NÃO ERA PRA CASAR
“Perder-se”: outra grande temática de reflexão, além d’“o retorno”! Excitação, adrenalina... Aventura: Valparaíso, Ingá, rodoviárias e ônibus. Longa noite: paradeiro inaudito. A vida como RPG. Ditadura do relógio em segundo plano. Caminho de leituras e afazeres até uma monografia: não outra que não um labirinto! Minhocão, subsolo, reentrâncias, números e siglas... Sagas em miniatura. Agora vejo essa tendência em tudo: na ebriedade, na Música, no futebol... Todo Link tem seu confortável domicílio perto de uma Sagrada Deku Tree, mas qual seria a graça se não explorasse? A vida sempre foi um JOGO! Com desespero e feridas reais, fica mais difícil de empunhar a espada sem pensar três vezes no que irá acontecer a seguir. Sair com febre: Guará e seus conjuntos, a casa do Bruno e a volta para casa – alguma dúvida do que é que eu queria? Com certeza não era dançar funk, beber cerveja ou transar com a irmã da Ranna! O fio de Ariadne não seria, aliás, o mouse? Redes de amigos, comunhões e desventuras – o risco de se danar, olhar para trás e não poder voltar... Auto-conservação COINCIDE com auto-mutilação. Cadê seus instintos? Mulher, a víbora (no bom sentido): quase me faz pisar na Igreja. Por que me apaixonei por você e não por outra, Eline? Porque o pré-requisito fundamental mais importante até agora não escrevi: PERDER-SE COMIGO NO LAR DO MINOTAURO! Você foi minha Salomé, “não era pra casar”! Estou na minha idade épica... Depois serei um daqueles velhos muito consultados? Frio na barriga, o maior dos imperativos por enquanto! Brasília de repente está em silêncio, silêncio que cheira a INTERROGAÇÃO. O que eu quero para o meu Messias? Por que tempestade dissipa? Para suprimir o pornô... O pornô é terrível por causa da ânsia que provoca. Daí se vê que é bem uma coisa do estômago. Não tem coisa mais sem-graça que a mulher rendida, despida, em quem (na qual, objetal!) somente se enfia! Sempre achei o semi-nu, o decote, a fuga e a intriga mais espetaculares. Aquele momento intermediário no qual somos mais felizes. Omissão feminina. Desbravamento masculino – 1ª VEZ: Eline se recusa a ir embora na noite escura, mas não se convida explicitamente a ficar, espera meus movimentos, logo vai me dar, sem me dar nada...! RPG, leia-se: transportar as neuras convulsivas cerebrais para o plano da ação. Não é que os sistemas caprichem nos cenários e na física e esqueçam da psique das personagens. É que o ocidental travado tem o cérebro inchado e é enfermo do pé! Renasça, ó beleza automática! Hiei, meu alter ego lutador! Depois que se cumpriu uma missão colossal, uma tarefa muito laboriosa, o que resta? Ora, nada nunca foi de ninguém. O amor a um ser humano, uma jóia, uma pedra preciosa, a estima popular, tudo é passageiro. Mas é suficiente o seguinte: gana de algo mais, uma curiosidade que persiste... Gastar até o último cêntimo da sua centelha...
Escrito por wormsaiboty às 18:01
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TRASNCENDER-18
O ESPÓLIO DE F. NIETZSCHE OU AS QUEIXAS DE RAFAEL OU 19 DIAS DE SABEDORIA
P. 47: “A partir de um sistema de forças determinadas (...) não pode resultar um NÚMERO INCONTÁVEL de situações.” O eterno retorno. O fim é já o começo. Não existe morte. à consultar página da “nova concepção de mundo” do Der Wille Zur Macht (“número máximo de combinações”, “dado”, etc.). 48-9: esclarecimento do espiritismo (kardecismo): não há o indivíduo, tudo são impulsos nervosos. p.s.: quem é Buckle? Fala da imortalidade da alma. Ei! A moeda maussiana, o hau, isso é espiritismo. Os mortos nunca saem daqui: eles nunca morrem. 50: retornar ao “macaco”. O bicho-homem imoral e trágico. Descobri que eu não guardo os elogios que me fazem. “A imensa expectativa quanto às relações sexuais estraga nas mulheres o olho para todas as outras perspectivas” – 55 59 (incompreendido – meu “observando-me-fora-do-mundo”?) “O estilo deve ser adequado em vista de uma pessoa bem determinada, com a qual tu queiras te comunicar” – ora, se não estou tendo isso AGORA! A questão é: UM ou vários? Pode ser VOCÊ?! Como que um eu acima de mim, embora quase intragável de tão platônico. Mas você não é uma pedra fixa... O oral antes do escrito? [Crucial] “Porque ao escritor FALTAM muitos MEIOS do conferencista” – eis o que procurava! É benquisto explorar entonações, gestos, meras interjeições, que afinal no falar são tudo! Devo escrever frases mais curtas. Porque sou muito RETICENTE no oral (não vá confundir – isto é, de quem teria muito a dizer e não pode). Nietzsche em seu manual de redação! 61: o sexo frágil é necessário como contraste do forte. 66: “O perigo do sábio está em se apaixonar pela irracionalidade”. “eu menosprezo mais o louvor do que a crítica” Aquele que é mau está bem com o mundo. Como se pode ser feio e defeituoso e não ser mau? Eu não sou feio ou defeituoso, mas tenho um cálice de dignidade que beira o transbordamento. Eu gosto de ir ao Conjunto Nacional. EU:LER (71) “O que mais gostamos de fazer gostaríamos que fosse considerado como o que acaba sendo o mais difícil para nós” “Nós fazemos também na vigília o que fazemos no sonho” “Os criativos são os mais odiados” “De tempos em tempos é preciso deixar suas virtudes dormirem” Agradecer nossas maiores falhas! A desobediência militar, o Pinho-Sol – risos deles. O porre da Mel. O ciúme. Não ter traído – virtude. Não ter trabalhado. 73, aforismo 48: dois medíocres não se entendem. Mário como figura-síntese do que se deve evitar como interlocutor. Thomas: outro que escuta mal, talvez faça bem falar-lhe qualquer coisa. Proveito próprio + paixão = egoísmo. Ora, eu sou a pessoa que merece o meu amor! Não sou pobre em amor! [outro ponto que me é caro] 74 “Tudo o que é longamente pensado se torna problemático” Quase tudo... “Quem quer se tornar um líder dos humanos precisa querer ser por eles considerado um BOM tempo como o seu inimigo mais perigoso” POST-MORTEN? Outra grande característica minha: detesto ser amado. Jamais rastejei quando foi assim. Veja: quando foi algo centrípeto unilateral, não lembro de ter movido uma palha – mesmo desprezei. É que é raro. “Jesus de Nazaré (...) queria ser o aniquilador da moral” – e não foi. Aforismo 74, p. 75: do giro do anel: já se conta [passivamente] com o mal. 80 “Ver as naturezas trágicas (...) e ainda conseguir rir (...) é divino” – “Como podes rir dormindo?” 77: “Em torno do herói tudo se torna tragédia; em torno do semi-deus – tudo sátira” [???] “A dança é a prova da verdade” “Mais um século de jornais – e todas as palavras vão feder” 82 “Pensar no suicídio é um consolo muito forte. Com isso se consegue passar bem a ‘má-noite’” “Nossos suicidas difamam o suicídio, – não o contrário.” A constatação mais sensível já levantada no quesito
