece no homem a nobreza do AGIR face à especulação desmedida, ou seja, não negligencia a parte afetiva. Poligamia: patologia. “Na família, o poder espiritual, quer dizer, o poder mais nobre, é o da mulher.” “Cansamo-nos de agir e até de pensar; nunca nos cansamos de amar.” “Comte só reconhece dois filósofos políticos: Aristóteles e Hobbes.” “Montesquieu é modesto. A modéstia não é certamente a qualidade dominante de A. Comte” Moral, a “sétima ciência”. “O sociólogo é uma espécie de profeta pacífico” “O fundador do positivismo, disso não tenho dúvida, ficaria indignado com os sputniks, com a pretensão de se explorar o espaço para além do sistema solar.” C. seria hoje “sociólogo do conhecimento”. Certos traços do Übermensch: Zeitgeist. Clotilde de Vaux; o amor platônico. CATECISMO POSITIVISTA, PDF “OS PENSADORES” p. 267 “secretário de Saint-Simon” “Catecismo dos Industriais” Anos depois: S.-S. é um “saltimbanco depravado”. Cadê o amor? Casou-se com uma ex-prostituta antes de se apaixonar por Clotilde. Vive de “esmola ideológica”. Dentre os mecenas, J.-S. Mill! P. 67 – o dom. Anti-utilitário. Apesar de cultuar os grandes homens, dotados, devido a seu legado, de uma “imortalidade subjetiva”, Comte tem critérios absolutamente discutíveis para seu Olimpo: defenestra Napoleão. “Benjamin Constante, presidente da República” Valeu, Aron! Mais: “A divisa ‘O. e P.’ surge no pavilhão de fundo verde do Brasil.” [grifo obviamente meu] P. 68, nota 27. Ora, se linguagem e propriedade material são equiparados, infelizmente vivemos uma crise socialista na língua, que não é mais monopolizada pelos mais capazes. Nunca ouviu falar de Hegel não, ô? Marx – 73 notas 102 Nota 1 – Lefébvre; Nota 4 – Schumpeter Pela primeira vez o homem compreende a TRAGÉDIA DA HISTÓRIA. Não se pode evitar o destino. Neo-oposição de classes: nunca a classe inferior se torna senhora. “A humanidade nunca se põe senão os problemas que é capaz de resolver” talvez não sejamos MAIS capazes, porque a questão já não é mais colocada! O PROBLEMASIÁTICO! Variegadas hermeneutas. Ex: Padre Bigo (!) 79: “Stalin (...) reduziu, sem dúvida, o pensamento de Marx do nível do ensino superior ao nível do (...) primário” “astúcia da razão” – conceito de Hegel em Filosofia do D.
Escrito por a mosca filosófica às 11:34
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Falar de coisa ruim é sempre mais fácil (PRINCÍPIO DOS JORNALISTAS) – por isso que sabemos falar do Capital e apenas especulamos sobre os índios.
Sonho mijando na caixa de fitas velhas/doadas. “Roubando” Super Mario 64 e colocando-a no bolso.
88: Sartre e Merleau-Ponty
90: “negação da negação” unilinear (proposições lógico-matemáticas positivas): não seria a reprise da História, o amanhã, porque o neo-comunismo estaria num plano superior. Seria diferente do modo de produção antigo. Tal idéia é de Engels que, notadamente, pelo ensaio inconcluso, é grosseiro quando comparado ao colega: “tem-se discutido muito para saber se Marx aprovava a filosofia materialista de Engels.”
Aron: ex-marxista de tipo gusmoniano, só quer passar a entendê-lo, então, de um prisma formal/acadêmico. Subtítulos depreciativos tais quais “erros do marxismo”, sendo que não achou necessário expressar os “erros do comtismo”. “Mas Marx não era um professor.” 94: (bom) o mito proletário. O erro de Thomas Edson.
Programa de Gotha: esmiúça a ditadura do proletariado.
98: “para evitar o nihilismo” Kautsky, Bernstein, Lenin
99: o engodo da sociedade do bem-estar sueca. China e como (antes da Coca-Cola) os camponeses liam O Capital como se fosse a Bíblia.
“Engels assegura uma renda anual a Marx.” (1818-1883)
NOTAS
“um saint-simonismo proudhonizado que foi a fonte principal de Marx” Gurvitch
“Hegel – o mais fatalista dos filósofos conhecidos” “Alguns textos idílicos de Marx chegam a desenhar uma sociedade futura em que os homens iriam à pesca de manhã, à fábrica durante o dia [sic], para à noite se retirarem a fim de cultivarem o espírito. Não se trata de uma representação absurda.” Hyppolite, o “padrinho” de Foucault. 106: Marx e as multinacionais irresponsáveis (n. 31). “[Weber] conservou a mágoa por não ter sido um homem de ação. Pertence à família dos sociólogos que são políticos falhados (...) como Tucídides, ou (...) Maquiavel” DE VOLTA A ÉMILE DURKHEIM Formas Elementares da Vida Religiosa seria seu grande livro. Exatamente por isso não deve ser passado para ensino médio. A necessidade de uma nova religião e do fabrico de deuses. Jules Monnerot – Os Fatos Sociais Não São Coisas Os iroqueses se localizam no noroeste dos EUA. 185: Mito de Sísifo Um homem ao qual venho me afeiçoando, “O Pai” Comte: “A. Comte, na sua representação da sociedade futura, deixava muito pouco lugar às eleições, aos partidos, aos parlamentos.” Contra essa corja de rodoviária, de sala de professores e de reuniões familiares que se comprazem em fofocar sobre os bastidores do faz-de-conta metafísico, diria um bom francês ainda de espírito. Durkheim: “aos olhos do sociólogo, eleições e parlamento são fenômenos superficiais.” Sobre o “social” dos textos de Filosofia: “é uma confusão sistemática imaginar-se que há uma teoria sociológica do conhecimento.” Fetichização do instrumento que se tem à disposição. O SUICÍDIO Polêmica: o regicida é um suicida, para Durkheim! Responda a minha pergunta: fumar é suicídio? Se responder que sim, sua categoria está larga demais. Depois que passaram a publicar aqueles avisos com fotos no verso de cada carteira, acho que a resposta é sim! Ou pelo menos se o sujeito fuma uma dessas por dia! A definição. P. 7 – “chama-se suicídio todo o caso de morte que resulta direta ou indiretamente de um ato que a vítima sabia dever produzir este resultado.” – existe a morte acidental e também o fracasso da tentativa. Animais não se suicidam – PARTICULARMENTE, não precisamos concordar – o escorpião faz por engano, não tem livre-arbítrio/consciência. Dizem que cavalos se matam... A mariposa voa em direção ao fogo, mas qual sua cadeia de intencionalidade? Forma de medir a ANOMIA: maior taxa de SUICÍDIO nos PAÍSES RICOS. Não ter deus bem poderia ser força: o EXISTENCIALISTA sabe que “não há esperança” nem outro mundo. Só ele é realmente suicida. A partir de que idade começa-se a ser suicida? 5 anos. “pelo fato dos suicídios ocorrerem sobretudo durante o dia. Razão deste paralelismo: a vida social atinge a sua plena atividade durante o dia.” Causa mortis: acesso público garantido pelo Estado! “A melhor prova de que a felicidade não aumenta com o progresso da sociedade moderna é a freqüência dos suicídios.” Hereditariedade – famílias malditas de suicidas. “Talvez as mulheres sem filhos sofram daquilo a que os psicólogos atuais chamam uma frustração.” Afrodite, A Redimida. Afrodite 1; Afrodite 2. Por dentro, por fora. Dia mais feliz de sua vida: dando a notícia à Danielle. Por ele, essa altruísta até voltaria ao amor antigo... Quanto tempo vai durar? Olhos azuis traiçoeiros. A “perfeição do crime” foi que com o pai anônimo a abstração e desimportância do emissor do gameta foi elevada ao último grau; e ainda mais o rebento sendo masculino. CEUB e a dificuldade para um adulto escrever... Fico pensando neste glorioso futuro desta eterna-prostituída... Nenhuma letra igual à dela na periferia. Nenhuma aluna caída de paixão? O problema são as velhas; e pior: as que ficaram pra titia! Alguns homens não passam de mulheres histéricas... “Toda e qualquer situação que tenda a aumentar a disparidade entre os desejos e a satisfação traduzir-se-á por um coeficiente de agravamento.”
Escrito por a mosca filosófica às 11:33
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“durante os anos de guerra, o número de suicídios diminui” Há egoístas mecânicos? Suicídios coletivos japoneses: 2 em 1? “suicídios camuflados” – como tem gente que mente sobre o que sonhou, tem família que mente sobre a motivação ou as condições da morte do finado, ou simplesmente dela nada sabe. Normalmente a quantidade deve ser maior do que a oficial. “O fator religioso é difícil de isolar” Para medir o impacto da religião sobre os suicídios é necessário que todas as outras variáveis sejam iguais (nível de escolaridade, gênero, estado civil, profissão, residência urbana/rural...). “não há ‘corrente suicidogênea’, a não ser na imaginação ou no vocabulário de D.” Monomaníaco: o mito do meio-louco. P. 17 (PDF): “Idéias, sentimentos mais diversos e até contraditórios, sucedem-se com um ritmo extraordinário no espírito dos maníacos.” “O mais insignificante incidente pode acarretar essas alterações bruscas.” “O fato de ver uma faca, de passear à beira de um precipício, etc., faz com que a idéia de suicídio nasça repentinamente no doente e o ato segue-lhe com uma rapidez tal que por vezes nem o próprio tem consciência do que se passou com ele.” “A neurastenia é uma espécie de loucura rudimentar; deve pois ter, em parte, os mesmos efeitos. Ora, ela é um estado muito mais generalizado que a vesânia e tende a alastrar-se cada vez mais.” “os neurastênicos são pelo seu temperamento, como que predestinados para o sofrimento.” “Para o neuropata, toda a impressão é uma causa de mal-estar; todo o movimento uma causa de fadiga; os seus nervos estão como que à flor da pele, e por isso crispam-se no mais pequeno contato; a realização das funções fisiológicas, normalmente insensível, é para ele uma fonte de sensações geralmente penosas. É verdade que, em contrapartida, a zona de prazeres começa por sua vez também antes (...) graças a esta compensação, fica de posse das armas necessárias para enfrentar a luta.” mas... “para ele, neuropata, a vida [média] não é suficientemente amena. É claro, quando pode refugiar-se, criar um meio especial em que os abalos do exterior não o perturbam, consegue viver sem sofrer muito; é assim que o vemos por vezes abandonar tudo e todos e procurar a solidão. Mas se é obrigado a entrar na ‘confusão’, se não consegue abrigar-se cuidadosamente dos choques exteriores, a sua delicadeza de espírito doentia tem muitas hipóteses de experimentar mais dores do que prazeres.” N.E. neuropatia = neurose “Dado que as impressões mais ligeiras têm [no neurastênico] um eco anormal, a sua organização mental é constantemente abalada e, portanto, não pode fixar-se uma forma determinada. Está num permanente devir.” // piscina circular essa “se no momento de agir tudo estiver por começar, é impossível que a ação seja o que deveria ser.” “é levado a inventar formas originais de conduta; daí o seu gosto pela novidade. (...) na maioria das vezes [as combinações improvisadas] falham. É assim que, quanto maior fixidez o sistema social tiver, maiores dificuldades um sujeito tão móvel terá em viver nele.” “A debilidade muscular e a sensibilidade extrema que tornam este organismo impróprio para a ação, designam-no para funções intelectuais que reclamam por seu turno órgãos apropriados.” Quais? “é no preciso momento em que os neurastênicos são mais numerosos que têm mais razões de ser.” “Num povo envelhecido e desorientado, germinarão facilmente a ausência de gosto pela vida, e atitude de uma melancolia apática (...) numa sociedade jovem, é um idealismo ardente” Para D., a França é exemplo do primeiro povo e a Rússia se enquadra entre os “ativos esperançosos”. Que coisa! “O suicídio é uma manifestação essencialmente masculina”, embora o número de mulheres loucas seja maior 4:1 Judeus: mais loucos; menos suicidas. “É por volta dos 30 anos que o perigo de loucura é maior” “se é nas classes mais cultas e abastadas que o suicídio faz mais vítimas, não é nesses meios que o alcoolismo recruta os seus melhores clientes.” Na velhice o movimento atinge seu apogeu. Capitais: ilhas mortíferas. Primavera: “O homem prefere deixar a vida no momento em que esta lhe é mais fácil.” A minha não está sendo... “durante o Verão há um excedente de energia que tem de ser utilizado e que só pode manifestar-se sob a forma de atos violentos.” “Se o suicídio exaltado ou exasperado é freqüente, o suicídio calmo e pensado não o é menos.” 47: a teoria do suicídio homicida (Lombroso e Ferri) “verifica-se que o suicídio diminui à medida que a semana se aproxima do seu fim, a partir da sexta-feira.” “Todo começo de mês...” => “Dir-se-ia que o ritmo da vida social reproduz as divisões do calendário; que há como que um renovar de atividade sempre que se entra num novo período e uma espécie de quebra à medida que cada período se aproxima do seu fim.” Todo carnaval... Sonho Cair de grandes alturas – só o bom nietzscheano. A horripilante morte do Kubica – junto com meu pai, que duvida ou não consegue ver. Ozzy, perseguido, abraçado. Canto. Dados de Durkheim: sempre interpretei como o contrário: no fim do dia estou cansado, no fim do mês não agüento mais e no fim do ano gostaria de deitar para dormir e morrer. E, depois, maior é a atividade, maior deveria ser a solidariedade social, não?? Pelo contrário: afastar-se dos outros homens calha de ser a única maneira de evitar algo pior. “Sobretudo nos grandes centros, a maior ou menor duração do dia deve ter pouca influência, porque a iluminação artificial restringe o período de obscuridade.” P. 56 – conceito de imitação; seqüências de suicídios no mesmo local (Pátio – a força do social). “há 4 a 5 vezes menos suicídios nos cantões católicos do que nos cantões protestantes.” Judeus: “Têm toda a inteligência dos modernos sem partilhar o desespero destes.” “Não é com demonstrações dialéticas que se arranca a fé pela raiz; é preciso que já tenha sido profundamente abalada por outras causas para que não possa resistir à força dos argumentos.” O apelo de Durk. pelo respeito ao Ideal Científico (79). “Podemos dizer, por conseqüência, que o estado de casado reduz o perigo de suicídio a cerca de metade” “Os casamentos demasiado precoces têm uma influência agravante sobre o suicídio, sobretudo no que diz respeito aos homens.” [itálico no original] “Os viúvos matam-se mais do que as pessoas casadas mas, em geral, menos do que os celibatários.”
Escrito por a mosca filosófica às 11:32
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“Ora, hoje em dia a neurastenia é antes considerada como um sinal de distinção do que como uma tara. Nas nossas requintadas sociedades, tão dadas às coisas da inteligência, os nervosos constituem como que uma espécie de nobreza.” “A mulher encara portanto as segundas núpcias com tanta indiferença quanto o homem as encara com entusiasmo.” O homem, se sente mais a solteirice, também sente mais a viuvez. Sugestão: poderia esticar a pesquisa para casados cujo(s) filho(s) morreu/ram e para o gênero dos filhos que mais contenta cada sexo (marido/mulher): haveria algum eco presente do complexo de Édipo? E ter 1, 2, 3, 4 filhos, teria que peso? Voilà! “Esta proteção é tanto mais completa quanto mais a família é densa, isto é, quanto maior é o número de seus elementos.” “Por muito pobre que se seja, e mesmo debaixo do ponto de vista do interesse pessoal, não há pior investimento do que aquele que consiste em transformar em capitais uma parte da descendência.” Altamente irônico! “a vida doméstica torna-se portanto lânguida e há momentos em que o lar está deserto.” Engraçado como até esta época a palavra Alemanha não queria dizer muita coisa, e se falava em ducados como se fossem países. 101: as leis durkheimianas do suicídio. Corolário da imanência. 102: LINDA PASSAGEM (201 do livro p. d.) Razão do suicídio egoísta: INDIVIDUALISMO como a marca de nossos tempos. “Mas, sobretudo, por que o sofrimento?” “Pare o crente em comunhão total com a sua fé, para o homem fortemente embrenhado nos laços de uma sociedade familiar ou política, o problema não existe.” “na medida em que o crente duvida (...) torna-se um mistério para si próprio, não conseguindo assim escapar à irritante e angustiante pergunta: para quê?” [grifo meu] “Com efeito, pelo fato de termos tido acesso a uma existência mais ilustre, não nos podemos satisfazer com aquela que contenta a criança e o animal e eis que ela própria nos escapa e nos deixa desamparados.” “existência do nada” “vazio” “Não é necessário mostrar que num tal estado de perturbação, as mais pequenas (sic) causas de desalento podem facilmente dar origem às resoluções desesperadas. Se a vida não vale a pena ser vivida, qualquer coisa se torna um pretexto para nos livrarmos dela.” “correntes de depressão e de desilusão” “uma espécie de astenia coletiva” 104: os Messias Suicidas – intermediárias entre Sistemas Morais. “a miséria filosófica do corpo social.” “Quando não resta mais nada em comum, comunga-se na tristeza.” Mulher, um ‘bicho mecânico’ em plena solidariedade orgânica: “Com algumas obras de caridade, alguns animais para cuidar, a velha celibatária tem a vida cheia. (...) isto não basta ao homem.” Manu restringe o suicídio aos velhos que já possuam descendente. “Lois de Manou” Jainismo (p. 109) “Sem dúvida que o jainismo, assim como o budismo, é ateu”. Suicídio altruísta (morfologia): a) obrigatório; b) facultativo; c) agudo/místico. Exército – suicídios aumentam com a patente. “De todos os componentes das nossas sociedades modernas, o exército é aquele que mais faz lembrar a estrutura das sociedades inferiores.” “Deduz-se (...) que o coeficiente de agravamento militar é tanto maior quanto o conjunto da população civil denota uma menor tendência para o suicídio, e inversamente. A Dinamarca é a terra clássica do suicídio e os soldados não se matam mais do que o resto da população.” “Em todos os exércitos, as tropas de elite são aquelas em que o coeficiente de agravamento é mais elevado.” A sina dos mais ricos: DINAMARCA X BURUNDI, HAITI... “censura-se o rico que vive como um pobre, mas também é censurado acaso procure em demasia os requintes do luxo.” Maldito Albertino fatiador de textos! “e é este contentamento mediano que dá origem a este sentimento de alegria calma e ativa” 124: incursão anômica pelo socialismo ANOMIA (suicídio): fator velocidade ah! ansiedade! ah, egoísmo! uh ah u street fags, ah o bertino, que filtrou o de mais sociológico, paradoxalmente: quando Durkheim fala de falências econômicas e das classes. 126: enxerga a cegueira da esquerda e da direita. “a indústria, em vez de continuar a ser considerada como um meio com vista a um fim que a ultrapassa, tornou-se o objetivo supremo dos indivíduos e das sociedades. (...) Estorvá-los é como que uma espécie de sacrilégio.” “o estado de (...) anomia é (...) normal.” Encontrar a família como um novo velho homem... 135:Musset e a anomia (ânsia, afobação) do solteiro, que quer tudo (todas) e não consegue nada, e sempre na ordem estritamente física das coisas. “deseja-se aquilo que não existe” “Para que se chegue a este ponto [de sensibilidade exasperada], nem sequer é necessário que se tenham multiplicado indefinidamente as experiências amorosas ou que se tenha vivido como um Don Juan. Basta a experiência medíocre do celibatário comum. São incessantemente novas esperanças que despertam e que não se realizam, deixando atrás delas uma impressão de fadiga e de desilusão.” ROLLA – Namouna; “vide o monólogo de Fausto na obra de Goethe.” “[ao divórcio] o casamento já não é um simulacro dele próprio” Economia do amor! Agora sim! E para os amantes-paranóides? Melhor o “solto convicto”. Namorar em nosso tempo: “Aliás, está tanto mais desinteressado do presente, quanto não está completamente seguro de o poder gozar” 136: o que eu já dissera sobre a “fidelidade platônica” do homem (porque é bicho infiel!) e a “infidelidade carnal” da mulher (porque é mais leal e simples) no blog! 138: o QUARTO TIPO DE SUICÍDIO, Fatalista. Diametralmente oposto ao anômico como EGO/ALT. Mulheres presas demais à NORMA (casamento). Clausura. CLASSIFICAÇÃO ETIOLÓGICA CLASSIFICAÇÃO MORFOLÓGICA altruísta baseada em casos individuais egoísta (vide a seguir) anômico fatalista O senso comum: “considera-se vulgarmente qualquer suicida como um melancólico para quem a existência é um fardo.”
Escrito por a mosca filosófica às 11:31
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MORFOLOGIA DOS SUICÍDIOS 1. SUICÍDIO ANTIGO Ex: Raphaël, Lamartine (1849). Um apaixonado-por-si-mesmo. O contemplativo. O insensível. Não acredita que possa amar alguém honestamente. Se se engaja em algo, é tão-somente com o fito de observar as próprias reações (montar o seu laboratório). A figura pode ser antiga, mas só fica individualizada e cognoscível durante o Romantismo. Evoca-me o trecho de Fenomenologia que li ao pé da Natália, em frente ao CaSo: estóicos e o progresso do Para-Si da Consciência. “a doutrina tem necessariamente de conduzir ao suicídio.” “melancolia calma”, morte lenta e planejada – morrer de câncer de pulmão, de fadiga do trabalho,...? Aqui, ilustrações geniais! O homem que foi morrer de inanição na floresta e ainda sobreviveu 3 semanas... Segundo exemplo entre as vítimas-autores deste primeiro tipo morfológico de Durkheim: asfixia à queima de carvão, este que parece um método exitoso, conforme já vi em tutorial na Internet – entre num prédio incendiado, mas não se jogue nas chamas! Sente-se, inale e espere o “apagar das luzes”. Esse suicídio 1 requer “um grande desenvolvimento da ciência”. Destino dos céticos. 2. SUICÍDIO EPICURISTA Mais ou menos como o anterior, só que é o dos oportunistas: de repente abriu-se a brecha, resolutamente embarca-se na nau. Típica frugalidade do jovem que sabe que dali em diante a saúde é uma ladeira e que não vale a pena se torturar na velhice. 3. ALTRUÍSTA OBRIGATÓRIO Dispêndio de energia. Hamlet. 4. ALTRUÍSTA FORTUITO Talvez Jesus Cristo/Sócrates! 5. SUICÍDIO COLÉRICO Do tipo do criminoso que se mata para não ser preso pelo(s) homicídio(s) cometido(s). Ou mesmo partindo do ressentido que se vinga, por exemplo, da negligência dos familiares deixando um bilhete e suprimindo a própria vida, para que outros arquem com a culpa. 6. SUICÍDIO WERTHERIANO O sujeito que acumulou muitas vitórias mas que finalmente esbarrou em seus limites – ou se decidiu tão rapidamente pelo fim que não percebeu que era apenas uma circunstância impeditiva. “W., esse coração turbulento, como se define a si próprio, apaixonado pelo infinito, que se suicida por causa de um amor contrariado.” Qualquer celebridade pode cair aqui (Getúlio Vargas). 7. SUICÍDIO DO PRESO-AO-CICLO Por uma boa quantia de tempo, as pedras roladas acabam como a de Sísifo, e a pessoa se cansa, parece presa a um dia que nunca chega ao fim, pois sempre se repete. Se eu me suicidasse durante a UnB... Qualquer operário de fábrica de gestos mecânicos poderia se desenhar uma morte assim... 145: fusão ANOMIA+EGO. “É assim que acontecem os suicídios mistos em que o abatimento alterna com a agitação, o sonho com a ação, os arrebatamentos com a concentração do melancólico.” catatonia... 8. SUICÍDIO FANTASISTA (ALTRUÍSTA+EGO.) Dos anômicos/esquizóides alheados que de repente abraçam causas (Wellington e sua conversão ao islamismo). Aquiles, se sabia que ia morrer, simplesmente é suicida, tanto egoísta quanto altruísta. “o egoísmo mistura-se com o misticismo.” “A morte escolhida pelo suicida é portanto um fenômeno totalmente estranho à própria natureza do suicídio.” QUADRO-RESUMO 148 “Sabe-se, com efeito, que as deliberações humanas, da forma como as atinge a consciência refletida, são muitas vezes puramente formais, tendo como único objetivo corroborar uma resolução já tomada e motivada por razões que a consciência desconhece.” “Em Atenas, se antes de executar o ato o suicida pedia autorização ao Senado invocando as razões que lhe tornavam a vida intolerável, e se o pedido era deferido segundo as normas, o suicídio era considerado como um ato legítimo” CAMPO e RELIGIÃO CATÓLICA: menos suicídios; mais homicídios. Estabelece relação direta, outrossim, entre ANOMIA e HOMICÍDIO (Brasil?). Faltaria poder medir se realmente são as nações cristãs que apresentam mais casos de suicídio anômico. CAPITAIS: grande bomba. Posso entender melhor agora por que a teoria dos 3 suicídios ao invés de 2! 187: o suicídio em galopante aceleração como índice doentio. Cita o pessimismo schopenhaueriano e os tipos mórbidos como os socialistas e os anarquistas. Cauteloso com o Budismo! 2 séculos de anomia... Podia ter um festival... O paradoxo dos decadentes falando na educação das novas gerações visando à sonhada transmutação moral. A variável milagrosa! Mas está tudo condenado! Reformas, reformas, reformas, natureza e destino manifesto... Engodo, engodo, hora errada marcada no açougueiro... “Mas isto significa atribuir à educação um poder que ela não possui. Não é nada mais que a imagem e o reflexo da sociedade.” Bom! “Se o meio moral está viciado, os professores não podem deixar de estar impregnados de vícios, dado que vivem nele; mas, nesse caso, como poderiam inculcar nos educandos uma orientação diferente da que receberam?” Agentes da discórdia. Grande Matrix-para-boi-dormir. “É um círculo vicioso.” “nada vem do nada” as falhanças da prática dissipam rapidamente essas ilusões pueris.” “É preciso que este [indivíduo] se sinta mais solidário do que atualmnente com um ser coletivo que o precedeu no tempo, que lhe sobreviverá e que lhe é superior em todos os aspectos.” ma resposta construtiva para o problema é necessariamente metafísica. Bom, no que se refere à CORPORAÇÃO, quando ela é a ESCOLA VICIADA, não há nada mais que se possa fazer sem cair no ridículo... Eis o que faz com que os 20% finais dos textos, de qualquer texto, sejam sempre dispensáveis! Resíduo demagógico... P. 196: D. e seu ódio pelo Estado. Incompatível com o ódio aos revolucionários.
