A VIDA DE FEDERICO
Halévy, Daniel PARTE I) Anos de Infância Pai luterano e também doente. Gosto pela música e pela solidão! Em alta conta dos reis, daí proviria o nome de seu filho. Curioso observar que na igreja protestante – mesmo ortodoxa – não há a restrição do celibato (Karl-Ludwig). Nietzsche: desde sempre muito introspectivo. Só foi falar aos 2 anos e meio! Famoso registro de um sonho aos 14 anos – presente no prefácio da Escala. O prenúncio da morte de seu irmão caçula. “José (...) murió en pocas horas”. “el Señor de los cielos fué nuestro único consuelo” “el pastorcito” Quando se é dono de si mesmo, é-se dono do mundo. Tocou o órgão. Intensa produtividade já aos dez. Eu também tive esses impulsos, mas tratavam de jogar no lixo tudo o que eu fazia. “Embriagado de si mesmo, escreveu a história de sua infância” em 14 dias! 19-30 – páginas perdidas do exemplar da biblioteca. Era ruim em matemática! PARTE II) Anos de Juventude P. 37 – será que seu ódio pela cerveja tem origens em um embebedamento, que o fez se machucar a cavalo? Participou de grêmio estudantil. Brigão-duelista! “Esta alegría infantil dura poco” – exato: o defeito do calouro. O erro de Zaratustra de falar às massas – “proíbam a cerveja!”, parece até meu grito repulsivo, sem chance de vencer mas orgulhoso, contra a corja. “A solidão dos vencidos” Universidade sem especialização em Bonn? Hiato poético – professor Ritschl. Positivistas: “Nietzsche os leu... mas não os releu”! Modismo acadêmico – Hegel, Fichte, Schelling: um outro tempo, ademais falava aí o nacionalismo. Triste e insignificante cenário é o meu. Nenhuma nobreza. Eu abomino quase tudo, mas tenho este poderoso guia! Deve ter sido difícil para ele... Já um anti-Cristo. Fuga de Bonn. Destino: Leipzig. Na festa local, do centenário da entrada de Goethe na instituição, o reitor desaconselha ser como ele: um mau aluno. Um paradoxo: reconhece-se o fermento do grande homem, mas se recusa a produzi-lo. Schopenhauer, 48: o primeiro vislumbre do eterno retorno, “este brônzeo monstro de força”. Ésquilo, Byron. “No princípio, era a ação”! O Mau, das Teorias Supremas... Quem o influenciou? O pai de F. N.: se não tens um, deves arranjá-lo. Esse apadrinhamento se dá mais ou menos a minha idade. Desagrado com a limitante Filologia. 53-4: “Que uma multidão de cabeças medíocres se ocupem de coisas cujas importância e conseqüências são reais é um pensamento aterrador”, recadinho aos jornalistas. Sempre as analogias com o mar. Hannah Arendt: a metáfora mais-que-perfeita. Eu: “A onda se retrai, antes de vir ainda mais forte” “Para ser-se avassalador, deve-se ter um refluxo deveras extenso” Míope. Aquartelado durante a guerra. 60: “Cai do cavalo e quebra uma costela”. No início, desconfiança e ceticismo quanto a Wagner.
Escrito por wormsaiboty às 14:22
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PARTE III) Richard Wagner: Triebschen R. W. é bem mais velho que N. – coisa de dobro da idade ou mais. O problema da História, das civilizações, do destino humano: uma semente nazi em Wagner? 80. Maquiavelismo piorado. Arte x vida. R. W. queria ser o Rei. Hoje não existe mais amizade. 87: “A sutileza socrática e a doçura platônica mostram já os signos da decadência”. “O rio que teme refletir” ainda não era assim visto por N. “Os gregos criam então, como hoje os europeus, na fatalidade das forças naturais; e criam também que o homem deve se criar a si mesmo suas virtudes e seus deuses. Um sentimento trágico, um valente pessimismo, que não os apartava da vida, animava-os.” 89: N. começa a ler Montaigne, a raiz da dissolução da amizade. Eu: “O que eu sou? O eterno emblema do enigma”. 93: “Ciência, arte e filosofia crescem em mim tão bem-ligadas que creio que vou dar a luz a um centauro”. “no leía nunca los periódicos” 1870: ventos da reunificação alemã engolindo o sul tradicional. Os três abismos da Tragédia: Ilusão, Vontade, Dor. 101 – O Homem Trágico – O Estado Trágico – que livro é esse? Se é uma ponte passível de se atravessar, a do super-homem, não se sabe, mas fato é que o homem do século XX se aventurou em um bom pedaço – tal qual o bobo do enceto de Zaratustra (aquele caiu). “A Prússia é perigosa para a cultura” Engraçado falar em cultura sem natureza! Havia muito que virar. 105, Jacobo Burckhardt: “as guerras modernas são supérfluas”. 107: a idéia da Ágora – projeto mais indigno seu. Cheira a reacionarismo e tiranização do homem. PRIMEIRO PROJETO NIETZSCHEANO: infantil e escuso. A marca de seu tempo de utilitarismo arraigado em/de que só com muito custo o mais livre dos espíritos se solta. Primeiro Montaigne, agora Stendhal. Será que a flor-gusmoniana, perfume de estrume, têm recantos mais brandos? Dois autores que Nie. admirou. 113: Kothe vagabundo: a escravidão é explicitamente defendida por Nietzsche. Porém, esse tempo em torno d’O Nascimento da Tragédia me soa como um hegelianismo travestido, achar uma finalidade na História e lutar por ela. É verdade que a finalidade é o fatalismo, banir todas as finalidades, mas trata-se de um projeto megalomaníaco, se se conhece a velocidade das coisas. O melhor é apenas vivenciar a tragédia dentro de si. OBS: Vê-se aqui, ao contrário de antes, propensão à repetição dos eventos, tal e qual dois milênios e meio atrás.