Escrito por wormsaiboty às 19:54
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86: “Demora muito até que se morra pela segunda vez” “Agora é primeiro pelo eco que os acontecimentos adquirem ‘grandeza’ – o eco dos jornais” 89 102 – da tragédia. 107, ao Kothe: “Corre um falso dito: ‘quem não salva a si mesmo, como pode ele salvar os outros?’. Se tenho a chave para as tuas cadeias, por que a tua fechadura e a minha teriam de ser a mesma?” 109: reaparição da maldita distinção entre semi-deus e herói. Detalhes da família (pessoais). 111: “O que inventa (o conhecedor), o que intermedeia (o artista), o que simplifica (o apaixonado).” Nós, homens-da-meia-noite. O homem do eternamente retornável, do meio-dia. Para nós tudo é escuro. Demanda-se um novo – e primeiro – Iluminismo. Uma religião sem secular. Aceita o casamento, desde que com amizade. 120: MONOGRAFIA “Ascetismo do espírito como PREPARAÇÃO PARA CRIAR. EMPOBRECIMENTO intencional dos instintos criativos.” “A todo efeito segue-se um efeito – essa crença na causalidade tem sua sede no mais forte dos instintos, o da vingança” à newtonianismo. “Não se confunda: atores ficam arrasados à falta de elogios.” O contrário: se despreza o elogio! 121: “O ceticismo em relação a todos os valores morais é um sintoma de que uma nova tábua de valores está se formando”. 123: “Para a mulher, há apenas um ponto de honra: ela precisa acreditar que mais ama do que é amada. Depois desse ponto principia de imediato a prostituição.” “Os utilitaristas são burros” [Pode parecer simples, mas demorei muitos anos para ler essa frase.] O verdadeiro póstumo não é combatido, mas ignorado. 126: “A paixão de duas pessoas uma pela outra – isso são em todos os casos duas paixões e com diferentes curvas picos velocidades: suas linhas podem se CRUZAR, nada mais.” 127: contra a alfabetização universal: “Que qualquer um possa aprender a ler e leia, com o tempo isso deixa em ruínas não só os escritores, como até os espíritos em geral”. 129: “Ter ENTENDIDO um filósofo e estar CONVENCIDO sobre ele”. “Não vos deixeis enganar! Os povos mais antigos são agora os mais cansados! Eles não têm mais energia suficiente para a preguiça!” 132 e derredores: de extremo interesse para o amanhã. Fala-se nessa META que é a falta de metas, um olhar para o FUTURO que justifica o PASSADO. Mas é como se houvesse uma perda aí à Se NÃO acontecesse esse futuro, todos nós estaríamos numa CONDENAÇÃO ETERNA? Os mortos HOJE foram em vão, não se pode dizer que antes de se cumprir o DESTINO haja qualquer anel? Tanto faz? Por que tanto faz? “regressão à animalidade” “Não precisais temer o fluxo das coisas: esse rio flui de volta para dentro de si: ele não foge de si apenas duas vezes. [nascer e morrer?] Todo ‘era’ há de ser novamente um ‘é’. Todo vindouro morde o pretérito no rabo.” “Surgimento do amor: – amor como decorrência da moral” algo supremo parece se esfacelar em banal num mundo atomizado – o erótico é a demonstração par excellence. E o amor vai buscar esse “algo unificado” novamente, ao mesmo tempo instalando o embrião de uma sucessora divisão... Se você está para frente demais no tempo você não está para trás? Ou no mesmo lugar? Talvez fosse sensato reconhecer que o Cristianismo, como trecho do anel, é uma espécie qualquer de redenção que deveria ser um objetivo pelo qual lutar – mas e então? Nietzsche acaso é um fraco, moribundo, débil? Tudo é “logo”, tudo é “o super-homem”! Para o diabo com essa conversa!! NOVA GUINADA? Não, só fantasmas apolíneos. Maldito deus-homem! Meu destino é pragueja-lo! [apesar de sê-lo] 133: “Ninguém vem a mim. E eu mesmo – eu fui a todos e CHEGUEI A NINGUÉM.” Se todos os mundos fracassam igual, por que Nie. seria melhor do que Platão? Não existe máquina do tempo porque o universo é a própria MÁQUINA DO TEMPO [recorrente nas minhas anotações]. Já programou o curso de sua viagem? Só sei que não posso mais de forma alguma ler jornais e assistir comentaristas babacas e meu bafo fede a sangue. O que é que eu ganho por antecipar um detalhe da roda que ainda não beijou o asfalto nessa rotação? O que é que a pergunta ganha sendo sibilada 400 bilhões de vezes, DROGA?! O mito do moto perpétuo e aliás qualquer mito... Tudo verdade, uma idade ancestral e/ou onipresente. Por que, no entanto, as coisas não são melhores e eu não posso viver como nos meus SONHOS? Será um PERÍODO EXCRUCIANTE? Só não quero morrer sem ter feito VINGAR esta ESPERANÇA à e não quero ler esta palavra de mãos sujas! [Queixas...] P. 134 – falta honestidade para admitir: o Cristianismo se apresentava como método para dispor igualmente o fatigado espírito humano de METAS SUPREMAS, e o que é endeusado hoje como tragédia bem podia ser a fonte de todas as noções de pecado e talvez necessitasse da racionalização. Talvez Apolo àquela altura fosse sinônimo de dignidade. Talvez? Ah, a quem estou querendo enganar? O devir é MAU. Porque de onde estou só posso pensar nessa palavra. Minha MISSÃOZINHA tola é ser alguém que colabora com dois séculos que aí vêm para, em troca, não viver a vida de seu presente, sua ÚNICA vida. Descobrir que se se fosse mais como as pessoas por aqui são eu seria igualmente NOBRE e TRANSGRESSOR, pois superaria os trágicos! Rá, que sórdido... Basta meu auto-objetivo de SAIR DAQUI, EVENTUALMENTE MATANDO ALGUÉM, ESCREVENDO COISAS QUE CHAMO DE ARTE, E MANTENDO MINHA LINHA MÁXIMA DE CONSUMO LÁ EMBAIXO – PARA, SABE-SE LÁ, MORRER DE DOR-DE-DENTE. à Ah, se todos os mitos pegam! Meu guia será minha vergonha. Ler o horóscopo não rende mais vexame – falar com acadêmicos sim! [gênese do meu desgaste intelectual]
P. 137 – “Essa é uma razão contrária, e eu te sou grato. Agora me rebata, porém, ainda a razão contrária, amigo!” Ótimo, parece que não falei para o vento... “Com orgulho se venera quando não se consegue ser ídolo” – hoje sonhei com o Romário. REVELADOR DA ONTOLOGIA NIETZSCHIANA: 146: “Todo ser humano é uma causa criativa do acontecimento, um primum mobile com um movimento original” “Quando Deus entendeu a si mesmo, ele gerou a si mesmo e à sua antítese” 147: “Com ombros firmes, ele está escorado contra o nada e onde há espaço, aí há estar, há ser”.