Escrito por a mosca filosófica às 11:30
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A ILHA – ISLAND – Aldous Huxley
07/04/11-12/04/11 DIC: hiccup – soluço canvas – nobre tecido; especiaria; às vezes, uma pintura/quadro. bark – latido; uivo. buttock – bumbum breadfruit – jaca O elemento edipiano foi removido do filme “O Náufrago”. Dalí, Baudelaire... “this improbable Highlander” Há a presença de nativos nesse paraíso tropical. 1961 Trabalho investigativo regulado pelo relógio. Britânico, não americano. “So unhappy that he has to laugh like a hyena.” “I don’t care where I’m from. Nor where I’m going. From hell to hell.” Provavelmente era criança durante a II Guerra. “He tried not to listen; but ears have no lids” O céu azul de abril e um desastre iminente… “In religion all words are dirty words.” “Conflicts and frustration – the theme of all history and almost all biography. (...) Buddha [teached] the blessed experience of Not-Two.” Os estóicos (imperfeitos) e o Ser Supremo ou Bom. “the only genuine yoga.” Spinoza “God = ‘God’.” “L’état c’est moi” 36 X “like the Queen of England” Antinous, The Raja of Pala, 17 anos. Os problemas giram em torno da discussão do monopólio da exploração de petróleo na região. O jornalista Will Farnaby trabalha para um dos tubarões. “Industrialization for industrialization’s sake.” Algo sobre uma destruição considerável do mundo. “Continuing Revolution”
Escrito por a mosca filosófica às 01:12
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P. 41 – a visita da mãe do príncipe a Will – “W. bowed...” “Et combien sympatique!” “You understand French, of course, Mr. Farnaby?” “a World Movement to save Humanity from self-destruction.” “I canceled my last four lectures in Brazil” o tipo de líder religiosa que realmente amealharia muitos adeptos por aqui. 57-8: a enfermeira gostosa “Você é uma aberração de um jeito, eu sou de outro. Um esquizóide (não é o que você é?) e, do outro lado do mundo, um paranóico. Ambos vítimas da mesma praga do século vinte. Não a Peste Negra, dessa vez; mas a Vida Cinza. Já esteve interessado no poder?” 59: o turismo sexual “We’re all demented sinners in the same cosmic boat – and the boat is perpetually sinking.” P. 63 e anteriores: medicina moderna x medicina tradicional “Thank goodness,” Ilha bissexual. 69: filosofia oriental x ocidental Maithuna, “the yoga of love” – o tantrismo – “it’s just birth control without contraceptives” 71: Freud “the perfect stranger, who is the other half of your own self” Ensino sexual prático nas escolas. “Whenever the parental Home Sweet Home becomes too unbearable, the child is allowed, is actively encouraged – and the whole weight of public opinion is behind the encouragement – to migrate to one of its other homes.” Casa do Dedé: onde as emoções chegam à superfície. Suicídios só podem acontecer no calor da madrugada, Sr. Durkheim! “Hybridization of microcultures – that’s what our sociologists call the process.” “You can’t get rid of them, can’t take a holiday from them” “Fourteen years of family servitude. How I envy you! Free as a bird!” Vender cartões telefônicos do lado de for a da loja – genialidade, espontaneidade proibidas. Entre e sente-se. E prenda direito esse seu cabelo muito alto! 90: “Se suas crianças levam essas boçalidades a sério, crescem como pecadores miseráveis. Se não levam, acabam sendo cínicos miseráveis. E se reagirem desse cinismo miserável, já estão aptos a se tornar o Papa ou um Marxista. Não me espanta vocês precisarem de todos esses milhares de prisões e igrejas e celas para Comunistas.” “no Communist pie in the twenty-second century.” “No, old friends would never do. But from this dark little outsider, this stranger to whom he already owed so much and with whom, though he knew nothing about her, he was already so intimate, there would come no foregone conclusions, no ex parte judgements – would come perhaps, he found himself hoping (he who had trained himself never to hope!), some unexpected enlightment, some positive and practical help. (And, God knew, he needed help – though God also knew only too well that he would never say so, never sink so low as to ask for it.)” “Cold War I” “Eu fui um sucesso porque eu era irremediavelmente de Segundo-escalão.” Mulheres feias com quem eu me casaria: “The sex addicts are also person addicts. In other words they’re lovers.” E um Chuck o quadruple, it Will be necessary… to get close. “pink alcove” o leito de amor com a amante Babs. Sonho: Diogo e Katiuscia passam pela porta do meu quarto inesperadamente. Eu estava me masturbando, de lado, e de costas para a porta, deitado na cama, sem cobertor, mas vestido, de bermuda, com uma das mãos dentro da cueca. Segredo revelado. Até quando? Nomenclatura-paródia de AMN: “Those are the Alpha Plus undesirables. As a journalist you rank as a Beta. Not the kind of person we should ever dream of inviting to Pala. But also not the kind who, having managed to get there, requires to be summarily deported.”
Escrito por a mosca filosófica às 01:11
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“Por quem você preferia ser devorado – um lobo ou um tigre? Desde que o carneiro é a caça, dificilmente isso importa.”
P. 108 – Os 99,9% condenados, segundo o Calvinismo.
“I have a theory that, wherever little boys and girls are systematically flagellated, the victims grow up to think of God as ‘Wholly Other’ – isn’t that the fashionable argot [jargão] in your part of the world? Wherever, on the contrary, children are brought up without being subjected to physical violence, God is immanent. A people’s theology reflects the state of its children’s buttocks.” Os mais privilegiados são os que mais sofrem, não se esqueça disso! Sofrimento subcutâneo. Pedras no sapato do teórico Huxley: Tuíla; James Hetfield? Santo Agostinho e Lutero: “os dois mais imperdoavelmente flagelados bumbuns/traseiros de toda a história do pensamento cristão.” A conversão desses grandes líderes – “the perfect Pavlovian setup.” 113: “E pensar que as pessoas reclamam que a vida moderna não faz sentido! Olhe para o que a vida era quando fazia sentido! Um conto contado por um idiota ou um conto contado por um calvinista? Dê-me o idiota sempre!” 15% da população não se dá bem com alucinógenos. “you spend 9/10 of your time on foam rubber. Spongy seats for spongy bottoms – at home, in the office, in cars and bars, in planes and trains and buses.” “You don’t allow your teenagers to work, so they have to blow off steam in delinquency or else throttle down steam till they’re ready to become domesticated sitting-addicts.” “And finally we don’t spend a quarter of the gross national product preparing for World War III or even World War’s baby brother, Local War 3.333.” 143: o rodízio de empregos! “Materialismo abstrato é tão ruim quanto idealismo abstrato – ele faz da experiência espiritual imediata algo quase impraticável.” “You can expect one Peter Pan among every Five or six male children.” 147: “But Adolf [H.] was sexually backward. Other boys made advances to girls, and the girls responded. Adolf was too shy, too uncertain of his manhood.” E seu “Mundo à Parte”, como se julgava um Miquelângelo e não era nada. “Hitler’s the supreme example of the delinquent Peter Pan. Stalin’s the supreme example of the delinquent Muscle Man. (...) the one who always feels impelled to Do Something and is never inhibited by doubts or qualms.” “Peter Pans are wonderfully good at starting wars and revolutions; but it takes Muscle Men to carry them through to a successful conclusion.” Will: “I was thinking of my father. A little wood-chopping might have been the making of him – not to mention the salvation of his wretched family.” “Rock climbing’s a branch of applied ethics; it’s another preventive substitute for bullying.” “all too human” várias vezes no livro. Se você fosse forçado a ir com alguma freqüência a um templo budista, culto, ou qualquer tipo de cerimônia religiosa ou ritual, por qual periodicidade optaria? Semanalmente? Não, agenda muito cheia. Talvez uma vez por mês e ainda assim descumprisse o trato. “o que é melhor – nascer estúpido numa sociedade inteligente ou inteligente em uma insana?” “Time even in this place of timeless meditation. Time for dinner breaking incorrigibly into eternity.” Me, staring at the microwave oven while I hear Aloísio’s dad voice (today should it be – dead voice?) – then in this night we are gonna play N64 and watch “Total Mess Mayhem – and would it be forever, Nietzsche? Anxiety for peeping, eating, talking... Self-generated apprehension. Gloriously numb and erroneous for the sake of being free to be wrong about health and wealth. “Para os animais, nós somos Satanás.” Polly, o papagaio (184). “So never take yes for an answer, even when, as now, yes is self-evident.” “Will laughed. ‘God said, Let Darwin be, and there was Nietzsche, Imperialism and Adolf Hitler.’” “Darwinism was the old neolithic Wisdom turned into scientific concepts.” Bebês não são picados por serpentes porque não tremem de medo delas. 195: orientalização do Ocidente e vice-versa “So we teach our children all kinds of breathing games, to be played whenever they’re angry or upset.” “Por elas mesmas, as humanidades não humanizam. Ler Platão ou ouvir uma leitura de T. S. Eliot tampouco educam a integridade do ser humano.” 204: jogos de sorte para as crianças 214: o treinamento de professores 216: o dualismo dos gregos 227: a primeira morte – o animal de estimação. Não vivi o ritual de despedida. Com ninguém. “beijos e conseqüentemente nascimento e depois morte para ainda mais uma geração de testemunhas do pôr-do-sol.” “Você nunca viu alguém morrendo e você nunca viu ninguém tendo um bebê. Como chegou a saber as coisas?” 242: Édipo provoca risos nos Palaneses 253: a experiência espiritual de sair do próprio corpo e vê-lo Drogas/alucinógenos: “Speaking was difficult. Not because there was any physical impediment. It was just that speech seemed so fatuous, so totally pointless.” 260: lombrado ao som de Bach “There was a tempo, but no time. So what was there?” Mustaine leu essa porra! “Grateful is heaven itself”
Escrito por a mosca filosófica às 01:10
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ARISTÓTELES – POLÍTICA
09/03/11 Preceptor de Alexandre, O Grande. “Romperá com seu real discípulo depois do assassínio de Calístenes” No entanto: “Jamais se envolveu com política prática.” Um dos primeiros a perceber que existem leis que governam a sociedade, e elas não estavam em nenhum outro tipo de conhecimento previamente desenvolvido. Pensamento dinâmico: as instituições mudam. Meu limite: é que o pai que temos determina o raio de nossa genialidade. O meu, infelizmente, é bem curto. Zeus não respeitou seu pai, por que esperaria recebê-lo dos filhos sem a emprego da violência? O fosso etário entre pais e filhos. Profilática: que o filho seja gerado no Inverno! Adoro meus “rasgos de cólera”, “Dia de fúria”. Estranhamente encarnado numa fazenda abelhuda... Foi o criador do célebre modo peripatético: ensinar de pé e em movimento, ao ar livre. Estimula o fluxo de idéias e o espírito questionador – vocês sabem por que o psicólogo/psiquiatra/psicanalista muitas vezes prefere o paciente deitado? Muitas de suas obras se perderam. Algumas são atribuídas a si, mas provavelmente provêm de discípulos. Estudou 158 Constituições de Estados – na época a Grécia estava em dissolução, e a República Romana em ascensão. Havia “zilhões” de pequenos Estados (cidades-Estados) – a geografia política do mundo era bem diferente do que é hoje. Contribuiu com as bases do Direito Moderno. “ideal reformador” Até a forma como a população se distribui no espaço é digna de problematização. Metáforas biológicas! Considerações efêmeras sobre a escravidão. “Não é apenas necessário, mas também vantajoso que haja mando por um e obediência por outro” 14 – PDF 18: a amizade entre senhor e escravo. “Há serviçais e serviçais, e há senhores e senhores.” ECONOMIA (*) ≠ CREMATÍSTICA (Modesta e nobre X Supérflua, grotesca e vil) “Tampouco foi a natureza que produziu o comércio que consiste em comprar para revender mais caro.” (*) despida em absoluto do “D” marxista (ciclos D-M) 22: escambo; moeda; acumulação. “Ora, é absurdo chamar ‘riquezas’ um metal cuja abundância não impede de se morrer de fome” 24: o médico vendido. O professor vendido. “a bondade intrínseca do Estado” “a mulher passaria por atrevida se não fosse mais reservada do que um homem em suas palavras.” 42: da vocação “a felicidade consiste em ação” “[a vida ativa] abarca também as meditações que tratam dessas ações e desses projetos” COMO FUGIR DA LEI DA SELVA (“SOBREVIVÊNCIA DO MAIS FORTE”): A paz à guerra; O repouso ao trabalho; O honesto ao útil e necessário. 48: “Ao fazer a guerra, vários Estados se conservaram, mas, assim que conseguiram a superioridade, entraram em decadência, semelhantes ao ferro que se enferruja pela inação.” “a guerra nos força a ser justos e temperantes. Pelo contrário, na paz e no repouso, é comum que a prosperidade nos torne indolentes.” 59: atletas: não ter filhos. “não seja permitido criar nenhuma que nasça mutilada” “Desde os primeiros momentos do nascimento, é bom acostumar as crianças ao frio” “São as primeiras impressões as que mais nos afetam”
Escrito por a mosca filosófica às 03:29
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57: música 70: já fala no nome “Itália”! Montesquieu: rip-off. “a beleza e a estatura não pertencem à maioria.” Ora, veja só, às vezes me acho um não-maldito! “Democracia” não é o governo da maioria, etimologicamente, mas dos pobres. “Mas onde as leis não têm força [para premiar a meritocracia] pululam os demagogos. O povo torna-se tirano” A antecipação do Socialismo e do paradoxo de Robespierre. A verdade é que desde sempre se falou em revolução. Uma hora fala em Deus, noutra fala em Zeus. “arraia-miúda” “para bem comandar é preciso ter antes obedecido” 130: “A mediania é, pois, o melhor estado” “os homens que menos provocam revoltas são os que se sobressaem quanto ao mérito.” 152: da morte conspiratória de Filipe. “quase todos os usurpadores conservaram a soberania durante a vida, apesar do ódio público, mas quase todos os seus sucessores perderam-na incontinente.” “A mais longa tirania foi a de Ortógoras e de seus descendentes, em Sício. Durou cem anos.” Ainda assim, não teria sido, literalmente, uma das mais cruéis. “Pelo fim do serviço militar obrigatório! Vote 25050.” Minha plataforma. Sobre a taxação – p. 160. “Os homens facilmente se corrompem pela prosperidade, pois nem todos são capazes de suportá-la” 161: bem atual – sobre os parlamentares e seus vencimentos: A idéia aristotélica de se não auferir SALÁRIO ao político profissional. Assim, será uma função por VOCAÇÃO, e não COBIÇA. Só os mais ricos, que já são ricos, estariam aptos, mas eles teriam menos chances de legislar em causa própria; e os pobres não se sentiriam ultrajados como hoje se vê com os sucessivos “auto-aumentos” que se concedem os deputados. Já cobrava TRANSPARÊNCIA das autoridades em relação às receitas e gastos, mesmo sem um site na internet para publicá-lo. “No caso de algum rico ultrajar [aos mendigos], será punido mais severamente do que se tivesse insultado um igual.” Da liberdade e da igualdade na Democracia: “sofisma miserável.” 170: “Que deixe para si mesmo a distribuição das honras e entregue a seus oficiais a aos juízes as punições.” Maquiavélico, literalmente. Não seria o caso de Maquiavel ser um aristotélico? 178: Aristóteles X Platão-Marx no tocante à propriedade privada. Recomenda-se também, como medida anti-viciosa, um teto para rendimentos por indivíduo ou família, sem falar na dignidade do pão (banquetes públicos) aos indigentes. (O SER HUMANO É CORRUPTO, ENTÃO A LEI DEVE CORRIGI-LO) 187: roubar para matar “a audácia das mulheres lacedemônias é sempre nociva” Estado de poucos milhares de pessoas! “Não se deve exigir que um mesmo homem seja flautista e sapateiro.” Platão: famoso precursor do feminismo; e queria instituir a obrigatoriedade da ambidestria! 205: Drácon, o severo
Escrito por a mosca filosófica às 03:28
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DO QUE SE FALA?
O mundo é constituído de portais móveis de acesso: é a única condição para o aparecimento de um novo homem. Quando tem de acontecer, a pessoa fica 9 meses na soleira desse estranho portal, esperando que lhe cantem a senha. Não há uma regra fixa para determinar como e com que freqüência se movem os portais, nem quanto tempo depois de utilizados eles se fecham. Há um número bastante elevado deles, porém muitos não preenchem as condições necessárias para convidar humanos. Ficam em estado de latência por um grande período, até que se saiba que viraram pedra e que não serão acometidos da magia da viagem, sob nenhuma hipótese, até que devagarinho se fecham, desaparecem, somem até os registros de que um dia foram uma tentativa. Em compensação, há tantos outros portais que recebem mais de uma pessoa! Não há realmente um limite conhecido, mas o portal envelhece e se danifica com o uso, como qualquer das criaturas que passa por ele. Há relatos de portais que recebem e por onde passam aqueles que um dia se converterão também em portais. Muitos seres humanos não conseguem se separar, por gratidão, do portal que lhe trouxe a este mundo, e o conservam ao lado por muitos anos, até que a lei natural encerre a existência de um dos dois (usualmente do portal em primeiro lugar) ou que o sujeito seja chamado para participar de complicados processos de forjas de novos portais, para os quais se exige muita responsabilidade e um certo exclusivismo: tudo o mais na vida do indivíduo passa a ser executado em função do seu novo trabalho. Outros seres humanos, porém, vêem seu portal desmanchar logo depois do acesso. Muitos passam décadas sem vê-lo, sem lembrar de seu aspecto, até que há um reencontro. Certo é que, embora tragam muitas pessoas, portais não podem oferecer o percurso inverso: ninguém pode abandonar este mundo para voltar, e do que havia ali é tabu comentar! Quando em algumas regiões do mundo os portais parecem já ter perdido o fôlego de outrora, há sempre uma contrapartida, um outro lado do mundo em que os portais vivem uma era de ouro e dão boas-vindas a muitos seres. Não se sabe quando e como surgiu o primeiro portal e até quando poderá ingressar gente e os portais poderão funcionar e cumprir sua missão, que é afinal o que eles sabem fazer. Quem tenta adivinhar são os próprios marujos dessa migração dimensional, que tentam estabelecer um limite máximo de portais, bem como um número mínimo, sem os quais o equilíbrio seria desfeito. Atualmente há uma quantidade assustadora deles, mas a vontade de que eles existam declinou. Tentaria descrever, se pudesse, a melancolia e a sensação de estranhamento provocadas quando o portal se despede de seus respectivos viajantes. Estes olham para onde não mais está mas poderia estar aquele, ou seja, para o vazio, fundamentalmente, e exclamam: “A porta por onde eu vim se fechou! Que consolo tenho eu, senão terminar a minha parte da eterna obra de perecimento, mais humilde do que nunca?”.
Escrito por a mosca filosófica às 15:04
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SELEÇÃO DO SEXO
Já devo ter escrito isso em algum lugar, mas... Eu não estou à altura de mim mesmo! Sou “ocasional” demais... Vantagem, afinal, para Eduardo, de Gabriela em relação a Isadora (OS SOFRIMENTOS DO JOVEM EDWARDS): é um ser que olha para cima e obedece, sem arrogância, mesmo que (e porque) você não seja um pai (tão mais velho assim). “Se alguém não está desejoso de ter filhos, deveria estar desejoso de não ter sexo!” “Se você não quer os filhos, então sofra as conseqüências!” Bom humor frio chuvoso cheiro de brilho gloss de morango nu Castidade – pesque a idade de ouro, contamine-se amputado e já esquecido do orgasmo intra-carnal... Deixe que ela foda com quantos queira quantas vezes achar que deve. Supere a dor e a inveja, não deixe que se torne palavras vagas e estranhas. Encare-os como marcianos em relação a sua Terra. Não quero este troféu. Sei das tentações e retrocessos de fora, de fora desta película e desta membrana, quando não sou mais peixe no aquário... Pensa que 6 putas suntuosas ao seu redor não o modificariam... E se sonhar que... Uma vez um dengo, sempre um dengo, hei de querer é o maior prazer da humanidade, fazer orgias e infectar o ar... OITO Meter, meter, meter... Se errou o alvo, não tens o que temer... Síncopes sincrônicas tudo é tão ralo e frágil que desmancha como o sêmen na limonada... Eu te valorizei, abelha-rainha... Se está cansado, vire homem, faça o que é de praxe e se corrompa... por isso tenho a certeza – NÃO NASCI PARA TRABALHAR. Precalcinha anti -gravi10 da situação Recall citrus ante
Escrito por a mosca filosófica às 13:21
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ILÍADA
07/02/11 a 05/03/11 Dover-THRIFT EDITIONS [rápido glossário dos deuses e alguns humanos e híbridos] Jove: Zeus; Júpiter. Juno: Hera Réia: mãe de Zeus (uma titã) Leto: ? mãe de Apolo, mulher de Zeus; a. k. a. Latona. Helena: filha de Zeus e Leda Tíndaro: pai adotivo de Helena Aquiles: filho de Peleus e da imortal Tétis; neto de Poseidon; bisneto (pelo pai) e sobrinho-neto (pela mãe) de Zeus. Poseidon: Netuno Ajax (1 dos 2): segundo em perícia guerreira entre os aqueus Apollo: deus-Sol; antigo Hélio. Ârtemis: Lua; Selene, entre outros nomes. Hermes: Mercúrio Vênus (signo de touro!): Afrodite; primeira Vênus; filha de Urano. Cronos: Saturno Hades (rebaixado!): Plutão Gaia: Terra Ares: Marte DIC: ransom – fiança; prêmio. couch – leito oath – juramento vessel – navio chin – queixo sire – pai cloak – manto; disfarce, máscara. ere – early covenant – tratado spear – lança; arpão. shepherd – pastor cuirass – couraça reins – rédeas I will make amends – eu vou me redimir soothe – acalmar; aplacar. bosom – colo; busto. wield – controlar yield – aposentar; abdicar. jaws – presas swell – que aumenta; fluxo das ondas do mar. stain – estigma; mancha. aegis – égide; proteção; amparo. grief – aflição; pesar; desgraça. bier – leito mortuário a céu aberto iii: “We know charm of the Elizabethan translations, but he who would attempt one that shall vie with these must eschew all Elizabethanisms that are not good Victorianisms also.” “Prose differs from verse much as singing from speaking or dancing from walking” Homero teria aversão a descrever cenas violentas! Agamemnon quer ouro e tributos, o máximo que conseguir chupar, de seus súditos. “pegue o que conseguir levar” O complexo sistema da dádiva – parece que os aqueus/gregos não podem ver um rabo-de-saia. Um tempo tão cheio de mal-educados! 31: Páris, o cagão Toma-lá-dá-cá entre Hera e Zeus. Falas repetidas... 46-8: cenas fortes Qual a diferença, em uma guerra corpo-a-corpo como essa, entre estar na primeira fila ou na retaguarda. Tanto faz, por que o medo? Ou a imprudência? O que será que eu escolheria?
Escrito por a mosca filosófica às 16:16
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Muito papo furado e língua solta durante as lutas. Trecho bastante recorrente: “The hero fell on his knees, and propped himself with his hand resting on the ground till the darkness of night fell upon his eyes.” – a escuridão descendo aos olhos daquele que submerge ao Hades. “the immortal blood” – deuses de linhagem inferior podem ser facilmente feridos por um humano com perícia (55). “for the gods do not eat bread nor drink wine” “Olympus, where the gods dwell.” Imortal? 56 – os deuses feridos por reles humanos, a carne fraca da equação. Lembra-me Beren/Morgoth. O próprio Hades subiu de seu lar ao Olimpo, injuriado. “no man who fights with gods will live long or hear his children prattling about his knees when he returns from battle.” Vênus, a Deusa do Amor, não casa com a Guerra, com o perdão do trocadilho. 62: a armadura de Atena! Marte, uma verdadeira criança mimada. “Mars roared as loudly as nine or ten thousand men in the thick of a fight” “We gods are continually suffering in the most cruel manner at one another’s hands while helping mortals” M., deus da Guerra. “I hate you worst of all the gods in Olympus, for you are ever fighting and making mischief” Zeus “not even the child unborn and in its mother’s womb; let not a man of them be left alive, but let all in Ilius perish, unheeded and forgotten.” Já pensou no cheiro do campo de batalha dali a pouco? 71: “Wine gives a man fresh strenght when he is weared, as you now are with fighting on behalf of your kinsmen.” Atena e Apolo, desde sempre irmão e rivais demais. É impressionante o número de mortes acidentais na batalha: “queria ferir fulano, mas ele desviou (por ‘culpa’ de um deus) e o arpão acertou um outro, de menor fama, insignificante e sem peso na soma de forças, eu diria, porém, sem dúvida honroso e ainda um guerreiro forte, cheio dos antepassados irreprocháveis, que estão nos anais da História por seus feitos, conquanto estejam agora no Hades, para onde também irei resignadamente – quando, é claro, chegar a minha hora.” Atena tem olhos cinzas. O Estupro de Zeus – uma mortal, qualquer que seja, obviamente não o recusaria, pois o constrangimento inicial já seria se apaixonar, dada a diferença de poderes e majestades. Mas e se tivesse um inexplicável orgulho e relutasse? Teria suas pernas abertas por um trovão. Hera e Atena, as conspiradoras. Guerras respeitáveis em que os adversários paravam ao anoitecer e se recolhiam a suas bases, para voltarem à carga quando houvesse novamente luz natural. Tudo em prol do “queridinho de Zeus”, o homem mais espetacular. Agamemnon: “I Will give him seven excellent work-women, Lesbians, whom I chose for myself when he took Lesbos.” Hoje, o que aconteceria com Aquiles? A renca de jornalistas tem raiva de privilégios. E que capacidade de memorização! A ira de Aquiles: “coward and hero are held in equal honour, and death deals like measure to him who works and him who is idle.” O “diálogo com a mãe” fôra travestido no filme, e está na fala aquilina dirigida a Ajax e Ulisses. O mesmo dilema de Hamlet, afinal. “He may offer me ten or even twenty times what he has now done, nay – not though it be all that he has in the world, both now or even shall have; he may promise me the wealth of Orchomenus or of Egyptian Thebes, which is the richest city in the whole world, for it has a hundred gates through each of which two hundred men may drive at once with their chariots and horses; he may offer me as the sands of the sea or the dust of the plain in multitude, but even so he shall not move me till I have been revenged in full for the bitter wrong he has done me. (...) My life is more to me than all the wealth of Ilius while it was yet at peace before the Achaeans went there” [o teatro da vontade] Limpar-se antes de honrar os Deuses! 104: Fênix era bem mais velho e criou Aquiles Mais uma nota de rodapé: “Essa é uma estranha estória. Iphidamas, aparentemente ainda um jovem, com pai e mãe, e pelo menos um irmão mais velho ainda vivos, é exorbitantemente rico, e paga uma alta soma a seu avô para casar com sua própria tia. Isso, no entanto, é o que Homero parece dizer.” (!) Isso foi um divisor de éguas na minha vida. “lazy ass” “I, however, am no god to be able to tell about all these things, for the battle raged everywhere about the stone wall as it were a fiery furnace.” Padre M. Alves Correia – não leia nada desse infeliz! “Then the son of Oileus severed the head from the neck in revenge for the death of Anphimachus, and sent it whirling over the crowd as though it had been a ball, till it fell in the dust at Hector’s feet.” “Even cowards gain courage from companionship” “...so that he fell heavily to the ground.” “...and his limbs failed beneath him” modos de descrever a morte. “death, life’s foe” “Cowardly she-wolves that you are” “All things pall [fenecem] after a while – sleep, love, sweet song, and stately [imponente] dance” Como pode indivíduos valerem tanto? Privilegiados no campo de batalha jamais destinados a perecer. Por mais forte que seja um homem, nenhum valor único à propalada “estratégia de peões”. A tendência realista seria que os homens proeminentes fossem logo rechaçados e varridos do front pela união invencível dos medíocres. Sem dúvida o melhor jeito de sobreviver na guerra é ser covarde para passar despercebido. Mas meia-covardia (meia-coragem) é punida com amputações e deformidades futuras. Personagens de contos-de-fadas contam contos para suas crianças quando esses seres de mentirinha estão indo dormir? 168: medo de um escândalo sexual olímpico (Hera & Zeus)! “tearing the eye-ball from the socket” À espera de um milagre... ...que não vai acontecer. As verdades de um tolo ou as mentiras de um sábio? Não, não tomei o chopp com o Maniax, ansioso, antes da minha primeira aula! Mas como que executei esse ritual cerca de 5 meses depois ao regressar às classes em julho, com Diogo e um terceiro. Música, essa máquina de repisar emoções, cada vez de energia mais decrescente. Eu vou me livrar da UnB, eu vou me livrar... 2 cenários: desempregado, folgado, desestressado (?!), empurrando o destino com a barriga e mais sabido. Até abril, “só festa”. Pós-julho: 1>SR; usar BCE regularmente, inclusive para estudos (ou desencanar?) – emergência: sem carteirinha, ir lá quase diariamente OU tirar a de ex-aluno. Preparar-se melhor para a carreira. Dobrar pai furioso. Cursinho para próximo de definitivo? 2º cenário dos 2 possíveis: “independência” (?), experiência, adulteza, queda de fichas... Incógnita. Agora eu que dou a aula, Mr. Edson! Queiram ou não, apreciem meus métodos ou não! Fale-se do Flamengo na sala dos professores ou não! Não significa alguma coisa o umbigo ser para dentro e nossa vida/personalidade se dividir entre dia e noite? Tudo é uma comédia, não é? Até esse comentário! Divirta-se! A(ma)r(go)s Do dente do dragão nasce o guerreiro tebano. {Sonhos com gatos recém-nascidos e inofensivos. Sonhos submersos na água. Ambiente cada vez mais familiar. Morrer debaixo d’água. Ficar cego, matar a cabeça ameaçadora do Freeza derretendo-a na lava.} P. 173: exercício de futurologia de Zeus/Jove. O Lego com sangue humano. Eis um caso familial à parte em que é sempre o pai ou a mãe aquele que testemunha a morte do filho, e não o contrário: quando se é um deus, pleno de rebentos.