Escrito por wormsaiboty às 14:21
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Aqui, ainda parece alguém com papas na língua que tenta se esquivar das reprovações morais das pessoas – característica eliminada em sua maturidade. 114: “E se é certo que os gregos foram destruídos pela escravidão, ainda é mais certa esta outra afirmação: a falta de escravidão é causa de que essa época nossa pereça”. Como negar? Criticar a democracia só pode significar apologia das castas. Os direitos humanos – que nunca legislaram sobre nada – explodem. O artista é automaticamente alguém que não trabalha nem pensa em dinheiro, correto, Mauss? O direito à posse do escravo do vencedor na guerra é na Grécia Arcaica apenas a transferência da idéia que conhecemos aos indivíduos – ou será que a retaliação à Alemanha no século XX (as retaliações) são éticas do ponto de vista “soberania de um povo”? Revolução Francesa devidamente enxergada como mal liberal. 116: o Estado é louvável apenas quando faz lembrar os ideais de outrora: a fome de vitórias em confrontos de vida e morte é um deles. Mas eis que por trás da máquina burocrática habita um gênero de sanguessuga inevitável (Estado moderno, entenda-se bem). O soldado, este é honrado. O general, o empresário obscuro (o general de gabinete, anti-herói), estes são a corja cujo sangue não têm valor. Tanto o Estado foi dirigido para o pacifismo que hoje ele não guerreia mais. Mas nem poderia, nenhum homem está sendo testado na era de ogivas! É como o rei: seria digno ter um, mas hoje isso está descartado. A Alemanha soltou, então, gritos de desespero – inúteis. Mas no fundo só não acontece outra guerra porque não seria LUCRATIVO – “lucro” é o único ser vivo do planeta “economista”. O que eu ia citar das concessões de sufrágio universal está aqui: mais do que recompensa pela bravura, é esterilização de instinto. Ou, como queira, pode ser uma vontade coletiva – claro que é –, o que dá na mesma. Todos dizem que quando ele escreve está louco. Loucos são todos – é impensável uma conversa franca frente a burguezinhos escandalizados com a violência. Por que os grandes homens chamam o perigo e ele não vem? Enquanto houver crimes, ainda terei fé na liberdade do homem. Não é dizer que todos deveriam sê-lo, mas hoje a pessoa é tão débil que nem consegue escolher: para ela é só uma e a mesma rota da previsibilidade do “céu rosa”. Antonielle deveria saber que, quando narra em seu blog uma terrível e desesperadora cena de seqüestro sobre quatro rodas, ela acaba de explicar a degradação do espírito humano em micro-escala: seu corpo doentio queria se adaptar àquilo! As pernas tremem e já não suportam a idéia, ela está engessada. Mas gostaria de escapar dos ditames, transgredir e sofrer transgressões... Até eu esbugalhei os olhos e suei ao ler o relato, ah, não estamos preparados! Como dança uma nação – atrofiada. Tudo o que ela faz acaba por MATAR – favelados ou riquinhos. “Quando um Estado não pode alcançar seu mais alto fim, cresce desmesuradamente. O império mundial dos romanos não tem nada de sublime frente a Atenas” – denúncia do perigo expansionista. Exemplar pulverização da Teoria do Espaço Vital, a Lebensraum alemã. Ainda se levantará alguma voz emendando a alcunha “arauto do Apocalipse” ao nome do filósofo? Quantos e quais idiomas ele fala, afinal? SAÚDE: preciso pisar na Itália! Aos ~27 (?) já é um pensionista. 123: “[(...) Tragédia,] único verdadeiro livro que N. levara a cabo”. Esta afirmação simplesmente não procede! Há muitos outros escritos não-aforismáticos e “herméticos” no sentido tão prezado pelos eruditos... 128: início da murchadura do mar-de-rosas Nietzsche-Wagner. PARTE IV) Nietzsche e Richard Wagner: Bayreuth 152: o que falta ao Ocidente e a sua Ciência? Ora pois, modéstia! Antropologia auto-referente: a machadada final? PRÓXIMO PASSO: O politicamente incorreto. É preciso algo como a ONU fechar as portas. Beligerância... A hecatombe climática... Esboço de um Messias. 153: discussão – “Será o filósofo sempre um ser inútil para os homens?”; “um lírico que não chega a ser artista”, não pode ser músico, não será pintor nem poeta, dramaturgo. Este sou EU! A chave é a posteridade. Zaratustra só não esperava nada das massas. O herói morre pelo anel, e não aceita ser agradecido. Se eu sou ou fui um herói, não vou saber... E nem há artistas – de verdade – aqui! Precisamos destruir. Filosofar com o martelo... 155: “décimo tomo das obras completas” (?) MONOGRAFIA – guia semi-pronto “O instinto do conhecimento levado até seus últimos limites se volta contra si próprio para se transformar em uma crítica da faculdade de conhecer. O conhecimento a serviço da melhor forma de vida. Se deve até desejar a ilusão, desejo que constitui o trágico.” Perfeito! Ápice da cultura ocidental em Kant. A maior prova disso: na televisão não há masturbações intelectuais. O que me remete para as considerações simmelianas sobre a imagem e o cansaço da palavra... Ao contrário dos tempos paralisantes de MSN, entendo a roda não parar de girar: ela acelera o espetáculo. Uma necessidade. O novo precisa de um obstáculo: o velho (HARVEY!). Prisma anti-debordiano. + Do esquecimento. – O aforismo hindu das auroras remanescentes nunca fez tanto sentido diante desse panorama: a vida começa aos 20... De 3 em 3000 anos as palavras se invertem, há também um esgotamento do homem artístico, um niilismo às avessas? Morre-se de sede e afogado. Se Deus morreu e há agora 1000 fantasmas, eis que lhes começa a brotar a carne! 158: “Para mim é falso falar de um fim inconsciente da humanidade. Esta não é um todo, como um formigueiro. Talvez se possa falar dos fins inconscientes de um formigueiro; mas de todos os formigueiros da Terra!...” “THALES – tudo deriva de um elemento único. ANAXIMANDRO – a fuga das coisas é seu castigo. HERÁCLITO – uma lei rege a fuga e a instituição das coisas. PARMÊNIDES – a fuga e a instituição das coisas são mera ilusão. Apenas o Um existe. ANAXÁGORAS – todas as qualidades são eternas: não há devir nelas. OS PITAGÓRICOS – todas as qualidades são quantidades. EMPÉDOCLES – todas as causas são mágicas. DEMÓCRITO – todas as causas são mecânicas. SÓCRATES – só o pensamento é imperturbável.” Todos estão certos. Os germes mais antigos. Estavam há longo tempo à procura de um sintetizador... Agora precisam de um desmanchador... Contra Homero, por Homero... “De vez em quando me sobrevém uma repugnância infantil pelo papel impresso; parece-me não ver nele senão papel manchado.” David Strauss: um merda – “Federico ha encontrado al hombre que desea destruir” E sua obra o matou! Diz-se que se arrependeu – mas posso ler mais críticas em Der Wille! As idades do homem de Flaubert: paganismo, cristianismo e porquismo. Paul Rée – 167 Abatido no leito, ditava seus trabalhos a amigos. 175: Nietzsche se dá conta do grande engano. Aqui se divide sua vida.