Escrito por wormsaiboty às 19:52
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150: “O homem se define por ficar de pé, como o supermacaco, imagem do último homem, que é o eterno”. “Esses querem jogar dados e aqueles querem calcular e contar e aqueloutros querem ver sempre ondas e danças das ondas – eles chamam isso de ciência e ficam suando em cima disso. Mas são crianças que querem o seu jogo. E, realmente, é uma bela brincadeira de criança, mas um pouco de risada não prejudicaria o jogo” 152: “Há muito a calcular no mundo: mas calcular o próprio mundo – isso é enfadonho”. “A antítese do ser-acima-do-humano é o último ser humano: fabriquei este junto com aquele” 153: “História: evolução das finalidades no tempo”. O anti-Darwin: “O inverso, de que tudo até nós é decadência, também é demonstrável (...) até agora a natureza VAI A PIQUE.” 155: curiosos esboços de Assim Falou. 162: “A liberdade da vontade é mais bem-demonstrada como causa e efeito (a rigor, causa-efeito é apenas uma SEQÜÊNCIA POPULAR)”. 164 à SOBRE OS PAIS “Sentido do casamento: um filho que represente um tipo mais elevado que os pais” “eles precisam te desprezar quando tu vais mais longe do que eles – eles não entendem o acima-de-si” à LEI INCONTESTE – até eu posso ser vítima (como autor – pensar que se regride no anel e em verdade se avança – mas não seria um espírito mais poderoso que eu). “Tu suspiras por amor – mas não, tu precisas aprender a suportar desprezo.” A cavalo concebido se olham os dentes! O paradoxo de José na sociedade do trabalho: agrilhoar-se para libertar-se! Desprezar: - Troçar.
- Subestimar.
- Ignorar.
Eis as acepções clássicas e verificáveis aqui. De uma forma ou de outra ambos se alternam nisso. Ah, se ao menos isso se reduzisse a um só! Bom, N. também teve dois – aqui está mais para três contra um. O mais pungente: toda vez arrepender-se de se abrir! Nada entre um imprestável e um prestável. Tenho quatro pais. Seria um erro cósmico que não houvesse um pregador cristão quase debaixo do meu teto, afinal não há nada menos aparentado conosco que nossos pais batismais. Um ano torna caducos muitos sonhos e ridiculariza muitos pesadelos. 170: “Minha orientação para a Arte: não mais continuar poetando onde estão as fronteiras! Mas o futuro dos humanos! Muitas IMAGENS precisam estar aí de acordo com as quais se possa VIVER!” 171: “O grande MEIO-TERMO: a decisão sobre querer-viver e querer-morrer” à A filosofia de Camus 172: “A decisão. É preciso haver inúmeras vítimas. Uma tentativa.” “Ainda a mais doce das mulheres tem sabor amargo” 177: Gretchen, a plebéia de Fausto. 179: AQUECIMENTO GLOBAL: “É preciso proteger o mal como se precisa proteger o mato. É verdade que pelo rareamento e pela destruição das matas a Terra ficou mais aquecida --“ [e muito boazinha] 183: “O nojo pela sujeira pode ser tão grande que nos impede de nos limparmos” “Buscar conhecimento é um desejo e uma ânsia (...) Não há nenhuma forma de conhecimento que não seja antes um refazer” 196 A Debord: “Esses são meus inimigos: querem derrubar tudo e não reconstruir a si mesmo. Dizem: ‘tudo isso não tem valor’ – e eles mesmos não querem gerar nenhum valor.” Aforismo 225: das alternâncias. Não é coerente com a condenação da ressaca. Esse periódico incômodo me é essencial para sobrepor tais momentos com algo mais forte. “Vontade de sofrer” “em cada nascer há um morrer” “O animal nada sabe do seu si-mesmo” p. 199 “Temos de ser um ESPELHO do ser: somos Deus em miniatura” 202, af. 263 – sobre o aumento da expectativa de vida e o paradigma estreito da medicina moderna. Af. 267: “Há muitos que não sabem nada melhor sobre a Terra do que ficar na cama com uma mulher. O que sabem estes da felicidade!” Tipo Aloísio, “o pegador” – extrema limitação – viseira de cavalo – em alguém que cresceu comigo e já foi tão apurado quanto – excelente laboratório cristão. A honra de um sujeito assim está preservada justamente por ser minha antítese. 203: morrer de sede no mar. 204: crepúsculo tratado como engano. Reforçado pelo ser-acima-do-humano e seu sol de meio-dia. 210: “Os judeus estragados pelo aprisionamento egípcio” “Odeia-se mais aquele que nos seduz de volta a percepções sobre as quais nos tornamos vitorioso com extrema dificuldade” – meu caso: a juventude (o que explica a velocidade-relâmpago das minhas rupturas). E os sociólogos! Ultimamente tem sido revoltante ler. E ainda: todos os ateus esclarecidos, os liberais do convencimento (os velhos Tartufos!), os igualitários, as mulheres melosas. Mas sobretudo os estudiosos e os hedonistas! Qualquer colega dos tempos de escola. Eles não acompanham o ritmo da dança. A classe média insossa do DF. 211: clara divisão entre ativos/passivos, otimistas/pessimistas, filósofos levemente subseqüentes (o último homem, projeto existencialista, “direitos humanos”) e os mais distantes (estetas do absurdo, os trágicos e imorais). Lutas, rodas atritando, sentidos opostos à “Quando Hegel encontra Heráclito” HISTÓRIA DAS INTENÇÕES X HISTÓRIA DOS FATOS: o trágico em Weber. “A fome não tem por meta a satisfação do apetite”, 212. Ética “Nuno Leal Maia” e hedonismo representando o sufocamento da liberdade. (CATARSE – televisão, fuga, premeditação da ação?)
Escrito por wormsaiboty às 19:49
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Liberdade, de fato, o que seria? A personalidade heróica, prometéica. O tipo de Camus em Sísifo. Aceitação da edipianidade da vida. “Fatalismo” vira uma razão suficiente. P. 215 – “somente as naturezas ordinárias podem ver no Estado o instrumento da desforra” – vide O CENTRO, A LENTE E O REBANHO. VINGANÇA DE SANGUE X VINGANÇA INSTITUCIONAL Vendeta x frieza Quem eu mataria? Um Cleyton. Uma Julliana, um Vinícius. Um Paíque, o símbolo a incinerar: flamenguista (o que desde já inclui o subtipo fanático), ativista, pedante, popular e intelectualmente desprezível.