Escrito por a mosca filosófica às 16:16
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Breve divagação de um trabalhador incipiente: Como é ser um pobre rico, ou um rico pobre, dividido entre dois mundos? Periférico central-suburbano, se bem que citadino marginal-metropolitano? Pai ou Estado, tudo não passa de uma grande mesada, não semeio nem planto nada! Tratado como gado um dia, serviço VIP no próximo. Nunca se esquecer de como as coisas – até as mais fortes vigas – são bambas e frágeis. E como qualquer precariedade resiste a longo prazo. 178: “He kicked down the wall of the Achaeans as easily as a child who playing on the sea-shore has built a house of sand and then kicks it down again and destroys it – even so did you, O Apollo, shed toil and trouble upon the Argives, filling them with panic and confusion.” Ódio desses neoproles voluntários que têm mais de um emprego! Ódio dos que não conseguem PARAR. Karina: what do you mean? A lição do “quase”. Será que não seria comum acabar mutilando e espatifando seus próprios “comrades”, tendo em vista que o raio de alcance das armas era extenso o havia um aglomerado tão impressionante, caótico e móvel de homens? Haja perícia para evitar esse destino infeliz. Perícia, preces e sacrifícios de bois a Jove e Atenéia! “the sweat rained from every pore of his body” Aquiles tinha realmente os melhores equipamentos; entre os quais, uma lança pesadíssima para qualquer “grego normal”, para ele era leve como brisa. Ele também maneja uma espécie de Biggoron. Aquiles não foi só, mas levou cinco companhias de homens em 50 navios, que estavam desde sempre ancorados na praia, próximos ao centro da batalha, aguardando suas ordens. Troianos: forasteiros mas nem tanto (todo deus tem seus favoritos). Pátroclo foi morto por Apolo pessoalmente (ou “divinamente”?). A metáfora freqüente do leão que avança sobre sua presa para caracterizar o guerreiro valente que se lança sobre os despojos do adversário ou amigo morto em combate, visando a ficar com suas armas e tesouros: ninguém pode parar um leão. No livro, Pátroclo não está mascarado, nem tampouco é confundido com Aquiles ao ser executado. Heitor é em verdade muito menos que o segundo homem em poderio. Pátroclo, talvez Ulisses e outro aqueano como Ajax são capazes de vencê-lo numa luta justa. Embora o Olimpo jogue sujo. “fight might and main” “he [Hector] put on the immortal armours of the son of Peleus” Menos de um terço do livro é devotado às peripécias de Aquiles! E mesmo o cavalo de Tróia, terá aparição bem súbita. Tão súbita quanto a de Papai Noel no Carnaval. “they reached the rich” “great grief” 220: “Mesmo Hércules, o mais amado por Zeus – mesmo ele não pôde escapar da mão da morte, porque o destino e a temível raiva de Hera o derrubaram, bem como eu devo cair quando estiver morto se tal destruição é o que me espera.” “As upland shepherds that cannot chase some famished lion from a carcase, even so could not the two Ajaxes scare Hector son of Priam from the body of Patroclus.” “shrink from the thought that Patroclus may become meat for the dogs of Troy.” Heitor, o carniceiro, primeiro ancestral do goleiro Bruno. “Then Juno [Hera] sent the busy sun, loth though he was, into the waters of Oceanus” “The god of war deals out like measure to all, and the slayer may yet be slain.” Tempos em que a loucura momentânea era só a interferência de um deus. “But a man can fight all day if he is full fed with meat and wine” 233: “Ulysses answered, ‘Achilles, son of Peleus, mightiest of all the Achaeans, in battle you are better than I, and that more than a little, but in counsel I am much before you, for I am older and of greater knowledge.” Briseis não é cu-doce (coquete) aqui. Não deve haver cena íntima. Aquiles jejuou, em luto, até a batalha. Filhos de Aquiles. “laughter-loving Venus” Hades tem medo de que os tremores de seu vizinho de cima, Netuno/Poseidon, possam fazer seu teto desmoronar! “No man may fight Achilles, for one of the gods is always with him as his guardian angel” “Nay, hero, pray to the ever-living gods, for men say that you were born of Jove’s daughter Venus, whereas Achilles is son to a goddess of inferior rank. Venus is child to Jove, while Thetis is but daughter to the old man of the sea.” O irmão “mais fraco” de Zeus. Poseidon tem cabelos negros. “as though he were a god” É um desce-sobe da carroça danado! Por onde anda Páris a esta altura? “kindle a fierce fire” 254. Hera ao seu filho, Deus Vulcano. 266-7: pouco mais de uma página, o “duelo final”. “Though men forget their dead when once they are within the house of Hades, yet not even there will I forget the comrades whom I have lost.” “Achilles glared at him and answered, ‘Dog, talk not to me neither of knees nor parents; would that I could be as sure of being able to cut your flesh into pieces and eat it raw, for the ill you have done me, as I am that nothing shall save you from the dogs” Aquiles raspou sua cabeça no enterro de Pátroclo. Aquiles tinha cavalos imortais que foram presentes dos deuses a seu pai, Peleu(s). Ao que tudo indica, não foi por amor que Tétis se casou com este humano. “The woodman does more by skill than by brute force” 281: corrida maluca! “she-mule” Competições acirradíssimas e até sangrentas no próprio acampamento grego; como se não estivessem em meio a uma guerra e todos ali fossem parceiros incondicionais! Agon: no fundo, todos são parceiros, e Aquiles não odeia Heitor coisa nenhuma! Premiação: uma mulher vale menos que um caldeirão. “painful art of wrestling” – Ulisses x Ajax, son of Telamon. Empate! Na corrida, Ulisses vence Ajax son of Oileus e Antíloco. Sempre com sua serelepe deusa de prontidão... Ajax de Oil. foi atrapalhado por Atena, escorregou e caiu de boca na bosta de vaca. Muita coisa foi deixada de fora!
Escrito por a mosca filosófica às 16:15
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PROIBIDO
24/02/11 Transei com a Lúcia. Num momento eu era o Mario subindo até o topo de um castelo com as habilidades de salto de quem tem 120 estrelas. Noutro, eu vou dormir no quarto do Aloisinho e por determinado motivo brigamos ou piora o clima entre nós. Mudo de aposento: o Aloisão está dormindo. A Lúcia, com aquele jeito típico, vem me afagar e dar uma bronca ao mesmo tempo. Quer dar aquele beijo de batom que marca nosso rosto. Eu viro a bochecha. Quando dou por mim, estamos roçando um os lábios do outro. Eu mordisco os dela, eles são finos e delicados. Sinto uma certa culpa, mas a cada segundo parece crescer a permissividade, e ela vai entrando no jogo. Fazer tudo sem barulho para que ninguém da casa venha a acordar só aumentava nosso excitamento. Eu avancei uma etapa e pus a mão dentro da calcinha dela. Quando percebi, estava de camisa porém sem calça nenhuma, ou veste íntima. Já ouvia vozes na casa e puxava as cobertas para tentar me cobrir. 2ª ala do sonho: “Natália Maria Alencar” se mostra feliz em sua casa, bastante íntima com seu irmão mais novo.
Escrito por a mosca filosófica às 02:53
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ALICE – EDIÇÃO COMENTADA – ZAHAR
Autor: Reverendo Dodgson, a. k. a. L. C. [31/12/10 a 04/01/11] “Tua ingenuidade é uma fonte perene.” “Alice no País”, um conto muito hermético. Talvez tão hermético quanto o Pequeno Príncipe. “As crianças hoje sentem-se aturdidas e às vezes apavoradas pela atmosfera de pesadelo dos sonhos de Alice. É apenas porque adultos – cientistas e matemáticos em particular – continuam a apreciá-los que os livros de Alice têm sua imortalidade assegurada. É apenas para esses adultos que as notas deste volume são dirigidas.” “os elementos sádicos em Alice, que são bastante brandos comparados aos dos desenhos animados dos últimos 20 anos.” “Não há dúvida sobre a profundidade e a sinceridade de suas idéias anglicanas [Carroll]. Era ortodoxo sob todos os aspectos, salvo por sua incapacidade de acreditar na danação eterna.” “levou uma vida sem sexo, sem grandes acontecimentos, e feliz.” DIC: chapinhar – resvalar com alguma parte do corpo na água. Ou mesmo afundar, ir e vir na superfície. “Gosto de crianças (exceto meninos)” “Os corpos nus das meninas (em contraste com os dos meninos) lhe pareciam extremamente belos. Quando a oportunidade se apresentava, desenhava-as ou fotografava-as nuas, com a permissão da mãe, é claro. ‘Se eu tivesse a criança mais linda do mundo para desenhar ou fotografar’, escreveu, ‘e descobrisse nela um ligeiro acanhamento (por mais ligeiro e facilmente superável que fosse) de ser retratada nua, eu sentia ser um dever solene para com Deus abandonar por completo a solicitação.’ Por temor de que essas imagens desnudas criassem embaraços para as meninas mais tarde, pediu que após a sua morte fossem destruídas ou devolvidas às crianças ou a seus pais. Nenhuma parece ter sobrevivido.” “Tornou-se especialista em encontrar menininhas em vagões de trem e praias públicas. Um saco preto que sempre levava consigo nessas viagens ao litoral continha quebra-cabeças de arame e outros regalos inusitados para estimular o interesse delas. Chegava a carregar um suprimento de alfinetes de segurança para prender as saias de menininhas quando desejavam chapinhar na arrebentação. As manobras iniciais de aproximação podiam ser divertidas. Certa vez, quando estava desenhando perto do mar, uma menina que havia caído na água passou por ele com as roupas encharcadas. Carroll rasgou a ponta de um mata-borrão e disse: ‘Posso lhe oferecer isto para se enxugar?’” Hoje (31/12) sonhei que tomava banho com o banheiro aberto, a Nilza e outras pessoas da família conversavam com minha mãe e viam TV. O som da sala fora convertido, no quarto do Diogo, em três grandes aparelhos, cheios de potência e ondas de freqüência. Me senti a salvo, mas faltava perguntar como eu poderia ligar aquele som... Burocracias do inferno tecnológico... “O que distingue Carroll de outros escritores que viveram vidas desprovidas de sexo (Thoreau, Henry James...) e de escritores que eram fortemente atraídos por meninas (Poe, Ernest Dowson...) era sua curiosa combinação, quase única na história da literatura, de completa inocência sexual com uma paixão que só pode ser qualificada de inteiramente heterossexual.” “Mais de um crítico comentou as semelhanças entre O Processo de Kafka e o julgamento do Valete de Copas” “O riso, declara Reinhold Niebuhr, é um dos mais excelentes sermões, uma espécie de terra de ninguém entre a fé e o desespero. Preservamos nossa sanidade rindo dos absurdos superficiais da vida, mas o riso se transforma em amargura e escárnio se dirigido para as irracionalidades mais profundas do mal e da morte.” Alice foi sua mais apaixonante amiguinha. Ele teria por volta de 30 anos quando ela era pequena (10 ou 11 anos seria uma idade provável? Vide mais além nestas anotações!), e parece que a cortejava, irritando a mãe. Lewis Carroll e termos como perversão e pedofilia dão bom número de resultados no Google. Isso não quer dizer unanimidade. Terreno espinhoso. Proposta: HISTÓRIA DA PEDOFILIA “aquelas fotografias ambíguas que fazia em quartos sombrios.” Nabokov, escritor e tradutor russo do legado de Carroll. / “Críticos notaram também a similaridade entre os desfechos de Aventuras de Alice (...) e Invitation to a Beheading, de Nabokov.” “de que serve um livro (...) sem figuras nem diálogos?” “imagine fazer mesura quando se está despencando no ar! Você acha que conseguiria?” “como é a chama de uma vela depois que a vela se apaga” “Em geral dava conselhos muito bons para si mesma” “Deveria haver um livro escrito sobre mim, ah isso deveria!” “Um gole de conhaque.” 50: o cogumelo que altera o tamanho! Uma escolar em crise de identidade. Sempre perdida em meio às algazarras e grosserias dos adultos. Bem dialético... O Reino de Terror da Rainha de Copas. É uma matriarquia. “Uma sopa pode muito bem ficar boa sem pimenta...” Parece com a moral do Visconde de Sabugosa. “Só assim você se prepara para uma carreira: aulas mais rápidas a cada dia” “Se a Inglaterra some de vista... é que a França apareceu!” 122: Gween – acordar com uma situação correlata à do sonho! (barra de rolagem) ATRAVÉS DO ESPELHO (2º CONTO) Gatos dão banho em seus próprios filhotes? O mito da realidade paralela por trás do reflexo do vidro. {Sonho de réveillon – Rastejando nos corredores do Colégio Militar. Reencontrando Renan Taicom, no que parece o primeiro dia de aula, dia da redenção. 2ª sessão do sonho - Eline volta ou não pra mim? Ela consente? Algo mais a impede ou impele? Eu o quero? Briga ou encontro casual? Profecia cumprida: agora sou mais virgem do que antes.} 150: a preocupação com a saúde das rosas ao ar livre (Pequeno Príncipe)! 177: aquela vontade infantil de varrer toda a poeira da rua! 191: a força do destino Alice tem 7 anos nessa estória. “Ora, algumas vezes cheguei a acreditar em até seis coisas impossíveis antes do café da manhã.” “Como posso trabalhar se eu ainda cago nas calças?”, pensa o homem que atropela as etapas. Um sorriso tão falso e amplo que degolou sua cabeça. Talvez os poderes das peças no xadrez sejam um resquício do Matriarcado? “Não gosto de pertencer ao sonho de outra pessoa” 230: os tombos em sonhos “como se pode conversar com uma pessoa se ela diz sempre a mesma coisa?” Diz-se que em “Através do Espelho” Alice teria 7 anos e 1/2, tendo-se passado meio ano após as aventuras do primeiro maravilhoso sonho! (teria dos 7-10 anos) (não sabe fazer subtrações que terminem em números negativos) “Marimbondos-macho, como o de Carroll, embora pareçam temíveis, assemelham-se aos reis do xadrez. São criaturas amáveis, inofensivas.” 280: “na França e na Inglaterra nos séculos XVII e XVIII (...) era possível saber instantaneamente qual era a profissão de um homem pelo tipo de peruca que exibia.” Martin Gardner – o intérprete dos livros. “A face de um marimbondo de fato parece uma face humana envolta por um lenço” 286: a dor de perder os cachos Carroll: “Temo que seja verdade que não há crianças na América.” Apesar do seu livro mais famoso ter sido publicado pela primeira vez num 4/7! “Mais de uma centena de artistas ilustraram os livros de Alice.” Recomendações: A defense of nonsense – CHESTERTON, 1901. The poetry of nonsense – ORWELL, G., 1945. Nonsense. STEWART, 1980.
Escrito por a mosca filosófica às 17:28
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Notas {Por que eu não entreguei as flores no Dia dos Namorados?} “As imagens de Alice feitas por Tenniel não retratam Alice Liddell, que tinha cabelo escuro cortado curto e franja caindo lisa sobre a testa. [LiDDeLL CaRRoLL CARROSSEL] L. C. enviou a Tenniel uma fotografia de Mary Hilton Badcock, outra amiga criança, recomendando-lhe que a usasse como modelo” “O sr. Tenniel é o único artista que desenhou para mim que se recusou a usar um modelo, declarando que tinha tão pouca necessidade de um quanto eu de uma tabuada de multiplicar para resolver um problema matemático! Arrisco-me a pensar que estava errado e que, por falta de modelo, desenhou várias imagens de ‘Alice’ completamente desproporcionais – cabeça evidentemente grande demais e pés evidentemente pequenos demais.” Ora, isso se chama estilo, senhor Carroll! “gozo ávido da Vida que só ocorre nas horas felizes da infância, quando tudo é novo e justo, e quando Pecado e Dor são apenas nomes – palavras vazias que nada significam!” T. S. Eliot P. 17: “Para as centenas de referências a Dodgson e aos livros de Alice em Finnegans Wake, ver o excelente artigo de Ann McGarrity Buki, ‘Lewis Carroll in Fin(...)’, em Lewis Carroll: A Celebration (Clarkson N. Potter, 1982), organizado por Edward Guiliano.” Adoro “fofoca de Época”. 25: “O Dodô incapaz de voar foi extinto por volta de 1681. (...) O Dodô era nativo das Ilhas Maurício, no Oceano Índico. Marinheiros holandeses e colonizadores [dinamarqueses. Source: Wikipédia] matavam as ‘aves nojentas’, como as chamavam, para comê-las (...) O Dodô é um dos primeiros exemplos de espécie animal totalmente exinta pela espécie humana. Ver ‘The Dodo in The Caucus Race’ por Stephen Jay Gould, em Natural History (nov. 1996).” Porém o que se diz em outras fontes é que a carne deste animal aparentado com a família do pombo (só que bem maior) não era muito apetitosa, e ele se findou muito mais por motivos indiretos da colonização que pela predação em si. “Tennyson teve o poema em alta conta enquanto sonhava, mas esqueceu-o completamente quando despertou.” Isso não é muito incomum, eu acho! P. 50 – UTILIDADE PÚBLICA – ao que parece, as chances de envenenamento são menores se eu, perdido na floresta, decidir comer um cogumelo de forma chata. Diz-se que cogumelos volumosos como o do Mario quase sempre carregam algum tipo de veneno. 57: a história da mulher mais feia do mundo, que teria inspirado a aparência da Duquesa que nana o bebê-porco. “O Gato de Cheshire não está no manuscrito original, Alice’s Adventures Under Ground.” “Whoopi Goldberg foi o Gato de Cheshire na versão enfadonha e medíocre de Alice (...) que a NBC levou ao ar em 28 de fevereiro de 1999.” “Vez por outra Carroll fazia um esforço para ser cordial com um menino, mas em geral só quando ele tinha irmãs que desejava conhecer.” 62: Alice e Kerouac! Até mesmo o Talmude diz o que o Gato diz! Platão – Teeteto (divagações sobre os sonhos e os loucos) A vendeta nietzscheana por intermédio de um noiado e seu chargista: “‘É impossível descrever Bertrand Russell’, escreve Norbert Wiener no cap. 14 de sua autobiografia Ex-Prodigy, ‘exceto dizendo que ele parece o Chapeleiro Louco... A caricatura de Tenniel quase revela uma antecipação por parte do artista.” 80: “Pelo que sei, não se fizeram estudos empíricos sobre o modo como crianças reagem a tais cenas [decapitações] e o dano que é ou não causado às suas psiques. Minha impressão é que a criança normal acha tudo isso muito divertido e não é prejudicada em absoluto, mas que não se deveria permitir que livros como Alice (...) e O Mágico de Oz circulassem livremente entre adultos que não estão se submetendo a análise.” 88: menção de Dante (saga do Paraíso). 89: teoria dos jogos – pôquer Sobre a frase das “aulas cada vez mais rápidas”: “No décimo segundo dia e nos dias subseqüentes, começariam os alunos a dar aula para o professor?” 104: “Cary Grant soluçou ao longo da canção [Estrela da Tarde] em seu papel de Tartaruga Falsa na medíocre versão de Alice para o cinema produzida pela Paramount em 1933.” Mesma p.: refuta-se a teoria de que as tartarugas choram quando desovam à noite na areia da praia. Na verdade elas possuem glândulas de remoção do sal perto dos olhos. “Na Idade Média e no Renascimento, jogava-se xadrez por vezes com peças humanas em campos enormes (veja Gargantua e Pantagruel, de Rabelais, livro 5, cap. 24 e 25)” 142: viagem atômica! Fala da criação de uma anti-matéria que serviria a propósitos nucleares mais poderosos que a fusão e a fissão. C. teria “se esquecido” dos bispos por respeitar a ortodoxia cristã. “Nenhum carrolliano pode deixar de ler Night of the Jabberwock. É uma obra de ficção excepcional, que tem vínculos estreitos com os livros de Alice.” Carroll e Edward Lear teriam sido pioneiros, pais dos dadaístas e tantos outros – porém o segredo de seu sucesso está menos na técnica hipertrofiada e fervorosa e mais no descompromisso de sua poesia relaxada e oportuna, vindo de quem sabe, coisa que o século XX, engajado, não capta muito bem. Isso reforça a minha tese de não fundar uma escola nova. C. escreveu o primeiro livro aos 13. Maldito! {Nunca sonhei com Sesshoumaru...} Sílvia e Bruno, se é que já não anotei antes, é o último grande conto de Carroll, que valeria uma olhadela. 181-2: o controverso tema dos sonhos simultâneos/coincidentes/em interseção. Carroll iria adorar uma vitrola com um LP da Xuxa dentro! “Desde que Car. a utilizou, a ‘vida às avessas’ foi a base de muitas fantasias e histórias de ficção científica. A mais conhecida é o conto de F. Scott Fitzgerald, ‘The Strange Case of Benjamin Button’.” “C. era um grande admirador dos Pensamentos, de Pascal.” P. 204: citação da troça hobbesiana (tomista!) sobre o riso! “Os estudiosos de Finnegans Wake não precisam ser lembrados de que Humpty Dumpty é um dos símbolos básicos do livro: o grande ovo cósmico cuja queda, como a queda causada pela bebedeira de Finnegan, sugere a queda de Lúcifer e do homem.” 211: Ulisses e o truque lingüístico do Ninguém contra o ciclope Polifemo (Pensamento Verde!) “Carroll gostava especialmente das terças-feiras.” – hoje, terça-feira, 4 de janeiro de 2011! [hoje, terça-feira, 6 de setembro de 2011!!] 259: Alice visita as 12 casas dos Cavaleiros de Oruo (INVENTAR!) Eu sou teimoso e sei chifrar / por que você haveria de me evitar? / troco as rimas por outras / igual deixo minha fúria à solta! DIC: acróstico – começar cada linha dum poema de forma que forme uma palavra na vertical. Acurado aCurado acuRado acuradO acuSado acúsTico acústIco aCusado curadO
Escrito por a mosca filosófica às 17:28
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FENOMENOLOGIA DO ESPÍRITO
30/11/10 a 22/12/10 Hegel visava a transformar a Filosofia em Ciência. Certamente esse intuito paulatino nada guarda de semelhante com a revolução.
28: “o que se exige para a exposição da filosofia é, antes, o contrário da forma do conceito. O absoluto não deve ser conceitualizado, mas somente sentido e intuído”
Uma proposta, aliás, desde o prefácio, anti-bourdieusiana, anti-moriniana... Pensar sobre a ciência – decadência... Obras sem auto-referência, sem uma filosofia da filosofia, unicamente testadas pelo tempo. Sem maiores hesitações. O que um sujeito desses não daria para ver o surgimento do cinema!
“Não é o conceito, mas o êxtase, não é a necessidade fria e metódica da Coisa (...), mas sim o entusiasmo abrasador.”
“Pela insignificância daquilo com que o espírito se satisfaz, pode-se medir a grandeza do que perdeu.”
“Mas a filosofia deve guardar-se de querer ser edificante [moral].”
“a frivolidade e o tédio que invadem o que ainda subsiste, o pressentimento vazio de um desconhecido são os sinais precursores de algo diverso que se avizinha.”
Não farei a barba nem cortarei o cabelo até livrar-me dos meus pais. Ou de seus fantasmas.
“o começo é fim”
“O espírito só alcança sua verdade na medida em que se encontra a si mesmo no dilaceramento absoluto. (...) Esse demorar-se é o poder mágico que converte o negativo em ser.”
“Foi por isso que alguns dos antigos conceberam o vazio como o motor.”