Escrito por wormsaiboty às 14:19
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“o Nibelungo” 192 O Parsifal, p. 195. Tema cristão. 198: “O wagnerismo desemboca no Cristianismo” N. 203: Dühring, aquele que quer o rabo e agarra a cabeça! 206: “Me alimento quase exclusivamente de leite”. 218: a fuga de Bayreuth – processo não olvidado na autobiografia. Ali, parecia apenas sociofobia. Em jogo, porém, o século XIX alemão e o destino de uma religião milenar. 220: “voz musical”; “falar lento”; “vista fixa”; “cabelos [curtos] escovados para trás”; “maças do rosto eslavas”. “Sigfrido” 221 PARTE V) Crise e Convalescença Peter Gast – 223 Método Peripatético: filosófico; maneira de aprendizagem horizontal de dois ou mais sábios – uma conversa no bosque, por exemplo; doutrina aristotélica. 230: o “afrancezamento” de Nie. E a descoberta, por Mazzini, de que os grandes heróis que mais devotam amor a seu país são justamente os banidos e rejeitados. Wagner é um farsante. Vide aqui: Tiradentes, nosso Jesus. 233: licença definitiva da Universidade de Basiléia. “Não deves amar nem odiar o povo Não te deves ocupar da política Não deves ser rico nem indigente Deves evitar o caminho dos ilustres e poderosos Deves desposar uma mulher estrangeira Deves deixar a teus amigos o cuidado de educar teus filhos Não deves aceitar nenhuma das cerimônias da Igreja” De: Aquele que um dia tocou o piano apaixonadamente ao pé da cruz 234: Pascal, La Rochefoucauld – o estilo de aforismos incompletos. 235: Humano, demasiado Humano – para acalmar os ânimos da turba de Wagner. Projeto anti-idealista. Fiat --> “faça-se”, em latim. MUDANÇA DE DIREÇÃO: a Ciência está aqui acima da Arte por um nobre motivo: Sócrates, o vilão de O Nascimento da Tragédia, precisa estar presente, ao menos em sua retórica astuta. Um “compreendeis-vos, mirai-vos no espelho, wagnerianos: não sois nada do que quereis ser”. Aqui, F. N. tem a idade de Cristo na cruz! Pseudônimos – a salvação dos imorais! 1878: centenário de Voltaire. “o caricaturista de Bayreuth” – de novo, “derrota pública”. “todos o temem” – até os jovens! O próprio autor viria a confessar: em que pese tudo, Tragédia ainda é seu livro mais belo – ou melhor, para não rivalizar com Zaratustra –, seu favorito. Doença: “envelhecido dez anos em uns poucos meses”. A Elizabeth, a malversadora: “Sem missa!”. 247: “No fundo, experimentei minha maneira de viver; e muitos a experimentarão depois de mim”. 250: “um enfermo não tem o direito de ser pessimista”. 1881: Aurora – indicações autobiográficas: “O espírito voltado para a oposição da dor vê as coisas debaixo de uma nova luz; e o indizível encanto que acompanha toda luz nova basta às vezes para vencer a tentação do suicídio, e para fazer a vida desejável. Aquele que sofre pensa com desprezo no mundo vago, tíbio e cômodo em que se compraz o homem sano; pensa com desprezo nas ilusões mais nobres e mais queridas em que se deixa absorver; este desprezo é seu gozo, o contrapeso que o ajuda a se defrontar com o sofrimento físico, contrapeso cuja necessidade sente então... Seu orgulho se rebela como jamais se havia rebelado: defende com deleite a vida contra um tirano como o sofrimento, contra todas as insinuações desse tirano que nos quis obrigar a blasfemar contra a vida. Representar a vida frente a esse tirano é uma tarefa de incomparável sedução.” Esplêndido! “Não necessito da religião nem da arte” Veneza: forte e instantânea impressão. “...e a saúde recomeça seu jogo mágico” Chorando ao som de Chopin, seu xará – 254. “está em vésperas de um descobrimento, no umbral de um mundo desconhecido” --> o emergir da psicanálise Gênova, a natureza e Rousseau – pp. 256-7. N. cozinheiro! “il piccolo santo”, pela vizinhança. Eu, ele e nossos “planos de morada e de cotidiano”. “Uma independência que não moleste a ninguém; um orgulho doce, velado, um orgulho que, não invejando as honras e satisfações dos demais e se abstendo de burlas, não incomode a gente... Um sonho ligeiro, uns modos livres e pacíficos; ausência de álcool, de amizades ilustres ou principescas, de mulheres e de jornais, de honras e de sociedade – que não seja a de espíritos superiores e, à falta destes, de gente humilde (da que é tão impossível prescindir quanto da contemplação de uma vegetação poderosa e sã) –; os pratos mais fáceis de preparar, se possível preparados por mim mesmo, ou que mal tenham necessidade de preparação.” Ter aprendido a nadar no mar – meu orgulho. Aproxima-se o período dos Fragmentos do Espólio. O elemento trágico dos obstáculos: a barcaça e a onda.
Escrito por wormsaiboty às 14:16
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PARTE VI) O Trabalho do Zaratustra A) A Concepção do Eterno Retorno 264: Spencer, Spinoza. “Por fim encontra Nie. aquela idéia cujo pressentimento o agita com tanta violência. Um dia em que caminhava pelos bosques de Sils-Maria, em direção a Silvaplana, sentou-se, não longe de Surlee, ao pé de uma rocha piramidal; naquele momento e naquele local concebeu o Eterno Retorno.” Ruínas de uma sabedoria imemorial – pp. 248-50 DER WILLE II. Nota de rodapé 5: “a música e a nostalgia de um passado melhor” – Cabal – Senhorita – 2005 – uma sensação de potência desperdiçada – por quê? À época eu apenas queria ser o que sou hoje, VONTADE DE PODER. Porém iludo-me dalguma forma, querendo retroagir para reaver estas possibilidades perdidas. Porém, como minha cabeça era ali, só podia me levar até aqui – o INESPERADO, apenas agora verificável. Se eu voltasse no tempo com ESTA consciência, amadurecida, todas as cores imaginadas desbotariam em desprezo – não foi o mundo que piorou em 3 anos. Eu me tornei mais sensível em relação à essência deste mundo. Atenuante invencível: 2005 e sua sensação de estar no topo de um monte sagrado, isso se repetirá INDEFINIDAMENTE... 265-6: N. “O tempo, cuja duração é infinita, deve repetir, de período em período, uma disposição idêntica das coisas. Isto é inadiável, uma necessidade; logo é necessário que todas as coisas voltem a ser. Dentro de tal número de dias, número imprevisível, imenso, apesar de limitado, um homem, semelhante em tudo a mim, eu mesmo, em suma, sentado à sombra deste rochedo, encontrarei de novo esta mesma idéia [hipótese – o cânhamo possibilita esse vislumbre?]. E esta mesma idéia voltará a se encontrar com este homem, não somente uma vez, mas um número infinito de vezes, pois o movimento que repete as coisas é infinito. Logo devemos abandonar toda esperança e pensar firmemente: nenhum mundo celestial receberá os homens, nem os consolará nenhum destino melhor. Somos as sombras de uma natureza cega e monótona, os prisioneiros de cada instante. Mas não esqueçamos que esta tremenda idéia que nos proíbe de toda esperança enobrece e exalta cada minuto de nossas vidas; se o instante se repete eternamente em um monumento eterno, dotado de valor infinito e – se a palavra divino tem algum sentido – divino. (...) Ápice da meditação.” DER WILLE par. 286 para continuação da idéia. “Sils-Maria 6.500 pés sobre o mar” – 1000m? 08/1881 Meu irmão nasceu na véspera do centenário. “tudo que escreveu fora um ensaio torpe”, um preâmbulo! Estava esperando o despertar do “inalcançável”, aos 37 anos! “Aurora não teve o menor êxito” 270 Cinco anos sem contato com a Música [tempos inconcebíveis!]. Da aurora à eternidade do meio-dia: e se dirigirá aos “homens da meia-noite”. Aquele que imergiu no niilismo, anteviu a imersão da massa, colocou o corpo de fora, voou, enamorou-se do tempo e então previu um pathos todo seu: sua condição seria o destino da humanidade. Gaia-Ciência e o “Amor fati” p. 274 A Pablo Rée: “Eis aqui a pedra em formato de pirâmide, no lugar da qual em 600, 1000 anos, se erigirá uma estátua ao autor de Aurora”. ESPÓLIO I – Salomé – 278. Ela escreveu um livro sobre F. N. Evita polêmicas – dados coletados no “bafafá do povaréu”, versões alternativas. Sogra antipática. Quando Nietzsche chorou – claro, um ser humano. Zaratustra é o filho de N. e L. S.! Schopenhauer como Educador: hino à solidão. Peter Gast confunde um poema de Lou com um de seu poderoso par: uma mulher de gênio. “uma amizade mais arrebatadora que um amor tempestuoso” 289 O triângulo – 291 A foto do meu artigo -- em verdade, a posição dominante-chicoteadora era sua e ele cedeu. Lou divulgara a foto, toda-prosa. A ruptura – 293 – “Não li sua carta até o final, mas de todo modo já li demais”. B) Assim Falou Zaratustra “Superhombre” 296 “a impossibilidade de fundamentar em razão suas hipóteses [do e. r.]” Super-Homem: mentira, artifício, atalho de seus ensinamentos? 297 No LIVRO I, não há elo ainda entre o ser-acima-do-humano e o anel [responsabilidade da afirmação – Halévy] – procurando a justificação da vida. Aqui seu pensamento desde a precocidade em Naumburg é um todo coerente, grande fio de Ariadne que estamos puxando – para nos perdermos na imensidão do espaço! Parsifal (sucesso de crítica) X Zaratustra As páginas mais belas – 301 “Ricardo Wagner morria em Veneza” Tudo na “hora certa”. É como se N. vencesse o inimigo (mesma coincidência de Strauss). Cosima Wagner e o Caso Wagner... “o editor Schneitzner é lento” Cloral: droga do sono. “ninguém se interessa por esse Zaratustra” “Esta segunda parte é amarga” A hora do choro frente aos discípulos é o da anunciação da doutrina suprema, o vacilo do persa. Narração sinuosa entre a missão espiritual e os problemas pessoais. 319 – desenlaces do Z. que não vieram à tona? Enterro do alter-ego. Os grandes temas não devem ser filosofados – nada sabemos deles e em verdade um projeto tentado, mesmo tão trágico, só poderá dar no recrudescimento contrário – sempre se quer a salvação da humanidade! Por que não nos calamos? Projetos individuais deviam permanecer individuais. Vida nenhuma é melhor e mais nobre! N. proibido de lecionar em Leipzig: é ateu, ou ainda pior, um anticristo.