“A era dos reis acabou, pois os povos não são mais dignos deles” Z. “Moral como mímica dos afetos” A música CONFESSA o afeto, muito ao contrário da escrita, que é tão diferente da modalidade oral. Kant e sua ingênua presunção do codificar-tudo: não passa de um pára-raio. Páginas interessantes... 217 218: a lucidez antropológica de um século depois já falada por aqui – crise do gosto. “quanto mais as religiões forem morrendo, tanto mais SANGRENTO E VISÍVEL há de se tornar esse combate” – auxílio da mass media: “Estamos no início!” Resta saber onde termina o início. Trechos de fisiologia análogos a Vontade de Potência – já não são diretrizes de comportamento macroscópico. Hamlet – DURA CRÍTICA. O não-ser não está em debate. Obra frustrada. “O quanto mais nós vivemos no BEM-ESTAR revela-se no fato de a dor ser sentida tão MAIS FORTEMENTE do que o prazer isolado” – se é assim, tem-se o poderoso estímulo que findará por sepultar a própria sociedade do bem-estar. “o ódio e o nojo ao estranho são do mesmo tamanho que o prazer consigo” 222 O pragmatismo contra o heroísmo. A diferença entre o inteligente e o sábio: não se importar em ser prejudicado. 224: “aparece como a aspiração máximo do ser humano tornar-se UNO com o mais poderoso que existe”. “que nós tomemos o mais próximo [o sistema nervoso consciente] como o mais importante é justamente o velho preconceito – Portanto, reaprender!” Valorização máxima do corpo humano – a maior obra de arte do universo. “Toda essa ânsia pelo imorredouro é conseqüência da insatisfação” 230 “Os nossos ‘ricos’ – esses são os mais pobres! A finalidade autêntica de toda riqueza é esquecer!” “’Endeusamento da natureza’ – isso é conseqüência de pobreza, vergonha, medo, idiotice!” “Eu quero não ser entendido por longo tempo” Nesta fisiologia o autor não discrimina homens e mulheres, o que depõe a seu favor na questão. Atavismo: hereditariedade a longo prazo. Vício. O que Nietzsche diria do Homem na Lua? “Luto com o dragão do futuro: e vós, pequenos, tereis de lutar com minhocas” 249 A vida é uma tragédia para aquele que sente, e é uma comédia para aquele que pensa. [o semi-deus é o que pensa?] “Todos aqueles que produzem criativamente procuram novas linguagens: ficaram cansados de uma fina língua desgastada: tempo demais o espírito andou sobre tais solas.” [ele não está falando aqui de reformas estúpidas] “Dos judeus tirar-lhes o dinheiro e dar-lhes outra direção” O que são as “sete solidões”? 252: “ponho a mão no fogo pelo próximo milênio” “Vivo como em outras épocas: minha altitude me dá trânsito com solitários e ignorados de todas as épocas” “muralhas destruídas”: um enigmático pré-requisito da formação do ser-acima-do-humano... “Mostrar a ‘metafísica da metafísica’!” 253 “Os seres humanos mais influentes do mundo são os mais escondidos” “Cultura é apenas uma fina película de maçã sobre um caos efervescente” “Opiniões públicas – preguiças privadas” 263 “Corre-se maior perigo de ser atropelado quando se acaba de escapar de um carro” “O discípulo de um mártir sofre mais que o mártir” “Quando não se tem um bom pai, então é preciso se arranjar um” “Não se sente a monotonia quando nunca se aprendeu a trabalhar para valer” [sufocante, binômio cada vez mais nítido] “Alguns homens choraram o rapto das suas mulheres; muitos, que ninguém as quisesse raptar” “O fantasista nega a verdade diante de si; o mentiroso, só diante de outros” 264 Para mim: “Os seguidores de um grande homem costumam se deixar ofuscar para melhor poderem entoar os seus louvores; pobres pássaros canoros!” Aforismos (meus, quando sem as aspas): Eu refundei a maldade. É preciso saber colher os louros da fama e da vitória. Os direitos humanos recrudescem a cretinice da modernidade. O que pode ser pior do que ganhar uma irmã via esmola? Cristandade ao meu redor. “É preciso saber obscurecer a própria luz para se livrar das moscas e dos fãs” O Ocidental Obscuro bem o sabe
Escrito por wormsaiboty às 19:48
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“Uma boa sentença é dura demais até para o dente do tempo” “A maior doadora de esmolas é a covardia” “Para o amigo do estilo rebuscado, o estilo solto é uma tortura para os ouvidos” 266 “É preciso acabar com os mendigos, pois a gente se incomoda lhes dando e se incomoda não lhes dando” Indigesta sociedade, que se cansou de descansar. O sonho me diz o que eu quero fazer, mas não o que eu quero. Eu não quero a mulher que eu cortejo – eu busco cortejá-la para que alguma ocasião se suceda. Sempre há um próximo passo. Quando um se masturba, quer o depois-do-gozar. O que é a fome? É o produto da digestão! Mas a digestão ocorre – com fome ou não! Conhecer efeitos inesperados de um desejo não obstruem a equação: há sempre um lado com incógnita. 280: psicologia. HERÓI: Aquele que se faz passar por ridículo para salvar a humanidade – talvez essa impressão de mim mesmo seja até mais arcaica e profunda que a da palavra “revolta”. “O que todos sabem é esquecido por todos” 289 “imortalidade é apenas uma metáfora” – a consciência de que, anelada esta ou não, só se vive uma vida. Ora, e o que é 1? O que significaria o eterno? Fadiga e esterilidade, aquele que não se destrói, que não é herói, seria como não retribuir todos que se sacrificaram para que ele nascesse – mas aí está: como morrer é a “volta”, agradece-se, criativamente, a si mesmo. Ultra-dádiva. Queres paz? Tomas paz! Para haver paz, é preciso haver a guerra! Como poderia existir criatura toda-poderosa, não-paradoxal? Não é aquilo que não se percebe. Que deus em frangalhos, este que não é contemplado! Rá! Mas é sentido. Porque não é sujeito nem predicado. O paradoxo de deus é que nós o somos. Dizem por aí que o pragmático ser humano mais perde seu tempo com o que não existe, os demônios que inventa – e que deus não passa de palavra. Mas se é para apalavrar, que tal embate de deuses? 312: Quem é Pana? O par de Zaratustra? O sábio visita o Diabo. 322: “Visível deve se tornar o mundo ainda no menor de tudo: então vós pensais estar ENTENDENDO: essa é a bobagem do olho” MONOGRAFIA “Nada é mais caro do que um falso delírio sobre bem e mal! ‘O homem bom é impossível: na própria vida o não-bem é delírio e injustiça. E essa seria a última vontade voltada para a bondade: negar toda a vida!’ Com o vosso bem e mal, vós vos magoastes a vida, cansastes a vossa vontade; e a própria apreciação vossa era o sinal da vontade declinante, que busca a morte.” 323 “A onda rugiu ao passar: a criança chora porque ela arrastou consigo o seu brinquedo para o abismo. Mas a mesma onda joga-lhe cem outros brinquedos na alva areia. Portanto, não choreis por mim, meus irmãos, por eu estar passando!” “A flor quer a semente” O que parece ser repetição não é: Nietzsche embaralha seus ditos com uma palavrinha aqui, outra ali... “’Sem raiva não se vence nada’ Aristóteles Aparentar ser belo e terrível Zaratustra 4, FINAL” P. 334 337: número e poderio das minhas explosões de força – para determinação do meu valor – está falando de momentos como o “rompimento com o tratante” e a “escrita do DA CULPA” ou “de ÊXTASE”. “depois o direcionamento dado a essas explosões.” Potência extraordinária a que me foi dada de enxergar tarde demais – cada um dos meus erros. E desde então eu tenho seguido errante por elipses, creio que isto seja um bom direcionamento. Já me sinto aborrecido por me sentir o tempo todo doente e desprezível nestas férias: pode ser impressão falsa – voltei a romper com figuras do meu passado. Creio que seria uma vitória continuar na toada... Sonhos: Liz e Antonielle, Camilla – lixos. Paulo Henrique e Tavares. Demonstrações de profetismo. Sim, eu posso voar! Nome do PROJETO: Professor Solitário. Obstáculo: adolescentes de safra estragada. “Meta: formação mais elevada de todo o CORPO e não só do cérebro!” 