“A matemática se orgulha e se pavoneia frente à filosofia (...) proposições mortas e rígidas.” “a necessidade de um outro saber.” “A aparição é o surgir e passar que não surge nem passa” 55: Kant 56: zomba do médico charlatão; “O formalismo da filosofia da natureza pode ensinar que a inteligência é a eletricidade, ou que o animal é o nitrogênio.” “Difícil decidir o que é maior: a sem-cerimônia com que se pinta tudo que há no céu, na terra e nos infernos com tal sopa de tintas; ou a vaidade pela excelência desse meio-universal: uma coisa serve de apoio à outra.” 62: “afirmação do vazio”; desde já, combate ao niilismo. 67: filosofia, ofício para poucos. Prevendo, de certa forma, os cristãos neo-hegelianos. “Sofistaria é uma palavra-de-ordem do senso comum contra a razão cultivada” Hegel recomenda recorrer-se aos exegetas contemporâneos! 70: belas palavras sobre a abnegação do indivíduo. 72: o hamletismo da ciência moderna. “O cepticismo que termina com a abstração do nada ou do esvaziamento não pode ir além disso, mas tem de esperar que algo de novo se lhe apresente” “no movimento da consciência ocorre um momento do ser-em-si ou do ser-para-nós, que não se apresenta à consciência, pois ela mesma está compreendida na experiência.” 132 – Sartre, esse Hegel-2 ou 3, puro reprodutor. E da 1ª vez que cita Nietzsche descobrimos, por trás da cortina, o verdadeiro autor: “Fica patente que por trás da assim chamada cortina, que deve cobrir o interior, nada há para ver; a não ser que nós entremos lá dentro – tanto para ver como para que haja algo ali atrás para ser visto.” 141: refutação do solipsismo; uma consciência/vida como espelho de outras – só se pode “sentir” por conta de uma relação de semelhança, embora esta apareça eternamente como o diferente. “A consciência-de-si só alcança sua satisfação em uma outra consciência-de-si.” Suprassumir, que permeia a obra toda => não aniquilar, porque isso inexiste, mas superar algo e conservá-lo de forma metamorfoseada, mutada, sintetizada, modificada – primeiro inconsciente, depois que vem à baila. Funde-se um momento do passado com o ser; mas então já é algo novo, de características inéditas, embora a matéria-prima não possa ser negada. Portanto suprassumir é superar e voltar. Incorporar. É como a morte do pai: ele não morre, realmente. 151: “obstinação (...), uma liberdade que ainda permanece no interior da escravidão” – paralelamente, se se pensa que o senhor não teme e se põe cego a um perigo que é real, pode-se dizer que ele nunca foi tão inumano, não no sentido que lhe seria mais desejável, o de cruel, mas de que ele se coisifica, por coisificar o Outro: me ignora como dotado de sentimentos, ousadia e liberdade, torna-se simplesmente vulnerável... 158: “Seu falatório [o da consciência] é, de fato, uma discussão entre rapazes teimosos: um diz A quando o outro diz B, e diz B quando o outro diz A: e assim cada um, à custa da contradição consigo mesmo, se paga a alegria de ficar sempre em contradição com o outro. Estoicismo como estágio preliminar do ceticismo. Ceticismo como estágio preliminar da consciência infeliz. “Movimento de uma nostalgia infinita” Se para Marx o moto é o trabalho, em Hegel são o desejo e o trabalho. 165: no fim, um tratado anti-cartesiano em sua essência. “gozo” “graças” “Além” “dom”: brincalhão Hegel. “Na luta da alma, a consciência singular só está como momento musical, abstrato” Por que se tem razão em dizer que não se pode ou ainda ninguém escapou de Hegel: 185 – “O que deve-ser, também é, de fato. O que apenas deve ser, sem ser, não tem verdade nenhuma.” 205: a mesma coisa que o “coeficiente de atrito” sartriano. “É indiferente a esse rio da vida que espécie de moinhos ele faz girar.” 216: “as leis são sem verdade” 226: sobre videntes que lêem a mão do cliente! 238: Hamlet e a cena do crânio 240: Hegel, o criminalista: por que seus coleguinhas cientistas do século XIX erravam clamorosamente ao medir a periculosidade de um criminoso pelas medidas de seu crânio. “Por conseguinte, as observações estabelecidas sobre esse ponto têm o mesmo valor que as do vendedor e da lavandeira” 254-5: moral e virtude 257: hedonismo; “ipseidade”.
261: equilibrando-se entre altruísmo e egoísmo.
262: o que “Durkheim e seu deus” e Dostoievsky também souberam em seu tempo – a teoria do grande criminoso (ou quando a sociedade é o revoltado em questão, e o indivíduo indolente ou inadaptado o conservador).
Como pude eu “forçar uma paixão” pela Alê e querer me mudar para Floripa? Quantas vezes quis algo assim, esse desvio da minha frígida, gélida e sensaborona missão?
271: nossa quixotesca missão
“Mas a consciência virtuosa entra em luta contra o curso-do-mundo como contra um oposto ao bem.” “Portanto a virtude é vencida pelo curso-do-mundo”
274: inversão (mora cristã x moral antiga). “tudo isso só produz tédio” (“[N]a cultura de nossa época”) – A morte de Deus.
E mais adiante, um prato cheio para mal-entendidos, partindo de uma consciência proletária: “o curso-do-mundo não é tão mau como aparentava (...) o movimento da individualidade é a realidade do universal.” “são apenas uma maneira de ver, e nada mais.” e ainda metade do livro pela frente...
Os Quatro Cavaleiros do Apocalipse em minha opinião: Hegel, Marx, Nietzsche, Freud.
“um nada labutando rumo ao nada.”
“O talento, do mesmo modo, não é outra coisa que a individualidade originária determinada que se considera como meio interior, ou como passagem do fim à efetividade.” 280
281: da concorrência e da competição. Formulação antecipada do “além do bem e do mal”. Um é mais enfático entre os dois, sem dúvida. A ênfase produzia pelo desespero.
“desvanecer do desvanecer”
288 – não seria um rio do qual só se foge duas vezes? “Haja o que houver, a consciência honesta vai sempre implementar e atingir a Coisa mesma, já que é o predicado de todos esses momentos como este gênero universal.”
Escrito por a mosca filosófica às 23:21
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Por que não preferir o congelamento do tempo? Por que todo domingo parece uma tortura, cadafalso para a alma, o último gole, a última canção, o despertador, tudo que cause muita dor? Pessoas que querem dormir mais de 10 ou 12h, isto é, hibernar, para um ser humano, que compartilham algo realmente profundo comigo mas que não dispõem da complexidade ou força de caráter que seriam necessárias para compreenderem em que ovos eles mesmos estão pisando... Passar pelas humilhações como um trator, é o que pensamos que queremos... A questão é: melhor uma hipocrisia mórbida exagerada do que o Complexo de Poliana da ditadura do prazer! “É como meninos maus, que recebendo uma palmada se alegram a si mesmos, por terem sido precisamente a causa do castigo.” sobre o masoquismo da consciência. “Para ela [a consciência honesta], a Coisa mesma é tanto Coisa sua como absolutamente obra nenhuma; ou seja, é o puro agir, ou o fim vazio, ou ainda, uma efetividade desativada. Faz sujeito desse predicado uma significação depois da outra, e as esquece sucessivamente.” “O consolo pelo fracasso do fim, pois pelo menos foi querido, pelo menos foi puramente agido – como também a satisfação de ter dado aos outros algo para fazerem, fazem do puro agir ou de uma obra totalmente má, a essência: porque se deve chamar uma obra má a que não é absolutamente nenhuma.” a essência do trágico! Exatamente o que se passou pela minha cabeça ao ler o epílogo de “Neurose” do Morin, nem pela primeira, nem pela última vez, esse fluir que independe de nós, o qual devemos nos preparar para aproveitar, é essa bem a palavra, considerando apenas os acontecimentos correntes e seus efeitos imediatos, a supressão do filosofar, em verdade filosofia efetiva, quer seja, em carne viva – Espírito poderoso! – Porque o amanhã ainda pode esperar em seu devido lugar e agora nada há de mais importante a considerar... Nada de atropelamentos... Mas se não der, tudo bem também. Era parte do plano, estava fixado no firmamento, tinha que se suceder assim, você não tem culpa, era incapaz. A própria sensação de suportar é só uma sensação de sensação, fugidia... Suporta-se qualquer coisa desde que haja oxigênio para puxar e, afinal, por que a pressa? Só não precisa recair no outro extremo e ter calma demais... Cada refeição tem sua hora de ser servida... “O todo é interpenetração semovente da individualidade e do universal” “surge um jogo de individualidades, uma com a outra, jogo em que se enganam e se encontram enganadas, umas pelas outras, como se enganam a si mesmas.” “O que lhe interessa [à primeira individualidade] na Coisa é seu agir e atarefar-se; e quando os outros se dão conta que era isso a Coisa mesma, se sentem também ludibriados. Mas, de fato, (...) queriam enganar os outros, do mesmo modo como lamentam ter sido enganados.” 296: primeira menção de “Estado”. 302: praticamente um Durkheim. “O mundo ético – o mundo cindido entre o aquém e o além” Não se pode mudar as regras do jogo no meio do jogo. Certamente eu teria terminado qualquer namoro em 2008. O útero da terra (312): “[o morto] desposar o seio da terra, a individualidade elementar imperecível.” Todos os povos enterram seus mortos? Os limites de minha família: estou começando a entender o quanto meu corpo é medíocre, o quanto ainda falta... 315: família; piedade. incesto: “a relação sem mistura encontra lugar entre irmão e irmã. São o mesmo sangue, o qual porém neles chegou à sua quietude e equilíbrio. Por isso não se desejam um ao outro”. Certa assimetria que irritaria as feministas: “a perda do irmão é irreparável para a irmã; e seu dever para com ele, o dever supremo.” “O irmão [o homem] é o lado segundo o qual o espírito da família se torna a individualidade que se volta para Outro e passa à consciência da universalidade. O irmão abandona essa eticidade da família – imediata elementar e por isso propriamente negativa – a fim de conquistar e produzir a eticidade efetiva, consciente de si mesma.” “A irmã, porém, (...) ou a mulher (...) a guardiã da lei divina.” Se os dois pais trabalham, e não há uma Rafaela, Deus morreu. “Essa gente tão perversa pode te contaminar” 325: Édipo. Antígona, a Anti-Édipo. Ele atenta contra a lei de Deus; ela, contra a lei da polis. Édipo apenas age como um bom cidadão, Antígona como fiel e temente ao Olimpo. “os irmãos encontram ambos sua mútua destruição, através um do outro.” Recorrente referência a um mundo “subterrâneo”. DIC: penates – caligrafia de doente Hegel masculiniza o Estado ou governo e feminiliza o genos. Em tempos em que o mais viril não aceitaria guerrear... “A figura ética do espírito desvaneceu, e surge uma outra em seu lugar.” Como pode pensar que sua mente já esteve vazia ou despida? “mesmo o espírito que partiu está presente no sangue dos parentes, no Si da família” “o todo, como cada momento singular, é uma realidade alienada de si mesma” “O Iluminismo leva a cabo a alienação (...) Essa revolução produz a liberdade absoluta” 340: o nacionalista Hegel 350: Tiradentes e Senna não viram heróis até que morram (Heroes End). 362: “Diógenes no tonel” – mais ou menos como meu fetiche de ir às matas e me libertar da linguagem, de 2006. Não consigo parar de pensar na intervenção na aula do Edson, a pretexto de quê, isso eu não me lembro, porém que se referia ao Um Absoluto de Hegel. Ora, seu Estado – não terá o professor pensado que eu o estava ironizando ao invés de sendo burro? “na substância ética a religião aparecia como fé no mundo subterrâneo” “carente-de-espírito”: se refere a um além “rico-de-espírito”: auto-suficiente, essência fenomenológica Diderot é aqui muito citado. Cada pessoa é uma igreja. Mas não são Capelas Cistinas, apenas frágeis toldos sobre suas cabeças. “No que concerne o seu conteúdo, o Iluminismo é, antes de tudo, a inteligência vazia (...) encontra-o [o conteúdo] na fé.” “Com isso declara a fé como sendo um erro, e uma ficção poética sobre o mesmo que o Iluminismo é.” “está descartado completamente o pensamento do engano.” 388: sobre a falta de sofisticação do pensamento moderno – “Essa sabedoria própria do Iluminismo aparece-lhe [à religião], necessariamente, como a banalidade mesma, e ao mesmo tempo como a confissão da banalidade.” “consciência crente” “A fé tem naquele Si o momento que a leva à perfeição; mas perecendo por causa dessa plenitude (...)” 415: indícios de por que a moral, no sistema hegeliano, não se auto-suprimiria, como a liberdade, a inteligência, a fé, o ceticismo, o estoicismo: “A perfeição, portanto, não há que atingi-la efetivamente, mas só há que pensá-la como uma tarefa absoluta, isto é, como uma tal que permanece tarefa, pura e simplesmente. (...) O que ocorre de fato, não se consegue distinguir nos longes obscuros da infinitude – para onde se deve protelar, por esse motivo, a obtenção da meta.” § “isso leva a contradições: uma tarefa que deve permanecer tarefa e, contudo, ser cumprida (...) Pela consideração de que a moralidade consumada encerra uma contradição, se lesaria a santidade da essencialidade moral, e o dever absoluto pareceria como algo inefetivo.” – Niilismo em estado bruto, grassando entre os pós-modernos cansados de missões, anômicos, baratas tontas que pedem arrego e são tão vaidosos quanto vãos... Pit stop. Em seguida, todos os elementos do saber-mentir! “aproximar-se sempre mais e mais do nada significa diminuir.” “a lamentação que é mais uma lágrima sobre a necessidade.” 448: a “bela alma” – odor de Wilde? Sartre é decisivamente poeira inútil diante disto aqui. São dimensões diferentes que se tentaria comparar!
Escrito por a mosca filosófica às 23:19
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É necessário que por mais que se capte a lei trágica dos fins indesejáveis da ação, exerça-se a ação apaixonadamente, isto é, com convicção de que não havia mais certo a fazer. Pelo simples fato de que não fosse assim e 1) ou viveríamos no aborrecido mundo em que “querer” seria sempre “poder” e aí então indelevelmente, depois de um pouco de sacanagem, o Espírito se suprimiria, ao invés de apenas suprassumir seus estados um pelo outro. Porque a realidade tem que estar deslocada do pensamento “para dar certo”. 2) ou nos manteríamos inertes, ou enraivecidos. O fato é que seríamos ainda obrigados a agir, e qualquer ação destrutiva ainda seria carregada de paixão. Mas, se quisermos exagerar, se sabemos (e acreditamos a cada segundo!) que tudo que fizermos “dá errado” ou no seu oposto, passaríamos a viver de pura má-fé – mas assim que descobríssemos que mesmo a ação maligna visando ao bem seria traída pela sua benignidade última, e porque nada mais era que uma esperteza pessoal de última hora, desistiríamos desse modo “birrento” de proceder e simplesmente nos colapsaríamos ou nos suicidaríamos. Rá! Porém, como isso é mais uma artimanha do Para-Si imediato, simplesmente ingênua demais para capturar o inconsciente, aí então acho que seríamos forçados a continuar a viver! E para viver... Que nem sonho quando... O mundo, os acontecimentos, são o meio-termo entre a onipotência sem-sal e o autômato-barata-tonta-super-títere, afinal temos que ter alguma autonomia para fazer as escolhas, mas nunca, rigorosamente sob nenhuma circunstância, podemos assumir total controle. Deus e coisas não dariam certo aqui, apenas humanos, um espírito propulsor e propalado por fenômenos. É pisar em outra pedra quando saltar da anterior... A vida é um jogo de tabuleiro enquanto ainda gostamos dele. Num banco imobiliário sem ser Lex Luthor, o Rei do Crime, nem alguém tão endividado quanto o Flamengo. Eternamente bailando a mesma Dança dos Cisnes... Navegadores do Mar dos Erros! Não seria de Eros?! “Ninguém é herói para seu criado-de-quarto” “A série das diversas religiões, que vão produzir-se, só apresenta igualmente de novo os diversos lados de uma única religião” 469: totemismo 478: deus ex machina 479: nacionalismo; Hobbes. “deus, que é o espírito do povo ético” “a consciência ética se deixa (...) assim determinar (...) de uma maneira irrefletida e estranha, como por meio de um jogo de dados.” 482: idealismo musical 484: o banquete “princípio feminino da nutrição”, “espírito masculino da força” 488: da desportividade 490: as Musas e os Aedos (cantores, intérpretes mundanos). 491: moral do Prólogo do Céu – “os deuses existem para servir os humanos”. Não havendo consenso divino... Os deuses nada arriscam... 493: tragédia 496: de Édipo a MacBeth e Hamlet (parece que Freud o leu). Fala justamente da hesitação em cumprir a vingança, como que livre de uma superstição ancestral, o príncipe dinamarquês. Ele duvida do pai e monta a peça. Mas não fugiu ao fado! Não tente a ação contrária (reflexões acima)! “O frenesi da sacerdotisa, a figura desumana das bruxas, a voz da árvore, do pássaro, o sonho, etc., não são modos em que a verdade apareça, mas sinais de advertência do embuste, da irreflexão, da singularidade e contingência do saber.” Comédia como o destino dos deuses (499). E em 502: sobre a comedialização do mundo. Somos anti-trágicos, porque sabemos demais, e Hamlet já é assaz engraçado. 504: “Deus morreu” => conclusão da consciência infeliz-trágica; em oposição à divina consciência feliz-cômica. Porém, algo não bate aí: o pós-moderno não é alegre e mundano demais? O tempo de Hegel, por mais que ele fosse capaz de pressentir um outro dele derivado, não é, ao mesmo tempo que confiante, sério e amuado? “no Estado de Direito [o Todo-Poderoso de Hegel], o mundo ético e sua religião soçobraram na consciência cômica; e a consciência infeliz é o saber dessa perda total.” Desse espectro, Nie. é o ressuscitador de Deus, penalizado. “As estátuas são agora cadáveres cuja alma vivificante escapou, como os hinos são palavras cuja fé escapou” grifo meu 511 – para Edson – “Deus só é acessível no puro saber especulativo (...) Deus é o espírito” “auto-humilhação da essência divina (...) O representar toma o outro lado, o mal, como um acontecer alheio à essência divina. Captar o mal nessa essência mesma, como a sua cólera, é o esforço extremo e mais árduo do representar em conflito consigo mesmo; - esforço que, por carecer de conceito, permanece infrutífero.” 524: a figura do semi-Deus, Cristo, qualquer um na História que serve conscientemente de pára-raio universal. Aceita todo o depósito do mal e lança as sementes. Não faça como o Marx! Bom menino! 539: “Esse movimento é o círculo que retorna sobre si, que pressupõe seu começo e que só o atinge no fim.” “o conteúdo da religião proclama no tempo, mais cedo que a ciência, o que é o espírito; mas só a ciência é o verdadeiro saber do espírito sobre si mesmo.” Fim que deixa patente a formulação apócrifa do eterno retorno: um momento forçoso da “máquina universal” em que o Espírito se auto-denotaria antes de seguir a sua marcha como sempre... “é o novo ser-aí, um novo mundo e uma nova figura-de-espírito. (...) como se todo o anterior estivesse perdido para ele, e nada houvesse aprendido da experiência dos espíritos precedentes. (...) embora esse princípio recomece desde o princípio sua formação, parecendo partir somente de si, ao mesmo tempo é de um nível mais alto que [re]começa.” “Sua meta [do espírito] é a revelação da profundeza, e essa é o conceito absoluto.” Muito bem, e depois da transa vem outra transa, sem perdão... De modo que se o mundo alcança mesmo esse fim, só que isso não tem nada de mais. É apenas belo. E no dia seguinte Fenomenologia está na gráfica e... Sils-Maria recebe convidados e... eu me apoio a esta escrivaninha... Disso, reitera-se ainda: Rafael, espero que este seja (mais) um marco para sua vida. Olvidar e caminhar, até mesmo SEM olhar para trás – ironicamente neste mesmo momento quero reler meu primeiro livro, o do astronauta –, porque o caminho pela frente pressupõe a bagagem... Dir-se-ia que TODA vida precisa dessa culminância? Que renasci, etc.?
Escrito por a mosca filosófica às 23:18
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SEIYA DE PÉGASO EM FARELOS
21/12/10 Seiya esmigalhado na casa de Leão. Perde a mão com a Cápsula do Poder – na altura do pulso. (Ao acordar, no mesmo lugar verifico uma picada de muriçoca, ferida ampliada e agravada com certeza pelo meu coçar involuntário.) No mais mísero estado, e apoiado por seus amigos, Seiya segue adiante. Não tem nem pés, talvez, não pode se manter erguido, mas cumprirá sua missão obstinando-se até o fim, última centelha... No meio do caminho a plebe ainda quer troçar do herói, porém ele demonstra muita habilidade com a bola nos pés (!), embora seu cosmo e seu corpo não sejam mais os mesmos. E Athena, poderá reconstituí-lo? Noutro trecho eu e Aloísio jogamos Master System, 3ª fase de algum jogo. Algo reseta o aparelho e agora precisamos da password. O modo de obtê-la, não por uma revista de videogame ou um site, é terminando uma ilustração de uma estranha montanha, o que eu me proponho a fazer. Quando terminar de ser colorida ela nos transportará... 22/12/10 Jogando Perfect Dark em multiplayer – controle exagerado, cheio de segmentos horizontais. Menininhas risonhas, Bruno, Douglas, Aloísio, Iasmin (?), Luan. Fazer trabalhos da faculdade, que ficou parada muito tempo mas vai voltar. Quero molhar minha cara no banheiro mas esqueço que estou de óculos. Inclusive, tiro-os por um tempo e mostro-me cego, praticamente, para as menininhas (acompanhadas de um ou dois marmanjos, perdão, pivetes). Revelo como é difícil ser míope, e aliás um míope tão raro: normalmente as pessoas fazem drama por precisarem usar lentes de 2, 3 graus. Eu, eu estou na pior: tenho o triplo disso, mas não chega aos dois dígitos. Seguimento: - Mas, madame, como vou devolver-lhe o cobertor?
Escrito por a mosca filosófica às 22:00
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Morrer não é motivo suficiente para parar de sonhar.
17/12/10 Prova disso é que hoje levei um tiro na cabeça de um torcedor de futebol psicopata, senti a “dor” do momento e soube sem adiamentos que aquele seria o fim... e no entanto não foi, veio à baila o que se sucedeu no local após minha suposta morte, como se atiraram para cima do agressor. E de repente me transportavam para uma urna, muito pequena para o comprimento das minhas pernas. Os responsáveis por me trasladarem, um tanto desajeitadamente, é verdade, eram meus familiares, o Diogo, Iratan e Iran... Porém “eu me descobria” vivíssimo da silva, até piscando os olhos (pois tinha morrido de olhos abertos), consciente de que aquilo era uma grande encenação, mas não de nós para nós mesmos ou deles em relação a mim, mas queríamos enganar uma 3ª entidade misteriosa. O caixão se transformou em uma caçamba de caminhonete e eu passava a cumprimentar as pessoas que apareciam e se postavam a meu lado – meu irmão dirigia ao longo da W3, quase no centro da cidade, o lugar onde a vida se agita. Repare bem: o caminho é sempre retilíneo. Rumo a algum fim obscuro... Moral: se tudo é lógico mas algo no sonho trai seu senso de realidade, isso é fatal para a continuidade da experiência. Não obstante, na hipótese de todo o montante absurdo permanecer bem concatenado, e a consciência vigilante não perceber que o que se dá é FANTÁSTICO, a narrativa prossegue. Ora, a morte é perfeitamente factível, e não é motivo forte o bastante para se sentir ludibriado atingi-la, afinal é mesmo natural, o real supremo do ser humano. Perceber por qualquer razão alheia a condição de sono e ficção, por outro lado, aceleram o abaixar das cortinas. Por isso, o personagem principal do meu sonho não precisa ser eu, tudo pode ser uma trama póstuma – ou pior: eu ainda nem ter nascido. Foram 3h de sono depois do almoço, houve muitas outras “cenas escondidas”: 1) o mar de perfis da Last.fm ao vivo, na rua, às vezes correndo, se aquecendo, malhando (mulheres gostosas, em fileiras duplas que atravessam Brasília, inclusive por minha casa, mas atingem mais além – mas encontram aí um limite, como “longe demais, melhor recuar, muito trabalhoso” ou o limite da janela do sistema operacional, ou mesmo aquele botãozinho na bottomline do twitter para ver novas mensagens/novos contatos, ou older tweets, e eu não tenho saco agora!). 2) Eline no apartamento, um cara bem mala, uma menina neutra ou que parece estar do meu lado, tentando subjugar essa piranha, fazendo-a comer a própria merda, por exemplo, artimanha da qual ela escapa e quase nos inflige o mesmo. A sensação é de estar largado, faltar algo numa podre existência hedonista. Há quilos de pó, que eu cheiro diretamente com o nariz, sem nenhum tubo ou canudo. Parece que a droga não faz muito efeito. Eline já é minha ex, pareço querer me livrar dela, mas sinto atração. A personalidade dela é nojenta – o que não daríamos para dar uma comidinha nesses pratos que a moral e os bons costumes não nos recomendam? Provocação e tesão até rimam! 3) Ceariba, esse cara. Sabe-se lá por quê, dessa vez, ele levando a melhor ou não sobre mim, resolve me ignorar e apenas se deixar observar. Esqueceu todas as mágoas do passado para se dedicar às táticas de conquista da sua nova paixão, a Fê Tibana. 4) Estou sempre disputando alguma modalidade de corrida ou fazendo escolhas questionáveis (deixando de ir a tal show, que seria muito divertido)...