Escrito por wormsaiboty às 14:14
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C) A Visita de Heinrich von Stein “me apetece que com este Zaratustra tenha levado a língua alemã a seu ponto de perfeição. Depois de Lutero e de Goethe, faltava um terceiro passo por dar.” O mais notável é como admira ao adversário ideológico cismático. Stein: um inteligente filósofo, jovem cujos primeiros passos lembravam Nie., no entanto não soube se desvencilhar de Wag. 335: a tara do “claustro ideal” – como pode um desejo tão esdrúxulo e onipresente em sua idade adulta ter sido ignorado por mim em tantas leituras? Últimos dias de extremo divertimento com a irmã. 339: “Uma quarta, uma quinta e uma sexta parte são inevitáveis”. Paul Lanzky, da última safra de admiradores. Gostaria muito de um dia poder ler as escassas resenhas publicadas àquele tempo. Nie.: duas pessoas, o dos livros e o afável ao vivo. 341: “infatigável andarilho”. “Dentro de quarenta anos serei ilustre na Europa” Förster era também um wagneriano – múltipla dor da perda. “Acabo de dar a luz!” 345 A parábola dos reis, do adivinho, do homem mais feio... e do leão. Aqui estão os demais: o velho papa, o grande historiador,... toda sorte de figura decadente deste mundo. Tal metáfora pode muito bem decifrar estes 40 anos do autor: aspirantes a sucessores que lhe surgem, escalando sua montanha. E a gentileza de Zara... Mas por trás... A força talvez não dele, mas do acaso, da beleza contingente do devir. Não deixa de ser espantoso que se esteja no lugar e no tempo certos. 347: Zaratustra deixa a montanha, onde, à gruta, estão seus hóspedes que se deleitam no vinho. Quando aporta novamente, uma cena cômica: os homens superiores estão de joelhos ante o asno [do homem mais feio?], até rezam uma missa ao novo ídolo. Os verdadeiros discípulos são os animais. Perdeu o editor. Os sete receptores do libelo ditirâmbico: Elizabeth, Rohde, Overbeck, Lanzky e Peter Gast. E a amiga? Maysenbug. E Burckhardt. Gersdorff talvez já tivesse morrido; Stein ficou sem o seu, embora o LIVRO IV seja bastante para si. Rohde foi bastante mal-agradecido. N.: “o fim intermediário”. PARTE VII) A Última Solidão A) Para Além do Bem e do Mal Unwethung aller Werthe, a transvaloração/transmutação de todos os valores (p. 354). “Além do Bem e do Mal” são aforismos de arquivos, cuidadosamente selecionados. B) A Vontade de Potência Veneza – 374. “o título deve já assustar.” 378 – da auto-medicação. 380: Dostoievsky e o cristianismo revolucionário russo. 381 – nota de rodapé: exemplo de lacunas na montagem da biografia. Jornais sobre “Mais Além” (389): “este livro é dinamite”. Zur Genealogie der Moral – continuação formal. “pólvora ainda mais sonora” “quando se começar a me entender, já não poderei obter benefício algum” p. 390 “absolutamente pessoal, sem empregar a 1ª pessoa” 399, SOBRE O PRÓXIMO PASSO: “As tendências humanitárias não são anti-vitais, pois convêm às massas, que vivem com lentidão; e, convindo a elas, convém à humanidade, que necessita da satisfação das massas. As tendências cristãs são igualmente bonacheironas, e nada é tão desejável como a sua permanência, pois convém a todos os que sofrem, a todos os débeis, e é necessário para a saúde das sociedades humanas que o sofrimento e as debilidades inevitáveis sejam recebidos sem rebelião, de modo submisso e, se é possível, amorosamente. / Diga o que diga do cristianismo, não posso esquecer que lhe devo as melhores experiências da minha vida espiritual, e espero não ser nunca ingrato com ele no fundo do coração...” -- reconciliação com a infância. APEGO AO SERVIÇO MILITAR – o lado mais envelhecido da filosofia de N. C) Até as Trevas “Quando se estudam os últimos meses dessa vida, parece como se se assistisse ao trabalho de uma máquina de guerra que a mão humana já não governa mais” 411 – um senhor deus ex machina para a completude de sua obra. A trinca da ira: CASO WAGNER, CREPÚSCULO DOS ÍDOLOS e ANTICRISTO. 413: o portentoso Código de Manu – última leitura. Inebriante Turim. Ecce Homo: “quer que seu grito de agonia seja um canto”. Em vão, por que em vão? Vêm reconhecimento tardio e doações gordas e anônimas para suas obras, mas se trata da “última estação”. O mesmo fim do imaculado Príncipe Míchkin.
Escrito por wormsaiboty às 14:13
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ADENDO AOS FRAGMENTOS IMPUBLICÁVEIS
A amizade está acima do amor na escala dos sentimentos verdadeiros – ser amigo da mulher é o que se deve buscar no relacionamento. A pureza e a sinceridade, isso eu nunca tive.
Talvez o estresse da véspera do beijo seja inevitável, mas... Após o momento da conquista é realista trabalhar num projeto de aperfeiçoamento da relação. Volto a pensar no assunto quando achar que encontrei a “cobaia” ideal [ou muito antes].