337 – quando descobri o valor de não ser motorista e o de comer bem. Mais que qualquer abstenção. Repisar um ar puro, respirar um ar puro nas entranhas! “História dos seres humanos mais elevados” – projeto inconcluso (?). O ferido sempre se irrita consigo mesmo – esse é o poder da dialética trágica: ele estará MAIS FORTE da próxima vez. Verdade sobre o sistema judiciário (339): “O prejudicador é compensado – é a forma mais antiga, não a intencionalidade hostil. A indignação surge por se ter sido prejudicado, portanto em função do êxito do inimigo, não em função da hostilidade. É a sensação do vencido – a ânsia de vingança: não a sensação de que tenha ocorrido uma injustiça”. 340: a justiça devia mais exilar do que prender? A garantia de rebaixar o status do criminoso, não de impedir que ele o seja, numa jaula. “A relação suprema continua sendo a do sujeito criador com o seu material: essa é a última forma de arrogância e supremacia.” “Arrependimento: isso é vingança contra si mesmo” Toda vez que penso na palavra arrependimento, penso em Eline. 356 “Quando o ouro tilinta, a puta pisca os olhos. E há mais putas do que moedas de ouro. Quem é venal, esse chamo de puta. E há mais venais que moedas de ouro!” “Desprezo a vida supremamente: e eu amo a vida ao máximo: não há nisso nenhum contra-senso – nenhuma contradição” 357: terceiro sexo? A ARENA DO POLITEÍSMO “Com os deuses, há muito já se está no fim: eles todos morreram – de rir. Isso ocorreu quando começou a rodar o dito mais ateu já vindo de um deus – o dito: tu não deverás ter nenhum outro deus além de mim: uma velha barba iracunda de Deus esqueceu portanto a si. Tão pobre jamais fora um deus em seu ciúme a ponto de impor: ‘tu não deverás ter nenhum outro deus além de mim!’ E todos os deuses riram então e se sacudiram nas cadeiras e exclamaram: ‘Não será justamente divino que haja deuses, mas nenhum Deus único?’” Renan: um nome de desgraçados obstinados. Assinado: O Ronin
Escrito por wormsaiboty às 19:43
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ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA
José Saramago P. 51 – está armado o cenário dos campos de concentração. P. 127 – enxergo nitidamente o ocaso do Ocidente inteiro – quando nenhum carro mais trafega e a propriedade particular vale menos que alguma coisa... Mas sempre há esperança... Aposto aqui que se logrará uma sobrevivência [início da leitura], ascenderá uma civilização de cegos. Ora, sequer sabemos de que condições proviemos! Para onde vai a Estética? P. 130 – incrível alegoria/pastiche/cornucópia humana de quadros famosos, na descrição do “cego anônimo”. Degeneração escatológico-sexual indizível. “Como consentidor é duas vezes corno” p. 174 “teólogos (...) afirmam, embora não por estas exatas palavras, que a maior dificuldade para chegar a viver razoavelmente no inferno é o cheiro que lá há” One – Metallica: “Darkness imprisoning me / All that I see: absolute horror / I cannot live / I cannot die / Trapped in myself / Body's my holding cell”. “quando é que é necessário matar[?] (...) Quando já está morto o que ainda é vivo” (189) “Os vossos soldados devem ter sido dos últimos a cegar, toda a gente está cega. Toda a gente, a cidade toda, o país.” (215) 216: de volta ao nomadismo. 225: sem água e comida num meio urbano em vias de extinção: perfeito para o Messias. 227: por que nessas histórias de apocalipse e último homem há sempre um cão? Filmografia: I Am Legend, Madrugada dos Mortos... 254-255: fator nivelador – sem bancos, não havia mais ricos. 277 – um escritor neste pós-mundo! 286: eterno retorno. 2987: ressurreição bíblica. Final exuberante. Os “santos cegos” e a escada do subterrâneo do supermercado como a boca do inferno. Um dos livros que o Messias irá ler é este. 306: a escuridão... e o regresso, a retomada (depois da revelação).
Escrito por wormsaiboty às 02:34
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TRANSCENDER-17
HEIDEGGER’S HEGEL’S PHENOMENOLOGY OF SPIRIT A construção do sistema hegeliano – primeiramente, o autor necessitou recorrer ao fenômeno para dar suporte à continuidade de sua filosofia central (a Ciência e limites do conhecimento). Postumamente, deprecia o acontecimento e o relega a sub-seções em uma nova versão do sistema, doravante guiado pelo Espírito e pela Lógica (lógica hegeliano-dialética, em oposição a Platão e Aristóteles, ou, como preferir, “compreendendo” os dois). O universo só pode surgir do Absoluto, mas é o material e explícito responsável por legitimá-lo como tal – o Universo é como o paradigma ególatra do homem que para fazer-se precisa ser reconhecido pelos outros. Nisso estaria o mistério do universo de se auto-desvendar “fingindo” ser outro para contemplar a si mesmo. Eu sou deus. Eu encerro o absoluto em meu caráter fugidio. Não devo me voltar para o universo em busca da Verdade: se ele sou eu, ela reside em mim mesmo, no meu devir. Aliás, ela o é. [isso é exatamente o que Sartre dirá na introdução de sua magnum opus] O problema do “saber absoluto” em Hegel e a constatação de que o Ser e a Verdade são quadros atemporais, desejo de fim e de morte, está no limite lógico do Ocidente e naturalmente antecede o DEVIR nietzscheano. Hegel é o último grande herdeiro de Platão. O século XX oferece um panorama engraçado: Camus insinua que o problema central da Filosofia deve ser “julgar se se deve viver”. Já Heidegger insinua que a grande questão é “o que é o ser”. Uma Filosofia da Morte que quer a vida e uma Filosofia do Ser que deseja a morte! É banal discutir se a Filosofia é ou não Ciência. Ela existe meta-isso, além. Trata dos problemas da existência. Nietzsche é taxado de anti-filósofo por ser imoralista e romper com os clássicos. Sem embargo, seu trabalho sem dúvida é Filosofia Clássica. Talvez o problema seja a atual condição precária da disciplina... O conhecimento absoluto é um espelho que quer ser olhado. Quem pode olhar? O discurso, o relativo, a própria “soma rumo ao supremo”. A História seria o movimento de auto-descoberta culminando na satisfação plenipotente do espírito. Para mim, tanto faz (volta ao primeiro tópico). A consciência progride, por experiência, até a auto-consciência; esta por sua vez aspira imperfeitamente ao absoluto [os existencialistas apontariam um erro grosseiro aqui: não existe consciência que não seja consciência de si] dizendo-se isso mesmo (que é relativa, sabendo, pois, do que sabe); é um movimento de “absolvição”, de chegada ao espírito, o absoluto. O fenômeno é o espírito materializado. Pp. 24-25: “A aparência formal pura do absoluto é a contradição” “A fenomenologia do espírito é o genuíno e total aparecimento do espírito” [Hegel e Heidegger são o Pai e o Filho: o Espírito Santo são os problemas para se fazerem entender; escrita embotada.] Os três primeiros capítulos são dedicados a esclarecer o jogo de linguagem por trás do título original da publicação em excelência de Hegel, Ciência da Fenomenologia do Espírito. “O conhecimento absoluto é conhecimento e vontade ao mesmo tempo” Atenção: as