Escrito por a mosca filosófica às 03:20
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O MAL-ESTAR NÃO É UMA ILUSÃO
24-26/11/10 A) HAMLET, O PRÍNCIPE DA DINAMARCA P. 29 – “A sorte só pôs o que Deus dispôs.” 42: “Imaginais, então, que eu sou mais fácil de tocar do que esta flauta?” 64: “Levarem tanto tempo esses ossos para se formarem, só para virem a servir de bola!” Cena crucial da inspeção dos crânios. “Por que não acompanhar a imaginação as nobres cinzas de Alexandre, até encontrá-las servindo para tapar um barril?” – do pó ao pó, muito antes de Goethe! “o gato mia; o cachorro também terá seu dia.” “Já pensei, como os nossos estadistas, que é feio escrever bem” “igual a ele, só poderá encontrar em seu próprio espelho.” “nossa época superficial” – qualquer uma pós-homérica. Um Édipo sem tanto efeito... Mas sem um dúvida um Dostoievsky com todas as suas implicações... B) FUTURO DE UMA ILUSÃO 29: “Alvoreceu a noção, no povo mais bem dotado da Antigüidade, de que Moira [o Destino] alçava-se acima dos deuses e que mesmo estes tinham os seus próprios destinos.” Não julgo esta sintética obra sombria. E, ah, se fosse um diálogo seria como um meu com o Pedro Piccolo: um não deixaria o outro falar! 57: “Nosso comportamento, portanto, deveria modelar-se no de um professor sensato que não se opõe a um novo desenvolvimento iminente, mas que procura facilitar-lhe o caminho e mitigar a violência de sua irrupção.” 64: “o infantilismo está destinado a ser superado. Os homens não podem permanecer crianças para sempre” “Como honestos arrendatários nesta Terra” C) O MAL-ESTAR NA CIVILIZAÇÃO (mesmo volume) 87: seu vício por descrever Roma Busch: “Aquele que tem preocupações, tem também aguardente.” 94: de modo tosco, os problemas do niilismo, estoicismo e epicurismo. “nada é mais difícil de suportar que uma sucessão de dias belos.” Goethe “Contra o sofrimento que pode advir dos relacionamentos humanos, a defesa mais imediata é o isolamento voluntário, o manter-se à distância das outras pessoas.” 96: o problema das drogas. “um estado patológico, a mania, no qual uma condição semelhante à intoxicação surge sem administração de qualquer droga intoxicante.” “é possível, em qualquer ocasião, afastar-se da pressão da realidade e encontrar refúgio num mundo próprio (...) [mas as toxinas] São responsáveis, em certas circunstâncias, pelo desperdício de uma grande quota de energia que poderia ser empregada para o aperfeiçoamento do destino humano.” Quando morar sozinho comprarei uma garrafa de conhaque para fazer dela uso intermitente durante os estressantes dias de um educador? 98: “ioga” “Vale a pena observar que os próprios órgãos genitais, cuja visão é sempre excitante, dificilmente são julgados belos; a qualidade da beleza, ao contrário, parece ligar-se a certos caracteres sexuais secundários.” Se não me tornei louco até agora, dificilmente irei... P. 110 – a brincadeira de apagar o fogo com o mijo (e por tabela os jogos masculinos de saber qual rastro de urina vai mais longe): “competição homossexual (...) renúncia ao instinto [quando se opta por mantê-lo aceso] (...) Notável, também é a regularidade com que a experiência analítica dá testemunho da conexão existente entre ambição, fogo e erotismo” 111: Georg Brandes “A existência do fator social responsável pela transformação ulterior do erotismo anal é atestada pela circunstância de que, apesar de todos os progressos evolutivos do homem, ele dificilmente acha repulsivo o odor de suas próprias excreções, mas somente o das outras pessoas (...) Seria incompreensível, também, que o homem empregasse o nome de seu mais fiel amigo no mundo animal – o cão – como termo injurioso, se essa criatura não provocasse seu desprezo através de duas características: ser um animal cujo sentido dominante é o do olfato e não ter horror dos excrementos nem se envergonhar de suas funções sexuais.” 124: desenhando-se o Anti-Édipo Vejo que o João Gabriel retira quase todos os seus ditos de seu autor predileto... Ele está para Freud assim como... Conto disponível na rede: John Galsworthy – The Apple-Tree “A teoria da bissexualidade ainda está cercada por muitos pontos obscuros.” “seu erotismo anal que ameaçou cair como vítima da repressão orgânica (...) Também os órgãos genitais dão origem a intensas sensações de odor que muitas pessoas não podem tolerar e que estragam suas relações sexuais.” 132: Heine e seu fantástico humor judio que já conheci em outra obra! Meu MESSIAS, se olhar bem, permanece com uma premissa que em absoluto não deve ser levada a sério: sátira, nem numa catástrofe do clima acredito mais. O problema da moral se resolverá “sozinho”. Será possível uma Super-Grécia? Sombrio é meu umbigo! “são precisamente as pessoas que levaram mais longe a santidade as que se censuram da pior pecaminosidade.” “Matar o próprio pai ou abster-se de matá-lo não é, realmente, a coisa decisiva. Em ambos os casos, todos estão fadados a sentir culpa” “no fundo, o sentimento de culpa nada mais é do que uma variedade topográfica da ansiedade” D) OUTROS ESCRITOS: 205: “Os Irmãos Karamazovi são o mais grandioso romance jamais escrito; quanto ao episódio do Grande Inquisidor, um dos pontos culminantes da literatura mundial, dificilmente qualquer valorização será suficiente.” “D. jogou fora a oportunidade de se tornar mestre e libertador da humanidade e se uniu a seus carcereiros.” 209: assustadora semelhança com meu quadro. A epilepsia/neurose “voluntária” ou auto-induzida. “Mesmo o Destino, em última instância, não passa de uma projeção tardia do pai.” “na aura da crise epiléptica, um momento de felicidade suprema é experimentado.” “irritabilidade e depressão após uma crise” Ele também queria matar o pai. “Na verdade a paixão pelo jogo constitui um equivalente da antiga compulsão a se masturbar.” 253: “No tipo erótico-obsessivo, (...) a dependência simultânea de objetos humanos contemporâneos e de resíduos dos pais, educadores e exemplos é levada a seu mais alto grau.” “Parece fácil inferir que, quando pessoas do tipo erótico caem doentes, elas desenvolverão histerias” Ao contrário dos fuxicos, vejo Freud como sumamente modesto. E esses documentários... só prestam desserviços. 260: nem toda mulher sonha com o pai! “Complexo mais complexo” (“fase pré-edipiana”) – Sabrina, Michelle e Luisa – podem ter se mortificado, se apenado, pela morte precoce da mãe, nutrindo identificação por ela. Freud recusa o termo Electra (jungiano). 262: vagina (tubo virgem imaculado) =/= clitóris – membrana externa. “As meninas geralmente descobrem por si próprias sua atividade fálica característica, a masturbação do clitóris.”
Escrito por a mosca filosófica às 01:30
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A INTERPRETAÇÃO DOS SONHOS
27/10/10-18/11/10 16: “este livro (...) foi, como verifiquei, parte de minha própria auto-análise, minha reação à morte de meu pai – isto é, ao evento mais importante, à perda mais pungente da vida de um homem.” 30: Fichte – “natureza autocurativa do espírito” “Vaschide observa que muitas vezes se notou que nos sonhos as pessoas falam línguas estrangeiras com mais fluência e correção do que na vida de vigília.” A riqueza da linguagem que se “perde” na vida consciente. “sonho hipermnésico” – resgate de coisas improváveis! Sonhar com músicas inteiramente novas. Com vídeos pornôs. Com “fases”... Muitas vezes para recordar a origem de uma representação, é necessário viajar de volta a alguma paisagem. “após a morte de um ente querido, as pessoas em geral não sonham com ele logo de início, enquanto se acham dominadas pela dor.” [grifo meu] Havelock Ellis, 41: “walking life”, i. e., “vida de vigília”. “nada que tenhamos possuído mentalmente uma vez pode se perder inteiramente” Scholz DIC: jour – luz. abat|jour “[Para dormir,] fechamos nossos canais sensoriais mais importantes, os olhos” “Por movimentos involuntários durante o sono podemos descobrir alguma parte do corpo e expô-lo a sensações de frio, ou provocar sensações de pressão ou contato, devido a mudanças de posição.” “É possível que sejamos picados por um mosquito” “o ranger de uma porta pode produzir um sonho com ladrões.” “Se os lençóis da cama caírem durante a noite, talvez sonhemos que estamos andando nus de um lado para outro ou então caindo na água.” – qual a relação entre líquidos em geral e retenção da urina? “Se estivermos atravessados na cama e com os pés fora da beirada, talvez sonhemos que estamos à beira de um tremendo precipício ou caindo de um penhasco” janela... “Acúmulos de sêmen provocam sonhos lascivos [*], e dores locais produzem imagens de maus-tratos, agressões ou ferimentos...” [*] mas parece que quanto mais bato, mais sonho com mulheres. Superprodução? Viver quase em função disso... Cuecas manchadas. E as mulheres, onde está sua lascívia? Hildebrandt, 49: “Em minha juventude eu costumava usar um despertador para me levantar regularmente, numa determinada hora. Por centenas de vezes deve ter acontecido de o ruído produzido por esse instrumento se enquadrar num sonho aparentemente longo e interligado, como se todo ele estivesse levando àquele fato único e tivesse alcançado seu fim precípuo no que era um clímax logicamente indispensável.” Imagine o número de sonhos de Carlos que remetem à ditadura e dos revolucionários franceses do século XVIII... “O intérprete de um sonho não deve dar asas à própria engenhosidade e desprezar as associações do sonhador.” “excitações subjetivas da retina” 54: “Maury verificou que, quando lhe acontecia acordar mais uma vez após um intervalo muito prolongado, ele conseguia detectar em seu sonho as mesmas imagens que lhe haviam flutuado diante dos olhos como alucinações hipnagógicas antes de adormecer.” “Um escritor tão remoto quanto Aristóteles já considerava perfeitamente possível que os primórdios de uma doença se fizessem sentir nos sonhos antes que se pudesse observar qualquer aspecto dela na vida de vigília, graças ao efeito amplificador produzido nas impressões pelos sonhos.” “A freqüência dos sonhos de angústia em caso de doenças do coração e dos pulmões é geralmente admitida.” “No caso de distúrbios digestivos, os sonhos contêm idéias relacionadas com o prazer ou a repulsa na alimentação.” 59: Schopenhauer e a verdadeira gênese do sonho. Sonhos típicos: “cair de grandes alturas”, “dentes que caem”, “voar”... “muitas vezes sabemos que sonhamos, sem saber o que sonhamos” “Por outro lado, ocorre que às vezes os sonhos mostram extraordinária persistência na memória.” 67: “Os sonhos cedem ante as impressões e um novo dia da mesma forma que o brilho das estrelas cede à luz do sol.” “a maioria das pessoas tem muito pouco interesse em seus sonhos.” Férias, o oásis dos sonhos! “quando um sonho parece ter sido esquecido pela manhã, ainda assim pode ser recordado no decorrer do dia, caso seu conteúdo, embora esquecido, seja evocado por alguma percepção casual.” “podemos muito bem duvidar se nossa lembrança do que resta deles não será falseada.” Jessen: “Mesmo o maior amante da verdade dificilmente consegue relatar um sonho digno de nota sem alguns acréscimos ou retoques.” Egger: “tornamo-nos artistas sem nos apercebermos disso, e o relato periodicamente repetido impõe-se à crença de seu autor, que de boa-fé o apresenta como fato autêntico, devidamente estabelecido segundo métodos adequados.” “com a aproximação do sono é possível observar como, à medida que as atividades voluntárias se tornam mais difíceis, surgem representações involuntárias, que se enquadram todas na categoria de imagens.” E quando filosofamos com conceitos e tudo dentro do sonho? Balbuciamos semi-incoerências alfabéticas, na verdade. É nosso bibliotecário-indexador em ação. “Os sonhos, portanto, pensam predominantemente por meio de imagens visuais – mas não exclusivamente.” [itálico meu] “pensamentos” “resíduos de representações verbais” “os sonhos alucinam” “parecemos não pensar, mas ter uma experiência” Haffner: “nossos poderes de julgamento e de vontade de modo algum se alteram no sono. (...) Mesmo em seus sonhos o homem não pode violar as leis do pensamento como tais (...) Da mesma forma, nos sonhos ele só pode desejar o que considera como um bem (sub ratione boni).” Burdach: “Se não pudéssemos ouvir nem sentir enquanto estamos efetivamente adormecidos, mas só depois de acordarmos, seria inteiramente impossível despertarmos” “Quem quer que se comportasse, quando acordado, da maneira peculiar às situações dos sonhos, seria considerado louco. Quem quer que falasse, quando acordado, da maneira como as pessoas falam nos sonhos, ou descrevesse o tipo de coisas que acontecem nos sonhos, dar-nos-ia a impressão de ser apalermado ou débil mental.”
Escrito por a mosca filosófica às 18:50
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77: “Segundo Spitta, Hegel afirma que os sonhos são destituídos de qualquer coerência objetiva e razoável.” Hildebrandt: “não ficamos nem um pouco surpresos quando um cão cita um verso de um poema” Radestock: “os sonhos se dissolvem num louco redemoinho de confusão caleidoscópica” “O sonhador é um ator” Delboeuf 84: Hildebrandt – “Há nos sonhos uma encantadora poesia, uma alegoria arguta, um humor incomparável, uma rara ironia. (...) Retrata a beleza terrena ante nossos olhos num esplendor verdadeiramente celestial (...) mostra-nos nossos temores cotidianos da mais aterradora forma (...) não podemos deixar de sentir que jamais em nossa vida o mundo real nos ofereceu algo que lhe fosse equivalente.” “Relatos de numerosos casos, bem como a coletânea de exemplos feitos por Chabaneix (1897), parecem tornar indiscutível o fato de que os sonhos são capazes de dar prosseguimento ao trabalho intelectual diurno e levá-lo a conclusões que não foram alcançadas durante o dia, e que podem resolver dúvidas e problemas e constituir a fonte de uma nova inspiração para os poetas e compositores musicais.” 88: “Schopenhauer (...) sustenta que qualquer pessoa que apareça num sonho age e fala em completo acordo com seu caráter.” “eu nem sonharia em fazer tal coisa” “dize-me com que sonhas...” “Eu?! Jamais!” E agora, bom cristão? “Todo aquele que odeia seu irmão é um assassino.” Com efeito, alguns defendem que no reino dos sonhos se encontra o “x”, isto é, nosso autêntico eu. Não fosse assim, como explicar que jamais tive pendores homossexuais nessas noites, e quando assassinei (Max Cavalera, cães) me acometi de uma culpa terrível? Lá no fundo, incesto não é (foi) crime – velho papo dos justificados crimes de paixão. (contribuição de Scholz) Hildebrandt, sempre ele: “o imperativo categórico de Kant é um companheiro que nos segue tão de perto que não nos podemos ver livres dele nem sequer no sono.” 91: Santo Ofício da Inquisição – “Se alguém disser heresias durante um sonho, os inquisidores deverão ocupar-se de investigar sua forma de vida, pois o que ocupa um homem durante o dia está fadado a retornar em seu sono.” A faceta Ranna: sonhos repetidos e diretrizes éticas – medidas assépticas (reconciliação espiritual) – a se tomar. “Quem avisa amigo é” “paixões antigas e soterradas revivem” Benini Eu me auto-destruiria apenas a fim de que um dos meus textos deixasse de ser censurado. Se nosso eu sonhado fosse o homem bom de Rousseau, que homem “bom”! Bem como os homens primitivos, que avançavam 5 kilômetros ao ano nas florestas e desertos, nós, os mestres na tabuada da moral devemos ir aos pouquinhos, porque qualquer sprint descabido é pior do que voltar a alojar a cabeça sob as telhas precárias e quebradiças da moral antiga. Minha vida servindo de exemplo, mínimo que seja... Terei “anos dioguiais” pela frente? [virtù desligada] Se minhas falas fossem gente, teria dó da multidão atropelada. Por outro lado, teríamos alguns condenados à cadeira elétrica. 99: O Mal-estar na Cultura (Freud e “Fausto”) “como poderiam os dez dedos de alguém que não soubesse música produzir uma peça musical?” A teoria de Robert: “Um homem privado da capacidade de sonhar ficaria, com o correr do tempo, mentalmente transtornado, pois uma grande massa de pensamentos incompletos e não elaborados e de impressões superficiais se acumularia em seu cérebro e, por seu grande volume, estaria fadada a sufocar os pensamentos que deveriam ser assimilados em sua memória como conjuntos completos.” Seguranças ou garis da mente. Yves Delage: “Quando estavam profundamente apaixonados, quase nunca sonhavam um com o outro antes do casamento ou durante a lua-de-mel; e se tinham sonhos eróticos era para serem infiéis com alguém que lhes fosse indiferente ou odioso.” DIC: souvenir – lembrança Rica gleba de autores! Anatole France: “O sonho é, muitas vezes, (...) a reprimenda dos seres abandonados.” O poeta Novalis: “Sem sonhos por certo envelheceríamos mais cedo”. “por exemplo, no caso de estímulos dolorosos, o sonhador poderá empenhar-se numa luta desesperada com cães ferozes” 111: “Kant escreve em algum ponto de sua obra: ‘O louco é um sonhador acordado’.” “Schopenhauer chama os sonhos de loucura breve e, à loucura, de sonho longo.” Febres e “lembranças do passado remoto”. “o intérprete de maior êxito é o homem que consegue identificar a verdade a partir da imagem deformada.” Oniromante. Duas letras iniciais de uma palavra podem explicar muitas das aparições oníricas; um livro ou dicionário dos sonhos que fixe a conotação de alguns verbetes só tem chance de ser algo válido se for integralmente em Português, isto é, não-resultante de tradução ou algo do gênero. Quanto ao sonhador, penso no poliglota: são maiores as possibilidades de exegese e de equívocos! 121: Josef Breuer 122: o divã; reflexão (crítica) x auto-observação TENSÃO RELAXAMENTO/CRIAÇÃO Poetas: o tipo perfeito de paciente para o método de associação livre! Schiller: “creio que onde existe uma mente criativa, a razão relaxa sua vigilância sobre seus portais (...) Vocês se queixam de sua improdutividade porque rejeitam cedo demais e discriminam com excessivo rigor.” “Se houvesse na ciência algo como o direito à retaliação, por certo eu estaria justificado, por minha parte, em desprezar a literatura editada desde a publicação deste livro.” 125: “dá-se que sou levado a meus próprios sonhos, que oferecem um material abundante e conveniente, oriundo de uma pessoa mais ou menos normal e relacionado com múltiplas circunstâncias da vida cotidiana.” “Provavelmente, fui sensato em não depositar demasiada fé na descrição de meus leitores.” 131: Freud e a cocaína – “Nessa época, eu vinha fazendo uso freqüente da cocaína para reduzir algumas incômodas inchações nasais, e ficara sabendo, alguns dias antes, que uma de minhas pacientes, que seguira meu exemplo, desenvolvera uma extensa necrose da membrana mucosa nasal. Eu fora o primeiro a recomendar o emprego da cocaína, em 1885, e essa recomendação trouxera sérias recriminações contra mim. O uso indevido dessa droga havia apressado a morte de um grande amigo meu. Isso ocorrera antes de 1895.” DIC: escanhoado – barbeado; raspado. 133: “Apesar de estar vestida. (...) E francamente não senti nenhum desejo de penetrar mais a fundo nesse ponto.” “Essas injeções me fizeram recordar mais uma vez meu infeliz amigo que se envenenara com cocaína. Eu o havia aconselhado a só usar a droga por via oral, enquanto a morfina era retirada; mas ele de imediato se aplicara injeções de cocaína.” 135: Otto, com amigos como Freud, não precisa de detratores. “Minha paciente, Irma, era uma jovem viúva (...) sua viuvez, cuja alteração muito alegraria os amigos dela.” Relato de sonho clínico desagradável para os hipocondríacos! Cocaína, parte III, como que esclarecendo minhas dúvidas em relação ao modo de consumo da coca no século XIX, durante a segunda aula de Sociologia do Conhecimento: “Como já tive ocasião de dizer, eu nunca havia considerado a idéia de que a droga fosse ministrada por injeções.”
Escrito por a mosca filosófica às 18:49
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Frase por frase do sonho... Ô, sonho! “O sonhar toma o lugar da ação” – fumar, beber, mijar, comer, trepar, e mesmo dar uma bronca no Diogo na frente dos meus pais. Nadar, jogar futebol, lutar, “sonhos simples e curtos”. Falar com pessoas com quem já deixei de falar há muito tempo. E sobretudo JOGAR, me aventurar. 143: “Tendo adquirido, desde quando consigo recordar, o hábito de trabalhar até altas horas da noite, sempre tive dificuldade de acordar cedo.” 148: a velhice e a retomada dos sonhos bobos e diretos da infância. 149: Jung “Eu mesmo não sei com que sonham os animais.” Coaduna perfeitamente: imagens sem conceito. Mas qual seria sua função? “‘os porcos sonham com bolotas e os gansos, com milho.’ Diz um provérbio judaico” Scherner: sonhos de temperamento, de desejo erótico e de mau humor. 153: “Edward Von Hartmann, o filósofo do pessimismo.” 156: professor vienense equiparado a um semideus. “Meu pai, cujos cabelos se embranqueceram de tristeza em poucos dias” Na Europa, multam ciclistas imprudentes que atropelam crianças. “sonhos hipócritas” – “vi-me perturbado, por várias noites em estreita sucessão, por um sonho algo confuso que tinha como tema a reconciliação com um amigo que eu deixara de lado muitos anos antes. Na quarta ou quinta ocasião, consegui finalmente compreender o sentido do sonho. Era uma incitação para que eu abandonasse meus últimos resquícios de consideração pela pessoa em causa e me libertasse dela por completo, e que fora hipocritamente disfarçada em seu oposto.” Freud não trata homens? DIC: Büchse – boceta “ ‘Então o senhor não pratica o coito normal?’ ‘Tomo a precaução de retirar antes da ejaculação.’ ” 174: a eterna discussão de se/quando abortar é crime. 175: passei por isso há vários – QUATRO?! – anos! “Uma das duas forças propulsoras que levam a esses [*] sonhos é o desejo de que eu esteja errado [* - de contradesejo]. Tais sonhos aparecem regularmente no curso de meus tratamentos quando um paciente se encontra num estado de resistência a mim; e posso contar como quase certo provocar um deles depois de explicar a um paciente pela primeira vez minha teoria de que os sonhos são realizações de desejos. A rigor, é de se esperar que a mesma coisa aconteça com alguns dos leitores dessa obra: eles estarão inteiramente dispostos a ter um de seus desejos frustrados num sonho caso isso sirva para confirmar que eu estou errado.” “os sonhos de angústia são sonhos de conteúdo sexual cuja respectiva libido se transformou em angústia.” 178: Freud sobre sua alcunha de “tarado”. 185-6: a polêmica dos resíduos que são o substrato do sonho – ciclos de 23-27 dias (Fliess) X “dia anterior” (Freud). Parece haver uma sobreposição. O segundo autor diz ter se lembrado de algo que o remeteu a elementos que tinha vivenciado quase 1 mês antes. Ora, nem por isso Fliess estava equivocado: pode haver uma predeterminação de recorrência mental do tema, ciclos inescapáveis dos quais somos meras “vítimas”. Como se fosse absolutamente certo, então, que daqui a mais de 20 dias ocorrerá um evento que me fará lembrar do que vivi hoje. Digamos: sair com a Sabrina. Estarei fadado a sonhar com ela perto do fim de novembro. Tentativa de resgate, pela data do sonho: colégio militar – gisno – ofício de professor – dia 4/11 – aulas no JK – 20 a 27/10 – não bate... porém bateria com a véspera, período de forte expectativa. Enfim, discussão improfícua! Devo passar a anotar também as datas dos sonhos. {Lembrar uma música na vida consciente: funciona igual?} 187: “Os sonhos podem selecionar seu material de qualquer parte da vida do sonhador, contanto que haja uma linha de pensamento ligando a experiência do dia do sonho (as impressões “recentes”) com as mais antigas.” E Freud mesmo lembrou dos sonhos... (consultar G-mails para algumas aspas e interpretações de sonho – Natália Honorato) 188: “eu realmente havia escrito algo, uma monografia sobre uma planta, a saber, uma dissertação sobre a coca que atraíra a atenção de Karl Koller para as propriedades anestésicas da cocaína. Eu mesmo havia indicado essa aplicação do alcalóide em meu artigo publicado, mas não fora suficientemente rigoroso para levar o assunto adiante.” “O reino dos chistes não conhece fronteiras.” 195: por estas palavras, um sonho lúcido seria a maior contradição do aparelho nervoso. Saulo e Luan: uma dupla que me produz azia. Weber catexis volta antiga tábua coragem assumir erros pecado calota polar e humanidade! Limite bebedeira ácido lisérgico travado Pink Floyd áudio? auge interrompido porões da consciência esgoto submundo catraca túnel de minhoca zarpar iscas piscinas transbordantes gotas de gelo e a dor ingente de dente sufocado grito de gol malandro o monge sem alça essência do cigarro e da mulher é o sorriso perdido na esquina preta e vomitada das vaidades mais intra-uterinas e gemidas capengas remendos de remédios para a alma deflorada em tenra idade, como pode ser possível? Miolo quente e vermelho da existência. Ela não tem fundamento! niilismo nos outros mecanismo de defesa, de supetão e de supres[s]a[o], à mesa. Estar mutilado. Jaz ao meu lado o meu coração. Rotina cretina a mina crepita no caldeirão do inferno... 198: os experimentos de Pötzl aparentemente me sanam uma antiga dúvida – se eu ler um texto em voz alta sem prestar atenção no conteúdo, provavelmente ele foi captado, pois tem aval para aparecer no sonho dessa noite; já o significante, ou seja, o percebido pela consciência, não. “Nada que tenha realmente continuado a ser irrelevante pode ser reproduzido num sonho [a longo prazo].” A criança não sabe o que é sexo, como poderia sonhar que come a mãe? “Os sonhos aparentemente inocentes revelam ser justamente o inverso quando nos damos ao trabalho de analisá-los. São, se é que posso dizê-lo, lobos na pele do cordeiro.” 200: “Quando alguma coisa num sonho tem o caráter de discurso direito, isto é, quando é dita ou ouvida e não simplesmente pensada (...), então isso provém de algo realmente falado, na vida de vigília” “ ‘Du hast deine Fleischbank offen’ (‘seu açougue está aberto’): gíria vienense correspondente a ‘sua braguilha está aberta’.” 202: “Se alguém tiver a curiosidade de saber, posso acrescentar que o sonho ocultava uma fantasia de eu me comportar de maneira imprópria e sexualmente provocante e de a paciente erguer uma defesa contra minha conduta.” “preservativo rasgado” – naquela época? “Uma vela é um objeto que pode excitar os órgãos genitais femininos e, quando está quebrada, de modo a não poder ficar de pé adequadamente, significa que o homem é impotente.” 212: a neurose freudiana de não conseguir pisar em Roma: relação com seu status de judeu. 214: o erro (?) dos psicólogos de atribuir à infância toda a importância da vida adulta. A criança como a totalidade do ser – o adulto como reflexo. “Todas essas correrias inocentes com as amiguinhas foram lembradas porque tomavam o lugar de outras, menos inocentes.” “Quando uma mulher sonha que está caindo, isso tem quase invariavelmente uma conotação sexual” 219: fica parecendo que toda empregada doméstica já deu em serviço. Sonhos de neuróticos x sonhos de “normais”: não seria Freud um neurótico?