Outro objetivo é achar amizade, qualquer amizade (entenda bem: amigo ou amiga), que me permita ser ainda mais rico e sábio e produtivo. Eline é apenas o resquício inevitável de uma doença destes tempos insanos. Tenho de aprender a não ser mais uma caixa de fósforo. Olhar para a frente – como é possível se dar com, e imaginar para si, uma pessoa com a qual não conseguimos falar? Mas esta ainda não há: pessoas de intelecto brilhante – embora turvo – como a Michelle não me despertavam outro membro e outro sangue que não o que corria para aquele. Lamentável. Em vão, até agora? Vamos fazer esse balanço, Jair-Durkheim! O sentimento – não, a imaginação boboca – de que eu pudesse me casar com a Ranna no último ano do curso, só por capricho, sem amor, era já um sintoma disso. Voltar a ler O Pequeno Príncipe, idem. Não, não se tratava de capricho! Em verdade, hibernava, ou despontava timidamente, naqueles impulsos intra-aula, algo parecido com “ambição de amizade”! Mas se não é a coisa mais difícil e mais necessária do mundo, pois não depende de mim? Já fico feliz em saber que eu encaro como adoráveis as coisas que dependem de mim – há os que não suportam. E vede: falta agora o sabor do mar espumante, que me levará a algum sítio. Há muito ainda por viver? [Mas que pergunta!] E minha saúde e meus gostos? Quando foi que mais perto estive de aceitar a ingerência dos outros? 2006 foi um grande ano! Talvez o “ano da libertação”. Não vazia como a Rosângela imaginava... Eduardo, que conheci em 2007, é apenas um preconceituoso limitado – aquele diante do qual tu te maquias não é um bom comparsa! Fabiano tem mais caráter, mas é prisioneiro do mundo das “mulherzinhas” e da “ética do trabalho”. Alienígena, sigo meu caminho... Thomas e Bruno são antípodas que não podem se fundir, mas bem podem se complementar. Mas a universidade é exaladora de um miasma tal que não suporto discutir nada sério ali – sinto-me ridículo depois. O outro, também não sabe curtir como parece que sabe. Eu sou a única máquina perfeita, o Sísifo mais lapidado. Por que a melhor amizade é à distância? Mesmo a dos conhecidos. Invasão, que pecado! Gostamos de mostrar só o que gostamos de mostrar.
Talvez a mais sincera amizade seja aquela entre irmãos (o que eu de fato não tenho, se assim pensarmos)... Ou aluno e professor – de que lado estou? Eles já não me dão muita bola, dão? Mas eu sigo seus conselhos – também lembro dos breves chefes: Kerouac, tecnologia, perseverança, franqueza, olho-no-olho, Lynch, aprender com os próprios erros quando já se está no último degrau, o mais difícil! Carmen e Jabur, meus agradecimentos especiais. Déia, Paniago, Marco, Euclides, Claudia, Sidnei, Severino,... Acreditem, não é indolor tomar resoluções graves, não ser o que queriam que eu fosse. Devo superá-los – ou ainda melhor: superar a imagem de vocês em mim. Grandes decepções na vida nova... A serenidade me trouxe a certeza: devo romper com o último dos últimos “grupinhos”... Diretriz sexual: castidade com as próximas; eliminação de desgostos via “química tradicional”. Às vezes eu oscilo, mas só contemplar não é me desvirtuar... Na amizade se sofre todo o ciúme e culpa, porém não se pode apagá-los com carícias (por isso a amizade feminina é falsa)... mas a vantagem é que as fissuras da relação são mais visíveis. Ora, se ando sofrendo tão pouco... Parece que vim ignorando muito esse lado da coisa – ou não?! Ao meu redor só há porcos, porque só porcos se habituam a viver na lama. Preciso com desespero de alguém de quem não enjoe, mesmo quando é mais débil. Quando eu estiver pronto para não “gozar para recomeçar”, aí então será esta minha mulher. Brigar, sim. Amigos brigam. Ser mais compreensivo, talvez. Demorou uma semana para eu enxergar meu mais recente erro – isso é bom! Há casos para o que uma vida não chega. Para o diabo! Nem sei se algum dia SENTIREI isso de novo. Se eu posso esperar 3 meses ou 1 ano para voltar a falar com a Liz e a Melina, não seria diferente neste caso... Feridas ou aborrecimentos não cicatrizam com beijinhos e jurazinhas... CRITÉRIO: não na frente de quem temos coragem de criar cólera, mas diante de quem, com toda essa nossa descoordenação habitual, poderíamos dançar e cantar! Não consigo imaginar, mais, ninguém assim. Eu dançando Ultraje? Que vergonha! Falso amor da bolinha amarelinha... Muito cuidado com isso de “sexo na primeira noite”. É no diálogo com possibilidades de embaraço que está a verdadeira afinidade. Harmonia carnal é uma palhaçada, ainda mais levando-se em conta a cartilha hipócrita de apagar-se as luzes. Qualquer um come qualquer um!
Escrito por wormsaiboty às 18:28
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SANTOS, Jair Ferreira dos. O QUE É PÓS-MODERNO? Uma releitura mais madura.
(quando ler "à" e não houver contexto - uma seta que a diagramação do blog distorce. A numeração em tópicos também recaiu em erro - repetiu-se o "1" sete vezes; mas isso nem é um transtorno muito grande)
- VEM COMIGO QUE NO CAMINHO EU EXPLICO
Menos coisas do que parece mudaram desde os anos 80: o U2 ainda faz um estrondoso sucesso e tenho um computador a minha frente. Qual a razão? O autor é um visionário ou a História está desacelerando? A fase crítica, a da elaboração do manifesto, teria passado? Agora havemos de ver mais VIDA do que MORTE? P. 9: “A câmera adaptada ao vídeo filmou vocês enquanto faziam amor. Será o pornô que animará a próxima vez”. Sintomático dos ingleses, para Latour [dos franceses cheirando a merda, para Henfil!]. Alternativa diferente das anteriores: o Brasil sentiu isso mais tarde – o escritor capturou estas tendências no Primeiro Mundo. É só pensar nas manifestações pró-aborto: nosso espectro é defasado. “Na cama, um sentimento de vazio e irrealidade se instala em você.” CONTRACAPA: “mescla de purpurina com circuito integrado (...) Um bem? Um mal? Quem viver verá”. Acima do bem e do mal – “Por que o niilismo voltou (?) à boca dos filósofos?”. (?) Quando havia partido? Digamos que o dia agitado do urbanóide retratado equivalha a meu ciclo semanal... “Nenhuma revolta. Entre a apatia e a satisfação, você dorme” – sono, este amigo da morte. Porém, sem ele, o homem teria declinado. Jair ecoa Nietzsche, no entanto suas palavras, mais sintonizadas com meu linguajar, machucam, menosprezam. No oitocentista há um vigor, uma espécie de redenção. “A fábrica, suja, feia, foi o templo moderno; o shopping, feérico em luzes e cores, é o altar pós-moderno” P. 10 “Os modernistas (vejam Picasso) complicaram a arte por leva-la demasiado a sério. Os pós-modernistas querem rir levianamente de tudo.” A CRIANÇA RADIOSA X O ANDRÓIDE MELANCÓLICO “o fantasma pós-moderno (...) A rigor, nada tem a ver com o Brasil, embora já se assista a um trailer desse filme por aqui” – é preciso sofrer para enxergar algum sentido. Eu não paro de sofrer. Quando me torno forte e apólogo do devir, logo surgem vaidades econômicas dos pais, amigos paralisantes, universidade estressante e malditos insetos que não tratam de cessar – combinação explosiva. O clima neste deserto já está há um ano insuportável [quase dois!], e qualquer retiro imaginável é apenas para lugares piores. Não calculo a possibilidade dessa luta não dar em nada. Meu sonho é centrífugo à realidade jovem do celular-câmera-Orkut-baladas-funcionalismo. Eu quero apenas duas coisas: colchão velho e distância [paradigma do conhaque e da atmosfera puída e calada]. As fases passam (Connie e a reclamação na mesa)... O pior de todos os infernos sem dúvida é o Inferno Tecnológico. Ridiculerói na Terra da Música. DO TRAILER AO LONGA – O que é não fugir, Jesus? O que é não consumir, Lúcia? O que é não tratar do cabelo no salão, Nadir? O que é ter um pobre na família, Aguiares? O que é não sair de casa no sábado, Eduardo? Todos estamos no mesmo barco – inclusive eco-chatos e maconheiros, não é, Guilherme Barreto? Você sai muito de casa e toma muito suquinho? O quanto isso o elevou? Ao anonimato num jardim mal-podado! [O ruim de anotar as coisas é que a gente lembra das coisas! Inconscientemente, já havíamos nos vingado há muito tempo...] MONOGRAFIA – P. 12 – “preferimos o (...) simulacro ao real. E por quê? Porque desde a perspectiva renascentista até a televisão, que pega o fato ao vivo, a cultura ocidental foi uma corrida em busca do simulacro perfeito da realidade.” [grifo do autor] – falta o passo trágico. A Grande Realidade. “Simular por imagens como na TV [caixa trágica de Platão], que dá o mundo acontecendo, significa apagar a diferença entre real e imaginário, ser e aparência. Fica apenas o simulacro passando por real. Mas o simulacro, tal qual a fotografia a cores, embeleza; intensifica o real. Ele fabrica umhiper-real, espetacular, um real mais interessante que a própria realidade.” à esta realidade está sendo quebrantada em prol de uma meta mais digna. O perspectivismo, os multi-discursos... Um ensaio. De quem é a expressão hiper-real? Baudrillard? “Sua superfície é enorme, lustrosa, sedutora (...) O Danone verdadeiro é um alimento mixuruca” P. 13 INSIGHT DO TÍTULO “O ser televisivo (. . .) de Edgar Morin (e Marshall McLuhan) como limbo entre o niilista cristão e o homem trágico (super-homem) de Nietzsche (nietzscheanos)”[melhorias entre parênteses] - DO BOOM AO BIT AO BLIP
John Barth – The Floating Opera / Giles, o Menino Bode Nathalie Sarraute - DO SACROSSANTO NÃO AO ZERO PATAFÍSICO
Eu: quero fazer a história de uma nota de 2 reais. John Fowles – A Mulher do Tenente Francês Donald Barthelme – Branca de Neve [versão ninfomaníaca!] William Burroughs – O Almoço Nu [a origem do termo “heavy metal”!] / Junky [Junkie], escrevendo sob efeito de heroína!
Escrito por wormsaiboty às 19:14
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(2ª parte) - ANARTISTAS EM NULIVERSO
Schwarzkogler, dum grupo vienense de arte performática, “se matou em nome da arte”, em 1969 (p. 54). O Nome da Rosa complementa trechos da Poética de Aristóteles. [obtive minha resposta!] Kurt Vonnegut – Cat’s Candle (Cama de Gato) Robert Coover – The Public Burning (A Execução Pública) Robe-Grillet – La Maison de Rendez-Vous (Encontro em Hong Kong) Itavlo Calvino – Cosmicomics / Se um Viajante numa Noite de Inverno... [interação – RPG] Günter Grass – O Tambor / O Linguado Jorge Luis Borges Júlio Cortazar – O Jogo da Amarelinha BRASILEIROS: Osman Lins – Avalovara Ivan Ângelo – A Festa Rubem Fonseca – O Cobrador Victor Giudice – Bolero Sérgio Sant’Anna – O Concerto de João Gilberto no RJ CINEMA: Wim Wenders – Paris-Texas Gogard – Salve-se Quem Puder - ADEUS ÀS ILUSÕES
“Nietzsche entrou em moda nos anos 70 e continua no hit-parade” – terá ele funcionado ANTES do que previa? P. 74 – “happy end”. 75 – rachadura hegeliana. O livreto possui erros de julgamento graves, que podem danar o aprendizado, a incursão niilista, do incauto. “A pós-modernidade é o momento em que tais valores [Fim, Unidade, Verdade], ainda atentos e fortes durante a modernidade industrial, entram em decadência acelerada [necrose moriniana]. Se isso vai dar ou não na transvaloração, no Super-Homem, é outro papo.” Tirou as palavras da minha boca (p. 76) – início de VONTADE (...) à ou por falta de conhecimento do “como?” ou pela imaturidade dos meios de produção. “Esse profeta, que pensava durante longas caminhadas, usaria hoje um walk-man sem som para melhor enxergar na confusão da nossa época.” O sistema-mundo é uma característica nova: não seremos como os gregos. [Rá!] Derrida e a crítica ao Logocentrismo. Guattari & Deleuze – O Anti-Édipo – “o esquizofrênico é o modelo para o revolucionário de nossos dias” – p. 82 – não obstante, estou só. É necessário um “exército” de Anti-Édipos (Revolução Molecular). Lyotard – A Condição Pós-Moderna à a crise iminente, desencadeada pelas tecnociências. - A MASSA FRIA COM NARCISO NO TRONO
100-102... dissertação confusa, vacilante, débil. Madonna como a CRIANÇA RADIOSA. “A melancolia, sentimento frio, é o último grau da apatia – a doença da vontade – prevista por Nietzsche para o homem ocidental quando ele fosse o andróide programado pela tecnociência” [p. 103, grifo meu] Woody Allen é o arquétipo do melancólico. - DEMÔNIO TERMINAL E ANJO ANUNCIADOR
Recomendações: A Terceira Onda – Alvin Toffler A Máquina de Narciso – Muniz Sodré à TELEVISÃO A Viagem pela Irrealidade Cotidiana – Umberto Eco A Cultura do Narcisismo – Cristopher Lasch A Sombra das Maiorias Silenciosas (manifesto) - Baudrillard
Escrito por wormsaiboty às 19:14
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ANCESTRALIDADE EM CLASSE
Quando chegamos ao cume do tédio advêm algumas vontades esquisitas. À parte aquela de fuga do momento (estar em uma sala abafada, quase imóvel, a bunda doendo machucada pelo caráter tosco da carteira, exposição mecânica, dialética vã e vazia), quando o corpo se resigna e decerto se conforta com um tempo eterno (sempre foi assim!), começo a preparar tarefas, realizáveis sem sair do meu lugar. Exemplos: contar o número de pessoas alojadas, pensar detidamente sobre meu sábado, o que todas elas farão imediatamente ao ganharem a liberdade, do que meu corpo precisa, como ele se conforma agora, o deslocamento de cada sujeira da minha unha... Quando lerei os textos exigidos? O que o Douglas pensaria dessas elucubrações? É uma modalidade de estetização, um bricolage absurdo, abundante, num tal meio escasso – como seu maquinário faz nos sub-enredos (nas tramas em cascata) dos sonhos! Para quem o Thiago estava ligando? Será apenas para espantar o sono? Estou concretizando a meta minimalista de converter em narrativa cada momento (insight Pedro V.): essa vida de aluno, haverá algo tão agradável-no-melancólico para mim? Pareço um matusalém das salas de aula, sou um barbudo grisalho cheio de artimanhas. Quantas horas! Cada coçada de nariz, essa sensação de não estar em nenhum tempo, dissociado de pretéritos e destinos... Vício no ócio, não há outra explicação. E em expelir sangue (negro). Salas semi-desertas e de “fim de curso”: panorama parecido com meu parto do Andarilho T...