fenomenologias hegeliana e husserliana não batem. [Husserl é considerado uma “escola à parte” por Sartre.] Hegel não deve ser interpretado, aqui, como um introdutor à Filosofia: seu livro busca o “oposto”, se pudéssemos assinalar de modo extremo, uma vez que lida de forma definitiva com o problema ocidental da possibilidade de conhecimento (uma potente auto-apresentação da senhora razão), inscrevendo-se no cume do Idealismo Alemão (curioso Heidegger tipificá-lo após criticar rótulos). É, complementarmente, a espiral derradeira da escola racional, duramente golpeada, na seqüência, pelo Irracionalismo nietzsche-freudiano. “Em Filosofia, inexistem predecessores ou sucessores de um trabalho (...) todo verdadeiro filósofo é contemporâneo dos outros filósofos” (p. 32). [Frase famosa e funesta.] Quer dizer que Hegel nem mestre alternativo algum envelhece, e que sua doutrina é só uma doutrina. Uma vida que não se chama Georg Friedrich Hegel precisa de mais que uma doutrina. Enxergo necessariamente o DEVIR quando leio as intenções de Hegel (“o fim é o começo”). Eu sou o Evangelho! “Deus” é a própria vontade do todo que em seus frangalhos se define, assim como a ausência de deus. Deus é e não é. Ou sou eu ou sou deus. Sou eu. Deus perde a relevância. Ou eu sou Deus. SINTO, LOGO EXISTO. EXISTO, LOGO SOU DEUS.
Escrito por wormsaiboty às 02:10
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TRANSCENDER-16
A “OBJETIVIDADE” DO CONHECIMENTO NAS CIÊNCIAS SOCIAIS Weber – Sociologia Orgs.: COHN, Gabriel FERNANDES, Florestan Bela síntese do sociólogo-politicólogo. Capítulo 3, do título Hipertrofia do “econômico”: tudo no mundo moderno o é. A ciência social prima pelo materialismo, no entanto as questões da realidade exigem perspectivas de abordagem multi-focais a fim de não ser-se um pesquisador estéril. Weber critica pesadamente o materialismo histórico como pressuposto essencial de qualquer sociologia, à página 84. O econômico não determina todo o resto. É necessário fazer a síntese entre Hegel e Marx. [longa discussão – ponto pacífico, observação tautológica] “Tendência monista”, “conhecimento refratário à auto-crítica”, “toda uma concepção de mundo”... Para Weber, essa miopia causal advém do relevo contemporâneo da “questão operária”. Contexto do artigo: luta inter-estatal e acirramento das concepções evolucionistas. O perigo dos “ISMOS”. Nem a própria Economia, ou então a Biologia, deveria se sufocar tanto de si mesma. “Você se torna aquilo em que você afunda”, me disse no corredor o Thomas. Não existe o Big Bang. Não existe fora de um círculo hawkingiano... Talvez ser poeta não apresente problemas, se o mundo é poesia... O século XX apenas rumina Nietzsche. A Sociologia até hoje não foi capaz de nenhuma LEI (sem-gracice cósmica). De Comte ao bigodudo: a única lei é a ausência de leis que perdurem. “Saber mentir” Plano da Astronomia: ora, a dedução de galáxias recua até o ponto da dedução (especulação)! P. 89 – “queda pecaminosa” – o precedente do cientista ocidental para enunciar leis após dado ponto. Antes, um universo pré-físico, depois Newton ou, pensando bem, Einstein. Einstein? Antes a barbárie, a selvageria. Depois, a organização social. “Mesmo com o mais amplo conhecimento de todas as ‘leis’ do devir ficaríamos perplexos ante o problema de como é possível em geral a explicação causal de um fato individual, posto que nem sequer se pode pensar a mera descrição exaustiva do mais ínfimo fragmento da realidade.” E ele vai tirar uma meleca aqui e em seguida cairá uma bomba atômica do outro lado do mundo – e neste momento o próprio narrador quer saber por que quer saber o que se passa. P. 96 – esboço da Gaia. As nomenclaturas de Weber são absolutamente inspiradas nele, e até acho que não fossem desvios de tradução eu o perceberia de modo menos latente. Panlogismo – doutrina da razão universal; altamente tributado a Hegel. Ápice do Idealismo. Ensejo de imoralismo! Tipo ideal em cena – 106. Um instrumento aproximativo adequado. 108-10: excelso. Ou se utilizam conceitos ou se fala em vão. 113-114: “o historiador moderno de espírito relativista (...) sente a necessidade de obter os padrões dos seus juízos a partir da ‘própria matéria’ do seu estudo. (...) E o atrativo estético desse procedimento constantemente o incita a esquecer a linha que separa o ‘tipo ideal’ e o ‘ideal’, donde esta situação intermediária que, por um lado, não pode reprimir o juízo de valor, e que por outro tende a declinar a responsabilidade dos seus juízos.” O tipo ideal escaparia de Platão – interpreto basicamente como sendo um enunciado de grande potência, uma verdade, sim, em seu tempo e espaço, porque disseca muito bem seu entorno, ecoa para gerações futuras sem envelhecer. Weber poderia simplificar dizendo: é preciso tato. Ou se o tem, ou não se o tem! É verdade, ele sabe como poucos... Tipo ideal como teoria: metafísica. Distorção da realidade. Não obstante, Marx empreendeu algo que está ainda além de Weber. Trata-se do ensejo de dialética trágica, ponto em que não é só a antítese de Hegel, mas sua derradeira superação. Não importa se pelo mecanismo “errado” (bem como o é a causação religiosa de Weber, porque tudo se imbrica), a superestrutura, Karl Marx pôde captar o caráter trágico do Capitalismo. Isso está além, obviamente, de qualquer “empirismo” e o futuro será sua testemunha. 120: reconhecimento da data de validade de um tipo ideal, substituível. As Causas Sociais do Declínio da Cultura Antiga Causação lenta e interna (previsível). Comércio via mar por excelência. Autarquias.* Escravocracia – quando alguns homens deixam de ser objetos o mal se eleva... A Idade Média como transição entre a comunhão mágica e a degenerescência (individualização). Qual o próximo entreposto? Provavelmente estamos em sua iminência. A única coisa que ascende é o dinheiro; os valores já se encontram em regressão (ponto de vista apolíneo). (*) Modernidade: dependência exterior. O que se entende por Economia natural afinal de contas? Ausência do que chamam de “crédito”, a ficção? Em Roma, o ESPECULADOR não é o da moeda, mas o das terras. P. 46 – ponto crítico. Eis o cume explicativo: 48. O cristianismo, a propriedade privada e a família – o senhor tinha de deixar o escravo viver em anexo a sua propriedade com a mulher para ter filhos (e aí passava a ser dono de coisas), caso contrário, com o fim da expansão imperial romana, haveria facilmente crescimento vegetativo negativo, e sendo o suporte da Economia (e da cultura) a escravidão, vê-se no que isso iria desembocar, inevitavelmente... Cidade decadente à sintoma. Pp. 51-55: subtítulo 6: o impasse entre recrutamento para o exército e serviço remunerado no campo. Diferenças: o Estado precisava de dinheiro para custeio do exército e no campo o pagamento era diretamente em bens. Ou há falta de comida ou há deficiência de segurança nas fronteiras. Bárbaros começam a ser contratados – as forças militares se mercenarizam (venalidade), ao passo que o comércio decai. Eis um paradoxo desmantelizador: a sede imperial como buraco-negro (fisco) não-funcional. Quanto ao papel do Estado, Weber alega que Império Romano e Idade Moderna são qualidades diferentes – mas não me convence! De novo, superestrutura anti-marxista (POLÍTICA à ECONOMIA, e não o contrário – só para “provocar”, ele se “esquece” da mão-dupla). Um belo ensaio. Weber quis ser menor do que foi, ao evitar polêmicas! Homem da meia-noite eu sou!