Escrito por a mosca filosófica às 18:48
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“estalajadeiro” 222: me fez lembrar do efeito da maconha no meu 1º Marreco’s: casacos-fractais, ou sua reposição ilimitada. Trocadilhos e traumas com nomes próprios (223). “lição de carpe diem” – expressão oriunda de Horácio. DIC: Nichts: nada. É inevitável: Frederico Nada. Adler: águia. Affe: macaco. Quando fazemos um plano no sonho e fingimos não saber dele. “Dissimulação” do eu. 229: O Germinal 231: Rebelais “a megalomania da infância”: “Também já tomamos conhecimento (...) da íntima relação entre o urinar na cama e o traço de caráter da ambição.” – a promessa dos 6 para os 7 anos. 232: primeiros sinais do Complexo de Édipo 233: Lucrecia Bórgia (?) 245: bilhete e riso num sonho Estímulos externos e o “controle do sonho” (Vanilla Sky): “Não! Continue a dormir! Não há necessidade de acordar.” (246) “um sobrinho meu, um ano mais velho” “Todos os sonhos são, num certo sentido, sonhos de conveniência; servem à finalidade de prolongar o sono, em vez de acordar.” Sonho mal-sucedido: aquele que o faz acordar (pesadelo stricto sensu) – um sonho sonhado plenamente, por mais desagradável que soe à consciência crítica póstuma, não é um pesadelo, embora digamos: “tive um pesadelo!”. 253: acordando pra bater aquela punheta; a paralisia corporal no sonho (DIMITRI & O BILHETE – casa/calor maldito de Souza e a filhinha super-estranha do casal?). Quem sobe ou desce escadas de dois em dois, ou de três em três? Parece não haver correlação entre a potencial flexibilidade muscular real do sonhador e seu eu-no-sonho. Ex: posso estar de pés amarrados e voar para a Lua ou chutar um inimigo; ou me encontrar livre e frouxo e sonhar que estou em uma cadeira de rodas. Freud relata um sonho seu que abrangia os dois extremos num hiato de segundos. Sonhos de nudez íntegra ou parcial: “As pessoas em cuja presença o sonhador sente vergonha são quase sempre estranhos de traços imprecisos.” Churrasco das Ciências Sociais, blusa social azul-e-branca, sem nenhum outro tipo de veste. Garotas, misto de veteranas e calouras. Sento-me e disfarço. “No sonho típico nunca se dá o caso de a roupa que causa tanto embaraço suscitar objeções ou sequer ser percebida pelos espectadores.” “as duas partes do sonho ficam, conseqüentemente, em desarmonia uma com a outra.” 258 – rei está nu. “Somente na nossa infância é que somos vistos em trajes inadequados, tanto por membros de nossa família como por estranhos” “É difícil passarmos por um vilarejo do interior neste lado do mundo sem encontrarmos uma criança de dois ou três anos que levante a camisinha diante de nós, talvez em nossa homenagem.” “O núcleo de um sonho de exibição situa-se na figura do próprio sonhador (não como era em criança, mas tal como aparece no presente) e em seu traje inadequado (que emerge indistintamente, seja em virtude de camadas superpostas de inúmeras lembranças posteriores de estar desalinhado, seja como decorrência da censura).” Mas aqui eu me lembro muito bem do que usava: era uma camisa social, que inclusive ficava larga demais em mim, e estava inteiramente desabotoada – embora esse traje a rigor nada tivesse a ver com o ambiente, um clube! Esse ambiente de piscina e churrasqueira só podia ser o escolhido, rememorando as vezes em que estive mais perto, de novo, de me mostrar nu e sem constrangimento. (08/11) ~Thomas: sonho do dia seguinte – jogo Star Fox e tenho medo da casa ser roubada. ~Gregório: “Olha o CEUB só de sunguinha!”. “Acrescentam-se a isso as ifugras das pessoas em cuja presença o sonhador se sente envergonhado.” – meus contemporâneos e não-íntimos (leia-se: amigos de infância, se bem que teria constrangimento da galera do Aloísio), já que de velhos (Vera, Nilson) ou de muito novos é impossível sentir o mesmo. Antecipando O FUTURO DE UMA ILUSÃO: “e o próprio Paraíso nada mais é do que uma fantasia grupal da infância do indivíduo.” Desse ponto de vista, realmente: Adão e Eva, o protótipo de qualquer ocidentalizado. Já desejei que por mais que me excitasse meu pau permanecesse invariavelmente mole. Para poder brincar com ele eternamente. Paradoxo. 261: Homero. “Não há dúvida de que os vínculos entre nossos sonhos típicos, os contos de fada e o material de outros tipos de literatura criativa não são poucos nem acidentais.” 263: sonho que meu pai morre na chácara. “essa morte foi desejada numa ou noutra ocasião durante a infância do sonhador.” 264: brigas entre irmãos “O medo da morte não tem nenhum sentido para uma criança” 270: (Cronos, Urano e Zeus) “Quanto mais irrestrita era a autoridade paterna na família antiga, mais precisava o filho, como seu sucessor predestinado, descobrir-se na posição de inimigo, e mais impaciente devia ficar para tornar-se chefe, ele próprio, através da morte do pai. Mesmo em nossas famílias de classe média [e sobretudo, diria Dostoievsky, pelo doloroso contraste!], os pais se inclinam, em regra,a recusar a seus filhos a independência e os meios necessários para obtê-la, fomentando assim o crescimento do germe de hostilidade que é inerente à relação entre eles.” “Em nossa sociedade de hoje, os pais tendem a se agarrar desesperadamente ao que resta de uma potestas patris familias agora tristemente antiquada” “Luke, I am your father!” “uma predileção natural costuma fazer com que o homem tenda a mimar excessivamente suas filhinhas, enquanto sua mulher toma o partido dos filhos homens, muito embora os dois, quando seu julgamento não é perturbado pela magia do sexo, mantenham uma rigorosa fiscalização sobre a educação dos filhos. A criança está perfeitamente ciente dessa parcialidade e volta-se contra aquele de seus pais que se opõe a demonstrá-la.” Seria uma peculiaridade brasileira ou de sociedades despóticas (partindo em primeiro lugar do chefe que prima por ser eterno e não deixar decair seu clã) a vontade manifesta do pai ter um herdeiro homem? 275: aparece o nome de Édipo-Rei. Laio, rei de Tebas, era incomensuravelmente mais burro que Cronos. Tragédias clássicas x modernas. 277: minha posição – simbolismo – amor e devoção à terra e desafio àquilo que nos limita. Freud pensa que “comer a mãe” é conteúdo tanto manifesto quanto latente. Em verdade tem tudo para ser tão-somente manifesto e estar-se censurando qualquer outra coisa mais profunda, mais grave, mais relevante. Estranho basear-se numa EXCEÇÃO à complexidade maquiadora dos sonhos para respaldar todo o sistema interpretativo do significado oculto dos sonhos! Jocasta: “Muito homem desde outrora em sonhos tem deitado / Com aquela que o gerou. Menos se aborrece / Quem com tais presságios sua alma não perturba.” “Segundo a visão que se originou em Goethe e é ainda hoje predominante, Hamlet representa o tipo de homem cujo poder de ação direta é paralisado por um desenvolvimento excessivo do intelecto.” “neurastênico” “súbito rompante de cólera” “traduz...” 279: Georg Brandes (1896) Freud inteligentemente insere sua calamitosa revolução-mor num item denominado “Sonhos sobre a morte de pessoas queridas”: sub-repticiamente ele muda o enfoque – ou tergiversa, alegando que é o mesmo enfoque ou que está contido no primordial – para “sonhos em que faço sexo com minha mãe”, só que dentro do mesmo subtítulo de pessoas queridas, evitando o maior choque ou os mais luminosos holofotes. Existem famílias muito mais avançadas do que a minha: poderiam conversar gargalhando na sala-de-estar sobre estas coisas. “se experimentam sentimentos dolorosos nos sonhos” é o álibi freudiano – como no sonho apenas semi-censurado do homem nu, além de não se acordar por angústia, necessariamente. 282: Otto, o “amigo” mais menoscabado por Freud [como dito acima, p. 135]. 285: “balanços” “gangorras” “circo”. Cair nos sonhos, Juliana F5, seria muito mais bem explicado pelo fato de terem brincado muito com você quando era bebê-de-colo. 288 – até nisso: “Wilhelm Stekev, que propôs a 1ª interpretação dos sonhos com o vestibular, era de opinião que eles estavam regularmente relacionados com provas sexuais e com a maturidade sexual. Minha experiência tem muitas vezes confirmado seu ponto de vista.” eis algo que não se traduz em nossa cultura. “Se um sonho for escrito, talvez ocupe meia página. A análise que expõe os pensamentos oníricos subjacentes a ele poderá ocupar seis, oito ou doze vezes mais espaço.” 297: contraste, dificuldade progressiva: carregando o bebê. 300: “a ama-de-leite, carregando o peso do bebê em seus braços.” – Ikki é o irmão mais velho – no caso, sou eu, o caçula, que tenho que carregar todo o peso nas costas. Ou não terei mais?
Escrito por a mosca filosófica às 18:47
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A crueldade infantil gratuita aos animais se torna compaixão. Senso de responsabilidade e limpeza do sangue da tartaruga debaixo da cama. Madrugada sofrida e sangrenta. A agressiva e a tímida. A prisão claustrofóbica na gaveta. Arranhadas, quedas e encolhidas. Descascadas, cagadas e comidas. Canto preferido, cabeça encostada. Não à toa, a morte de um cão afeta a libido feminina. Nem todo sofrimento se torna poesia. Por mais que sejam sedutores os encantos, melhor é confinar-me ao mosteiro... Nem que esse mosteiro possua mil janelas: pelo menos ele não me deixa misturar-me. Alguns têm de viajar para saber o que outros já inferem via meditação ou através de um olhar. Estava aqui lembrando de uma brincadeira de infância em que arrastava colchões pela casa como se fossem navios. Tudo vai bem até que chegue um adulto – a Stock Car nunca terminada – 41 de 45 etapas. OS ARGONAUTAS DO 507. Como é bobo o advogado, entretido em seus papéis! Não está desconfiado, nem de uma desventura, nem de dez. “os mais divertidos e curiosos neologismos” Maconha: palavra indistinta, três ou quatro, sílabas que (acho que) combinam: life/lava/save/safe/(meter?)/giver/keeper/imagem dum dinossauro suspenso sobre um vulcão – videogame – fundamento trocista do real. bola de fogo, donkey kong 2, Mario 1... yoshi... 2D... DIC: Mannstoll – ninfomaníaca Toll – louco Mann – homem O caráter de comediante compulsório desempenhado pelo sonho, mesmo nas personalidades mais graves e circunspectas. Diz o Wikipédia que Lassalle fora morto por sua ex-noiva num duelo! Eram possíveis embates físicos de honra entre os sexos? Maricas?! Pouco depois compreendi, pela nota de rodapé do próprio Freud: ela foi o motivo, não a duelista. A invenção do nome do protagonista em romance de Zola: “se escrevermos Zola de trás para a frente (o tipo de coisa que as crianças tanto gostam de fazer)”. Sonho em que exponho os problemas de fins-de-semana com o Diogo (315): “Não faz muito tempo, encontrei uma única exceção a essa regra[*] no caso de um rapaz que sofria de obsessões, ao mesmo tempo que mantinha intactos seus dons intelectuais altamente desenvolvidos. As palavras expressas que corriam em seus sonhos não derivavam de observações que ele próprio tivesse feito ou ouvido. Continham o texto não-distorcido de suas idéias obsessivas, que, na vida de vigília, só alcançável sua consciência sob forma modificada.” [grifos todos meus] Maldita língua travada em público e cabeça perenemente afetada pelo sono! Tudo que eu não consigo dizer, que não tenho calma para dizer, estando AQUI. Essa paralisia hamletiana, que fica medindo as conseqüências ruins e procrastinando a hora de agir... S bem que, ilustrativamente, quando há a aexplosão consciente, ela é desmontada, ou porque é doentia, desvalorizada/menosprezada ou, por fim, porque não se reflete em mudanças no comportamento dos atores/antagonistas. É uma garantia de derrota. Porque é ousado demais, porque transgride limites, porque toca em problemas que nem sob última hipótese devem ser contemplados, sob pena de desmoronamento completo da moral-do-lar. “Quem manda aqui sou eu” “Suporte, como eu suportei!” [*] as falas ouvidas claramente no sonho são em geral tiradas da experiência vivida, intactas ou levemente embaralhadas. Apócrifo: “coisas que fossem mutuamente contraditórias não poderiam agrupar-se num todo único. (...) pois trata-se sempre do mesmo homem, esteja ele acordado ou sonhando.” Digam-me, afinal, antes que anoiteça: qual é o interesse em manter-me acordado até altas horas e em “me fazer” (como que por “mágica”) dormir mal? 322: “A análise de Otto Rank, ‘Ein Traun, der sich selbst deutet’ (‘Um sonho que interpreta a si mesmo’, 1910), merece menção como a interpretação mais completa, já publicada, de um sonho de considerável exntensão.” “Muitas vezes, é como se o mesmo material fosse representado nos dois sonhos a partir de diferentes pontos de vista. (Isso é certamente o que acontece quando uma série de sonhos durante uma noite termina numa emissão ou num orgasmo – uma série em que a necessidade somática encontra o caminho para uma expressão progressivamente mais clara.)” “a pessoa que, no sonho, sente uma emoção que eu mesmo experimento em meu sono é aquela que oculta meu ego.” “quando um sonho se recusa obstinadamente a revelar seu sentido, sempre vale a pena ver o efeito de inverter em particular alguns elementos de seu conteúdo manifesto” 338: a nitidez variável das impressões no onírico “O conteúdo de todos os sonhos que ocorrem na mesma noite faz parte do mesmo todo; o fato de estarem divididos em várias seções, bem como o agrupamento e número dessas seções – tudo isso tem sentido e pode ser encarado como uma informação proveniente dos pensamentos latentes do sonho.” 343: “o primeiro desses sonhos homólogos a ocorrer é muitas vezes o mais distorcido e tímido, ao passo que o seguinte será mais confiante e nítido.” Tudo sempre termina no jogo... “Nossa empregada, que era um gênio para guardar coisas” 346: “o enigma do ‘sonho dentro do sonho’” Última frase do 1º exemplar, talvez o que eu mais estivesse buscando: “Incluir algo num ‘sonho dentro do sonho’ equivale, assim, a desejar que a coisa descrita como sonho nunca tivesse acontecido [o “não” ou partícula eminentemente negativa do sonho de que fala Freud]. Em outras palavras, quando um evento específico é inserido num sonho como sonho pelo próprio trabalho do sonho, isso implica a mais firme confirmação da realidade do evento, sua afirmação mais forte. O trabalho do sonho se serve do sonhar como forma de repúdio, confirmando assim a descoberta de que os sonhos são realizações de desejos.” 374: “Encenava-se uma ópera de Wagner, que durara até quinze para as oito da manhã.” As imagens do sonho são para aliviar “a pressão psicológica causada pela constrição da ação de pensar”. Simbolismos genericamente aceitos: “todo portão representa um dos orifícios corporais (um ‘buraco’)”; cozinha: lugar que oculta o sexo. Livro de Salomão usado: guardaríamos reminiscências. “ ‘Mudar de casa’ pode ser facilmente substituído pela palavra ‘Ausziehen’ [que tanto significa ‘mudar de casa’ como ‘despir-se’], e portanto se relaciona com a questão da ‘roupa’. Quando há também um ascensor [inglês ‘lift’] ou elevador no sonho, isso nos faz lembrar o velho inglês ‘to lift’, como em ‘to lift one’s clothes’, i. e., suspender a roupa’.” Guarda-chuva se abrindo: ereção. Caixas, armários, fornos: ventre. Quarto: mulher. Portas no quarto: relação sexual com a mulher. Sonho em que me vejo numa casa enorme, praticamente um labirinto de cômodos – provavelmente a casa da Fátima do Guará. “Sonhar que se passa por uma série de cômodos representa um bordel ou um harém.” Imagina-se, já, então, a antítese lógica: casamento. Cortarem seu cabelo: castração, mas que difícil! Pisar numa mina – castração, blá, blá, blá... Heisenberg – doravante meu inconsciente promoverá mutações nas representações para confundir minha tarefa. Símbolos de época: o Rei era o pai; 385: “Goethe (...) aparece como um símbolo paterno em alguns sonhos”. “o padrão rítmico da cópula é reproduzido quando se sobe uma escada.” Descer ou tentar descer de uma fachada, cheio de angústia: tempos em que andar era difícil, e em que os móveis eram enormes. Colecionadores de gravatas retratados como maníacos. “Brincar com uma criancinha, bater nela, etc., muitas vezes representam a masturbação nos sonhos.” Se fôssemos levar Freud a sério, eu sou bicha porque não dirijo.
Escrito por a mosca filosófica às 18:47
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Quando se tem um dinheiro obtido pelo próprio suor, qual é o efeito sobre mim? Será que julgarei que mereço o deletei que ele me promete e encarno o típico gastador? Ou será que fecho a mão e valorizo essas notas sujas como nunca antes? [Os dois.] “Neutro” ou tanto faz? NADA DE LANCHES SUPÉRFLUOS! {Impulsos contraditórios} SIM, O PORRE SUPÉRFLUO! dor lombar bruno maurício matar Nós que temos os ovos, para não falar do pau, tortos! Se filhos são meu próprio pênis no sonho, o meu estava inchando, como uma elefantíase por eu jamais poder usar, estar-me procrastinando além-limites... Sempre longa essa criança... DIC: agorafobia – medo do público; e doença da galinha... Medo de atravessar, pânico de chegar ao outro lado... Um sonho com um grande buraco – 1º que lembro. “Ele interpretou prontamente o poço como uma vagina, tendo em conta o acolchoado macio de suas paredes.” 402: sonho de polução. A luta entre o dormir e o acordar – “é normal você acordar de repente com essa vontade, com ele assim?”. O mais cruel é dar em abundância e depois tirar – não, arrancar. E nada do que fizerdes servirá, não há restituição! Há algum motivo discernível para a piora da sua letra, seus mais constantes erros, essa coceira no olho e ter atropelado a margem (ops, de novo)? Sobre tocar um instrumento: “Cabe dizer que não há nenhum grupo de idéias que seja incapaz de representar fatos e desejos sexuais.” DIC: Hinterbacken – bochechas traseiras, i. e., nádegas Explicação do dente como estímulo sexual encobridor nos sonhos: dado que boca, nariz e mesmo o rosto como um todo remetem diretamente às zonas erógenas e a parte intra-labial NÃO, isto seria suficiente. Mas são brancos (em teoria, roçam sempre a língua [ou, pior, são roçados, posição passiva diante de uma mulher!...]...). Haha. Jung e os contos de fada: brotar “do nada”, nascer, crescer, apodrecer, morrer. Filhinhos... Mas por que não unhas? Porque é uma associação mais fraca – o bebê já nasce com unhas, e só eventualmente o ser humano perde uma ou outra. Esquecer objetos nos lugares. Sobre o sono amplificar sintomas que aumentarão na vida consciente até ser percebidos como doença: e se eu realmente sonhei mais com dentes quando pressentia a dor-de-dente? “As pessoas que têm sonhos freqüentes de estar nadando (...) foram (...) pessoas que urinavam na cama, e repetem em seus sonhos um prazer de que há muito aprenderam a se abster.” “sonhos (...) em que o sonhador (...) nada (...) relacionam-se com jogos que envolvem movimento, que são extraordinariamente atraentes para as crianças.” Brincadeiras com tios bobos, e. g. Nilson, Nilo! Não lembro se já copiei, sr. Homer Simpson, a passagem do primeiro livro, mas aqui vai: “As crianças adoram essas experiências e nunca se cansam de pedir que sejam repetidas, especialmente quando há nelas algo que cause um pequeno susto ou tonteira.” Fico pensando nas crianças proletárias européias que não tiveram infância. Ou melhor: nas pessoas que, justamente, jamais foram crianças. O maior crime. Não sou mais acrobata, não posso executar mortais embaixo d’água ou cambalhotas no pula-pula... Um lumpen no reino das brincadeiras! 428: “falos alados dos antigos” – camisinha red-bull caralho de asa é como meu pau de óculos Qual o conteúdo latente de sonhos manifestamente sexuais? Subir escadas? HAHAHAHA. Esse livro são grandes remendos de várias décadas de escritos, um tanto reiterantes e insistentes, a bem da verdade. Viela estreita: “a representação de uma tentativa de coitus a tergo (entre as duas imponentes nádegas do corpo feminino).” 431: o falso mutismo de Sabrina (embora não fale de Electra aqui): “os sonhos disfarçados de relações sexuais com a própria mãe são muitas vezes mais freqüentes do que os sonhos diretos.” Sonho “intra-uterino” (paredes vermelhas): “As ocorrências de ‘déja vù’ nos sonhos têm significado especial. Esses lugares são, invariavelmente, os órgãos genitais da mãe de quem sonha; não existe, de fato, nenhum outro lugar sobre o qual se possa asseverar com tal convicção que já se esteve lá antes.” Lacan apenas ecoa: “a crença na sobrevivência após a morte, o que simplesmente representa uma projeção no futuro desta estranha vida antes do nascimento.” “os ladrões representavam o pai do sujeito adormecido ao passo que os fantasmas correspondiam a figuras femininas de camisolas brancas.” Ninguém guarda fezes (!) ou unhas, talvez cabelo, mas por certo guardarão os dentes-de-leite das crias. Um livro/conto que começasse assim: “Meus óculos estão mais sujos que minha cueca depois da freada de caminhão que dei hoje no recreio.” Afogar o ganso: mais água, na língua portuguesa. 442: auto-erotismo. Pulsão anal. Nada nem ninguém, nenhuma vagina, pode me agradar. “Nos sonhos, a hora do dia muitas vezes representa a idade do sonhador em algum período especial de sua infância.” “Eram quinze e um” – Corinthians – “freguesia”? 2003 – fim do grande período – final sofrível do Paulista. “A velocidade do carro é então utilizada pelo paciente como uma oportunidade para dar vazão a comentários irônicos. – Se ‘o inconsciente’, como elemento dos pensamentos de vigília do sujeito, tiver de ser representado num sonho, poderá ser substituído com muita propriedade por regiões subterrâneas. (...) Os animais selvagens são empregados pelo trabalho do sonho, em geral, para representar os impulsos arrebatados de que o sonhador tem medo, quer sejam os seus próprios, quer os de outras pessoas. (...) Poder-se-ia dizer que os animais selvagens são empregados para representar a libido, uma força temida pelo ego e combatida por meio do recalque.” Além da justaposição dos nomes sob efeito de THC, há a numérica: que número era, afinal? Todos e nenhum! 452: quando inventamos a compreensão de uma letra de música 457: o sonho shakespeareano-romano de Freud 462: pessoas mortas nos sonhos – Ayrton, Marx... é, não conheço muitos defuntos a não ser por livros... Ninguém faz falta, o que faz falta é alguém. “Um sonho se torna absurdo, portanto, quando o julgamento de que algo ‘é absurdo’ figura entre os elementos incluídos nos pensamentos oníricos” Parecia a regra tratamentos esporádicos na psicologia; hoje, me soa como costume prolongar e rotinizar as consultas o máximo possível (terapia contínua), quase um programa inocente de bate-papo e evasão tal qual ir a um fast-food ou ao cinema com os amigos. “idade (...) não é defesa contra a loucura.” 478: é falso que a interpretação consciente enviesa o sonho pois injetaria juízos que “não estavam lá”, uma vez que “interpretação não-inconsciente” já é necessariamente um pleonasmo e se a presente torrente de idéias é a que chega para dar conta daquele “inefável imagético”, não é por acaso, pois esta é justamente a ponte, a lógica, na qual toda a vida mental é passível de ser erigida (a linguagem). Portanto, nonsense ou não, tal conteúdo é relevante para a análise. Melhor dito: é a própria análise, que é afinal o próprio sonho, única forma de tergiversar oniricamente fora do próprio sonho. “Se no decurso efetivo de um sonho ocorrido durante o tratamento psicanalítico, o sonhador diz consigo mesmo: ‘Preciso contar isso ao médico’, isso invariavelmente implica a presença de uma intensa resistência a confessar o sonho – que não raro é então esquecido.” “É fácil perceber como a megalomania suprimida dos pais se transfere, em seus pensamentos, para os filhos, e parece bastante provável que esteja seja uma das maneiras pela qual a supressão desse sentimento, que se faz necessária na vida real, é efetivada.” amadurecimento talvez dos que não tinham meios paralelos de serem mais maduros! A hora de passar o bastão. Também é interessante notar a seguinte característica: nós não ‘agimos’ no sonho, num presente, com livre-arbítrio [haha], nós apenas remontamos a, agimos como o espelho ou eco, enfim, reproduzimos, num bricolage, ações, pensamentos, qualidades desempenhadas no mundo de vigília. Se parecemos atingir umas “Eureka!” ou não sermos mais nós mesmos, isso é falso: esse descobrimento já estava embutido em nosso aparelho, bem como qualquer ‘nova’ atitude já havia sido tomada em outro quadro levemente alterado, ipsis literis. Sendo assim, essa “realização de desejo” de que fala Freud não é consumar – algo – ainda inconsumado, mas uma reiteração. Uma aventura paradoxalmente pré-programada. Pode soar decepcionante... Quando se chega às raias do despertar, ou da auto-consciência de que se está sonhando e de que tudo que o cerca não é mais que o absurdo, como recentemente me ocorreu, não é esse um insight que foge às normas do sonho, mas só o repeteco de um pensamento que certamente tive enquanto acordado, cuja linha era a seguinte: “ao dormir e reconhecer que a associação dos objetos nos arredores já não corresponde ao que seria esperável das leis do real, cheguei finalmente à situação do sonho lúcido e terei total liberdade, pois pensarei como aqui fora e estarei entocado, aprisionado no fantástico!”. Silogismo! Não poderei efetivá-lo, porque programo o que deveria fazer, mas não o cenário e os elementos, randômicos e imprevisíveis. Nunca se está vivendo a cena, ela “já foi feita”, é apenas um filme que passa, se se quiser dizer assim. Enfim, sonhos não são, a despeito das aparências, utopias. Melhor dizendo: panacéias, tratamentos, resorts, spas. São só o microcosmo mais satírico do meu eu-com-o-mundo. Sonho e merda e seu ponto em comum: através deles não se chega a nada novo.