Escrito por wormsaiboty às 14:33
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Hoje foi um grande dia. Nesta quarta-feira, que já acordei confundindo com uma sexta, com azia no estômago devido a um rodízio de pizzas na noite pregressa, aconteceram muitas coisas, embora eu ainda esteja no meio de seu curso (16:28)! Os “três mandamentos” inusitados e provocativos logo abaixo são apenas uma amostra das iluminações e bons augúrios que me foram permitidos desde seis e meia da manhã quando fui rudemente despertado até esta calorenta parte da tarde. Não sem relação com toda essa riqueza acontecimental, decidi aparecer de novo no blog em tempo recorde. Aqui, abro as portas mais uma vez para o túnel do tempo da minhoca-autor: Terça-feira , 08 de Julho de 2008 TRANSCENDER-1 Dou hoje o primeiro passo do meu projeto TRANSCENDER (acaba de ser batizado assim). Trata-se do meu grande objetivo intelectual proposto no dia 14 de junho. Não obstante, decidi encorpá-lo: ele abrigará todas as minhas reflexões genéricas sobre os créditos que venho "enfrentando" (essa é bem a palavra) na universidade. Portanto, de noções de Ciência Política a teorias da História e ciclos econômicos, todos figurarão neste âmbito. Se os amigos forem realmente pacientes, ao verificarem o teor do texto de fundação do Blog, em outubro de 2005, no endereço http://xtudotudo1.zip.net, verificarão que "encontrar o melhor sistema político-econômico", dessa vez de forma mais madura, é, ainda, em essência, tudo o que persigo. Com a diferença de que por ora a resposta está tão na frente de nossos olhos quão distante, intangível e inalcançável (gira acerca da idéia do excerto ESTAMOS NA PRÉ-HISTÓRIA DO HOMEM). As próprias palavras necessitariam de uma refundação ("melhor", "sistema", "política", "economia", tendo em vista o "bicho que fala" que somos nós, híbridos curiosos de natureza e cultura que começam, finalmente, a se descobrir). No título dos textos para o TRANSCENDER, sempre colocarei o número correspondente à ordem cronológica do post, isso é, 1 para este, 2 para o próximo e assim por diante. Tal medida tem fins organizacionais e ajudará a mostrar aos leitores que me encontrarem somente num ponto futuro onde - e ao longo de quantos percalços! - tudo começou... Claro que o Blog não se dedicará exclusivamente, doravante, ao TRANSCENDER. Devo dizer que sequer metade dos textos dos próximos meses deverá pertencer ao projeto. Para não deixá-los de mãos abanando, já que isso era QUASE tudo o que eu almejava dizer, praticarei aqui um exercício condenável de acordo com muitos da minha área, embora eu não o reconheça como tal: futurologia. Pela primeira vez abrirei a boca em termos de datas. Se o que eu preconizo vier a acontecer, eu imputo os anos de 2050-70 como as testemunhas precisas da transição. O que dizem? Tenho razoáveis chances de me conservar vivo... Significa que atribuo a não muito além da metade do século o fim do Capitalismo, do Estado e das anacrônicas instituições que respondem pela falta de deuses ou pelos "deuses que não sabem dançar". Tal data marcaria o nascimento do homem que o projeto iluminista pela primeira vez desenhou mas não cumpriu. Significa a materialização de uma idéia. Depois desse presente - se insólito ou não, meu interesse nisso não repousa! - julgo que me despeço não-debalde; e - queiram ou não - voltarei; claro que apenas com escritos mais "pesados" (permeados de dados e de Sociologia) de um próximo turno... Escrito por wormsaiboty às 00:28 [ (0) Zero comentários. Há medo na massa? ]
Sábado , 14 de Junho de 2008 ESTAMOS NA PRÉ-HISTÓRIA DO HOMEM [versão condensada] É complicado estar na roda da História tendo de lidar ao mesmo tempo com uma revolução pessoal e com a guinada de um inaudito destino humano em geral. Na realidade não existe palavra adequada para descrever os processos que se fazem iminentes. Primeiro, um relato auto-biográfico do "método" pelo qual se chega a isso. Depois, ao longo de muitos anos, tentarei enriquecer ainda mais o próprio isso. "NÃO CONSIGO CONCEBER ALGUÉM QUE AME VIVER NUM LUGAR QUE FEDA TANTO; FAÇA A VERDADE APARECER, CRITIQUE A HEGEMONIA ATUAL" Pediram-me para explicar esse nome com o qual andei me identificando na Internet... Estava aqui na cozinha - não por acaso: a cozinha de si, onde nascem todas as idéias para auto-consumo, também estava em pleno funcionamento - quando tive a boa-vontade de compilar este artigo a fim de explicar para todos vocês que entraram em contato comigo na noite de 14 de junho de 2008 o que eu quis dizer. Vim correndo até o computador, com um pacote de biscoitos. Bastavam-me (a conexão, o teclado, e o combustível para alguns minutos de esforço teórico)! A grande pergunta não são vocês que me fazem. Ela é: POR QUE EU DEMOREI 20 ANOS? PARA CONCLUIR ISSO? E agora que concluí, tenho certeza absoluta que me achei. Eu sou isso. Para isso nasci. E nisso vou morrer, não sem antes testemunhar. Eu nasci para dizê-los que depois de mais de 5 anos lendo filósofos, sociólogos, economistas, culturólogos, relativistas, epistemólogos... eu tenho um juízo de valor intenso sobre a realidade. Intenso duas vezes: na sua simplicidade de ser dito e sobretudo na profundidade que implica dizê-lo. Digo que não sou o primeiro, nem serei o último. Mas, vejamos... espero que antes de morrer eu sinta essa verdade! Vai ser um sonho! O Capitalismo vai implodir. As bases do sistema estão rachadas. Qualquer conotação em escopo restrito não captou o espírito da coisa. Falo da ruína de todo o Capitalismo. Uma transvaloração que a sociedade ocidental-global nunca enfrentou. Vai haver um refundamento em novas bases. Não existe palavra que possa descrever esse fenômeno, como já lembrei. Gostaria de listar a gama de autores e livros do meu caminho herético, mas não posso agora. Ainda juntarei todos os cacos, mais devagar. Quem me conhece há mais tempo e tem uma convivência "acadêmica" comigo já poderia conhecer de 10 a 20% das obras que contribuíram para minha pérola máxima de então. Considero que o homem conseguirá se tornar o animal a que tanto visa por formas todavia equivocadas. O homem se encontrará e se tornará aquilo que ele é. Amante da vida. Dará sua primeira gargalhada sincera que poderá ser ouvida com igual sinceridade. A despeito do surgimento de escassos homens do tipo "verdadeiro", ainda são francos sujeitos sem reciprocidade. Ao que se visa, em última instância e na essência, é despir-se do mal, livrar-se do dinheiro. Se não listarei obras que permitam que vocês também divisem o que diviso, para que compartilhem de minha gargalhada cósmica, posso ao menos delinear biograficamente a "partenogênese" desse riso fundante-iconoclasta. Ao me interessar pelo espectro político, estudando História no ensino médio, senti-me comovido pelo movimento operário. Debrucei-me sobre a Revolução Russa, que foi a primeira tentativa séria do homem de viver num mundo substancialmente diferente do atual. Talvez mais que a Revolução Francesa, uma vez que é substancialmente - a priori, para o estudante nascido em economia liberal - o antagonismo da sua própria realidade. E todos queremos sempre um mundo melhor. Um mundo não-ruim. Não tardou para que eu reparasse nas negações do próprio discurso promovidas por aqueles democratas e na dubiedade do projeto de Socialismo Real. Acabei, após o escândalo do Mensalão do Partido dos Trabalhadores, em 2005, invertendo minha perspectiva política. Tornei-me um neoliberal rasgado. A corrupção e a falência que vira no Leste me lançou para o espectro oposto. Fosse com quem fosse a discussão, eu era o arauto número 1 da ideologia propagada pela revista VEJA, e muito me comprazia, ao tempo. Naqueles 1 ou 2 anos em que ainda imperava o meu lado reacionário, certamente encarnei instituições tais quais o FMI e o Banco Mundial como poucos. Poucos. Escapando da superficialidade de revistas semanais de países em franca mancomunação com o imperialismo estrangeiro, pude entender que a corrupção nunca está de um só lado da balança. Ela é do homem. Aprofundando-me no pensamento filosófico e nas teorias do Fim da História achei por compreendido e finalizado todo o quadro vigente. Nos encontrávamos no final e isso era sem volta. A vitória da democracia em bases liberais (o absurdo concreto?). Adensando ainda mais minhas reflexões e minha bibliografia, pude sair do espectro da Direita. Como também da Esquerda, do Centro, da abstenção ou de qualquer um do qual se possa falar. Eu naveguei rumo ao Nada. Talvez por isso seja difícil apontar um caminho. Porque fechamos os olhos por dois segundos e à deriva nos encontramos. O reino do nada. A destruição de todos os valores. Por muitos meses me ergui sobre essas (ausências completas de) bases, crendo apontar uma falta de coerência universal de que ninguém se dava conta. A vida sem um sentido pequeno que fosse, edificante que fosse... A morte do espírito do ser humano. Sua carne não possui um preço mais elevado que a de um frigorífico. Aliás, apenas por falarmos em preço já se entende: a inestimabilidade da vida passou para a ficção. A ficção do dinheiro é que se tornara o real. O fim dos tempos, a hecatombe máxima. Disso não havia como efetuar um regresso, e qualquer regresso não passaria de nova ilusão, Caverna de Platão em novos moldes. Entretanto, quase choro ao poder estar aqui narrando como e quando transcendi. A linguagem ainda é muito pobre para precisar a coisa. Eu cumpri o que Nietzsche quereria que seus sucedâneos cumprissem. Eu havia destruído todos os valores, que não serviam. Só que me contentei com isso. O MAIS CLAMOROSO DOS ERROS! O niilista que é o homem, que é o animal, que logra o auto-achamento, ergue novos ideais, com base tão-somente na crítica que fez dos velhos. Torna-se o autor da própria biografia e começa a fazer parte da História. A verdadeira História. De 8 meses para cá eu dei esse salto. Tenho acumulado essa identidade em mim. Estou me fundando como homem. Efetuando o processo, a ponte. Agora em junho tenho consciência de seu início, desenvolvimento... intensificação. Primeiro eu re-estudei Marx com bons olhos. Uma leitura despida do velho preconceito e da malversação de alguém ainda imaturo. Pude saber que ele não errou; o que há de errado é a escola marxista. Ele nunca falou o que está na boca de terceiros. Ele não foi socialista. Foi do primeiro tipo dos niilistas reconstrutores, esse que acabei me tornando, ao lado do tão antes-dos-outros Nietzsche. (...) A vida não é um meio. Ela é o fim. O fim último. O amor ao corpo, ao ser o que se é, ao poder que emana DO PRÓPRIO CORPO é a descoberta do animal. Se eu demorei 20 anos, a coletividade parece que está levando mais de 5 mil. (...) Ah, não tenha dúvida! Muito sangue vai jorrar! Mas ele nunca foi tão vermelho. E nunca significou tanto sangue. Vai ser a guerra das vontades individuais. Nunca numa guerra se matou por deliberação e volição individual máxima e suprema. Havia um mero interesse pré-moderno por trás. O novo homem é o animal. O animal que fala, é preciso que vocês estendam esse escopo do dicionário Aurélio para pegar o espírito. É o animal como nenhum e como todos. Porque ele mata, ele é cruel. Mas não sabemos ainda o que é matar e o que é ser cruel. O dinheiro aprisiona tudo. Todo o jorro. (...) Meu projeto de refundação também implica algumas mudanças sociais, como o afastamento de algumas antigas amizades tornadas sobretudo indesejáveis para o momento. Deverei ao menos, eticamente, expô-los a motivação do expurgo da minha vida. É uma medida que, admito, não pode ser tomada da noite para o dia. Na medida do possível, no cotidiano, é bom omitir meus verdadeiros conhecimentos e meu nível filosófico, a fim de não prolongar situações tediosas em que tento não parecer estranho às pessoas (aos infelizes que se situam kilômetros atrás, mas que em determinado ponto histórico marcharão comigo). Procurando uma rápida resposta para inevitáveis objeções que receberei nesse enceto de tão colossal projeto, prefiro esta opção: "Como pode a humanidade estar inscrita em algo que individualmente todos odeiam?" Voltarei. Escrito por wormsaiboty às 22:51 [ (1) Um sortudo já comentou! ] [ envie esta mensagem ] [ link ] E o tempo passou, e eu realmente voltei... E vou continuar voltando, mas comunico-vos que não nomearei mais artigos com o título TRANSCENDER. Apenas os que me compreendem menos mal adivinharão o porquê e não me interessa falar em vão para os outros. Não obstante, o que deve mudar é apenas isso: sempre escrevo, e como não há verdadeiras revoluções em nossas vidas, apenas explosões aparentes, serei sempre o mesmo, mesmo tendo mudado tanto, e o “projeto” continua, embora tácito... É difícil eu me arrepender de alguma coisa... Ah, como é bom aliviar as costas de um peso tenebroso!
Escrito por wormsaiboty às 17:14
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E UM, E DOIS, E TRÊS... NOCAUTE!
UM Ao ignominioso Luan: Sabe qual é a definição vulgar de trágico? Que o homem sabe que vai morrer. Sabe o que é ainda mais trágico? Que, sendo a única criatura que detém esse conhecimento, o homem é também o único que sabe rir. DOIS Desconfie dos moralistas. TRÊS Deus já não se sustém – nem como hipótese.
Escrito por wormsaiboty às 12:58
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