Escrito por wormsaiboty às 00:39
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TRANSCENDER-15
HENFIL NA CHINA (antes da Coca-Cola) 18 ed., 1987 P. 13: “Eu ia me perguntando: qual é o objetivo da Europa? Revolucionar o mundo? Não mais. A busca da felicidade? Nenhum traço. Justiça social? Não me consta. L’amour? Nenhum indício. Então, para que vive a Europa? Para consumir até perder o sabor e aí precisar experimentar as próprias fezes como forma de excitar os sentidos anestesiados? Parti de Paris numa terça, 19 de julho, sentindo cheiro de cocô. Tudo limpo. Sem mosquito. Mas tava lá o cheiro de cocô espiritual. Mas que fazem palácios, jardins e igrejas lindos, fazem.” Ao contrário do governo brasileiro, o chinês preserva cada um dos traços culturais das etnias minoritárias. P. 47: “Saio da França, chego na China e vejo o cocô adubando grande parte da agricultura chinesa. O cocô aqui trabalha duro em vez de ficar em orgias alienadas como na Europa.” Notas engraçadas (ok, quase todas): o vaso chinês e o ato “de cócoras e sem encostar” – não é para o Henfil. A China não se afigurava como eminente poluidora! Há sempre a briga pela maior produtividade – ainda que travestida ou “infantilizada”. Criam-se a tristeza e a fadiga típicas de sociedades industriais terceirizadas – não há escape, tudo integra a religião do progresso! Henfil apareceu em um momento marcante para 900 milhões de pessoas: o relaxamento do regime, a Revolução Cultural. Aspectos inflexíveis começavam a se liquefazer. 1977: faz um ano que Mão morreu. Quer-se escapar do revisionismo (ortodoxia a la Stalin) do Bando dos Quatro, de dentro da qual a viúva de Tsé-tung exala seu fel. A excelente idéia dos feriados rotativos (p. 88)! P. 92: “A China jamais, é o que sinto aqui, partirá para uma invasão no exterior. O perigo amarelo não existe.” Brilhante vislumbre a la dialética de Arrighi. Associação territorial-econômica onde a expansão política é desprezada (anti-imperialismo): o que importa é a consolidação interna. Mais: “Nenhum outro povo é citado em nada, a não ser os russos que deverão (eles repetem isso toda hora) invadir a China mais dia menos dia”. A União Soviética é um gêmeo americano. Os japoneses, outros. “Mas o que são 20, 30, 100 anos de comunismo para um homem de 20 mil anos? Minutos, talvez.” “Picles”, capítulo pp. 91-94: reflexões interessantíssimas e contraste com o american way. Gostaria de saber se todos lá, hoje, ainda lêem e discutem saborosamente Marx... Devo procurar uma complementação/atualização? P. 93 – “Não há advogados na China.” P. 94 – os chineses tentavam a reforma urbana de Dahl, esvaziando as cidades e dispersando o povo. Corroborando Simmel (p. 100): “não há prostituição de forma alguma. Não fique em dúvidas. Há prostituição entre os índios?”. Para Henfil, o “problema sexual” chinês não é nenhum problema! Nós, os ocidentais, é que somos peritos em fundar dilemas insolúveis por meio de contrastes anti-naturais. P. 113: “O crime na China, realmente, não compensa.” Punição ideológica. Como estão hoje os abrigos subterrâneos, as réplicas impecáveis de Pequim a quatro, oito e quinze metros do piso das cidades? Esvaziados, mas conservados para o turismo. P. 120 – o milagre de Júlio Verne. Dazibaos, os fanzines chineses. Inflação e impostos congelados. Como a China mudou em três (duas) décadas! A China de Mao é o lugar (extinto) onde a auto-suficiência está acima de tudo. “Sincera, cândida, ingênua, simples e comovente. As cinco palavras que mais usei para definir tudo na China.” (156) “É bom saber que, ao contrário da Rússia e do Ocidente cristão, não se usa o choque elétrico na China.” 163 “Nunca vi nada mais ‘católico’ que a China Comunista” 164 – quem é o Anti-Cristo? Homossexualismo: decadência cultural inexistente na China. A diferença entre Mao e Stalin, ou entre a China e a União Soviética, é que o chinês é camponês, e o russo burocrata alienado do povo e imerso no poder... Cabelos longos na China: remetem ao Império. P. 204: “Talvez, na hora do pau, os camponeses resistem à tão temida ocupação estrangeira, mas os operários de fábricas como a de relógios vão é se identificar com os invasores estrangeiros. Eles já se identificam no comportamento. Dois autômatos, sejam eles chineses ou suíços, se beijam, sim senhor.” O profético Henfil... E como o mundo é cada vez mais urbano... P. 213 – a “universidade-parlamento”. Mais uma: “O pouco contato que eles têm pode ter ajudado a construção de um socialismo puro, mas poderá, no futuro, criar grandes danos quando o ‘civilizado’ chegar com suas gripes. Esta pureza chinesa não preocupa?” P. 218 – lavagem cerebral infantil. A propaganda (não falo aqui da mídia – aliás, também) ideológica – desde Pequim – é terrível, asfixiante. Talvez fosse, mas Henfil a sublinha na reta final do livro, quando está em Shangai. P. 225 – Henfil explica: são seus anticorpos burgueses e a saudade da pátria entrando em ação. P. 229 – premonição sobre a poluição e a capacidade produtiva crescentes – competitividade e burocracia levam ao capitalismo. P. 235 – os camponeses cozinham com “biogás”: o próprio cocô vaporizado! P. 247 – fica evidente como está enraizado o PROGRESSO. A vontade para se atingir um fim qualquer seja... P. 254 – não pode haver arte medíocre. Pp. 268-9: famílias que viviam em barcos e eram proibidas de aportar nas margens do rio! Os “favelados aquáticos”. A terceira idade na China é digna. Cantão, um bolsão de miséria – ainda que estejam extintos os tais “favelados aquosos”. Feias-Artes. O banco que não é banco: vigia para que não ocorra o ciclo D-M-D’ (lucro). Gostaria de saber em que pé anda a autonomia das comunas e lavouras camponesas na China das Olimpíadas! “É impossível utilizar a Rússia”, 301. Há chinês malandro! (302)
Escrito por wormsaiboty às 23:30
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INTERNET E INFERNO... ALGUMA DIFERENÇA?