Escrito por a mosca filosófica às 18:46
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A vida real é como o sonho, tirando-se que não há mais para onde acordar. Eu queria ter uma vagina, eu queria ser uma mulher. Esse é meu protesto quando as coisas andam difíceis – e pra realçar minha sensibilidade? Sou Dioniso quando caio do prédio. 491: “um ato de julgamento num sonho é apenas uma repetição de algum protótipo nos pensamentos oníricos.” – o que é o eterno retorno? O que direi sobre o Diogo, etc. Sonho dentro de um sonho: arrependimento quanto a tudo que fiz com a Mel; ou por tê-la conhecido. O título CANA NA CASA & O 6... é VERÍDICO e SÁBIO, posto que apesar de o sonho com o 6 vir antes eu de certa forma privilegiei, desde então, a importância do segundo. [o relato deste sonho encontra-se no blog. Basta googlar]. Loja de videogames antigos – com poucos jogos disponíveis; cidade desconhecida de veraneio, atendente parece aqueles motoqueiros, cara grande, careca e tatuado – ou de um bar do Velho Oeste! E quem é que estava lá antes de mim, como cliente? Túlio Brasil! A não-repugnância (indiferença) ao fazermos nojeiras nos sonhos ou freqüentarmos banheiros sujos. Vontade excretória sendo realizada. Sonho mais freqüente: Colégio Militar. Minha opinião é de que a chave para solucionar essa série está no futuro, não lá atrás. Conseguir o diploma da UnB e não vir a ser jubilado naquele QG é absolutamente tudo que me atormenta e – não sei se exagero – tive de passar e ainda passarei por provas-de-fogo dignas de uma monografia. Assumir uma turma sem me supervisionarem, receber meu 1º “ordenado”, encenar para a peça, imaginar encenações?, enjoar do estágio, enfrentar o colosso burocrático e a gentalha diante da qual por mágica dos invejosos finalmente sou pequeno... não ter amigos... Talvez tudo atrelado ao CMB não passe de um consolo ou um incentivo para não repetir o drama. Segundo Freud (p. 510), não foi por aguardar uma data marcante e simbólica que ele publicou IdS (finalizado em 1899) somente em 1900, mas porque se sentia constrangido dada a necessidade da auto-invasão/exposição pessoal abrangente que teve de promover. Problemas por nunca viver a formatura! escatofobia Sendo assim eu não estou pronto nem pra morrer... “todos aqueles que perdemos retornam!” “ter filhos não seria nosso único acesso à imortalidade?” (17/11/10) A morte do Seu João. Duramente espancado. E eu “já sabia do futuro” e apenas me desviava de seu corpo desfalecendo. Não sentia pavor; talvez ao contrário... 526: sonho parecido com meu Cana na Casa Só agora Freud trata do problema dos sonhos longos em cujo fim um estímulo externo aparentemente, ao mesmo tempo que acorda o sujeito, lhe empresta toda a coerência – como se o conteúdo prévio estivesse sendo formulado em função do ulterior despertar do relógio, num exemplo. A TV e sua sincronia entre o tempo real e o tempo sonhado refuta a resposta de Freud. Mas enfim, aqui está ela: hiper-condensação (530) – o sonho de 2min. Não posso negar que já vivi episódios assim: aula de FEB, penso que capoto profundamente... até babo! Sonho com a maldita elucidação de uma conspiração, personagens que parecem saídos de uma produção sci-fi de baixo orçamento me convencendo de que ali é o reino do verdadeiro, e não lá fora, aquele mundinho que eu conheço e venero, porém que não passa do mais forte dos ópios. Todos os seres humanos seriam mantidos prisioneiros e precisavam incondicionalmente da minha ajuda, eu não podia SONHAR em voltar... Ora, que filme é esse? Matrix. Quando se está muito sonolento: não conseguimos concatenar idéias, pensar em duas idéias ao mesmo tempo. Sobre a “redundância” do sonhar: “O fato de os sonhos se ocuparem de tentativas de solucionar os problemas com que se defronta nossa vida psíquica não é mais estranho do que o fato de que faça nossa vida de vigília consciente; afora isso, ele simplesmente nos diz que tal atividade também pode ser realizada no pré-consciente – e disso já sabíamos.” À guisa de melhor ilustrar essa compreensão, que tal pensarmos na esfera do sono e na de vigília como simétricas? Ou se se diz “vida” para nossos atos uma vez de pé, gregários, por que não imaginarmos analogamente “vida” como o dormir? E então, se só esse dormir fosse cônscio de si e o juízo que ele emite do estado acordado se tratasse de considerá-lo ABSURDO, e se ele fosse “contínuo” tanto quanto pensamos que no dia-a-dia o somos (mas qual! Somos apenas coleções de episódios.), destarte o sono estaria apto a escrever: A INTERPRETAÇÃO DOS (F)ATOS/PRÁTICAS/EVENTOS MOTORES. No fundo, o ângulo não importa. Ninguém está mais certo! E tal obra seria bastante durkheimiana. Com a ressalva, é claro, beirando o ingênuo, de que mal seria uma obra – seria um catálogo de Artes Plásticas! “transmutação de todos os valores psíquicos” 538 Sobre o que eu mesmo concluí acima (determinismo nos sonhos): “Por exemplo, posso tentar pensar arbitrariamente num número, mas isso é impossível: o número que me ocorre é inequívoca e necessariamente determinado por pensamentos que haja em mim, ainda que estejam distantes de minha intenção imediata.” Quem diz não se lembrar de seus sonhos ou de já ter ou não sonhado com casos típicos que são socialmente mal-vistos (cópula, masturbação) é apenas recalcado. Não há outra palavra. “Nem sempre se pode consumar a interpretação de um sonho de uma só vez. Depois de seguirmos uma cadeia de associações, não raro sentimos esgotada nossa capacidade; nada mais se pode saber do sonho nesse dia. O mais aconselhável, nesse caso, é interromper o trabalho e retomá-lo em outro dia: outra parte do conteúdo do sonho poderá então atrair nossa atenção e dar-nos acesso a outra camada dos pensamentos oníricos. Esse procedimento poderia ser descrito como interpretação ‘fracionada’ do sonho.” 555: Silberer e o cunho meta-sexual dos sonhos “o umbigo do sonho, o ponto onde ele mergulha no desconhecido.” “Du Prel refere-se ao fato de que, após tentarmos em vão relembrar um nome, é freqüente ele nos ressurgir de pronto na lembrança, sem qualquer aviso prévio. Disso ele conclui que ocorreu um pensamento inconsciente, mas provido de um objetivo, e que seu resultado penetrou subitamente na consciência.” 578: “imagem da infância filogenética (...) Podemos calcular quão apropriada é a asserção de Nie. de que, nos sonhos, ‘acha-se em ação alguma primitiva relíquia da humanidade que agora já mal podemos alcançar por via direta’.” DIC: símile – sinônimo “Problemas não resolvidos, preocupações martirizantes e o acúmulo excessivo de impressões, tudo isso transporta a atividade do pensamento para o sono e sustenta processos anímicos no sistema que denominamos pré-consciente.” 597: sonho, a porta de entrada da loucura Subvivendo no Inferno 605: “A experiência nos mostra que sonhar é compatível com dormir, mesmo que o sonho interrompa o sono diversas vezes durante a noite. Acorda-se por um instante e logo se volta a adormecer.” Eu sou difícil de pegar no tranco; em compensação, depois viro uma pedra. Ademais, pode-se prosseguir o mesmo sonho. Lembre-se: a condição ideal do sonho lúcido, do aparecimento do sexo explícito ou simplesmente onipotência e auto-consciência é que já se tenha tido outras “sessões” antes ou mesmo um intervalo de vigília (menos censurado e mais próximo de cumprir a missão). 609: a fada dos 3 desejos e o casal brigão Os sonhos de angústia mais comuns: paralisado, incapaz de fugir de um perseguidor apócrifo; o demônio “vencendo”. É plausível que sonhamos durante toda a noite, pois quem quer que nos acorde, e a qualquer hora, está bancando o estraga-prazer. Só que não se pode definir ao certo em que tempo do sonho isso aconteceu, pois da nossa escala o que poderíamos divisar seriam balbucios incoerentes, frases sendo formadas – dessas de quando despertamos mal e ainda debaixo da ducha parecemos querer o acesso a esse outro mundo de volta. Para nós, “lá dentro”, tudo não passou de segundos ou minutos – embora fosse loucura tentar estimar –, pois todo o complexo conteúdo lingüístico estava resumido em enxutas imagens. 632: por que não trata diretamente do sexo manifesto nos sonhos. Ponto vulnerável da teoria? Cadê a censura?
Escrito por a mosca filosófica às 18:45
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MATRIX, ATIVAR
Recordando um sonho que tive no ano de 2008, um dos meus mais bizarros: aula de Formação Econômica Brasileira, pós-almoço, aquela palestra maçante e aquele sono infernal, juntando criatura famélica com vontade absurda de sentar para um banquete... Estou resistindo bravamente sobre a carteira... Até que penso que capoto profundamente... Babo, inclusive! Presencio a maldita elucidação de uma conspiração, personagens que parecem saídos de uma produção sci-fi de baixo orçamento me convencendo de que ali é o reino do verdadeiro, e não lá fora, aquele mundinho que eu conheço e venero, porém que não passa do mais forte dos ópios! Todos os seres humanos seriam mantidos prisioneiros e precisavam incondicionalmente da minha ajuda, eu não podia SONHAR em voltar... “...e o Brasil permanecia no ciclo da cana-de-açúcar com poucos auferindo grandes lucros...” Haviam passado só 2 minutos!
Escrito por a mosca filosófica às 15:30
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O JOGO CORTÊS
(11/11/10) Sonhei que jogava tênis contra alguém, muito embora a rede fosse tão alta quanto a do vôlei, e que não conseguia fazer o meu serviço (sacar) adequadamente. Com efeito, a pontuação era em sets de acordo com a ATP, e a dado ponto eu me sentia o Guga retornado da aposentadoria (não como metáfora, mas como personagem identificável no sonho)! Ocorria o pensamento: “eu não deveria ter feito isso, vou perder!” – correlação com o Schumacher. O placar era algo como 6-1, 5-0 para o meu adversário. Quando eu levantava a bola para o saque (que parecia grande e branca) e eu desistia de bater com a mão quando sua trajetória estava no topo (pois sabia que sairia um saque bem fraco), meu oponente, se não me encorajava, não me desprezava, pois parecia entender a situação expressando o seguinte enunciado: “Tem que ajeitá-la para o golpe certo, é difícil”. Por que raios eu não sonho com um boliche, onde sou campeão?
Escrito por a mosca filosófica às 02:00
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O HOMEM REVOLTADO
19/10/10 a 27/10/10 Quais fundamentos residem sob essa dita vida? Para mim tudo se resume a uma aberração matemática – o êxito cabe a poucos. “Mas o que é o êxito?”, você dirá. A própria vida do exitoso parece uma peça pregada. Durante apenas algumas horas na semana posso eu realmente me perguntar coisas e me indignar. A sonolência e o cansaço tomam conta de mim. Mas se fosse só isso! Meu humor, eu não consigo estabelecê-lo minimamente. Sou um escravo completo. Não é possível observar o próprio auto-perecimento pelo imperativo do trabalho! Não é possível ter um ponto de vista não-estulto sobre a família. Não acho o sal e o molho shoyo para temperar e suportar os meus dias. Se não é pra ficar pensando na morte da bezerra, eu sou a bezerra! Sim, porque ao menos como o portador sacro de leite eu sou melhor do que como essa bola massacrada de jogos de pingue-pongue sem-fim! 17: “todo suicídio solitário, quando não há ressentimento, é generoso ou desdenhoso.” “Não se é niilista pela metade.” “Respirar é julgar. (...) Falar repara (...) A absurdidade perfeita tenta ser muda. (...) A ferida que se coça com tanta solicitude acaba dando prazer.” Heathcliff – Morro dos Ventos U. Rimbaud 20: “entrar no movimento pelo qual o absurdo supera a si próprio.” Sair desse estado de espírito em que me meti, no qual harveyana, moriniana, dostoievskyana(e tantos outros!)mente só posso mesmo falar do meu presente eterno, osciloscópio do humor, essa tentativa aproximada de viver apenas instintivamente ou, ainda melhor, até aceitar o (en)fado das dúvidas e (dis)posições de hesitação e de crítica, puramente como eventos ilusórios temporários que transcorrem, como que legitimando ou sendo um leitmotiv (apenas impressão!), momentos de calibrar, retroalimentar, justificar, LUBRIFICAR o circo (e não círculo) da existência (Lost e o amor: só que não o estereótipo, mais difuso, cambiante, o sorriso que me faz querer o amanhã – ah, eu não vivo sem isso!). “Mas seu ímpeto cego reivindica a ordem no meio do caos e a unidade no próprio seio daquilo que foge e desaparece. A revolta clama, ela exige, ela quer que o escândalo termine e que se fixe finalmente aquilo que até então se escrevia sem trégua sobre o mar.” “Antes morrer de pé do que viver de joelhos.” Revolta como contrário de ressentimento. O que a Ester não pode compreender: “o revoltado defende aquilo que ele é”. Já “O ressentimento é sempre ressentimento contra si mesmo”. 31: “Ivan Karamazov” “insurreição metafísica” “Eu me revolto, logo existimos”. 41: “A história da revolta metafísica não pode, portanto, ser confundida com a do ateísmo.” “do dândi ao revolucionário” “justificar a perda da autoridade divina” 43-4: análise do mito prometéico, o primeiro Satã. “Zeus (...) cujos dias estão contados” “a palavra eterna de Édipo que, cego e desgraçado, irá reconhecer que tudo vai bem.” Epicuro e Lucrécio, dois revoltados antigos. “De espera em espera consumimos nossa vida e morremos todos no sofrimento” “Como Epicteto e Marco Aurélio, Epicuro vai banir a morte da existência humana.” “morrer significa apenas retornar aos elementos. O ser é a pedra.” 52: o infernal Don Juan de Molière, que despreza o lúgubre Convidado de Pedra em seus dizeres de redenção. 53: Sade “Toda ética da solidão implica exercício de poder.” Teórico precoce da vontade de poder. 62: o paradoxo do assassino ou psicopata perfeito: Jason. Matar é eliminar o prazer futuro de tirar a vida de alguém, se este fosse o último ser vivo do recinto. Forçosamente haveria uma auto-aniquilação (paradigma de Majin Boo). Mas Don Juan e serial killers têm opções demais pela frente até a primeira repetição do cardápio, que talvez já nem seja repetição... Nie. e o prazer do sexo. Perde-ganha. “O senhor, por sua vez, aceita ser escravo e talvez até mesmo o deseje. ‘O cadafalso também seria para mim o trono das volúpias.’” Feitiço de Fukou
Escrito por a mosca filosófica às 23:51
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Paraíso Perdido, poema-ícone romântico. Metamorfose imagética de Satã em Vigny: “Um adolescente ‘jovem, triste e encantador’ substitui a besta fera de chifres.” 69: “essa obstinação com o satanismo” “a metafísica do pior” “o poeta, para ser aceito, deve então ser maldito” “O dandismo é uma forma degradada da ascese.” “audácias da ‘excentricidade’” 76: Ivan, “quixotismo metafísico” “Com este ‘tudo é permitido’ começa realmente a história do niilismo contemporâneo.” “a lei do assassinato” Jamais se admite – ou se deixa de ficar constrangido diante de – a morte legal, isto é, a execução burocrática do Estado. Ride The Lightning 82: “O Único (...) Stirner ri diante do impasse, Nie. se atira contra as paredes.” Stirner, o mais “adolescente” do século XIX: “a fraternidade é apenas o ‘modo de ver domingueiro dos comunistas’.” “a guerra dos Únicos” – cenário previsto no MESSIAS. Já em Nie.: “O próprio caos também é uma servidão. (...) Em outras palavras, (...) a revolta desemboca na ascese.” “O amor fati substitui o que era um odium fati.” Hitler: “A doutrina do super-homem levando à fabricação metódica de subomens” 98: “Devemos ser advogados de defesa de Nie.” Séc. XX e luta de trincheiras pelo território: “colonização a propósito de Hegel”. “corrigindo Nie. com a ajuda de Marx” Por que o nome “revolta metafísica”? “Nietzsche (...) antes dele Marx, (...) substituem ambos o além pelo mais tarde.” Começam as tergiversações camusianas: “marxismo-leninismo” como o protótipo desse casamento entre o social e o esquizóide, o político e o artista, o histórico e o natural! Valor inquestionável de “Minha Irmã e Eu” (ou real autor pode/deve ter lido A. Camus) “cesarismo intelectual” “Depois de Moby Dick, O processo, Zaratustra, Os possuídos, o que imaginar?” “O melhor, um sono bem embriagado na praia.” Rimbaud 116: surrealistas que se mataram – Crevel, Rigaut e Vaché. Comparado, o movimento em seus atos gratuitos entrópicos, por Camus, a uma apologia de um sujeito que atualmente chamaríamos de Charles Manson. “o amor sem objeto, que é o das almas torturadas.” André Breton, o marxista. “Poder-se-iam contar nos dedos da mão os comunistas que chegaram à revolução pelo estudo do marxismo. Primeiro, a pessoa se converte, em seguida, lê as Escrituras e os Padres.” Ser comunista no começo do século XX era como acreditar no amor. Era a última escapatória da modorra na vida. Era como estar namorando, se casar, preencher-se com algum afeto; ou mesmo comer alguém na balada. Simplesmente, coisas que todo homem deveria experimentar. Que deixa mais forte quem nele acredita. “Uma das teses fundamentais do surrealismo é que realmente não há salvação.” “o estado de sítio pouco a pouco se generaliza” 132: “ainda não houve revolução na história.” Crítica tácita à idéia trotskista: não pode haver governo revolucionário. “Se houvesse revolução uma única vez, não haveria mais história. Haveria uma feliz unidade e uma morte satisfeita. É por isso que todos os revolucionários visam à unidade do mundo e agem como se acreditassem no fim da história.” 135: a esterilidade da revolta de Espártaco. “o exército bate em retirada [de Roma], sem ter combatido (...) Começam então a derrota e o martírio.” 143: Rousseau, germe de Stalin “Em suas instituições, Saint-Just abolia a carne para menores de dezesseis anos e sonhava com uma nação vegetariana e revolucionária.” Atmosfera insustentável: “Quem critica é traidor; quem não apóia ostensivamente a república, um suspeito.” “Rousseau, a quem não faltava bom senso, compreendera efetivamente que a sociedade do Contrato só convinha aos deuses.” “A bandeira vermelha, símbolo (...) do Executivo” Espanha, a única nação européia a não perder o Rei após a I Guerra Mundial. “ninguém se torna deus com tanta facilidade” E os acontecimentos se tornam esmagadores em velocidade, a ponto de este livro ser anacrônico em 50 anos, apesar das verdades milenares que contém. “Chega o dia em que a ideologia entra em choque com a psicologia. Não há mais então poder legítimo.” “justificados pela (...) ausência de justificação” “o homem (...) de agora em diante estará fadado às revoluções niilistas do século XX (...) para finalmente fundar a religião do homem.” “Se bem que haja infinitamente mais em Hegel do que nos hegelianos de esquerda (...) O vencedor sempre tem razão, esta é uma das lições que se pode tirar do maior sistema alemão do século XIX.” “Matar ou escravizar” Hegel. Indiretamente, Hegel fundou a atitude terrorista pessoal e de Estado: o matar e morrer pela transcendência, pela missão. Beco sem-saída. 174: Feuerbach. “A Fhénoménologie, bíblia que só teria profetizado o passado, colocava um limite nos tempos.” “O endeusamento de Hegel por ele mesmo, após a deificação de Napoleão, a partir de agora inocente porque havia conseguido estabilizar a história, só durou sete anos. Em vez da afirmação total, o niilismo recobriu o mundo. A filosofia, mesmo a filosofia dos escravos, tem também seu Waterloo.”
Escrito por a mosca filosófica às 23:51
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“Stendhal via uma primeira diferença dos alemães com os outros povos no fato de se exaltarem pela meditação em vez de se acalmarem.” P. 184 – Raskolnikov, Pisarev e o “assassinato da própria mãe” – curioso prelúdio em “O Estrangeiro”. “Aquele que entendeu a realidade não se insurge contra ela, antes se rejubila.” 188: Proudhon e seus flertes com o Satanismo Axioma para a vida: povo da UnB gosta? Não presta! Bakunin a favor de uma ditadura do proletariado. Outro “inimigo marxista” que é seu complemento ideal. Porém, tece-se, na 189, uma espécie de bakuninismo-stalinismo. Nechaiev: “O revolucionário é um homem condenado antecipadamente. Ele não deve ter relações românticas, nem coisas ou seres amados. Ele deveria despojar-se até de seu nome. Nele, tudo deve concentrar-se em uma única paixão: a revolução.” “Com ele, pela primeira vez a revolução vai separar-se explicitamente do amor e da amizade.” Tantos pais inocentes foram executados; e estes, culpados, livrados, com essa cara suja diante de Deus! “se a revolução é o único valor, ela exige tudo e até mesmo a delação; portanto, o sacrifício do amigo.” Este capítulo sobre os primórdios do niilismo russo é também uma genealogia dos atentados terroristas. frase VdP: “a vontade forte” Islã IBM – Instituto de Burrocracia Mundial “Em 1883, atentado contra o imperador da Alemanha, cujo assassino foi executado a machadadas.” “assassinato de Carnot” – aquele? Quando começarão a matar nossos presidentes e artistas? Operação Valquíria. “O futuro é a única transcendência dos homens sem deus.” Meu coleguinha: “Quantas vezes, durante minha adolescência, me ocorria a idéia de me matar...” Morrer sorrindo no cadafalso... “Quanto a Hitler, sua religião confessa justapunha, sem hesitação, o Deus-Providência e o Walhalla.” “Até mesmo sua forma física, medíocre e banal, não representava para ele um limite, fundia-o com a massa.” “Hitler era a história em estado puro.” “A Alemanha desmoronou por ter travado uma luta imperial com um pensamento político provinciano.” 213: “Quando o procurador inglês observa que ‘de Minha luta, a estrada levava diretamente às câmaras de gás de Majdanek’, ele toca, pelo contrário, no verdadeiro assunto do julgamento, o das responsabilidades históricas do niilismo ocidental, o único, no entanto, que não foi realmente discutido em Nuremberg, por motivos evidentes. Não se pode conduzir um julgamento anunciando a culpabilidade geral de uma civilização. Julgaram-se apenas os atos que, esses pelo menos, eram gritantes diante do mundo inteiro.” Impossível não lembrar da “paralisação da História” e da eterna guerra em 1984. “a mãe grega que foi forçada por um oficial a escolher qual dos três filhos seria fuzilado.” “Esta primeira tentativa de uma Igreja construída sobre o nada pagou-se com a própria aniquilação.” Certas vezes sinto ganas – e será que é viável? – de imaginar uma escola para inserir trapos sociais como a evangélica Maíra da Connie, gostaria de limpá-la de todos os seus preconceitos débeis sobre o instinto vital, de refazê-la espontânea, livre-pensadora e, portanto, transgressora, acima de tudo mediante os gritos dos prazeres da carne, ela que entregou e lacrou até mesmo a vagina – imagina-se – ao Sr. “Hitler exemplifica o caso, talvez único na história, de um tirano que não deixou nenhum saldo.” “a negação de tudo é servidão” O tempo grego: “Aristóteles (...) não se julgava posterior à guerra de Tróia” 222: “povos nórdicos, que não têm uma tradição de amizade com o mundo” “Marx é o Jeremias do deus histórico e o Santo Agostinho da revolução.” De Maistre x Marx – “A eternidade os separa no princípio, mas a historicidade acaba reunindo-os numa conclusão realista.” “Maistre odiava a Grécia (que irritava Marx, avesso a qualquer beleza solar)” Expoentes pré-Comteanos: Turgot, Bossuet, Condorcet. Contra-tendência: Sorel. “O progresso, paradoxalmente, pode servir para justificar o conservantismo.” “Marx não dispõe de zombarias suficientes para o otimismo racional dos burgueses.” O fosso que me separa do Thominhas: “O positivismo mostra com muita clareza as repercussões da revolução ideológica do século XIX, da qual Marx é um dos representantes, e que consistiu em colocar no fim da história o Paraíso e a Revelação que a tradição colocava na origem do mundo.” “ele [Comte] quis ser o São Paulo dessa nova religião e substituir o catolicismo de Roma pelo catolicismo de Paris.” 228: “sociolatria” “religiões horizontais do nosso tempo”. Comte x Marx – o primeiro inaugurava uma transição sem sofrimento. “como querem os desordenados marxistas de nosso tempo” “Sua doutrina, que ele [Marx] considerava realista, era efetivamente realista no tempo da religião da ciência, do evolucionismo darwinista, da máquina a vapor e da indústria têxtil.” “Seria mais correto chamar a posição de Marx de determinismo histórico.” “Marx avança mais do que Hegel e dá a entender que o considera um idealista (coisa que ele não é ou, pelo menos, não mais do que Marx é materialista)” 239 – Marx: “O proletariado só pode existir no plano da história mundial... A ação comunista só pode existir como realidade histórica planetária.” “Não se espera pelo poder ou então espera-se por ele indefinidamente. Chega o dia em que é preciso tomá-lo, e é esse dia que continua sendo algo meio nebuloso para os leitores de Marx.” 240: “Michel Collinet, em La Tragédie du marxisme (A tragédia do marxismo), assinala em Marx três formas de tomada de poder pelo proletariado: república jacobina, no Manifesto Comunista; ditadura autoritária, em 18 Brumário e governo federal e libertário em A guerra civil na França.” E no Capital? Nada? “Se está garantido que o reino chegará, que importa o tempo? O sofrimento nunca é provisório para quem não acredita no futuro.” “Nessa Jerusalém estrepitante de máquinas maravilhosas, quem ainda se lembrará do grito do degolado?” “No fundo, que diferença tem de Fourier, que anuncia ‘os desertos férteis, a água do mar potável e com gosto de violeta, a eterna primavera...’?” “Mas todo socialismo é utópico, sobretudo o socialismo científico.” “Quem decidirá quanto à oportunidade senão o oportunista?” Século XIX, o dos erros, do “agora vai!”, do “recebi uma mensagem confirmando o fim para tal dia”. O século da soberba crença no eu. “Ainda no fim do século IV, um bispo da África proconsular calculava que restavam 101 anos de vida no mundo.” “Sob um de seus aspectos, a história do socialismo em nosso século pode ser considerada como a luta do movimento proletário contra a classe camponesa.” “A luta das nacionalidades revelou-se pelo menos tão importante para explicar a história quanto a luta de classes.” “Divisão do trabalho e propriedade privada, dizia ele [M.], são expressões idênticas. A história demonstrou o contrário.” 250: a derrocada da II Internacional. Basicamente conclusões parecidas com as do(a) autor(a) da unidade I de Sociologia Brasileira (Benedict Anderson?). Simone Weil “o proletariado não teve outra missão histórica senão a de ser traído.” 255: “A história do niilismo contemporâneo não é mais portanto que um longo esforço para dar ordem, apenas pelas forças humanas e simplesmente pela força, a uma história que não tem mais ordem.” “Não se prega a razão; quando isso acontece, não é mais razão.” “Marx não é mais científico do que La Rochefoucauld” “Em outras palavras, estamos no purgatório e nos prometem que não haverá inferno.” Resumo: as relações materiais guiam o homem. O fim da História representa, portanto, o fim da matéria. Voilà! “cidade definitiva” “A dialética aplicada corretamente não pode e não deve parar.” “a dialética não é nem pode ser revolucionária. Do nosso ponto de vista, ela é somente niilista, puro movimento que visa negar (sic) tudo que não for ele mesmo.”