Esta noite sonhei acordado no banheiro com o que significa o abismo entre eu-mesmo-hoje e o eu-mesmo-adolescente. Foi como ter visto um filme autobiográfico e imensamente esclarecedor – como se agora esse meu futuro maldito e encarniçado realmente fizesse algum sentido... sim! Porque estava faltando alguma peça da engrenagem. Uma peça da engrenagem chamada “cabeça”: como quando você se levanta depressa demais, e aí não sente a circulação sangüínea nos miolos. Aquele esvair-se, sair de si, crer por poucos segundos que tudo não passou de ilusão, de um enorme equívoco... antes de retomar a serenidade, o fluxo coerente e a mania de ordem típicos das coisas. Quando se está prestes a desmaiar – um ato parente da morte – estes eventos de escape são possíveis. Dessa vez é como se tudo acontecesse embora eu tenha conservado ininterruptamente minha lucidez. É no momento em que indagamos boquiabertos: “não poderia ser essa rota de fuga a jornada até a luz, ao invés de um devaneio pueril e bastardo?”. Sentado na privada, com a boca escancarada e cheia de dentes – exatamente como o Raul. E o que se pode dizer de uma raça entrópica, que a cada segundo encara com mais seriedade a idéia do fim? Essas duas últimas semanas foram tão conturbadas – não, na verdade este ano inteiro, que passou a galope (o ano europeu) – que há somente alguns dias eu quase arrancava os cabelos por pensar que meus surtos psicóticos haviam se intensificado em tal ordem que dali em diante seria quase impossível voltar a escrever sem parecer um babaca. Um louco que se olha no espelho, mais louco a cada piscada, perdendo o estilo! Será que é assim que se dá? Loucos – ninguém pensa neles como seres humanos, para começar. Isso não é novidade. Mas e o doido de passaporte, aquele que nasce são da cabeça – por mais que seja um doente do pé – e de repente... BOOM! Como é essa bomba? Qual a velocidade da explosão, de onde ela é disparada, e pode ser sentida? Ninguém voltou do seu mundo de Alice para contar! Percebeu? É como com os vampiros ou zumbis – uma vez que os homens tenham mudado de time estarão assim para sempre. A humanidade nunca ganha “novos adeptos”, a não ser pelos nascidos, que podem muito bem já pertencer a um dos subgrupos “exógenos”. Um louco não vira gente. Jamais. Mas a gente vira louco. Um demente salivando – quadro terminal. Um galã engravatado – quadro transitório. ETERNA decadência... Sabem qual a diferença entre um velho e uma criança? A rigor, nenhuma! A diferença de tratamento se explica pelo fato de a criança ter um futuro. O doido – quer dizer, o velho – já se despediu, converteu, foi exonerado, deserdado, há muito tempo! A tragédia é que deveriam deixar as crianças mal-criadas! É imperdoável essa salvação, que promovem, dos doidivanas desde cedo, na escola. Me distanciei daquilo que tinha em mente – são os sintomas! Não, brincadeira, e não é infeccioso. Há pouco tive um dèja-vù da minha adolescência. É muito fácil ver esse período evaporar sem sacar nenhuma lição do passado! Pode ser que eu não dispusesse de outras formas de convívio, mas é determinante em meu devir entender que o conto-de-fadas cibernético da pessoa feliz e sem machucados tem de ser mantido no sepulcro. As seqüências infelizes, desditosas, que foram me tirando das pessoas, suscitam a única dor que eu lembro de doer. Quando digo doer, concebo o insuportável. Não me interessa, entretanto, não mais, o pirata que me roubou o tesouro. Antes um obrigado àquele que lhe passa uma rasteira para a qual você não se prevenia do que às mãos estendidas, quando é de rampas que precisamos tanto. Sorrisos, amizades, cumplicidade, o bem-querer coletivo, a cristandade, o tartufismo (e agora até o tartastufismo)... Abrace-os e você não será ninguém. A Internet é a vilã – a antagonista de sempre – dessa minha história porque ela comunga os jovens com a força de cem elefantes, e preste atenção, pois você está num safári! Até que seja um escoteiro, é melhor tomar cuidado aonde pisa. Natural que eu fosse ano a ano perdendo minha popularidade dos 15 aninhos, já que eu estava destinado a não ser mais um. A empurrar a grande pedra. A contribuir muito mais que vocês! Esse texto aparentemente suicida – tudo só se materializa por causa da Internet – é a prova de que eu fui eleito: fosse eu um reles mortal estaria lendo o blog dos outros, aceitando a opinião alheia... Gradativamente, para a alma limpa, a gentalha vai perdendo o interesse. Eu só quero me afogar no mar da minha própria prosa, do meu próprio ego. É esse o meu justo direito. Se, para o sábio, a solidão, no final, é péssima, ele precisa dela ao menos noventa por cento do tempo, no decorrer de todo o processo. Ou vocês acham que aquele chamado, no Monte Sinai, foi simples, literal e sem-esforço? Ser eleito, confesso, depende da sorte das estrelas. Mas tudo o que eu fiz, fui eu que escolhi e sofri para fazer, não existe essa de cu para a Lua! Quando é que vocês vão entender isso?
Escrito por wormsaiboty às 03:04
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A CHAVE UNIVERSAL DAS RELIGIÕES E DO HOMEM
Em um dos pólos temos a humanidade terrena frágil, projeto passageiro, que um dia sucumbirá diante do Apocalipse. A alma, no entanto, é eterna, porque assim quer o Espírito Santo. O oposto exato se dá entre os helênicos, como também entre aqueles do Leste, os mais velhos do mundo, antípodas destes crentes-no-além: a vida é linear e chega a um termo, embora as gerações se sucedam e reapareçam na sua estrutura de círculo. Todas as crenças humanas através de cada século e milênio oscilam entre essas duas cosmovisões, maneiras de conceber e criar seus universos. No meu lastro mais remoto, deuses. No espectro mais distante do horizonte, deidades outrossim. O que ocorre para que eu seja tão débil e de carne? Porque apenas os deuses se inferiorizam diante de minha luz! Hoje também estou no Olimpo e vivo com meus irmãos. Nossos nomes serão alterados, mas nossos feitos preservados.
Escrito por wormsaiboty às 22:11
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