Escrito por a mosca filosófica às 23:50
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Sociologia do Comunismo – Monnerot, Jules Longa evolução de Rafael: “O fim da história não é um valor de exemplo e de aperfeiçoamento. É um princípio arbitrário e terrorista.” “A vontade de poder veio ocupar o lugar da vontade de justiça, fingindo inicialmente identificar-se com ela, relegando-a depois a algum lugar no fim da história, quando já não houver mais nada para ser dominado na terra.” Stalin estava no fim da vida à publicação desse livro. “Marx, bom estrategista e filósofo medíocre” Lenin, mais maquiavélico do que se pensa. “Ele nega a espontaneidade das massas.” Matou o irmão. Ou melhor: mandou enforcá-lo. “O governo das pessoas é substituído pela administração das coisas...” – Marx. ERRO: já somos “coisas”. “Lassalle, inventor do socialismo de Estado” 267: a frase que usei na aula JK1 como álibi da existência pós-revolucionária do aparato estatal. Len.: “não ocorreu a nenhum socialista prometer o advento da fase superior do comunismo” A URSS mais parece o III Reich em câmera lenta. (tudo ou nada) “A verdadeira paixão do século XX é a servidão.” Cada vez seria mais capaz de apostar que Sartre só veio a se aproximar do Marxismo por pura birra a Camus. Orwellismo: “A cada ano, às vezes a cada mês, o Pravda se corrige, sucedem-se as edições retocadas da história oficial, Lenin é censurado, Marx deixa de ser publicado.” “a fabricação da verdade” “o rei está nu” “romantismo da eficácia” E a maquiagem do lado ocidental? 274: Marx + Freud, Um tanto duro. “formigueiro de homens sós” – craque em frases de efeito, como se nota desde o sempre. “física das almas” “O pão substituído pelo cupom de racionamento” “O estado de sítio, mesmo estendido aos limites do mundo, não é a reconciliação.” 281: “No universo do julgamento, finalmente conquistado e acabado, um povo de culpados caminhará sem trégua rumo à inocência impossível, sob o olhar amargo dos Grandes Inquisidores. No século XX, o poder é triste.” “Se nossa história é nosso inferno, não saberíamos desviar-lhe o rosto. Tal horror não pode ser escamoteado, ele deve ser assumido para ser superado” “elites desonradas dessa época” “renascer ou morrer”. Outro título para o livro: CONTRA A REVOLUÇÃO. Decadência. 286: “A história necessária, não suficiente, não passa portanto de uma causa ocasional. Ela não é ausência de valor, nem o próprio valor, nem mesmo o material do valor. Ela é a ocasião, entre outras, em que o homem pode experimentar a existência ainda confusa de um valor que lhe permite julgar a história. A própria revolta nos faz essa promessa. (...) Certamente, a história é um dos limites do homem; neste sentido o revolucionário tem razão. Mas o homem, em sua revolta, coloca por sua vez um limite à história.” “descobri-la [a revolta] em estado puro na criação artística.” “viver e deixar viver” IV. REVOLTA E ARTE A arte por enquanto ausente. De tudo! “O niilista Nekrassov, grande e comovente poeta, afirma entretanto que prefere um pedaço de queijo a toda a obra de Pushkin.” “Seguindo os intérpretes revolucionários da Fenomenologia, não haverá arte na sociedade reconciliada.” “a arte posta a serviço da revolução” “O sapateiro russo, a partir do momento em que fica consciente de seu papel revolucionário, é o verdadeiro criador da beleza definitiva. Rafael só criou uma beleza passageira, que será incompreensível para o novo homem.” “Notemos efetivamente que, nessa luta entre Shakespeare e o sapateiro, quem maldiz S. ou a beleza não é o sapateiro, mas, ao contrário, aquele que continua a ler S. e não resolve fazer botas, que, aliás, ele nunca conseguiria fazer.” (História crítica) É meu livro meu além? “a última coisa que um artista pode sentir, diante de sua arte, é o arrependimento.” Só artista entende artista. Eu sei o que é o desprezo às artes! A vida toda, jamais reconhecido por aquilo que realmente se é! Eis o valor de nosso tempo... Não existe fadiga para o artista. Sempre penso no “Gohan, fique nervoso!” aplicado à minha pessoa. É o baygon de parede que atiça as muriçocas! Esmurre meu olho, conviva comigo, pise no meu calo! Estúpido xará, abra essa boca! Fale do que você não compreende uma vírgula. Assim você me alimenta! Eu transformo em jóias preciosas o adubo da sociedade! Zangar-se é em muitos casos a brecha para a mofa! INSEGURANÇA (26/10/10): sonhei que tentava escrever no quadro-negro, fazia força com a mão, mas a marca do giz era fraca, fraca na lousa. Compreendo que sou o degrau que faltava! Meu perfil é o acabamento em verniz da minha fosca família. Que zombem do que esconde o verniz, aquele que quiser. Mas o verniz é o verniz, e precisava de um pedaço de móvel para enfeitar, de um suporte para estar. Troncos tanto paterno quanto materno, na média, insensíveis, com alguns que despontam nisso ou naquilo pelas suas razões, mas ninguém realmente notável. Temos um tio artesão aqui, alguém meditativa e boa na costura ali, reis e rainhas do pragmatismo, até um dom culinário ou cênico. Passadores de concursos, ébrios dândis. Enfim, um microcosmo respeitável. Pai empreendedor e raso nesses negócios; mãe pintora medíocre. Emula mas não sente. Artista de meio-período. Mas nessas coisas não existe travessia de Ulisses... Pois então eu sou a evolução desse quadro, aquele que satisfaz o ponto cego dessas duas carreiras... Tudo é uma questão de estilo. E no fundo, como eu sou modesto...! São tantos mundos; E partem de um só! “o extremo sofrimento tira o gosto pela leitura.” Característica por que mais anseio em Dostoievsky: o psicologismo perfeito, a correspondência com a realidade. Não se suporta ver um filme de amor quando se acaba de romper com alguém. Por outro lado, é na ressaca que eles ficam mais saborosos. Esse estado, a ilha sem preocupações! Acredite, não tem por que pensar que um filme possa ser tão bom/ruim de novo. Se bem que tudo dependa do estado de ânimo... DBZ é um “romance”? “A não ser nos instantes fulgurantes da plenitude, toda realidade é para eles [*] incompleta.” [*] os homens revoltados “entender a vida como destino, eis sua verdadeira nostalgia” 299: exatamente sobre a falsa perfeição que é a “economia de tempo” do cinema, para Marco Aurélio. Não se insinuaria ou se narraria impassivelmente num romance o “ploft” da bosta na água do vaso, o “nhac-nhac” e o burp... Cada ato falho ou fisgada de músculo... Passa num estalo, como nos sonhos. Não pode existir cansaço se, pela lógica do ER, eu não estou continuando o dia de ontem, mas só (re)vivendo um episódio. Que explica o que Rafael fez naquele momento, quando seus 22 anos, 6 meses e 2 dias eram o presente, nem antes nem em seguida a nada em específico, mas essa é a uma história que demanda, em todos os tempos na poeira do tempo, ser mostrada. Jackeline, você mal sabe onde estou! Mas te entendo tão bem, posso vestir uma pele igual a sua, reviver seus dias!
Escrito por a mosca filosófica às 23:50
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Shelley Todos os insetos são assim: nunca se insurgem contra você antes que você manifeste sua clara desaprovação primeiro. Depois, só o que sabem ser são marimbondos, como que libertados após 1000 anos, sem distinguir graça de ridículo, grandeza do que é vil, isto é, eles mesmos. Esses imbecis do banho-maria são o que há de pior! Mas antes uma ferramenta que mostre a desaprovação instantânea da outra pessoa, e que remanesça tudo bem, depois dos pratos limpos, do que todo esse acúmulo de sujeira invisível que só nubla o coração, embora ainda não a visão! E no amor, quem vai terminar primeiro? Pensando bem, a Eline tinha atitude... Mas ela não se cura do câncer do ódio! “You’re not noble!” Página 300: “Parece que as grandes almas, às vezes, ficam menos apavoradas com o sofrimento do que com o fato de ele não durar. (...) nossas piores torturas um dia chegarão ao fim. Certa manhã, após tanto desespero, uma irreprimível vontade de viver vai nos anunciar que tudo acabou e que o sofrimento não tem mais sentido que a felicidade.” “O vergonhoso sofrimento do amante, a partir de agora solitário, não é tanto de não ser mais amado, mas de saber que o outro pode e deve amar ainda. Em última instância, todo homem devorado pelo desejo alucinado de durar e de possuir deseja aos seres que amou a esterilidade ou a morte. Esta é a verdadeira revolta.” Durante aproximadamente 2 horas vocês, as provocantes, suas caras, bicos e vestidos são MEUS! Não deve exceder essa quantidade o tempo seqüencial que convivo com garotas... Quão feliz deve ser ser bi! Mas eu não sei o que é isso... Mas aí o “sinal bate”... Desilusão... A mina fica offline – offEline, timEline... Até pelas fotos posso dizer que as possuo, não é, Jana? Certo, Sasha Grey? Carolina Battisti, Tuíla, Giuslaine, Sayonara, Thay, Ranna, Nathália, Tarcila, Larissa, namorada dum quase-amigo-meu, anônimas, ah, quantas anônimas... E não se esqueçam que desde a Antigüidade, toda moeda tem dois lados! Sabotei a Sabrina, para vê-la livre! Poor and idiot guy, You should know that I never decline! 302: “Dar nome ao desespero é superá-lo. A literatura desesperada é uma contradição em termos.” “heróis perturbadores” “Julien “Sorel” “eles terminam aquilo que nós nunca consumamos” -> “paliativo de uma realidade falhada” Os protagonistas dos romances são como que terroristas. Parece que sempre há tempo para mudar de idéia e ir fazer outra coisa... Escrever mais uma linha... Arrepender-se de seus crimes... 304: Faulkner e os cínicos americanos. Se fosse pintura, seria modernista, estilizada: “Neste nível mecânico, na verdade, os homens se parecem, explicando-se, desta forma, o curioso universo em que todos os personagens parecem intercambiáveis, mesmo em suas particularidades físicas.” – eu que tenho péssima eloqüência VISUAL... 307: rasga a seda por Proust. “As moças em flor riem e tagarelam eternamente diante do mar, mas aquele que as contempla perde pouco a pouco o direito de amá-las, assim como as que ele amou perdem o poder de serem amadas.” Afirmação absoluta ou negação absoluta são igualmente prejudiciais nas Artes (realismo e niilismo). Algum outro período histórico em que se tentou um realismo? “a arte dos macacos” “a arte moderna [a. k. a. politizada], em sua quase totalidade, é uma arte de tiranos e de escravos, não de criadores.” O problema forma-conteúdo. “A arte é uma exigência de impossível à qual se deu forma. (...) Como o verdadeiro classicismo não é mais que um romantismo domado, o gênio é uma revolta que criou sua própria medida. Por isso, não há gênio, contrariamente ao que se ensina hoje, na negação e no puro desespero.” [O INCOMUNICÁVEL] COROLÁRIO: “a sociedade capitalista e a sociedade revolucionária são apenas uma, na medida em que se escravizam ao mesmo meio – a produção industrial” “a era do comentário perpétuo e da reportagem agoniza; ela anuncia então a era dos criadores.” Época antropofágica. Deifágica. Amanhã: Leonardo da Vinci X Napoleão? “Só como exceção se encontram assassinos entre os artistas.” “Torturadores humanistas” “as vítimas (...) entediam.” Sangue: mais banal que graxa. A era do “zombie proudness”. Fala da Europa de maneira assaz abstrata. “Quando Caim mata Abel, ele foge para o deserto.” Impressionante unidade no livro. Forrest Gump é um cara que “se cansa” das coisas e não vai até a última conseqüência, como nos romances. Ou será que ele se apazigua com seu filho indo para a escola? Se bem que seus afetos são sem-fixos... Brotar-lhe-á um novo amor carnal? Súbita vontade de jogar Grand Theft Auto! A cabeça decapitada ainda é livre. “a música silenciosa que ainda irá transfigurar os infernos terrestres.” Ao Hawking maldito: “A física confirma a filosofia” Bickel “O pensamento aproximativo é o único gerador de real.” “a ciência servirá talvez à revolta individual [num futuro próximo]. Esta terrível necessidade marcará a virada decisiva.” O mundo merece mais do que Edsons, Gusmões e Cearibas. Óbvio que falo isso só pra irritá-lo – e é minha vingança silenciosa, contra-golpe inevitável. Cada um segue o seu rumo na vida. Só não podemos nos arvorar em juízes da realidade dos outros! “Protesto, Meritíssimo!” 339: Heráclito e Nêmesis, a deusa da medida No limbo entre cinismo e humanismo. Se eu fosse um jogador seria um meio-campo cerebral, desses que faltam hoje. Já essa “galera”... 342: países do Norte – rei e sindicatos coabitando. Serenidade grega... “justo retorno das coisas” “ideologia alemã (...) isto é, tirania.” 344-5: “Nossa civilização vegeta (...) no desejo das pequenas glórias de velhos adolescentes.” Lúcifer pós-rebeldia: seu pecado é a desmedida (alçar-se, invertido, ao lugar daquele que combate por abjeção). A importância do budismo. Epicurêca; Senicuro. “A revolta é a medida, é ela quem a exige” “palavras de coragem e de inteligência (...), junto ao mar” “as crianças continuarão a morrer sempre injustamente, mesmo na sociedade perfeita.” “O ‘por quê’ de Dimitri Karamazov continuará a ecoar; a arte e a revolta só morrerão com a morte do último homem.” “o segredo da Europa é que ela não ama mais a vida.” Por que Ulisses preferiu Ítaca a se tornar Imortal? Seiya o bem de Athena em detrimento de morrer quase por morfina? 351: “aqui se encerra o romantismo. (...) é preciso renunciar à época e aos seus furores adolescentes. O arco se verga, a madeira geme.”
Escrito por a mosca filosófica às 23:49
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MEMÓRIAS DO SUBSOLO
13/10/10 Prefácio de Schnaiderman, Boris: 10 – “Gorki deixou uma anotação: ‘Para mim, todo Nietzsche está em Memórias do Subsolo. Neste livro – e até hoje não o sabem ler – se dá para toda a Europa a fundamentação do niilismo e do anarquismo. Nietzsche é mais grosseiro que Dostoiévski’.” Rafael, este é você! Mas com metade, somente, da idade. 17: “Sim, um homem inteligente do século dezenove precisa e está moralmente obrigado a ser uma criatura eminentemente sem caráter.” “Existem cidades meditativas e não meditativas.” 20: determinismo; responsabilidade. Aquela noite insone em que você chegou a pensar ser o ser mais inteligente disponível. 23: o agir; a imoralidade última dos atos; nossa carga pesada; o acúmulo de maldizeres, rugas e expressões e contrações involuntárias da face quando um nome é evocado. Essa bola-de-neve chamada Gabriela... O grande prazer incontrolável e tirânico da auto-tortura... Último homem do meu tronco eu sou. Homo ironicus, enfim. Maneiras de se gastar o tempo aprendendo o que já sabemos, processo testado e aprovado elevado até a décima potência. “vindita” “Mas que fazer, se a destinação única e direta de todo homem inteligente é apenas a tagarelice” Quanta atenção dou eu a pontos finais, fora ou dentro de parênteses e aspas! Estúpido e perfeito como uma barata. Enquanto pensares tanto, jamais amarás a Sabrina. A Eline para você já é ponto pacífico, uma urna desvelada... Já parou para pensar quão mais você escreveria e ao mesmo tempo economizaria se utilizasse a margem esquerda desses papaizinhos? Tenho medo do que você faria da sua vida se não tivesse prazos e horários, se não tivesse obrigatoriamente de reter para os sonhos (e se tivesse tempo de decodificá-los todos) o total de suas impressões. Vede sua turminha de jornalistas, quantos cérebros felizes – nem ia dizer essa palavra! – já são escravos, pais e mães! E não obstante você se torturar, não existe outra condição – VOCÊ-ETERNO. Parar para pensar a burrada que está fazendo... Que luxo! Como uma sala sem música, ou uma família que nunca viaja, você não sabe aproveitar a vida! É por isso que você ama as ressacas! E por isso a maconha te deixa tão parvo! É por isso também que amas um pouco de ditadura do lado de fora, aquelas aulas maçantes, dia de prova, conversar, filmes desviantes, até um ligeiro banho... Você é do tipo que para acender um cigarro tem de parar de pensar. Eu não tenho uma opinião formada sobre nada. Todas essas bolhas de sabão não são remorsos – é só um jeito; o seu jeito. Já ouviu falar de terapia ocupacional? O fundamento é o absurdo. Tente fixar absolutos: magistério nova casa namorada metal futebol você vive basicamente por causa desses 5. É sua criação de sentido. língua livro morte run febre Um ADORNO para sua existência debaixo do Sol. louco caos inimizade músculo redenção cadeia lua cheia vestir as meias agir sem peias ser qualquer personagem, como o Seiya, ou quem quer que seja. Ou uma Mosca. Não, nada disso te machuca. O que é longo prazo para você? Se eu meditasse para responder, aceitaria dar aulas, entrevistas para a TV? Viajaria? Um “talvez não tenha lugar para você” me fez tudo rever. Eu não amo nem odeio nada, só continuo remando... Raul Seixas é só a cauda do cometa. Você é a síntese do patético, filosofa até para tocar uma punheta. 37: ao piercing – “Cleópatra (...) gostava de cravar alfinetes de ouro nos seios das escravas, deleitando-se com seus gritos e convulsões.” Se vingue dos outros em você mesmo! O único território onde o Estado não é nada: inclusive qualquer letra da Lei lhe dá a concessão, neste caso! Nanah e o beiço de cima: você não quis mas tem quem queira! 61: o romantismo russo, que é o negativo do romantismo europeu A cidade nunca é a mesma quando o conto é diferente. 66: o status de mosca. Mosca humana, mosca filosófica. Transformando coisas comezinhas no pior dos infernos! Sonhei (14/10) que lia com dificuldade em voz alta. 83: minha relação com o Thomas. Dias comuns, em que fazemos coisas gratuitas, inesperadas, e isso vem a mudar nossas vidas. 85: chegar antes que todos na mesa e entabular conversa com o garçom Aquela mulher com quem nos atracamos na loucura dos inebriados e que depois... 107: “Até na aflição a vida é boa”. “Se eu fosse pai e tivesse uma filha, creio que amaria mais a filha do que os filhos; estou certo disso” “Teria ciúme, juro por Deus. Ora, poderia ela beijar um estranho?” “Sabe que, por amor, pode-se atormentar uma pessoa?” “Você fala como se estivesse lendo um livro” Tudo acaba em mulher! “Deixai-nos sozinhos, sem um livro, e irremediavelmente ficaremos confusos, vamos perder-nos; não saberemos a quem aderir, a quem nos ater, o que amar e o que odiar, o que respeitar e o que desprezar. Para nós é pecado, até, ser gente, gente com corpo e sangue autênticos, próprios”
Escrito por a mosca filosófica às 20:44
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NOITES BRANCAS
10-12/10/10 A familiaridade da sua cidade. Nós, os biliosos sem cura. 12: “Caminhava cantando (...) como qualquer homem feliz que não tenha amigos, nem conhecidos, e que nos seus momentos de felicidade não tem com quem compartilhar a sua alegria.” Será que é isso? Quando a paixão passa do estágio 1, eu como um todo passo a me comportar como minhas mãos quando tenho o que escrever, ou seja, de modo soberano e automático? Porventura nunca eu tinha pisado nesta estranha lua? Inventei-me uma nova casca, tornou-se possível um jeito todo diferente de gostar de alguém? Meio desdenhoso, frio, retardado nas reações? “Eline” e “super-ânsia” eram quase sinônimos. Inveja de alguns casais! Menos apegados... Inveja, e não ciúme. Um jeito de sempre ter algo pra falar com alguém é eleger um terceiro funesto, isto é, escolher alguém pra Cristo. Não são poucos os casos da minha vida, em retrospectiva, em que a primeira ou única via para o meu flerte era o mexerico, falar mal de fulano. Risadas e entendimento. Não há nenhum personagem que não possamos interpretar, independentemente da nossa idade. Ou sexo. Vinte e quatro horas beijando alguém, 24 dias sem beijar ninguém. 14: “Dir-se-ia que vivo num sonho, mas mesmo em sonhos nunca acreditei que poderia um dia falar com uma mulher, fosse ela quem fosse...” 15: “Quando o meu coração fala, a minha boca não se sabe calar.” Estranha sintonia entre meus anseios mais profundos e as coisas que decido agora fazer, “de improviso”: ler sobre um solitário apartado do calor de qualquer mulher e levemente ansioso... Ad infinitum! “Criei, nos meus sonhos, romances completos!” Outro Don Juan? “sei que o senhor é inflamável como a pólvora.” “não é na rua que se deve procurar conselheiro” – atenção às exceções! Quantos milhões não caminhei só por algumas minas? Ou deveria dizer sereias? Aparentemente, um pré-Homem do Esgoto. 27: “e ele procede de tal modo que, a pouco e pouco, os seus amigos acabam todos por desaparecer.” A tartaruga misantropa e o seu cantinho... 29: a descrição do gato filhote aterrorizado me recorda minhas últimas posturas com o Aloísio e o Bruno, estranhamente aquela figura que lhe é tão gêmea!, além do Guilherme “Antropólogo” e outros, cheios dos seus preconceitos! “terrìvelmente” – tão melhor! “neste momento, abriram-se no meu cérebro milhares de válvulas e tenho de deixar as palavras afluírem em torrente, pois, caso contrário, sufocaria.” Nós, os andarilhos do tempo do asfalto! As distrações, a vontade de desligar a TV e só de pensar, pensar, pensar e mais nada! “o livro em que distraìdamente pegara cai das mãos do meu sonhador, que nem sequer leu até à terceira página.” Walter Scott O que seria de nós sem esclarecimentos culturais em notas de rodapé de peças, ensaios e romances? O supérfluo que é vital! “com a sua boquinha e com os seus grandes olhos verdes” – até no gosto mulheril compactuamos? Pense bem, Sr. Destino: por que olhos verdes como os teus, lábios carnudos como os teus, nariz afilado como o teu, repleta de espinhas como você um dia, forasteira, solitária e nascida no seu dia? Coincidências não existem. Tá comigo, Tá com Deus, Deus Morreu, Deus agora é seu Umbigo “enquanto não chega essa temível hora, não deseja nada” Parece que doem meus ossos! De tanto andar! Rodopiei mas me lembrei! Que estranho fio liga todos esses vôos mentais, para a infelicidade dos sabujos! Até o Dimitri é moralista em certas horas: “Não beberás!” Jovens dando ordens! Rá! É estranho como conversas naquele ambiente me deixam fraco como poucas outras coisas! (UnB) falo mesmo da fome Por que nós, insones, sempre ficamos com sono quando o Sol diz “olá”? “Mas como pode falar de algo que não te aconteceu?” Do mesmo modo que posso silenciar sobre tantas coisas que com efeito me sucederam! “após as minhas noites fantásticas passei por pavorosos momentos de abatimento!” “Sabe que me vejo obrigado a celebrar o aniversário dos meus sentimentos” a época do amor, a época do mau humor... “gosto de edificar o meu presente de harmonia com o irreversível passado” o antanho mais antanho que volta à baila... “...e, muitas vezes, vagueio como uma sombra, sem objetivo, sombrio e triste, por sítios afastados.” cada vez mais afastados... fumando meu charuto/cigarro. Sentindo palpitar alguma coisa de incapturável... Segundos que me fazem parecer deus, o círculo total dos acontecimentos, um domínio fatal e otimista sobre tudo, quando o simples baque de amanhã pisará em toda essa riqueza de repente convertida em cinzas? HA-HA-HÁ, HA-HA-HA os transeuntestudantes riem! Agora pense: o mais cruel é ser o segundo eu! Porque decidi vir depois de mim... 41: agora aqui recordei os papos com a Thaís! E de repente no mesmo dia em que a vejo pela primeira vez, essa estranha,m NAStenka, beijo suas vergonhas! “sentia, apesar de tudo [da sensação de déja vù e de eterna reprise], que a vida era mais fácil e tranqüila, não existindo nela esta idéia negra que agora a mim se apegou; nada desses problemas de consciência, sombrios e severos remorsos [PESO!], que nem de dia nem de noite [sim, não importa o horário!] me deixam descansado.” E como durmo feito moça e acordo feito pedra – abro os olhos mas estou quebrado demais para me mexer! Quem vê novela tem fé no futuro... Ah, Luisa, soubesse tu que nada viria a acontecer... Sequer o inigualável futebol... Dias perfeitos são estragados. São ilhas afundadas sem deixar vestígios. E para os martírios, moldura e verniz serão sempre recordados. Feriado desgraçado. Se o “pai médio” na Rússia guarda(va) qualquer semelhança com o meu pai, não há a menor dúvida de que, desse ângulo, o alcoolismo é uma bênção purificadora. Pushkin 62: “Mas, Deus meu, como posso ter acreditado em tal coisa?” [que ela – ou que alguém – me amasse!] “porque (sic) não somos todos uns para os outros como irmãos e irmãs?” O doce da mulher: essa é uma reflexão infinita.
Escrito por a mosca filosófica às 20:24
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ELOGIO DA LOUCURA
06/10/10 Causas errôneas que associamos a um efeito porque a relação se sucede UMA vez no tempo mas nos convence: - ligar o ventilador, andar pela casa, pensante. Em seguida ter febre. Logo... prefere passar calor e defender o sedentarismo – ou seria o sesentadismo? - escrever muitas palavras de caneta na mão e na epiderme como um todo. Cair doente. Logo... a lenda urbana da tinta que escorre pro sangue é verdadeira. - gripar durante o último trabalho do semestre: como não acredito em sacanagem de Deus, atribuo ao cansaço acumulado. Mas faltam evidências... Nuvens negras sobre a minha cabeça – saia com essa tiririca de Ceariba! Que tal “Elogio à Supressão dos Direitos Humanos”? Elogio ao Suicídio, Elogio da Preguiça ou dos 7 Pecados. Elogio da (Fora-de-Moda) Castidade. Elogio da Falta de Jeito. Elogio da TV Aberta – pegou pesado! 26: do covarde que se exime da loucura e a rotula em terceiros. Qualquer semelhança com cabeças-de-ovo da universidade é mero atrevimento meu, veja só. Quem está com as instituições oficiais está com a san(t)idade. Afilhados de chocadeira. 33: ver uma criança cética e prudente nos assusta. “o prazer supremo da vida que é o de tagarelar” O parto é tão insondável quanto a partida. Tuíla, A Azeda Você está Safo. 36: Vênus, a Afrodite Dourada 43: hilário! 47: pito em Sócrates!; Marco Túlio, aquele que sentia tremedeiras antes de cada belo discurso. 49: auto-identificação do solitário 62: as transfigurações de Pitágoras (JACKY) Não se perde uma oportunidade de achincalhar os estóicos. A Quintessência dos Infernos 80: indiferença quanto ao Mito da Caverna 81: alguém me entende! “Entre os numerosos méritos atribuídos a Baco, o mais importante é o de se dissipar as preocupações, mas por bem pouco tempo na verdade, porquanto retornam de chofre, como se diz, tão logo se tenha curado a ressaca da bebedeira.” 117: “Se forem dignidades e bens eclesiásticos que se ambiciona, asnos e animais chegarão antes que um sábio. Se é o prazer amoroso que se procura, a jovem, parte importante do negócio, irá correndo de coração para o louco, mas se afastará com horror do sábio, como de um escorpião.” 118: Horácio e Epicuro no mesmo time
Escrito por a mosca filosófica às 15:14
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